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China ‘tem fome’ de produtos agrícolas importados em meio à recuperação da demanda
A China aumentou as importações de produtos agrícolas que vão de milho a carne suína e sorgo no mês passado, sinalizando uma recuperação da demanda por proteína no país mais populoso do mundo.
As importações de milho, usado na ração animal pelo segundo maior consumidor do mundo, subiram para uma alta de três anos em julho, à medida que o país buscava mais suprimentos para cobrir uma escassez cada vez maior e baixar os preços.
O clima seco nas regiões de cultivo do nordeste da China está ameaçando a produção em um momento em que a demanda está crescendo na indústria de suínos e aves. A nação asiática tem comprado grandes quantidades de milho dos Estados Unidos, o que de certa forma cumpriu seus compromissos no acordo comercial com os Estados Unidos.
Um aumento nas remessas de entrada pode dar suporte adicional ao milho de Chicago, que avançou mais de 7% neste mês. Os futuros dos EUA para entrega em dezembro subiram tanto quanto 1,7% para US $ 3,5075 por bushel na terça-feira, um terceiro dia de ganhos. Os preços na China estão oscilando perto de uma alta de cinco anos devido a preocupações com a produção doméstica.
A China fez sua maior compra de milho dos EUA em julho, com cargas definidas para chegar aos portos chineses nos próximos meses. Está sob pressão para cumprir sua meta de 2020 para compras de produtos agrícolas dos EUA depois que os embarques no primeiro semestre do ano atingiram apenas 20% da meta de 2020 de US $ 36,5 bilhões, de acordo com o USDA.
Os negociadores comerciais dos EUA e da China discutiram a primeira fase do acordo comercial, com os EUA dizendo que ambos os lados viram progresso e estão comprometidos com seu sucesso. Os dois países conversaram sobre o que a China fez como parte do acordo, disse o representante comercial dos EUA em um comunicado. Ambos os lados concordaram em criar condições para levar adiante o acordo, disse o Ministério do Comércio da China em um comunicado separado na manhã de terça-feira em Pequim.
As importações da maioria das commodities agrícolas aumentaram no mês passado, de acordo com dados publicados pela Administração Geral das Alfândegas da China. As importações de milho aumentaram 136,5% em relação ao ano anterior, para 910.000 toneladas em julho, as compras de carne suína saltaram 120% para 430.000 toneladas, enquanto os embarques de carne bovina aumentaram 35% para 210.000 toneladas.
O país tem aumentado suas compras de produtos de proteína animal em um momento em que o maior consumidor de carne suína do mundo tenta reconstruir seu suprimento de suínos depois que surtos de peste suína africana devastaram rebanhos.
As importações de trigo saltaram 325% em julho, enquanto as compras de sorgo, amplamente utilizado para substituir o milho, aumentaram 147%. A China tem comprado cargas de sorgo no âmbito do acordo comercial com os EUA.
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Brasil exporta 3 milhões de sacas de café em julho, diz Cecafé
Apesar do cenário mundial desafiador, exportações de café de Brasil em julho deste ano bateram o segundo maior recorde para o mês em termos de volume
Em julho deste ano, o país exportou 3 milhões de sacas de café, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O volume representa o segundo recorde histórico de exportações brasileiras de café para um mês de julho já registrado, apesar do atual cenário de pandemia por coronavírus. A receita cambial gerada pelos embarques foi de US$ 356,8 milhões, equivalente a R$ 1,9 bilhão, o que representa um aumento de 22,3% em reais em relação a julho de 2019. Já o preço médio da saca de café foi de US$ 117,4. Os dados são do Cecafé – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
Em relação às variedades embarcadas no mês, o café arábica correspondeu a 74,4% do volume total das exportações, equivalente a 2,3 milhões de sacas. O café conilon (robusta) atingiu a participação de 14,7%, com o embarque de 446,4 mil sacas, enquanto que o solúvel representou 10,9% das exportações, com 331,8 mil sacas exportadas.
