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Cada vez mais eficaz, preciso e versátil, drone é braço direito tecnificado no campo
Enquanto o drone sobrevoa a propriedade tirando fotos, um profissional coleta uma amostra de solo. A soma dessas informações resulta em um diagnóstico preciso do que pode ser melhorado. Os dados são inseridos no sistema da máquina agrícola que será acionada para uma ação exclusiva nos pontos prioritários. Se, pouco tempo atrás, essa descrição era considerada futurista demais, hoje faz parte da realidade do campo. Este é o tema da editoria #EducaçãonoCampo desta quarta-feira (19).
O curso ‘Utilização de Drones como Tecnologia de Precisão’ é uma das capacitações do Senar Mato Grosso do Sul voltadas para a tecnologia e a otimização de resultados. De acordo com o instrutor Pedro Henrique Barrera de Moura Gomes, a maioria dos alunos busca a qualificação para trabalhar na área e, antes de fazer aquisição do equipamento, querem conhecer as finalidades do veículo aéreo guiado.
Além da atividade agrícola, o Vant – Veículo Aéreo Não Tripulável também está presente na pecuária, como uma ferramenta de monitoramento e contagem de animais do rebanho. Também é utilizado na pulverização, no acompanhamento da saúde das pastagens, georreferenciamento da propriedade, topografia com a extração das informações de curvas de nível e até mesmo na mineração, com dados sobre o volume de terra.
“A partir de um sensor a laser, é possível obter informações precisas sobre as condições da horta, como a umidade local, com excesso ou falta de água, e de nutrientes”, complementa.
Oportunidade – Este é um serviço bastante flexível no formato e valorizado. “É claro que depende muito do formato do projeto e do que o cliente está buscando, mas é possível cobrar por hora, por aplicações de cobertura ou mesmo por hectare”.
“Muitos corretores de imóveis rurais têm utilizado o recurso para apresentar aos clientes uma nova perspectiva da propriedade, uma visita aérea com detalhes de diferentes pontos que talvez não fosse possível fazer a pé. Acadêmicos do curso de agronomia, por exemplo, buscam a qualificação com o intuito de conquistar uma oportunidade de estágio ou ser efetivado no mercado de trabalho”, explica.
Fonte: CNA
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Tereza Cristina diz que anúncio do Plano Safra 20/21 será no dia 17 de junho

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que o Plano Safra 2020/21 será divulgado no dia 17 de junho. “Está marcado”, garantiu ela, em live promovida na tarde da última sexta pela MZR Consultoria. Ela ressaltou, porém, que ainda não tem a taxa de juros fechada para o próximo ciclo agrícola, que tem início em 1º de julho. “Mesmo se tivesse estaria impedida de dizer”, enfatizou.
Segundo Tereza Cristina, a prioridade no crédito agropecuário para a temporada 2020/21 será, novamente, os pequenos e médios produtores. “Temos de viabilizar os pequenos produtores, para que eles entrem cada vez mais no sistema de produção de alto nível e tenham mais renda”, justificou, acrescentando que desde o ano passado a política agrícola no Plano Safra beneficiou pequenos e médios produtores. “O grande produtor dispõe de outras formas de financiamento; eles podem buscar recursos no mercado”.
Ela citou a mais recente ferramenta de captação de recursos para o setor agropecuário, principalmente para grandes produtores, embutida na Lei 13.986, de 7 de abril de 2020 – a antiga MP do Agro, que trouxe várias mudanças no sistema privado de financiamento do agronegócio.
De todo modo, para o ano-safra que se inicia em 1º de julho, Tereza Cristina mostrou preocupação em garantir recursos para linhas de investimento, sobretudo Inovagro, Moderagro, PCA e Moderfrota. No caso do PCA, por exemplo, linha destinada à armazenagem, a ministra disse não ter “nada contra” cooperativas e cerealistas, mas reforçou que o produtor “tem de ter armazém na propriedade”. “Ele precisa de um silo-pulmão na fazenda”, disse.
A ministra citou, além disso, o setor de avicultura, que tem ampliado fortemente as vendas externas e demanda grandes investimentos em segurança alimentar. “O setor avícola precisa de muito capital. Cada vez mais se exige em termos de biossegurança na área de sanidade nesses aviários; cada vez mais eles precisam se modernizar e precisam atender a mais exigências sanitárias, tanto aqui quanto lá de fora.”
Mesmo demonstrando preocupação com essas linhas de investimento e às portas do anúncio do Plano Safra 2020/21, a ministra reconheceu que ele ainda não é o que ela gostaria. “Poderia ser um pouco mais (de recursos)”, disse. “Mas o plano que vamos aprovar vai deixar a agricultura com essa possibilidade, de ter crédito e produzir mais.”
Tereza Cristina: Me preocupa um pouco a dependência do (agronegócio) do Brasil com a China

