
Agronegócio emprega 1/3 dos brasileiros
Um em cada três brasileiros possui trabalho graças ao agronegócio, o que equivale a cerca de 30 milhões de pessoas. É o que aponta estudo do Instituto CNA em conjunto com o Núcleo Econômico da Superintendência Técnica (SUT/CNA) com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE.
“Esse resultado (32,7% das ocupações brasileiras estão no setor do agronegócio) demonstra o papel catalisador do setor na economia nacional, na produtividade total dos fatores da economia e na geração de renda dos setores público e privado”, afirmou a CNA em seu relatório.
De acordo com o levantamento, o ótimo desempenho do agronegócio brasileiro nos últimos anos baseou-se principalmente no aumento da produtividade dos produtos agropecuários. No entanto, os fatores negativos apontados são a escassez de mão de obra qualificada e seu alto custo.
A modernização da atividade agropecuária no Brasil, com o aumento do uso de tecnologias, máquinas e equipamentos, entre outros fatores, resultou na redução do número de pessoas ocupadas no setor. Na última década (2006 a 2016), houve redução de aproximadamente 50% do número de pessoas trabalhando na agropecuária.
Nesse mesmo período analisado, porém, o valor bruto da produção agropecuária (VBP) teve aumento da ordem de 70%. Confira no gráfico abaixo:


Para onde vai o setor de distribuição e revenda de insumos?
Por Carlos Eduardo Dalto
As mudanças que ocorrem no agronegócio são inegáveis e substanciais. Assistimos ao uso intenso de tecnologia em campo e começamos a ver em operação as plataformas de gestão integradas, que passam a fornecer informações imediatas e precisas para a tomada de decisão em campo.
Em termos da cadeia de fornecimento, a realidade é similar. Assistimos às ondas de fusões e aquisições, capitaneadas pelas grandes indústrias fornecedoras e agora, uma nova onda atinge o setor de distribuição: a compra de importantes revendas país afora por grupos internacionais, especialmente os chineses e indianos.
E, o que se esperar desse movimento?
O setor de distribuição e revenda de insumos agropecuários passa por um rearranjo estrutural, característico da dinâmica do mercado. No auge das commodities da primeira década dos anos 2000, presenciamos um sem-número de empresas que abriram suas portas, na expectativa de faturar com o mercado em franca expansão. Eu mesmo, enquanto professor, lembro-me de ter orientado o plano de negócios de três alunos que deixavam sua vida de executivo nas multinacionais para iniciar sua vida de empreendedores no ramo de revenda agro.
Acontece que o mercado é uma espécie de organismo vivo, tal como na natureza, estes organismos alimentam-se de tempos de fartura, sofrem com as estiagens. As espécies do mundo animal têm seu ciclo de vida – nascem, crescem e morrem! E muitas revendas, por inúmeros fatores, seguiram essa mesma trajetória. As sobreviventes que aí estão, têm sido assediadas por grandes grupos ou estão na iminência de serem devoradas por eles. É a lei de mercado! E o que fazer?
Neste cenário, que se assemelha a uma selva africana, em que para se manter na cadeia há que se reinventar e se adaptar! As revendas que perpetuarão são aquelas que definirem claramente sua estratégia de atuação e que tenham capacidade de estabelecer negócios com fornecedores preocupados em, efetivamente, serem parceiros, na concepção literal da palavra.
Na perspectiva interna, terão que incorporar na administração de suas operações conceitos e ferramentas gerenciais em pontos que hoje são considerados nevrálgicos para o sucesso: no gerenciamento do estoque e ativos, nas compras estratégicas, no fluxo de caixa, na gestão de crédito e cobrança e a gestão das margens.
Outra perspectiva e esta, diria, a mais complexa, é a de formar equipes comerciais capazes, efetivamente, de gerar relações superiores com seus produtores. Saem os vendedores transacionais e entram os consultores de negócios. Muito mais que oferecer um determinado produto, terão que entender e responder aos produtores, como aquele produto resolve determinado problema, que não, necessariamente, é agronômico ou veterinário, mas gerencial ou operacional.
Essa equipe de campo precisará tangibilizar, aos produtores, portfólios que façam melhorar a performance em campo. Sai o fornecedor e entra o parceiro de negócios. Ao processo de venda, serão incorporados o relacionamento, o acompanhamento, a assistência e o pós-venda.
É uma atuação que envolverá muito mais que vender. Envolverá criar uma relação diferenciada e consultiva aos produtores. Vender por vender, o mercado está cheio! A competência, nestes novos tempos, passará por conhecer profundamente o produtor, produtos e mercado e ser capaz de construir e alimentar uma cadeia em que as soluções que proporcionem ganhos múltiplos. Enfim, torne-se relevante para seu produtor!
Fonte: Carlos Eduardo Dalto / Notícias Agrícolas