“Os volumes de exportação registrados em julho mostram que iniciamos bem o ano cafeeiro, com uma boa entrada do café brasileiro no mercado e bons resultados em reais. Apesar do cenário de crise gerado pela pandemia, os resultados indicam que o agronegócio café irá se consolidar nos próximos meses com qualidade e sustentabilidade e, principalmente, tomando os cuidados necessários em relação aos protocolos privados, desde a colheita, passando pelos armazéns, transporte e chegando com segurança ao consumidor. Temos informações dos Estados produtores de que a colheita está em um ritmo muito bom, tanto em volume quanto em qualidade, o que sinaliza uma boa performance para o ano cafeeiro”, declara Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.
Ano civil
No período de janeiro a julho deste ano, as exportações de café atingiram 22,9 milhões de sacas. Neste caso, o volume exportado também representa o segundo recorde histórico de exportações brasileiras de café para o mundo no período.
A receita cambial foi de US$ 3 bilhões, equivalente a R$ 14,7 bilhões, crescimento de 29% em reais em relação ao período anterior. Já o preço médio foi de US$ 128,9/saca, registrando crescimento de 3,2%.
Entre as variedades embarcadas de janeiro a julho, o café arábica representou 78,4% do volume total exportado, equivalente a 18 milhões de sacas, enquanto que o café conilon (robusta) atingiu a participação de 11,2%, com o embarque de 2,6 milhões de sacas, e o solúvel representou 10,3%, com 2,4 milhões de sacas. Entre as variedades, as exportações de conilon se destacaram no período ao registrarem crescimento de 15% em relação a janeiro a julho de 2019.
Principais destinos
No ano civil (jan-jul), os dez principais destinos de café brasileiro foram: os Estados Unidos, que importaram 4,3 milhões de sacas de café (18,6% do total embarcado no período); a Alemanha, com 3,9 milhões de sacas importadas (17,1% da participação total no período); Itália, com 1,8 milhão de sacas (8,1%); Bélgica, com 1,7 milhão (7,2%); Japão, com 1,2 milhão de sacas (5,1%); Federação Russa, com 755,8 mil sacas (3,3%); Turquia, com 736,4 mil sacas (3,2%); Espanha, com 568 mil sacas (2,5%); México, com 537,4 mil sacas (2,3%) e Canadá, com 482,5 mil sacas (2,1%).
Entre os principais destinos, o México e a Federação Russa registraram os maiores crescimentos no consumo de café brasileiro no ano civil, com aumento de 31,3% e 22,2%, respectivamente.
Já entre os continentes e blocos econômicos destacam-se o crescimento de 21,1% nas exportações para os países da América do Sul; 49,8% para a África; 94,8% para a América Central; 24,5% para os países do BRICS; 15,6% para o Leste Europeu, além do aumento de 41,3% nos embarques para os países produtores de café.
Diferenciados
No ano civil, o Brasil exportou 3,8 milhões de sacas de cafés diferenciados (que são os cafés que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis). O volume, que foi o segundo maior embarcado para o período nos últimos cinco anos, corresponde a 16,6% do total de café exportado de janeiro a julho deste ano.
A receita cambial gerada com a exportação de cafés diferenciados do Brasil foi de US$ 625,6 milhões, representando 21,1% do total gerado pelo Brasil em receita com as exportações no ano civil de 2020 até agora.
Os principais destinos de cafés diferenciados foram: EUA, que importaram 660,7 mil sacas (17,3% do volume total do tipo de café embarcado no ano civil); Alemanha, com 551,2 mil sacas (14,4% de participação); Bélgica, com 486 mil sacas (12,7%); Japão, com 326 mil sacas (8,5%); Itália, com 271,6 mil sacas (7,1%); Espanha, com 176,4 mil sacas (4,6%); Reino Unido, com 140,7 mil sacas (3,7%); Suécia, com 127,6 mil sacas (3,3%); Canadá, com 112,5 mil sacas (2,9%) e Países Baixos, com 100,7 mil sacas (2,6%).
Portos
O Porto de Santos segue na liderança da maior parte das exportações no ano civil de 2020, com 79,9% do volume total exportado a partir dele (equivalente a 18,3 milhões de sacas). Em segundo lugar estão os portos do Rio de Janeiro, com 12,6% dos embarques (2,9 milhões de sacas).
