
Prioridades da CNA para o Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020 atendem demandas urgentes dos produtores
As propostas da CNA para o Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020 abrangem as demandas mais urgentes dos produtores rurais ouvidos em todas as regiões do país, como a garantia da previsibilidade orçamentária, a redução da burocracia, o aperfeiçoamento dos programas já existentes, incremento no volume e disponibilização dos recursos em época compatível com o calendário da atividade, fontes alternativas de crédito e redução da taxa de juros.
O documento elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil com as 10 propostas prioritárias para o PAP foi entregue pelo presidente da entidade, João Martins, à ministra da Agricultura, Tereza Cristina.
As medidas que constam no documento foram definidas a partir de reuniões com produtores rurais, técnicos de sindicatos rurais e de federações de agricultura. Também colaboraram agentes do mercado financeiro e do mercado de seguros rurais.
O documento está dividido em cinco eixos estruturantes de uma proposta de transição para a política agrícola e de ajustes pontuais para a safra 2019/2020: medidas para aumentar o funding (volume de recursos) de financiamento para a agropecuária, medidas para desburocratizar e reduzir o custo de observância, crédito rural, gestão de riscos na atividade agropecuária e comercialização. Estes pontos incluem:
– os programas de crédito rural;
– o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR);
– o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro);
– o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC);
– a sugestão de criação do Programa de Subvenção ao Prêmio dos Contratos de opção de Venda de Produtos Agropecuários (Programa de Garantia de Renda)
– a Política de Garantia de Preços Mínimos;
– o Programa de Aquisição de Alimentos;
– o Programa de Abastecimento Social ou Venda em Balcão da Conab.
A partir desses eixos estruturantes, foram definidas 10 propostas prioritárias.
Aumento das fontes de recursos para o setor – A CNA sugere restabelecer os níveis de exigibilidade sobre a poupança rural em 74% (MCR 6-4-2) e sobre os depósitos à vista em 34% (MCR 6-2-3), eliminar a tributação sobre ganhos de capital decorrentes de variação cambial em Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) emitidos em moeda estrangeira e flexibilizar os investimentos estrangeiros no mercado de capitais brasileiros.
Ainda sobre esse aspecto, a entidade recomenda negociar com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a edição de instrução normativa que cria o Fundo de Investimento para o setor agropecuário, o que dá maior flexibilidade para os fundos de previdência complementar investir no agronegócio.
Desburocratização – a CNA solicita estender o mecanismo de equalização de taxa de juros e outros encargos financeiros aos bancos privados e às confederações de cooperativas de crédito rural.
Crédito rural – A indicação é priorizar recursos para o crédito de custeio, priorizar os programas de investimento para construção de armazéns (PCA), adequação das propriedades à legislação ambiental (ABC) e investimentos necessários à incorporação de inovações tecnológicas nas propriedades rurais (Inovagro), retornar o financiamento da assistência técnica com recursos do crédito rural oficial, anunciar o volume de recursos programados para aplicação em crédito rural condizente com a real disponibilidade de recursos das instituições financeiras e com a capacidade de equalização de taxa de juros pelo Tesouro Nacional e estimular o Pronaf Produtivo Orientado, pois tem acompanhamento de assistência técnica.
Gestão de riscos – a demanda é garantir previsibilidade de execução do orçamento destinado ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e implementar sistema para concessão da subvenção ao prêmio do seguro diretamente ao produtor rural. Em relação a esse tema, a CNA ressalta no documento que é imprescindível que se construa uma política estruturante e integrada para gestão de riscos da atividade agropecuária. Para a entidade, os instrumentos de gestão de riscos agropecuários devem ser o pilar fundamental de uma nova política agrícola no país.
Fonte: CNA

