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  7. Irã e o dilema: ser parceiro do agro ou recusar o contágio do fanatismo?

Estadão diz que não se pode prescindir de “bilhões de dólares”; Leitor do NA alerta para fanatismo

Editorial do Estadão: Alinhamento e agronegócio

Irã é o 5.o maior importador de alimentos do Brasil. Bilhões de dólares e milhares de empregos perderam importância?, pergunta o editorialista.

Mais uma grande safra de dólares será colhida em 2020 pelo agronegócio, setor de maior sucesso no comércio exterior, se nenhum desastre natural ou político atrapalhar as exportações. O risco político, o mais temível neste momento, está situado em Brasília, mais precisamente, na Presidência da República e nos Ministérios de Relações Exteriores e do Meio Ambiente. Nomes conhecidos e respeitados nas áreas da política agrícola, da pesquisa agropecuária e do agronegócio, incluído o ex-ministro Alysson Paulinelli, pedem ao governo muito cuidado em relação à crise até agora protagonizada pelos governos dos Estados Unidos e do Irã. O Oriente Médio é um grande parceiro do Brasil no comércio de alimentos, lembrou Paulinelli. “Temos muitos interesses lá.” Advertências como essa foram publicadas ontem pelo Estado. No mesmo dia o governo anunciou a expectativa de um novo recorde na produção de grãos e oleaginosas – itens como soja, milho, algodão, arroz, feijão e trigo.

A safra poderá chegar a 248 milhões de toneladas, se os fatos confirmarem as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura. Nesse caso, o total colhido será 2,5% maior que o da temporada anterior. A área plantada terá crescido 1,5%. Mais uma vez, como ocorre há décadas, o aumento da produção será bem maior que o da terra usada no cultivo. Essa é uma das características mais notáveis da agropecuária brasileira: amplia-se o volume produzido poupando terra e contribuindo, portanto, para a preservação do ambiente.

No Brasil, o agronegócio – o verdadeiro, com presença em todo o mundo – combina produtividade, competitividade e respeito à natureza. Essa característica foi reconhecida internacionalmente por muito tempo. A imagem brasileira começou a mudar quando o presidente Jair Bolsonaro e alguns ministros passaram a renegar os padrões internacionais do conservacionismo, a negar dados produzidos cientificamente e a rejeitar as ações tradicionais de preservação ambiental. Com esse comportamento, presidente e ministros comprometeram a imagem dos produtores brasileiros e deram argumentos a defensores do protecionismo comercial na Europa e em outras áreas.

Igualmente contrária ao agronegócio brasileiro e aos interesses nacionais tem sido a ação ideológica da diplomacia. O presidente Bolsonaro assumiu o governo criando problemas com a China e vários países muçulmanos, grandes compradores de produtos agropecuários brasileiros.

Uma das tolices mais notórias foi a promessa de mudar a embaixada do Brasil em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém. Esse erro foi corrigido, mas o governo insistiu em continuar exibindo um ingênuo e custoso alinhamento às políticas do presidente Donald Trump. O governo voltou a tropeçar com a publicação, pelo Itamaraty, de uma nota de apoio à ação americana depois do assassinato do general iraniano Qassim Suleimani. Potências europeias, com peso geopolítico, econômico e militar muito maior, manifestaram-se de forma cautelosa e conciliadora, evitando alinhar-se a qualquer lado. Alertado por pessoas mais sensatas, especialmente militares, o presidente Bolsonaro decidiu ser cauteloso e evitar comentários.

Até aqui, ele tem agido como se desconhecesse alguns fatos de enorme importância para o Brasil. De janeiro a novembro o agronegócio exportou produtos no valor de US$ 89,33 bilhões, soma equivalente a 43,4% de toda a receita comercial do País. Graças ao superávit do setor, de US$ 76,8 bilhões, o Brasil conseguiu no período um saldo comercial positivo de US$ 41,1 bilhões. O superávit comercial, embora em declínio, tem sido e continua a ser um importantíssimo fator de segurança para a economia brasileira. Além desses dados, alguém deveria mostrar ao presidente o peso comercial do Irã, comprador de bens no valor de US$ 2,1 bilhões até novembro e quinto maior importador de alimentos do Brasil. Como a Presidência, a atual diplomacia parece desconhecer esses fatos. Ou bilhões de dólares e milhares de empregos perderam importância?