Ourofino Agrociência apresenta novo propósito: Reimaginar a Agricultura Brasileira
Diante dos desafios enfrentados pelo setor, empresa adequou seu posicionamento estratégico para contribuir com o desenvolvimento da agricultura nacional
Inspirar uma nova era de desenvolvimento, produtividade e crescimento, a fim de criar novas possibilidades para os desafios da agricultura nacional. Esse é o novo propósito da Ourofino Agrociência, reimaginar a agricultura brasileira.
O posicionamento nasceu de um estudo conduzido pela empresa nos últimos meses com o intuito de reposicionar estrategicamente a companhia, visando construir uma diferenciação relevante e sustentável para o mercado e, assim, orientar a gestão da Ourofino para ações adequadas às especificidades da agricultura nacional.
De acordo com o gerente de Comunicação e Inteligência Competitiva da Ourofino Agrociência, Everton Molina Campos, o estudo teve início no segundo semestre de 2016 e, para ter um entendimento real das necessidades do agricultor brasileiro, abrangeu entrevistas com produtores e especialistas do setor.
As pesquisas mostraram algo que a Ourofino já possui em seu DNA. “Identificamos que o agricultor almeja uma empresa que desenvolva produtos e soluções customizadas as suas necessidades, ou seja, que esteja próxima a ele e ofereça uma abordagem que vá além do relacionamento comercial. E esse é o nosso propósito”, afirma Campos.
Luciano Galera, diretor de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, complementa que, hoje, a maioria das multinacionais do setor desenvolve produtos com formulações únicas e globais. “As soluções são testadas em centros de pesquisa no hemisfério norte, onde as condições edafoclimáticas são completamente diferentes das encontradas na agricultura tropical, que prevalece incidência de luz solar, altas temperaturas, umidade elevada, alta infestação de pragas e doenças, e presença de palha no solo, decorrente do plantio direto e da colheita da cana”, ressalta.
Foi avaliando esse cenário que a Ourofino Agrociência vislumbrou seu novo propósito como companhia: Reimaginar a Agricultura Brasileira, com a missão de desenvolver produtos e serviços que se adequem às condições da agricultura tropical.
Galera reforça que, por possuir uma das mais modernas fábricas de defensivos agrícolas do mundo e laboratórios com equipamentos de última geração, a Ourofino iniciou um projeto de inovação incremental, a fim de desenvolver produtos com formulações adequadas às condições da agricultura brasileira. “O que proporciona melhor performance da cultura e menor impacto ambiental”, diz o diretor.
Além de inovar para a agricultura nacional, a Ourofino Agrociência está mudando a abordagem com clientes para fomentar um relacionamento que realmente construa valor. “Estamos capacitando nossa equipe comercial para criar um relacionamento baseado em confiança e transparência. O objetivo é que nossos profissionais contribuam com ideias e soluções, para que sejamos realmente um parceiro de negócios”, pontua Miguel Padilha, diretor Comercial.
A empresa também está investindo fortemente em uma maior presença digital, com divulgação de conteúdos relevantes para o agricultor utilizar no momento em que mais precisa, ou seja, no campo. Além de estar presente em mídias como Facebook, Twitter, Youtube e Instagram, a Ourofino ainda traz um site totalmente reformulado.
Para expressar visualmente o novo propósito, com todas as adequações mencionadas anteriormente, a Ourofino Agrociência apresenta sua nova identidade visual. “A mudança tem por objetivo facilitar e simplificar a comunicação da empresa com o setor, bem como criar um senso de identidade e estabelecer uma diferenciação no mercado”, explica Campos.
A alteração no logotipo faz parte do processo de adequação estratégica da empresa. “Ele expressa totalmente nosso propósito”, destaca o gerente de Comunicação e Inteligência Competitiva. O losango do centro foi inspirado no fechamento do diafragma de uma máquina fotográfica e representa o reimaginar, um novo olhar. As linhas fazem referência às linhas do plantio, são características da agricultura. E as cores verde e amarelo fazem referência ao nosso país. “Assim, com a junção dos três elementos, temos claramente nosso propósito: Reimaginando a Agricultura Brasileira”, finaliza Campos.
Investimentos – inovando para a agricultura nacional
Para o desenvolvimento de novos produtos adequados à agricultura brasileira, a Ourofino estabeleceu parcerias com importantes centros de pesquisa no Brasil, como a Embrapa Recursos Genéticos e Unesp Botucatu. Recentemente, também firmou parceria de R$ 60 milhões com a Finep. O contrato é válido para o biênio 2017/2018, com 70% do valor custeado pela financiadora. O montante será investido em novos produtos para a agricultura tropical e melhoria das formulações já existentes.
Em 2016, no parque fabril localizado em Uberaba (MG), a Ourofino investiu R$ 15 milhões na construção de dois galpões de armazenagem. Agora, a empresa custeou mais de R$ 12 milhões na execução da planta industrial de WDG (Grânulos Dispersíveis). A tecnologia aplicada é a mais moderna e eficiente no mercado de defensivos agrícolas e proporciona ganhos no processo de formulação e na redução da exposição operacional na manipulação do produto, bem como visa a não poluição do meio ambiente.
Fonte: Ourofino Agrociência