Tereza Cristina: “Nossa agricultura precisa de mais tranquilidade, de mais segurança para produzir” (MAPA)
Ministra defende reformulação no programa de subvenção ao seguro rural para proporcionar mais proteção aos agricultores contra os riscos de perda da safra
A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou nesta terça-feira (23) que melhorar o programa de subvenção ao seguro rural será fundamental para dar mais segurança aos produtores rurais brasileiros, que correm muitos riscos de perda de safra devido a problemas climáticos. A ministra participou no fim da manhã do Seminário Internacional do Seguro Rural, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.
O evento acontece num momento em que os ministérios da Agricultura e da Economia discutem elevação dos valores destinados à subvenção do seguro no Plano Safra 2019/2020. Tereza Cristina defende ampliar o valor destinado à subvenção do seguro dos R$ 440 milhões deste ano para R$ 1 bilhão na próxima safra, o que ajudaria a reduzir os riscos embutidos nos financiamentos agrícolas e, com isso, a diminuir também as taxas de juros cobradas pelos bancos.
“O seguro é uma das ferramentas que podem levar mais tranquilidade para aqueles que estão no campo produzindo. Nossa agricultura precisa de mais tranquilidade, de mais segurança para produzir”, afirmou Tereza Cristina. “A gente viu esse ano vários acontecimentos: no Brasil tivemos seca no início do ciclo, depois nos Estados Unidos ocorreram as inundações pós-colheita e antes da safra, causando prejuízos, e depois, na Austrália, os problemas na pecuária. Construindo juntos uma boa política de seguro, avançando ano a ano, acho que a gente pode levar a tranquilidade para o campo que os produtores brasileiros tanto precisam”.
O seminário foi organizado pelo Ministério da Agricultura e pela CNA e teve dois painéis, um nacional e outro internacional, em que foram debatidas as políticas de seguro rural de países como Espanha, Estados Unidos, México e Índia, além de um panorama sobre o modelo brasileiro e os desafios do país.
A ministra destacou a importância do evento para a agricultura brasileira na construção de um seguro que garanta não só o pagamento dos financiamentos bancários quando o produtor estiver com problemas, mas que garanta renda para ele sobreviver durante o ano.
“É muito bom quando a gente tem aqui pessoas de vários países contando as suas experiências, dizendo onde já se chegou, há quantos anos eles estudam essa política pública. A gente precisa ver que temos muito a andar, muito a fazer pela agricultura brasileira. Tenho certeza de que as experiências são muito importantes para que, a cada ano, se dê um passo maior, aperfeiçoe mais essa política. (É preciso) que todos agricultores brasileiros tenham interesse, principalmente, no seguro de renda, não só no seguro para se pagar ao banco. Quando ele tiver um problema realmente, que tenha tranquilidade de saber que vai sobreviver àquele acidente naquele ano, e vai continuar a produzir no próximo”.
Em entrevista, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, destacou a experiência de outros países, nos quais os governos promoveram outros serviços (além da subvenção) que atraíram seguradoras privadas.“O Estado pode prover outros serviços que são tão importantes quanto a subvenção, como o zoneamento agrícola. O seguro é uma coisa complexa para o produtor, então existem outros serviços e outras coisas para acontecer que dependem do Estado, e coisas que não dependem e que são muito importantes para o seguro, tão importantes quanto a subvenção”.
Fonte: Mapa

Entidades do agro lançam plataforma de discussão sobre agrotóxicos com objetivo de debater o tema com a sociedade
“Plataforma AgroSaber: a pior praga é a desinformação” – Objetivo é disponibilizar informações de forma simples e clara sobre defensivos agrícolas e discutir a importância desses produtos para a agricultura. O AgroSaber pode ser acessado pelo endereço www.agrosaber.com.br e nas redes sociais.
O AgroSaber é uma plataforma que busca debater temas relevantes para a alimentação e saúde com embasamento técnico. O objetivo é combater a desinformação e fake news sobre os assuntos que envolvem a produção de alimento e levar à população informação técnica e plural sobre a agricultura.
A primeira missão do AgroSaber e tratar dos defensivos agrícolas e o PL 6299/02, projeto de lei que vai garantir mais modernidade, segurança e transparência na aprovação de novos defensivos.
A plataforma é fruto de uma iniciativa conjunta entre a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (ABRASS), Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), a Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil (CCAB Agro) e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
O primeiro objetivo da plataforma é discutir, tecnicamente, a relevância dos defensivos agrícolas para a produção de alimento e seus reais riscos. “Os defensivos para soja já estão ficando defasados. Mas o que muitos não entendem é que a nova lei vai agilizar a entrada de novos produtos, mais modernos e eficientes, no mercado, e vamos poder usar menos doses e aplicações nas nossas lavouras”, afirma o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira.
“Um assunto tão relevante para a qualidade da alimentação das pessoas não pode ser transformado em discurso ideológico nem ser debatido a partir de fake news. Por isso, sentimos necessidade de criar um espaço de conhecimento, onde os defensivos agrícolas possam a ser discutidos de forma técnica e científica”, acrescenta o presidente da Associação Mato-grossense do Algodão (AMPA), vice-presidente da Abrapa e um dos porta-vozes do campanha, Alexandre Schenkel.
Campanha multiplataforma
O tema teve grande destaque durante a primeira votação no Congresso no ano passado. A plataforma de conhecimento AgroSaber terá também forte atuação nas redes sociais e mídias tradicionais. Um dos conteúdos que certamente terá grande compartilhamento nas redes é a série de posts Verdades e Mentiras sobre os agrotóxicos.
Acesse o AgroSaber e confira! www.agrosaber.com.br.
Fonte: Aprosoja Brasil