Contágio perigoso com os fanáticos do islamismo, lembra leitor do NA

“o Islã usa o medo como ferramenta para se manter nos corações de seus fiéis.”, por  Dalton Catunda Rocha 

Os islâmicos formam o último grupo de religiosos absolutamente crédulos reais, no mundo. Afora o Islamismo, todas as demais religiões transcendentes (hinduísmo, catolicismo, confuncionismo, etc.) viraram meros assuntos de cunho pessoal. A última fogueira da Santa Inquisição se apagou ainda no século XVlll. No Japão, o imperador não é um deus desde 1945. Na hinduísta Índia há liberdade religiosa e democracia. 

   O finado século XX viu as religiões seculares e totalitárias do tipo de nazismo, comunismo, leninismo e maoísmo, surgirem e caírem. Destas tantas religiões seculares, só valas comuns e fracassos totalitários restaram. O nazismo e o fascismo morreram, em 1945. O socialismo dos bolcheviques russos de 1917, após décadas de decadência, deu seu último suspiro em 1991. Na vizinha Venezuela, o tal socialismo do século XXl está cada dia, mais podre, corrupto e fracassado.  Sim, o socialismo ainda existe, por exemplo, na Coreia do Norte, mas ele é um doente terminal da história.

   Uma boa parte da humanidade sempre amou a verdade absoluta. A suposta verdade em nome da qual se deve matar ou mesmo morrer. E para os maometanos esta verdade absoluta é simplesmente o Islamismo. No século passado, divindades totalitárias e seculares tais como: raça, socialismo e coisas deste gênero mataram mais de 150 milhões de pessoas. Hoje em dia Raça e Socialismo são deuses tão mortos quanto Baal e Ozires. Já Alá, que é um deus vivo desde o século Vll, está com uma enorme sede de sangue. O século XX foi o século de Marx. O século XXl já é e continuará sendo o século de Maomé ou Muhammad.

Não é que o Islã de hoje seja pior ou melhor que o Islã da idade das Trevas ou do Império Otomano. A questão é que o Islã é o mesmo sempre. Não é por acaso. Dizer que qualquer coisa no Islã seja errada é crime, sempre punido com a morte. Isto vale tanto para islâmicos, como não islâmicos.

Uma vez conquistada a posição de poder global, algo que o Islã teve já no século VII, restou ao resto do mundo, duas opções:

1- Conter o Islã, algo que católicos da Espanha fizeram, vários séculos atrás. E mais recentemente os judeus de Israel também fizeram.

2- Ser derrotado pelo islã e depois passar a fazer parte dele. Como exemplo disto, temos: afegãos, indonésios, jordanianos, libaneses, líbios, senegaleses, paquistaneses, sírios, sudaneses, etc. 

************************

Há inúmeros povos, que já foram cristãos e depois viram povos islâmicos: argelinos, egípcios, libaneses, líbios, marroquinos, sírios, etc.

Ao longo da história, jamais povo algum, uma vez convertido ao Islã, deixou esta religião. Um povo praticante do islamismo pode até ser obliterado, como foram os mouriscos do sul da Espanha, mas obliteração, não é apostasia. 

Não há nenhum, repito nenhum povo islâmico, que tenha deixado o Islã. Veja o caso da Argélia, que esteve sob colonização francesa por mais de cem anos e, após esta colonização francesa, os argelinos seguiam cerca de 100% islâmicos. 

Comparando, a ilha de Granada estava sob um regime comunista, em 1983. Ela foi invadida pelos americanos e, o comunismo sumiu das mentes dos granadinos, para sempre. Noutra comparação, existiu um regime comunista na Polônia, por mais de quarenta anos. Depois que o regime comunista polonês caiu de podre, em 1989, o comunismo sumiu da Polônia. Por que o comunismo morreu tão rápido na Hungria e Polônia, mas o islamismo, nem sequer se reduziu na Argélia, mesmo após mais de cem anos de governo francês?