Fonte: Cecafé
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Congresso derruba vetos na Lei do Agro
Com 440 votos na Câmara e 64 no Senado, os parlamentares retomaram medidas da Lei do Agro para evitar tributos ao produtor rural.
Em sessão remota, o Congresso Nacional derrubou nessa quarta-feira (12) vetos a três artigos da Lei do Agro (13.986/2020) que altera as regras do crédito rural. Entre os trechos retomados estão a desoneração de produtores rurais, na transação de créditos de descarbonização, o pagamento de contribuições à Seguridade Social e os custos com despesas de cartório.
A lei do Agro é resultado das modificações feitas pelo Poder Legislativo na Medida Provisória 897/2019, aprovada em abril deste ano, que ficou conhecida como MP do Agro. Relator da medida na Câmara, deputado Pedro Lupion (DEM-PR), destacou que a norma trata da concessão de créditos e de financiamentos de dívidas de produtores rurais. “A derrubada dos vetos vem num bom momento e vai ajudar a desburocratizar o acesso do produtor rural ao crédito. Essas medias podem ampliar em R$ 5 bilhões as receitas de financiamento do agronegócio no Brasil,” disse o parlamentar.
Os parlamentares também retomaram o trecho do artigo 55 que muda o entendimento da Receita Federal na Solução de Consulta Cosit 11/2017. Segundo o vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sérgio Souza (MDB-PR), a norma altera a base de cálculo da contribuição devida pelo empregador rural que é pessoa física à Seguridade Social, excluindo determinadas parcelas da produção do conceito de receita bruta para cobrança do tributo. “A medida super tributava o sistema integrado de cooperativas. Um cooperado, por exemplo, pagava até dez vezes mais tributos que o integrado de uma empresa multinacional,”.
Com à derrubada do veto, conforme o deputado Evair de Melo (PP-ES), o sistema de cooperativismo no país passa ter segurança jurídica nas operações não comerciais realizadas pelas cooperativas agropecuárias com seus cooperados.
“Independentemente da bandeira partidária, o que precisamos é ter foco no Brasil.” A retomada da medida equipara ainda o sistema integrado de cooperativas ao de empresas, o que garante aos cooperados a redução da alíquota de contribuição social e a equiparação tributária.
Também foi derrubado o veto ao artigo 56 que reduzia os custos com cartórios (emolumentos) no registro de operações de crédito. Ao vetar a medida, o governo alegou que o trecho invadiria competência dos estados e do Distrito Federal para legislar sobre tributação.
“Importante conquista para o agro brasileiro, agora os emolumentos passarão a vigorar com teto nacional para evitar as cobranças abusivas para registros e averbações cartoriais,” disse o deputado Zé Mario Schreiner (DEM-GO).
Os deputados e senadores também votaram pela derrubada do veto ao artigo 60, trecho que fixava alíquota de 15% no imposto sobre a receita dos Créditos de Descarbonização (CBIOs). O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) afirmou que “a ideia do programa é impor metas de descarbonização individuais a cada ano aos setores poluidores, como as distribuidoras de combustíveis fósseis, por exemplo. Para cumprir essas metas, é preciso comprar os créditos, que, desde abril, são comercializados na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).”
Fonte: Agência FPA
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China irá dobrar demanda por produtos agrícolas até 2050 e Brasil se destaca como fornecedor
Consumo não será só maior, como será também mais sofisticado; destaque para carnes e soja
A China deverá dobrar sua demanda por produtos agrícolas até 2050. A declaração é do Ministro Conselheiro Qu Yuhui da Embaixada da China no Brasil, durante o webinar “Agricultura e Inovação: Um olhar estratégico para as relações entre Brasil e China”, promovido pelo Conselho Empresarial Brasil-China, nesta quarta-feira (23).