Valor da Produção Agropecuária é estimado em R$ 572,9 bilhões
Dados para 2019 têm como referência comportamento em fevereiro. Preço do milho revela alta de 15%
O Valor Bruto da Produção Agropecuária ( VBP) de 2019, com base nas informações de safra de fevereiro, está estimado em R$ 572,9 bilhões, 0,9 % abaixo do valor do ano passado. As lavouras representam R$ 378,9 bilhões, e a pecuária, R$ 193,9 bilhões. Enquanto é esperado decréscimo real de 2,5 % nas lavouras, na pecuária espera-se valor 2,4 % maior que o de 2018. O comportamento favorável dessa atividade deve-se aos resultados de carne bovina e frangos que mostram recuperação, explica José Gasques, coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Um grupo de oito lavouras tem apresentado muito bom desempenho, observa o coordenador. E destaca algodão herbáceo, com aumento do VBP de 4,6 %, amendoim, 8,3%, banana, 7,1%, batata-inglesa, 66,7 %, feijão, 92,5 %, laranja, 4,4 %, milho, 15,0 % e uva, 4,0 %. Esses resultados ocorrem devido a melhores preços, e quantidades maiores esperadas neste ano, afirmou.
Os cinco produtos com o maior valor da produção são soja, cana de açúcar, milho, algodão herbáceo e café. Representam 78 % do valor gerado pela lavouras. Na pecuária a liderança de valor é ocupada por carne bovina, frango, leite, vindo em seguida suínos e ovos.
Em relação a alta de preços, se destacam batata-inglesa, 79%, feijão, 94,9 %, em parte representando recuperação de anos anteriores. “Nota-se uma recuperação forte de preços de diversos produtos, e isso contribui favoravelmente para o resultado do VBP”, disse Gasques.
O acompanhamento revela menor produção produtos relevantes, que refletem no faturamento da agropecuária e nos itens usados para o cálculo do PIB (Produto Interno Bruto) setorial. As maiores evidências são a redução de produção de arroz, café arábica, cana-de-açúcar, feijão, laranja, soja, trigo, tomate e uva. Na pecuária sofrem redução de VBP suínos, leite e ovos.
Os resultados regionais mostram a liderança de valor no Centro Oeste, R $ 163,49 bilhões, Sul, R$ 142, 43 bilhões, Sudeste, R$ 137,9 bilhões , Nordeste, R$ 49,33 bilhões e Norte, R$34,62 bilhões.
Fonte: Mapa