Acima de tudo, o Islã é uma fé transcendente, que promete um paraíso eterno, com muita mulher nua, a quem segue a ele. Ao mesmo tempo, o Islã ameaça com um inferno de torturas e horrores eternos, a quem não é islâmico. A morte é um destino certo para todos e, o Islã usa o medo como ferramenta para se manter nos corações de seus fiéis.

Sim, havia medo do comunismo, na Hungria e Polônia, décadas atrás. Tão logo as polícias secretas comunistas sumiram de vista, acabou qualquer base social ou política, para o comunismo na Hungria e Polônia. A derrota militar varreu tanto o nazismo da Alemanha e o fascismo da Itália de 1945, como também varreria o comunismo da ilha de Granada, em 1983. Por outro lado, a derrota militar não acabou com o Islã da Argélia do século XIX, nem acabou com o Islã da Faixa de Gaza no século XX, nem acabou com o Islã do Afeganistão no século XXI. A diferença é simples. Religiões seculares, como comunismo, fascismo e nazismo podem ser varridas do mapa, com uma derrota militar. Com o Islã, a derrota militar, não significa sua dissolução; podendo nem sequer significar sua decadência.

Concluindo tudo, eu mostro aquilo que o famoso inglês Winston Churchill (1874 – 1965 ), no livro “The River War”, primeira edição, Volume II, páginas 248 a 250: 

 “Quão terríveis são as maldições que o maometismo dedica aos seus devotos!

Além do frenesim fanático, que é tão perigoso num homem como o é a hidrofobia num cão, não existe neles a apatia fatalista do medo.

Os efeitos são evidentes em muitos dos seus países: hábitos imprevisíveis, desleixados, inexistência de sistemas modernos para a agricultura, métodos lentos de comércio, e insegurança da propriedade são sempre características com que os seguidores do Profeta se defrontam, ou sob as quais vivem.

O sensualismo degradante priva as suas vidas de graça e de requinte, e afasta-os da dignidade e de qualquer santidade.

O facto de que, no direito muçulmano, cada mulher deve pertencer a um homem como sua propriedade absoluta, seja ela uma criança, uma mulher  adulta, ou uma concubina, faz atrasar a extinção final da escravidão dos dogmas da fé do Islão e contribui para que o islamismo não consiga ser um grande poder entre os homens.

Os muçulmanos individualmente podem mostrar qualidades esplêndidas, mas a influência da sua religião paralisa o desenvolvimento social daqueles que o seguem. Não existe nenhuma força retrógrada mais forte no mundo.

Longe de ser moribundo, o islamismo é uma fé militante e proselitista.” >

http://parquedospoetas.blogspot.com/2017/05/islao-winston-churchill-e-religiao.html

Bolsonaro faz “live” para reforçar apoio a Trump e rebater Lula: “ele apoiou o Irã”

Brasília – Em meio ao conflito entre Irã e Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro fez mais um gesto de apoio ao presidente norte-americano, Donald Trump. Na tarde desta quarta-feira, 8, Bolsonaro participou de uma transmissão ao vivo nas redes sociais na qual aparecia assistindo ao discurso de Trump na televisão.

Ao final do vídeo, Bolsonaro afirmou que “muitos acham que o Brasil deve se omitir aos acontecimentos” e fez diversas referências ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta quarta, Lula criticou a atuação do governo Bolsonaro na crise entre Irã e EUA. Em entrevista ao site Diário do Centro do Mundo, o petista defendeu que “o momento não é adequado para o Brasil se meter em uma briga externa” e chamou Bolsonaro de “lambe botas do Trump”.

“Muitos acham que o Brasil deve se omitir nos tocantes aos conhecimentos… Só quero dizer uma coisa: o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto presidente da República, esteve no Irã e lá defendeu que aquele regime pudesse enriquecer urânio acima de 20%, que seria para fins pacíficos”, disse Bolsonaro na live.

Durante a transmissão ao vivo, que durou cerca de 10 minutos, Bolsonaro ficou o tempo todo sentado. Enquanto assistiu ao discurso de Trump, ele também segurou um exemplar da Constituição e marcou alguns trechos com marca-texto. Sobre um deles, citou que o Brasil tem como princípio das relações internacionais a “defesa da paz e o repúdio ao terrorismo”.