Segundo Yuhui, até 2027, as importações chinesas de carne bovina já poderiam dobrar e chegar as 8 milhões de toneladas. Hoje, as compras da nação asiática já podem alcançar um volume maior do que a produção total da União Europeia, por exemplo. “Temos a maior classe média do mundo com 400 milhões de pessoas. E assim, a demanda não vai só aumentar, como será mais sofisticada para produtos agropecuários”, afirma o ministro.
E o Brasil tem papel determinante para atender a este crescimento. Hoje, a participação da carne bovina brasileira é de cerca de 30%, mas o potencial para ampliar esse percentual é bastante grande. O essencial é, todavia, que o agronegócio brasileiro e seus empresários e exportadores possam aprimorar as relações comerciais entre os dois países.
“Os empresários brasileiros deveriam investir mais no estudo do mercado chinês e serem mais agressivos no mercado da China, com uma melhor integração das cadeias produtivas”, acredita o ministro. “A demanda chinesa ainda vai crescer muito e o papel do Brasil será determinante.
O embaixador Orlando Leite Ribeiro, do Ministério da Agricultura, lembrou ainda que as exportações de carnes do Brasil para a China registraram um crescimento de 114% no primeiro semestre deste ano se comparadas ao mesmo período de 2019, citando o combustível para este aumento vindo ainda dos impactos causadas pela Peste Suína Africana, principalmente nos últimos dois anos, nos planteis chineses.
SUSPENSÃO DE FRIGORÍFICOS
Sobre os frigoríficos braisleiros com sua habilitação de exportação para a China ainda suspensa, o ministro explicou que tratam-se “de medidas temporárias e que ainda precisam de ajustes, mas que vale como medidas apenas de precaução e prevenção”. Yuhui explica que os indícios de que a embalagem e até mesmo o próprio alimento poderiam ser veículos para o novo coronavírus fez com que a China tomasse medidas como esta para evitar novas ondas de contágio.
“Ainda ná há total certeza sobre isso, mas é uma prevenção. E como há 102 outros frigoríficos habilitados, não acredito que haverá grande impacto para o comércio entre China e Brasil”, afirma Yuhui.
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas
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Agronegócio: Brasil obtém 50 aberturas comerciais neste ano para produtos do setor
O Brasil conquistou em julho o direito de exportar produtos do agronegócio para novos países e também a ampliação de mercado para parceiros comerciais já consolidados, segundo levantamento do Ministério da Agricultura obtido pelo Broadcast Agro . Foram 10 no total até a terceira semana do mês, com destaque para novas permissões de exportação de carnes e subprodutos de proteínas ao mercado asiático. O Egito, por exemplo, permitiu a importação de carnes e produtos de carne de aves brasileiras. Desde o início do ano, houve 50 aberturas comerciais, ante 35 do ano passado inteiro – destas 26 ações envolveram países asiáticos.
Ainda em julho, Mianmar liberou a comercialização de carne suína e seus derivados, sêmen bovino, bovinos vivos para abate, bovinos vivos para reprodução, subprodutos para alimentação animal do Brasil. Material genético como embriões bovinos e sêmen bovino brasileiros também foram permitidos pelo Qatar. A China abriu o mercado para aparas bovinas oriundas do Brasil, enquanto a Argentina liberou a entrada de óleo de aves destinados à alimentação animal.
Em junho, outras 10 ações foram concluídas. Somente Cingapura permitiu a entrada de sete produtos brasileiros, foram eles: ovos com casca, carne em conserva de frango, carne em conserva bovina, carne em conserva suína, carne em conserva de pato, carne em conserva de ganso e carne em conserva de peru. O Mianmar liberou a entrada de produtos lácteos brasileiros. Além desses novos mercados, mais cinco plantas brasileiras foram habilitadas para exportar carne suína e de frango para o Vietnã, outros seis frigoríficos foram credenciados a exportar carne bovina para o México e uma unidade foi habilitada para enviar carne de aves para o Canadá.
Em maio, também foram realizadas 10 aberturas ou ampliações de mercado. A Tailândia permitiu a importação de carne bovina desossada e com osso, miúdos bovinos e produtos lácteos brasileiros. Os lácteos nacionais, especificamente os queijos, também obtiveram certificado para exportação ao mercado australiano.