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, comentou sobre a forte relação comercial entre Brasil e China, principalmente na exportação de soja, em live promovida na tarde da última sexta pela MZR Consultoria,. Mas, justamente por isso, disse: “Até me preocupa um pouco a dependência que o Brasil tem da China na exportação de soja, sobretudo nos últimos anos”. Segundo ela, quando o comércio entre Estados Unidos (grande fornecedor de soja para a China) e o gigante asiático estremeceu, o Brasil ocupou esse espaço, “porque não tem outro país (para exportar o volume que a China adquire)”. “Ou é o Brasil ou são os Estados Unidos.”
Embora reconheça que o Brasil pode e tem “tirado proveito, no bom sentido” dessa relação comercial, é importante diversificar a pauta de exportações com a China e com outros países, mas reduzir essa dependência. “Já discutimos, por exemplo, com a China a abertura um pouco maior para o nosso farelo de soja”, citou. “E também conseguimos certificado para exportar farelo de algodão para lá. Abrimos este mercado, mas ainda estamos terminando a regulação dele. Do melão também.”
Ela disse acreditar, entretanto, que “nunca é bom colocar todos os ovos numa só cesta”. “O Brasil pode se beneficiar (do comércio com a China), mas temos de ter cuidado”, continuou. “Assim como a China não pode se tornar dependente de um único mercado fornecedor, o Brasil também tem de procurar novos mercados. Essa dependência é ruim para os dois lados.”
Fonte: Estadão Conteúdo
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BNDES antecipa início do prazo para adesão a programa de crédito rural

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) antecipou para o dia 3 de março o início do prazo para adesão ao programa BNDES Crédito Rural, conforme circular publicada nesta segunda-feira, 17, em seu site. Inicialmente, as contratações pelas instituições financeiras credenciadas poderiam ser feitas a partir de 10 de março.
O BNDES Crédito Rural – programa voltado ao financiamento de atividades agropecuárias e agroindustriais – terá recursos de R$ 1,5 bilhão para projetos de investimento (BNDES Crédito Rural Investimento) e para aquisição de máquinas e equipamentos (BNDES Crédito Rural Finame).
O prazo dessas operações pode chegar a 15 anos para projetos de investimento e a 10 anos para aquisição de bens de capital, com a participação do BNDES em até 100% dos itens financiáveis. No caso de financiamento a máquinas e equipamentos, a taxa final será próxima a 9% ao ano (0,72% ao mês), e para projetos será em torno 10% ao ano (0,78% ao mês).
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Voltamos à crise política quando vencíamos a econômica, diz Maggi
Na Arábia Saudita, ministro da Agricultura disse que está atento aos fatos
POR REDAÇÃO GLOBO RURAL
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que “não podemos desanimar” ao comentar a divulgação pelo jornal O Globo de delação premiada dos donos da JBS. Em postagens no Twitter, Maggi disse que está “atento aos fatos”, e que vai “esperar informações oficiais”.
Maggi está em viagem oficial ao Oriente Médio, onde negocia acordos comerciais. Da Arábia Saudita, o ministro destacou em suas postagem que o Brasil voltou a viver uma crise política “no momento em que começávamos a vencer a crise econômica”.
Antecessora de Maggi no cargo e uma das principais defensoras da ex-presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment, a ex-ministra Kátia Abreu, também via Twitter classificou a atual situação como “pesadelo”. No entanto, disse acreditar que o Brasil “sairá maior que tudo isto”.
Senadora pelo PMDB de Tocantins, Kátia defendeu o que chamou de “pacto suprapartidário pela reconstrução do Brasil”.
Fonte: Revista Globo Rural.
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Agronegócio sofre efeito colateral da lista da Odebrecht
A lista fruto da delação premiada da Odebrecht – que aponta o pagamento de caixa 2 e de propina a políticos, partidos e outros segmentos da sociedade “desorganizada” – não poupou nem mesmo o agronegócio. Ou melhor, os representantes do agronegócio, a começar pelo atual ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP-MT).
Ele também é senador licenciado, foi governador do Mato Grosso e produtor rural e é um dos maiores empresários do agronegócio do Brasil e do mundo. Blairo Maggi teria recebido R$ 12 milhões na campanha de reeleição ao governo do Mato Grosso em 2006. Kátia Abreu (PMDB-TO), a titular que lhe antecedeu na pasta, também não escapou. A ex-ministra é acusada de receber R$ 500 mil em dinheiro ilícito na campanha de 2014.
É o agro mais uma vez sofrendo o efeito colateral de problemas de natureza política, que insistem em perseguir o setor. Demandas de gabinete, desvios de colarinho branco que colocam o Brasil e o agronegócio sob suspeita no ambiente internacional. Nos últimos meses, aliás, foram inúmeros os episódios que jogaram luz sobre questões negativas envolvendo o país. Primeiro, a Operação Carne Fraca, que provocou um estrago na imagem do Brasil como fornecedor mundial de proteína animal. Em seguida veio o contingenciamento pelo governo federal dos recursos do Ministério da Agricultura. E, agora, em mais uma exposição, ministros, ex-ministros, senadores e deputados e ex-parlamentares da bancada ruralista envolvidos nos casos de caixa 2.
Algumas pessoas intimamente ligadas ao setor tentam colocar panos quentes. Como que para aliviar a responsabilidade deste ou daquele sujeito, consideram o fato de mais de 170 políticos, de vários partidos e que representam vários segmentos estarem na lista do ministro Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas isso só piora as coisas. Não dá para generalizar ou institucionalizar a situação. Que cada um olhe para o seu quadrado, que cada um fiscalize e cobre dos seus, daqueles que estão mais próximos de você, do segmento que você atua e da parte da sociedade organizada de que você participa.
Leia a notícia na íntegra no site Gazeta do Povo.