O presidente brasileiro também afirmou que “nós temos que seguir as nossas leis” e “não podemos extrapolar”. “Acredito que a verdade tem que fazer parte do nosso dia a dia, que nós queremos paz no mundo”, declarou.

“A nossa Constituição aqui diz no artigo 4 ‘A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios a defesa da paz e no repúdio ao terrorismo’. Uma boa tarde a todos e que Deus abençoe o nosso Brasil”, concluiu Bolsonaro.

Bolsonaro usa as redes sociais para driblar críticas: “quem paga o pato sou eu…”

Brasília e São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro intensificou a estratégia da comunicação direta com os eleitores, após ser chamado até mesmo de “traidor” nas redes sociais por tomar medidas consideradas polêmicas por seus seguidores, destaca o jornal O Estado de S. Paulo. Nas últimas semanas, Bolsonaro praticamente aposentou a figura do porta-voz e ampliou as aparições em “lives”, como são chamadas as transmissões ao vivo no Facebook, na tentativa de dar o seu recado. Na sua avaliação, é preciso “preparar a opinião pública” e traduzir temas espinhosos, como o fundo eleitoral.

“Vocês arrebentam comigo”, disse o presidente, em recente conversa com jornalistas, ao afirmar que está no meio de um “massacre”. A aposta na comunicação sem intermediários não é nova, mas foi reforçada depois que Bolsonaro começou a receber críticas de seus mais fiéis apoiadores. A queda de popularidade do presidente também acendeu o sinal amarelo no Palácio do Planalto. Pesquisa CNI/Ibope mostrou que, em dezembro, 38% dos brasileiros reprovaram a gestão de Bolsonaro.

“No fim, quem paga o pato sou eu”, reclamou ele, nesta terça-feira, 7, ao criticar governadores que não apoiam a proposta de redução do ICMS sobre combustíveis para conter a alta dos preços. Antes, ele também já tinha se queixado da “incompreensão” dos outros com suas atitudes. “Cai tudo no meu colo. Parece que sou responsável por tudo”, afirmou.

O movimento é planejado, mas também há muito improviso. Se dependesse do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), por exemplo, o presidente só investiria nas mídias sociais e ignoraria a imprensa tradicional. O filho zero dois do presidente já escreveu no Twitter que a comunicação do governo “sempre foi uma bela de uma porcaria”. No fim do ano passado, Bolsonaro cancelou as assinaturas de jornais e revistas no Palácio do Planalto.

Acostumado a responder pessoalmente a alguns comentários de seus seguidores nas redes, o presidente também recorre à prática de madrugada, quando não consegue dormir. Embora sua intenção seja se aproximar mais dos eleitores, às vezes ele também entra em discussões virtuais.

Amparo

Após manter a figura do juiz de garantias no pacote anticrime, logo após o Natal, Bolsonaro foi ao Facebook apresentar justificativas que amparassem sua decisão. Diante dos ataques recebidos de apoiadores, que criticavam o eventual aumento de custos causado pela medida, ele fez transmissões ao vivo e também reagiu a comentários. Em uma publicação, chegou a afirmar que a medida trazia “zero custo” para o Executivo. “Quando entrar em vigor e te prejudicar, você anuncia que não me apoia mais, tá ok?”, escreveu ele, dirigindo-se a um eleitor insatisfeito.

Nos bastidores, o diagnóstico de auxiliares de Bolsonaro é que o assunto só ganhou essa repercussão por causa das críticas feitas pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao juiz de garantias. Além dos custos extras, quem é contra a medida argumenta que ela pode atrapalhar investigações em curso. Os defensores da ideia, entre os quais seis ministros do Supremo, argumentam que o juiz de garantias trará mais segurança aos processos, pois o magistrado que dará a sentença não terá decidido nenhum pedido da investigação.