Ainda em maio, Taiwan autorizou a importação de alimentos preparados para animais, a Coreia do Sul abriu o mercado para castanha-de-baru e o Peru liberou a entrada de três plantas brasileiras – eucalipto, tillandsia e stevia. Também no mês, o Irã aprovou a importação de folhas de tabaco do Brasil e as Filipinas credenciaram mais 13 frigoríficos brasileiros para exportação de carnes bovina, de aves, de peru e suína.
Em abril, todas as ações foram voltadas à Argentina. O país vizinho aprovou a importação de produtos avícolas termoprocessados, lanolina e recortes de pele bovina para gelatina.
Em março, para o Egito foram habilitadas 42 novas plantas de carne bovina e de frango e liberada a importação de miúdos bovinos brasileiros. Marrocos e os Emirados Árabes Unidos autorizaram a importação de pintos de um dia e de ovos férteis do Brasil. Do lado do mercado asiático, a China autorizou a exportação de pescado por 108. Ainda no mês de março, a Colômbia liberou a importação de milho pipoca brasileiro.
Em fevereiro, os Estados Unidos e o Kuwait anunciaram a reabertura para a carne bovina in natura brasileira. No mês, também foram autorizadas exportação de embriões bovinos, sêmen suíno e carne de rã para a Argentina. Em janeiro, a Índia liberou a entrada de gergelim brasileiro e a Colômbia de carnes e miúdos de aves desidratados ou liofiliziados.
Em pronunciamentos recentes, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem afirmando que, com o avanço da covid-19, o movimento de abertura de mercados foi intensificado por vários países. Estes países, segundo a ministra, buscam assegurar o abastecimento interno de alimentos diante das restrições logísticas impostas pela doença, e, procuram o Brasil interessados em firmar certificados sanitários e viabilizar esse comércio.
Fonte:
Estadão Conteúdo- Home
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Emater-MG faz levantamento de iniciativas de vendas on-line por agricultores familiares durante a pandemia
Frutas, hortaliças e produtos processados são os itens mais vendidos pelas plataformas digitais
Um levantamento feito pela Emater-MG mostra que as iniciativas de vendas on-line de produtos da agricultura familiar aconteceram em quase todo o estado, após a surgimento da pandemia da Covid-19. O estudo preliminar identificou 35 iniciativas de comercialização, usando os canais virtuais, que contaram com orientação e assistência da empresa, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
Em muitos locais, as vendas nos sistemas tradicionais foram prejudicadas. Um exemplo foi a suspensão de feiras livres e da comercialização de produtos da agricultura familiar para alimentação escolar em várias cidades. Por isso, produtores e técnicos da Emater-MG buscaram alternativas para o escoamento da produção de pequenas propriedades.
“O uso de plataformas digitais era pouco explorado pelo segmento da agricultura familiar, principalmente quando as vendas eram feitas na região de produção. Com o surgimento da pandemia, foi a alternativa que os agricultores tiveram para permanecer no mercado e garantir a renda da família”, afirma o coordenador estadual de Comercialização e Gestão da Emater-MG, Raul Machado.
As frutas, hortaliças e produtos processados, como queijos e doces, são os itens mais vendidos pelos agricultores familiares com a ajuda das ferramentas digitais. Este grupo representa 77% das vendas pelos canais virtuais.
De acordo com o levantamento, as 35 experiências de vendas on-line envolvem 1.501 agricultores familiares. Quase todas as iniciativas são feitas em grupos de até 50 produtores rurais e estão localizadas, principalmente, nas regiões Nordeste (34%), Norte (26%) e Sul (23%) de Minas Gerais.
A Emater-MG estima que, com comercialização on-line, os produtores das experiências identificadas atingem mais de 10,6 mil clientes. A maior parte das vendas (88%) está focada no consumidor final e 12% já incluem o comércio varejista entre a clientela.
Ferramentas
O aplicativo de troca de mensagens Whatsapp é a ferramenta preferida para as negociações. Em 46% das experiências, ele é o único meio utilizado. Já uma parcela de 28% utiliza, além do aplicativo, as redes sociais como Facebook e Instagram. Também há casos de usos de sites, blogs e aplicativos de venda.