Voltamos à crise política quando vencíamos a econômica, diz Maggi
Na Arábia Saudita, ministro da Agricultura disse que está atento aos fatos
POR REDAÇÃO GLOBO RURAL
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que “não podemos desanimar” ao comentar a divulgação pelo jornal O Globo de delação premiada dos donos da JBS. Em postagens no Twitter, Maggi disse que está “atento aos fatos”, e que vai “esperar informações oficiais”.
Maggi está em viagem oficial ao Oriente Médio, onde negocia acordos comerciais. Da Arábia Saudita, o ministro destacou em suas postagem que o Brasil voltou a viver uma crise política “no momento em que começávamos a vencer a crise econômica”.
Antecessora de Maggi no cargo e uma das principais defensoras da ex-presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment, a ex-ministra Kátia Abreu, também via Twitter classificou a atual situação como “pesadelo”. No entanto, disse acreditar que o Brasil “sairá maior que tudo isto”.
Senadora pelo PMDB de Tocantins, Kátia defendeu o que chamou de “pacto suprapartidário pela reconstrução do Brasil”.
Fonte: Revista Globo Rural.

75% do crescimento da atividade econômica virá da agropecuária
Sem a agropecuária, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil teria alta de 0,12% em 2017, em vez do já modesto 0,47% projetado pelo mercado. O setor deve ter uma fatia de 75% do crescimento da atividade econômica neste ano, maior peso em 18 anos.
O número foi calculado pela consultoria Tendências a pedido da Folha com base nas projeções feitas por analistas de mercado ouvidos pelo boletim Focus, do Banco Central, para o PIB dos diferentes setores da economia.
Essa alta participação, a maior desde 1999, quando o PIB agrícola representou 77% do total, ocorre tanto pelo bom momento para o campo quanto pela dificuldade de recuperação dos outros setores. Beneficiada pelo clima favorável, a safra de grãos será recorde e subirá mais de 26%, segundo o IBGE.
Os analistas apostam em altas de 6,4% e 0,88% para a agropecuária e a indústria, respectivamente, e uma queda de 0,06% em serviços.
Leia a notícia na íntegra no site Folha de S.Paulo.
Fonte: Folha de S.Paulo

Brasil lidera produtividade agropecuária mundial
Entre 2006 e 2010, rendimento da atividade rural foi de 4,28% ao ano. Soja está entre as culturas com melhor desempenho
Estudos feitos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostram que o Brasil é um dos países em que a produtividade mais cresce. De 2006 a 2010, o rendimento da agropecuária aumentou 4,28% ao ano no Brasil, seguido pela China (3,25%), Chile (3,08%), Japão (2,86%), Argentina (2,7%), Indonésia (2,62%), Estados Unidos (1,93%) e México (1,46%).
Os pesquisadores americanos usaram o indicador expresso em Produtividade Total dos Fatores (PTF), que considera todos os produtos das lavouras e da pecuária e os relaciona com os insumos usados na produção.
De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques, o aumento da produtividade agrícola tem sido a forma mais segura de suprir as necessidades crescentes de alimentos em todo o mundo.
“Ao longo dos últimos 50 anos, o crescimento da produtividade permitiu ofertas mais abundantes de alimentos a preços mais baratos”, assinala Gasques. “No Brasil, isso pode ser verificado pela redução dos preços reais de grãos relevantes na alimentação humana, como, por exemplo arroz, milho, soja e trigo.”
Com ganhos de produtividade obtidos nos últimos anos na agricultura, destacou o coordenador da SPA, o Brasil deixou de ser país importador de alimentos, com enormes crises de abastecimento, e se transformou em um expressivo exportador de uma pauta diversificada de produtos agropecuários.
Crescimento da produção
A taxa média de crescimento da produtividade agropecuária no Brasil foi de 3,58% ao ano entre 1975 a 2015. Na década de 2000, a média foi de 4,08% ao ano. “Isso mostra que a agricultura tem crescido principalmente com base na produtividade. No Brasil, essa variável é responsável por cerca de 90% do crescimento da produção, enquanto que 10% se deve aos insumos”, salienta Gasques.
Três tecnologias são consideradas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) como essenciais ao aumento da produtividade da agricultura brasileira: viabilização da segunda safra de verão (safrinha); resistência genética às principais doenças e plantio direto na palha.
O estudo sobre o crescimento da produtividade brasileira foi publicado na revista EuroChoices agri-food and rural resource issues, na edição deste ano, nas versões em inglês, francês e alemão.
Fonte: Mapa