Em outra ocasião, o presidente também preparou o terreno para a possível sanção do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões, que passou pelo crivo do Congresso e vai abastecer as campanhas. Foi o Planalto que negociou esse valor com os parlamentares, mas, após ser pressionado por seguidores nas redes, o presidente ameaçou vetar o trecho do projeto. Logo depois, porém, recuou. “Eu vou vetar isso? Com toda certeza, alguém vai entrar com um pedido de impeachment”, afirmou ele em uma live, no dia 2. Para a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo, Bolsonaro usou de “má-fé” e cometeu “estelionato moral” ao associar impeachment a um possível veto do fundo. Em reportagem publicada pelo Estado, os autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff – o jurista Miguel Reale Júnior e a deputada estadual Janaína Paschoal – disseram não haver motivo para impedimento em eventual veto ao fundo, já que isso é uma prerrogativa do presidente.

Bolsonaro tem por hábito usar uma linguagem informal nas redes, mas, ao contrário de seu filho Carlos, nem sempre rebate postagens de desafetos políticos, como Joice. Tenta, porém, atrair eleitores virtualmente. Ainda na terça, o presidente recebeu um casal que se aproximou dele pelas redes sociais. Auder dos Santos pediu para tirar uma foto com a noiva no Planalto. “(…) Amanhã estarei na Presidência. Apresente essa postagem e diga para te levar na minha sala. Boa noite”, respondeu Bolsonaro. O encontro foi compartilhado por ele nas redes, em mais um capítulo da comunicação direta.

Corrupção

Eleito com a bandeira do combate à corrupção, o presidente Jair Bolsonaro tratou pouco do assunto em 2019 no seu principal canal de comunicação com a população: o Twitter. O tema aparece apenas no décimo oitavo lugar entre os assuntos mais falados pelo presidente na rede social. Economia, relações internacionais, segurança e infraestrutura foram os tópicos mais abordados pela conta oficial de Bolsonaro em seu primeiro ano de governo, segundo levantamento feito por meio da plataforma DataTora.

Os únicos ministros em cujas postagens no Twitter a corrupção aparece entre os cinco assuntos mais comentados em 2019 são os que cuidam de pastas diretamente ligadas ao tema: Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, e Wágner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU). Se considerarmos todas as postagens feitas pelos principais integrantes do governo – ministros e secretários – ativos na rede social, a corrupção aparece apenas no décimo sétimo lugar entre os assuntos mais abordados.

O assunto foi lembrado nessa semana por quem já esteve no núcleo duro do governo. O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, afirmou na segunda-feira, 6, que o governo se afastou da bandeira do combate à corrupção e que essa preocupação não ficou “tão caracterizada”, o que, segundo ele, gerou “desilusão para muita gente”.

Pesquisa Ibope feita em dezembro mostra que a investigação sobre a suspeita de “rachadinha” – quando parte do salário do servidor é repassada ao político – no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho mais velho do presidente, é uma das notícias sobre o governo mais lembradas espontaneamente pelos entrevistados – 2% citaram o caso.

Além da suspeita de “rachadinha, o Ministério Público também investiga indícios de lavagem de dinheiro e peculato em movimentações financeiras de Flávio. Em dezembro, a Justiça autorizou operação de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, do próprio senador – sua loja de chocolates – e a parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro.

Outro caso de suspeita de corrupção ronda o entorno do Planalto. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de comandar um esquema de candidaturas laranjas no PSL mineiro, presidido por ele durante a campanha do ano passado. Bolsonaro resiste em afastar o ministro e já chegou a dizer que apenas aqueles tornados réus pela Justiça serão afastados do governo.

Para o professor da pós-graduação em marketing político da ECA/USP, Kléber Carrilho, o discurso anticorrupção normalmente é adotado por quem está fora do governo. “Quem está no governo sempre é vidraça.” Para Carrilho, a imagem de Moro como personagem político “é muito mais ligada ao combate à corrupção do que a do presidente”.

Para o procurador de Justiça e presidente do instituto Não Aceito Corrupção, Roberto Livianu, não há uma postura de Bolsonaro, que coloque o combate à corrupção como prioridade. “Não podemos dizer que estamos diante de um governo que prioriza de maneira absoluta o combate à corrupção”, disse. Ele destaca a escolha de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República como um elemento que gerou ruído. “Ainda que não seja obrigado a indicar alguém da lista do MPF, é recomendável. Ao escolher alguém por encomenda, em cada atitude do PGR, o presidente ele poderá ser cobrado.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por: João Batista Olivi
Fonte: Notícias Agrícolas/Estadão
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