“Quase todos os agricultores não tinham conhecimento de como oferecer os produtos usando essas plataformas digitais. Foi um aprendizado para eles, que contaram com o apoio da Emater-MG, prefeituras, sindicatos e outras instituições. Há casos até de trabalho voluntário de pessoas que criaram as contas nas redes sociais para que os agricultores pudessem vender”, afirma Raul Machado.
Na maioria das vendas on-line (85%), os clientes recebem os produtos em casa. Já em 15% dos casos, as entregas são feitas em residências e também em pontos estabelecidos para retirada pelos consumidores.
Apesar de ser novidade para muitos, o aprendizado para usar as ferramentas digitais na comercialização dos produtos não foi a maior dificuldade relatada pelos agricultores. Segundo a pesquisa, o transporte para entrega direta aos consumidores foi o item mais citado, com 31% das respostas. Por outro lado, a mesma porcentagem de produtores informou que não teve nenhuma dificuldade para se adaptar à nova realidade.
A coordenadora estadual de Organização e Mercado da Emater-MG, Ana Luiza Resende, considera normais as dificuldades enfrentadas pelos agricultores no início da comercialização pela internet. “A gente observou dificuldade com o controle das vendas, recebimento de pedidos e, principalmente, com a logística da entrega. Por ser uma coisa nova, é normal que eles tenham dificuldade, pois estão aprendendo”.
Ela observa ainda a atuação da Emater-MG, em parceria com as prefeituras e demais instituições, foi fundamental para o uso das plataformas digitais na comercialização pelos agricultores. “A Emater-MG tem um grande potencial para trabalhar nestas estratégias para escoar a produção. A maior leitura que faço, é de que os agricultores se adaptaram rapidamente e foram à luta para não ficar sem renda. E o papel da Emater, como empresa de assistência técnica, contribuiu muito para que isso fosse possível. Foi muito bom para todos os lados desta parceria”.
Pós-pandemia
Para Ana Luiza, os novos canais de comercialização pelos agricultores familiares vieram para ficar, mesmo quando a pandemia já estiver controlada. “A venda pela internet deve ser considera como outro importante canal de comercialização, além daqueles que já eram utilizados. Essa pandemia está mostrando para os empreendedores, incluindo os agricultores familiares, que eles devem incorporar esta alternativa, evitando que sofram tantos impactos financeiros quando ocorre uma situação como esta que estamos vivendo”, afirma a coordenadora.
Um exemplo vem de Rio Preto, na Zona da Mata. Após o surgimento da pandemia, a feira local foi suspensa. Com dificuldade de escoar a produção, agricultores familiares procuraram a Emater-MG para pensar numa alternativa. Com a participação da prefeitura e voluntários das áreas de gestão tecnologia e marketing, foi criada a Feira Livre On-Line. Cerca de 26 agricultores familiares e feirantes passaram a adotar este sistema para a venda de queijos, biscoitos, bolos, pães, doces, ovos, hortaliças, artesanato e frutas.
Os produtos são anunciados pelas redes sociais, como Instagram e Facebook. Semanalmente, são postadas fotos e informações dos itens que estarão à venda, para serem entregues pelos produtores, aos sábados. Os pedidos também podem ser feitos pelo aplicativo de mensagens Whastapp.
“Após o término da pandemia da Covid-19, há a intenção de manter a feira on-line, atuando em conjunto com feira presencial, devido ao grande impacto positivo. Podemos ressaltar a maior visibilidade que os produtores estão tendo, a maior organização dos feirantes e os serviços de tele-entrega”, afirma a técnica da Emater-MG em Rio Preto, Viviane Clementino.
O produtor Luiz Fernando da Costa preside a Associação de Feirantes de Rio Preto. Ele conta que ficou surpreso com as vendas on-line. Agora comercializa pães, doces, queijos e artesanato de bambu pelas redes sociais. Tudo produzido junto com a esposa.