Tereza Cristina: “A agricultura brasileira vai continuar crescendo sem destruir sequer uma árvore”
Em Washington, ministra diz que o país tem a missão de pôr 40% mais alimentos na mesa dos consumidores mundiais até 2050
Ao participar de painel sobre oportunidades de investimentos no Brazil Day in Washington, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou nesta segunda-feira (18) que a agricultura brasileira tem capacidade para aumentar em 30% a produção de alimentos “sem destruir sequer uma árvore em todo o nosso território”. A afirmação foi feita a empresários e executivos de grandes empresas americanas em resposta a uma questão levantada por Donna Hrinak, CEO da Boeing no Brasil, moderadora do evento, sobre supostos impactos ao meio ambiente provocados pela produção agrícola brasileira.
“A agropecuária brasileira vai continuar crescendo sem desmatar uma única árvore sequer”, respondeu a ministra. “Nós temos capacidade de incluir quase 30% a mais de produção sem destruir sequer uma árvore, um pé de árvore em todo o nosso território”.
Tereza Cristina explicou ainda que o Brasil “tem um Código Florestal dos melhores do mundo”. Segundo a ministra, a legislação estabelece que o produtor brasileiro tem de preservar boa parte de sua propriedade pagando impostos por toda a área. No cerrado, bioma característico da Região Centro-Oeste, 20% de cada propriedade têm ser preservados, além de matas nativas, margens de rios, etc. Na Amazônia, a ministra lembrou que são 80% de área preservada.
“E, assim mesmo, o mundo ainda nos ataca, dizendo que somos transgressores da lei. O produtor brasileiro produz de forma sustentável, com todas as dificuldades de infraestrutura que ele enfrenta em nosso país”, afirmou ao lado dos ministros Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e Bento Costa Lima Leite (Minas e Energia).
A ministra explicou aos investidores que o Brasil precisa continuar buscando novos mercados pelo mundo, porque a produção brasileira “continua a crescer de maneira sustentável”. E afirmou: “Temos uma missão de colocar, até 2050, 40% a mais de alimentos na mesa do mundo”. Ela ainda explicou que o Brasil hoje tem acesso a vários mercados mundiais e quer reforçar seus laços de parceria com os Estados Unidos. “Estamos vindo discutir os nossos mercados, que são muito parecidos na agropecuária”, disse a ministra.
A ministra também falou do novo momento vivido pelo país, a partir da eleição do presidente Jair Bolsonaro, em outubro do ano passado: “Existe um otimismo do brasileiro de que o país vai para um novo mundo. O setor produtivo brasileiro está apostando todas as suas fichas neste governo, as reformas econômicas devem acontecer em breve para que o brasil entre nos eixos, e sob o comando do presidente Bolsonaro, acho que o Brasil entra numa nova era, num novo tempo, em que as relações serão melhores entre a política, o Judiciário e o Executivo. Queremos um Brasil globalizado, aberto de lá para cá e daqui para lá. É isso que queremos no novo momento que vivemos no nosso país”.
Em seu discurso inicial, a ministra fez uma firme defesa de um comércio mundial “equilibrado e justo”. Ela lembrou que o Brasil é o terceiro maior exportador agrícola do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia, com 7% do total do comércio agropecuário internacional, mas continua “trabalhando incansavelmente” pela abertura de mercados e por condições iguais nos mercados que já estão abertos.
Fonte: Mapa/Notícias Agrícolas

Governador participa de reunião na FAEMG e destaca importância do agronegócio mineiro
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participou, nesta quarta-feira (6/2), de reunião de trabalho com a diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG). Esta foi a primeira vez que um governador do Estado esteve na sede do Sistema FAEMG, que representa o setor do agronegócio, responsável por 33,54% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.
“Como bom conhecedor da realidade do interior do Estado, vi como essas regiões se desenvolveram principalmente devido ao agronegócio. Então, tenho plena ciência da importância dessa atividade para Minas Gerais. Como foi mostrado aqui, somos primeiro, segundo e terceiro colocados em uma série de atividades do agronegócio. Agora, vamos trabalhar ainda mais para melhor essas posições”, afirmou Romeu Zema.
O governador ainda pontuou a importância de a administração estadual dialogar com a população e representar o interesse de diversos setores. “Fiquei surpreso de ouvir que é a primeira vez que um governador vem ao Sistema Faemg. Essa é só a primeira vez que venho aqui. O Estado precisa apoiar no que for preciso. Quero que vocês sintam no Governo do Estado uma entidade que esteja representando a classe”, completou. Entre as ações pontuadas como fundamentais pelo governador estão fomentar o crescimento do setor do etanol, dar maior segurança aos produtores e analisar a questão fundiária.
A secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, que também acompanhou a reunião, estabeleceu a necessidade de a pasta trabalhar em conjunto com a entidade. “Hoje é o início de uma parceria entre o governador, a secretaria e a Faemg. Todas as nossas ações serão desenvolvidas em conjunto com a FAEMG, que representa a maior parte dos produtores rurais do Estado. Vamos incentivar a produção rural e criar um ambiente de segurança jurídica, que estimule os negócios. Vamos buscar regulações para a produção rural, aumento da lucratividade do produtor, sem esquecer a sustentabilidade”, disse a secretária.
Minas Gerais possui atualmente cerca de 600 mil propriedades rurais. A Federação representa 385 sindicatos de produtores rurais mineiros e atende 400 mil pequenos, médios e grandes produtores.
Setor
Em relação ao País, o agronegócio mineiro representa 13,59% do PIB nacional. Entre os principais produtos exportados pelo setor está o café, com 40,6%, seguido do complexo soja (23,5%) e das carnes (10,6%).
O presidente da FAEMG, Roberto Simões, destacou a relevância da presença do governador na entidade. “Foi para nós um dia memorável porque é a primeira vez que um governador vem à nossa entidade. Foi extremamente produtivo, e o que pudemos ouvir foi encorajador porque eles conhecem as nossas dores e prometeram trabalhar em conjunto conosco. É o que esperamos de um governo para juntos fazermos Minas melhor do que é”, defendeu o presidente, que apresentou todo o sistema da federação ao governador.
Fonte FAEMG