Empresa apresenta o “uber” das máquinas agrícolas para transformar o agronegócio
Novidade já está em uso e foi apresentada durante seminário da StartAgro em Ribeirão Preto
A economia colaborativa também começa a ganhar terreno no agronegócio. Uma das atrações do seminário da StartAgro, realizado na Agrishow, que foi até esta sexta-feira (05/05/17), em Ribeirão Preto (SP), foi a apresentação do Uller, aplicativo de compartilhamento de máquinas agrícolas.
Por hora ainda restrita a fornecedores do sul de Minas Gerais, a ferramenta tem como princípio funcionar como uma plataforma digital onde o produtor rural pode alugar sua máquina para quem necessita do equipamento, mas não deseja adquiri-lo ou locá-lo em prestadores de serviços tradicionais.
Segundo Danielle Fonseca, executiva do Uller, o aplicativo tem como uma de suas funcionalidades a geolocalização, que identifica a máquina agrícola mais próxima de quem deseja alugá-la. De acordo com Danielle, a ferramenta conta com uma espécie de ranking, que classifica as máquinas, conforme a avaliação de quem as utilizou. “Na prática é um selo de qualidade para quem fornece a máquina e um indicativo de confiança para quem pretende alugar.”
Danielle revela que a ferramenta, lançada no final do ano passado, já conta com 67 produtores-fornecedores cadastrados. “Nosso modelo de negócios é corretagem, no qual recebemos um determinado percentual por operação realizada.” Presente ao evento, o empresário Maurílio Biagi Filho, uma das principais lideranças do setor sucroenergético e do agronegócio brasileiro, disse que a economia colaborativa faz todo o sentido no mundo moderno, e o setor rural não pode ficar fora disso. “Todavia, o compartilhamento só fará sentido se houver benefício econômico para todos os envolvidos.”
Paulo Beraldi, diretor de vendas da fabricante de máquinas agrícolas Valtra, avalia o modelo de compartilhamento como uma tendência inexorável na agricultura, independentemente de ser por meio de plataformas online ou operações offline.
Fonte: Infomoney

Casal de agricultores supera desafios de produção na Paraíba
O casal de agricultores familiares José Ferreira de Souza, 58 anos, e Margarida Ferreira de Lima, 56, produz hortaliças e legumes, como coentro, beringela, alface, beterraba e mandioca, em meio a caatinga. Mas isso só foi possível pela força de vontade, experiência e insistência de seu José. O agricultor escavou manualmente uma cacimba até encontrar a água. A atitude de José superou a dificuldade de recursos da região e rendeu ao casal a produção de novas culturas, um incentivo para continuarem firmes na produção.
José e Margarida moram desde 2004 pertinho do município paraibano Cuité, na microrregião do Curimataú. Lá começaram as dificuldades, mas logo acessaram o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), o que deu um gás no trabalho do casal. No início, seu José buscava água no vizinho para manter o cultivo de milho, feijão e fava. Mas desde 2015, quando resolveu escavar a cacimba, deu início a outros tipos de plantação. “A água ainda é pouca, mas é apropriada e dá para manter a produção. Lá na frente, se Deus quiser, vamos conseguir mais”, afirma o agricultor.
Mesmo com a estiagem, o casal consegue vender a produção para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), junto as prefeituras de Cuité-PB e Japi-RN, graças ao suporte oferecido pela Organização Social para o Desenvolvimento Sustentável e Capacitação (Odesc). O grupo desenvolve Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), orienta e realiza planejamentos para a participação dos produtores rurais em programas governamentais.
De acordo com o técnico de Ater da Odesc Rogaciano Souto Medeiros, o seu José e a dona Margarida são exemplos para a região, pois mesmo com todas as dificuldades, inclusive, os seis anos de estiagem, eles não pararam de produzir. “Eles têm um oásis no meio do deserto”, comentou o técnico.
Os próximos passos, segundo seu José, serão para finalizar o atual financiamento feito por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e usar os recursos para a construção de um poço artesiano na propriedade. Os dois ainda querem acessar neste ano o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Mariana Guedes
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0128 / 0122 e imprensa@mda.gov.br