“Surgiram novos clientes. Mesmo quem não ia à feira presencial, passou a ter acesso aos nossos produtos. A tecnologia é um recurso que todo mundo tem que usar agora. Foi uma novidade que está revolucionando a agricultura familiar e a nossa feira”, afirma.
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PIB do agronegócio cresce 3,78% de janeiro a abril de 2020
Resultado foi puxado pelo crescimento de 8,22% da atividade “dentro da porteira”
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro teve alta de 3,78% no primeiro quadrimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado, puxado principalmente pelo crescimento de 8,22% do segmento primário (dentro da porteira).
Os dados são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), calculados em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o estudo, de janeiro a abril deste ano, o resultado se manteve positivo para todos os segmentos. Além da alta da atividade primária, o setor de agrosserviços cresceu 3,98%, seguido por insumos (0,97%) e agroindústria (0,44%).
Tanto a agricultura quanto a pecuária tiverem crescimento no acumulado do primeiro quadrimestre, de 1,72% e 8,01%, respectivamente. No segmento primário agrícola, os produtos destaques em termos de altas de preços foram milho, café, cacau e arroz, com altas superiores a 20%, além de soja, trigo, mandioca e cana.
Já o bom comportamento do segmento primário pecuário é reflexo dos preços elevados em 2020, com destaque para boi gordo, suínos e ovos. O resultado reflete um efeito inercial da forte elevação ao longo de 2019, relacionada à Peste Suína Africana.
“Se por um lado a demanda doméstica de carnes tem sido afetada pela crise econômica desencadeada pelo coronavírus, por outro, a demanda externa segue em alta puxada ainda pelos efeitos da Peste Suína Africana na China, e mais recentemente pela desvalorização do Real frente ao dólar que amplia a competividade das proteínas brasileiras”, diz o estudo.
Abril – O PIB do agro em abril teve alta de 0,36%, menor crescimento mensal registrado ao longo deste ano, diante os impactos da pandemia da Covid-19. Todos os segmentos registraram alta, exceto a agroindústria, que teve queda de 1,08%, pressionada pela base agrícola.
“Nesse mês, que foi o primeiro marcado em sua totalidade pelos efeitos das medidas relacionadas ao coronavírus, houve forte queda de produção da agroindústria de base agrícola, com baixas acentuadas para móveis e produtos de madeira, biocombustíveis, têxteis e vestuário e bebidas. Ao contrário, os segmentos de insumos e primário cresceram no mês, 0,46% e 3,26%, respectivamente”, explica a publicação.
Fonte: CNA
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Consumo de café aumenta nos EUA mesmo com cafeterias fechadas
Muitas das icônicas redes de café dos Estados Unidos ainda estão fechadas, mas isso não significa que a demanda esteja em queda, de acordo com a Olam International, umas das maiores tradings da commodity do mundo.
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Tereza Cristina diz que anúncio do Plano Safra 20/21 será no dia 17 de junho

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que o Plano Safra 2020/21 será divulgado no dia 17 de junho. “Está marcado”, garantiu ela, em live promovida na tarde da última sexta pela MZR Consultoria. Ela ressaltou, porém, que ainda não tem a taxa de juros fechada para o próximo ciclo agrícola, que tem início em 1º de julho. “Mesmo se tivesse estaria impedida de dizer”, enfatizou.
Segundo Tereza Cristina, a prioridade no crédito agropecuário para a temporada 2020/21 será, novamente, os pequenos e médios produtores. “Temos de viabilizar os pequenos produtores, para que eles entrem cada vez mais no sistema de produção de alto nível e tenham mais renda”, justificou, acrescentando que desde o ano passado a política agrícola no Plano Safra beneficiou pequenos e médios produtores. “O grande produtor dispõe de outras formas de financiamento; eles podem buscar recursos no mercado”.
Ela citou a mais recente ferramenta de captação de recursos para o setor agropecuário, principalmente para grandes produtores, embutida na Lei 13.986, de 7 de abril de 2020 – a antiga MP do Agro, que trouxe várias mudanças no sistema privado de financiamento do agronegócio.