SAIBA A MELHOR ÉPOCA PARA REALIZAR A ADUBAÇÃO NITROGENADA, SEGUNDO EMBRAPA
A adubação nitrogenada é uma prática eficiente para melhorar a produtividade e a qualidade da pastagem. No entanto, a eficiência da aplicação de Nitrogênio (N) depende de condições climáticas favoráveis: temperatura e disponibilidade hídrica.

Cepea: PIB do agronegócio mineiro cresce 1,57%
O Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio de Minas Gerais, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, apresentou alta de 1,57% na renda anual de 2018, com base em dados disponíveis até julho/18. Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado foi motivado principalmente pelo ramo agrícola, que teve alta de 4,92%, enquanto o pecuário apresentou baixa de 2,12%.
Tabela: Taxas de variação anuais do PIB do Agronegócio (2018/2017, valores em %), de janeiro a julho/18
| Insumos | Primário | Indústria | Serviços | Agronegócio | |
| Agropecuária | 0,12 | 0,12 | 6,42 | -0,46 | 1,57 |
| Ramo Agrícola | 1,21 | 3,46 | 9,07 | 1,19 | 4,92 |
| Ramo pecuário | -0,71 | -1,39 | -6,43 | -2,42 | -2,12 |
Resultados por Segmentos
INSUMOS
O segmento de insumos do agronegócio apresentou ligeiro crescimento de 0,12% no período de análise (até julho). Houve comportamento distinto entre os segmentos, com alta de 1,21% para o agrícola, motivado pela valorização dos fertilizantes e combustíveis, e queda de 0,71% no pecuário, influenciada pela baixa na atividade de alimentação para animais.
PRIMÁRIO
O segmento primário agrícola teve alta de 3,46% no estado, devido ao crescimento verificado em atividades agrícolas importantes em Minas Gerais, como café, soja e milho. Já quanto ao segmento primário pecuário, recuou 1,39% no estado mineiro. Apenas as atividades relacionadas à bovinocultura de corte apresentaram alta no período, motivada principalmente pelo aumento na quantidade produzida. Para as demais atividades acompanhadas, foram verificadas baixas, com destaque para suínos, leite e ovos, devido às acentuadas quedas de preços).
AGROINDÚSTRIA
A agroindústria de base agrícola teve alta de 9,07% em 2018 (até julho), motivado pelo crescimento em atividades de grande peso no estado, como etanóis e café. Já entre atividades que apresentaram baixa, destacam-se açúcar e óleo de soja refinado. A agroindústria de base pecuária, por outro lado, recuou 6,43%. Foram verificadas quedas em quase todas atividades industriais pecuária acompanhadas, com exceção de carne de vacas. A principal motivação para a baixa no valor das atividades pecuárias foi a queda de preços, com destaque para a carne de suínos e leites em pó e pasteurizado.
Fonte: Cepea

Faesc alerta para novas regras da previdência rural a partir de janeiro
O empregador rural poderá decidir se vai querer recolher a contribuição previdenciária calculada sobre a folha de pagamento dos funcionários a seu serviço (23%) ou se vai continuar recolhendo sobre o valor da comercialização rural (1,3%).

Brasil pode ter a maior safra da história em 2019, afirma Roberto Rodrigues
Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV espera que o próximo ano traga mais de 1 bilhão de toneladas em produtos agrícolas.
As perspectivas para o agronegócio no Brasil em 2019 são muito boas. É o que afirma Roberto Rodrigues, Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Segundo ele, se não tivermos empecilhos com o clima devemos colher a maior safra da história. Serão cerca de 240 milhões de toneladas de grãos e 640 milhões de toneladas de cana. O ex-ministro espera mais de 1 bilhão de toneladas em produtos agrícolas no próximo ano.
Apesar disso, Rodrigues acredita que alguns problemas devem persistir. A logística não foi resolvido, o frete ficou mais caro — principalmente com a instituição da tabela de frete, após a greve dos caminhoneiros em maio de 2018 — e os fertilizantes ficaram mais caros. Esses empecilhos devem diminuir as margens do produtor.
Leia a notícia na íntegra no site do Globo Rural.