Exportações brasileiras crescem 24,4% neste primeiro trimestre
As exportações brasileiras cresceram 24,4% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. Ao mesmo tempo, as importações aumentaram 12%. A balança comercial registrou superávit de US$ 14,4 bilhões. Os dados são do Indicador Mensal da Balança Comercial, da Fundação Getulio Vargas (FGV), e foram divulgados hoje (26/4) no Rio de Janeiro.
Com o resultado da balança comercial, estima-se que o comércio externo brasileiro encerre o ano com um saldo positivo de US$ 50 bilhões.
Em relação ao volume, as exportações cresceram menos (11%) do que as importações (17%) no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2016. A maior alta nas exportações foi observada no setor da indústria extrativa (38%), seguido pela indústria da transformação (9%). A agropecuária teve uma queda de 7%. As exportações de não commodities aumentaram 16% e as de commodities, 6%.
O maior crescimento no volume importado ocorreu na indústria de transformação (23%), seguido pela extrativa (11%). A agropecuária teve queda de 4%.
Preços dos produtos negociados
Os termos de troca penderam a favor da balança comercial brasileira, com uma melhora de 19% na comparação com o primeiro trimestre de 2016, devido ao aumento de 15% do preço das exportações e da queda de 3% do preço das importações.
Isso pode ser explicado principalmente pelo comportamento das commodities. Enquanto o preço de importação desses produtos recuou 11%, o preço da exportação avançou 29%. Entre as não commodities, o preço das exportações não variou, enquanto o valor das importações caiu 6,5%.
Entre os setores econômicos, os preços das exportações da indústria extrativa cresceram 75%, enquanto o preço das importações caiu 9%. Na indústria da transformação, o preço das exportações cresceu 5%, enquanto o das importações caiu 7%. Na agropecuária, os preços dos exportados cresceram menos (9%) do que os dos importados (17%).
“Os preços das commodities estavam deprimidos até o final do ano passado e, neste início de ano, tiveram uma recuperação. No caso do Brasil, por exemplo, os preços de minério de ferro e petróleo melhoraram. Também temos uma demanda internacional mais favorável [para as exportações brasileiras]”, disse a pesquisadora da FGV, Lia Valls.
Fonte: Agência Brasil

Agronegócio sofre efeito colateral da lista da Odebrecht
A lista fruto da delação premiada da Odebrecht – que aponta o pagamento de caixa 2 e de propina a políticos, partidos e outros segmentos da sociedade “desorganizada” – não poupou nem mesmo o agronegócio. Ou melhor, os representantes do agronegócio, a começar pelo atual ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP-MT).
Ele também é senador licenciado, foi governador do Mato Grosso e produtor rural e é um dos maiores empresários do agronegócio do Brasil e do mundo. Blairo Maggi teria recebido R$ 12 milhões na campanha de reeleição ao governo do Mato Grosso em 2006. Kátia Abreu (PMDB-TO), a titular que lhe antecedeu na pasta, também não escapou. A ex-ministra é acusada de receber R$ 500 mil em dinheiro ilícito na campanha de 2014.
É o agro mais uma vez sofrendo o efeito colateral de problemas de natureza política, que insistem em perseguir o setor. Demandas de gabinete, desvios de colarinho branco que colocam o Brasil e o agronegócio sob suspeita no ambiente internacional. Nos últimos meses, aliás, foram inúmeros os episódios que jogaram luz sobre questões negativas envolvendo o país. Primeiro, a Operação Carne Fraca, que provocou um estrago na imagem do Brasil como fornecedor mundial de proteína animal. Em seguida veio o contingenciamento pelo governo federal dos recursos do Ministério da Agricultura. E, agora, em mais uma exposição, ministros, ex-ministros, senadores e deputados e ex-parlamentares da bancada ruralista envolvidos nos casos de caixa 2.
Algumas pessoas intimamente ligadas ao setor tentam colocar panos quentes. Como que para aliviar a responsabilidade deste ou daquele sujeito, consideram o fato de mais de 170 políticos, de vários partidos e que representam vários segmentos estarem na lista do ministro Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas isso só piora as coisas. Não dá para generalizar ou institucionalizar a situação. Que cada um olhe para o seu quadrado, que cada um fiscalize e cobre dos seus, daqueles que estão mais próximos de você, do segmento que você atua e da parte da sociedade organizada de que você participa.
Leia a notícia na íntegra no site Gazeta do Povo.