De todo modo, para o ano-safra que se inicia em 1º de julho, Tereza Cristina mostrou preocupação em garantir recursos para linhas de investimento, sobretudo Inovagro, Moderagro, PCA e Moderfrota. No caso do PCA, por exemplo, linha destinada à armazenagem, a ministra disse não ter “nada contra” cooperativas e cerealistas, mas reforçou que o produtor “tem de ter armazém na propriedade”. “Ele precisa de um silo-pulmão na fazenda”, disse.
A ministra citou, além disso, o setor de avicultura, que tem ampliado fortemente as vendas externas e demanda grandes investimentos em segurança alimentar. “O setor avícola precisa de muito capital. Cada vez mais se exige em termos de biossegurança na área de sanidade nesses aviários; cada vez mais eles precisam se modernizar e precisam atender a mais exigências sanitárias, tanto aqui quanto lá de fora.”
Mesmo demonstrando preocupação com essas linhas de investimento e às portas do anúncio do Plano Safra 2020/21, a ministra reconheceu que ele ainda não é o que ela gostaria. “Poderia ser um pouco mais (de recursos)”, disse. “Mas o plano que vamos aprovar vai deixar a agricultura com essa possibilidade, de ter crédito e produzir mais.”
Tereza Cristina: Me preocupa um pouco a dependência do (agronegócio) do Brasil com a China

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, comentou sobre a forte relação comercial entre Brasil e China, principalmente na exportação de soja, em live promovida na tarde da última sexta pela MZR Consultoria,. Mas, justamente por isso, disse: “Até me preocupa um pouco a dependência que o Brasil tem da China na exportação de soja, sobretudo nos últimos anos”. Segundo ela, quando o comércio entre Estados Unidos (grande fornecedor de soja para a China) e o gigante asiático estremeceu, o Brasil ocupou esse espaço, “porque não tem outro país (para exportar o volume que a China adquire)”. “Ou é o Brasil ou são os Estados Unidos.”
Embora reconheça que o Brasil pode e tem “tirado proveito, no bom sentido” dessa relação comercial, é importante diversificar a pauta de exportações com a China e com outros países, mas reduzir essa dependência. “Já discutimos, por exemplo, com a China a abertura um pouco maior para o nosso farelo de soja”, citou. “E também conseguimos certificado para exportar farelo de algodão para lá. Abrimos este mercado, mas ainda estamos terminando a regulação dele. Do melão também.”
Ela disse acreditar, entretanto, que “nunca é bom colocar todos os ovos numa só cesta”. “O Brasil pode se beneficiar (do comércio com a China), mas temos de ter cuidado”, continuou. “Assim como a China não pode se tornar dependente de um único mercado fornecedor, o Brasil também tem de procurar novos mercados. Essa dependência é ruim para os dois lados.”
Fonte: Estadão Conteúdo
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Exportações do agronegócio mineiro crescem no período de janeiro a maio
Puxado pelo desempenho recorde registrado em maio, valor alcança US$ 3,45 bilhões. Agronegócio contribui com mais da metade do saldo da balança comercial mineira.
As exportações do agronegócio mineiro totalizaram US$ 3,45 bilhões, no acumulado de janeiro a maio deste ano, com crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O setor também registrou crescimento de 24,0% no volume exportado, que totalizou 4,8 milhões de toneladas. O agronegócio respondeu por 33,6% das exportações totais do estado, nos primeiros cinco meses.
Em relação ao saldo da balança comercial, que é a diferença entre o valor das exportações e importações, o agronegócio alcançou US$ 3,2 bilhões, respondendo por 51,2% do saldo de todos os setores no estado e evidenciando a importância do agronegócio para a economia mineira.
De acordo com a análise da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base nos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o cenário sinaliza que o comércio exterior da produção agropecuária do estado vem se mantendo aquecido e competitivo. “A crescente demanda pela aquisição de alimentos e a necessidade latente da manutenção de estoques nesse período de pandemia, bem como o dólar alto, têm sido fatores importantes para o bom desempenho das vendas, que têm garantido maior renda para o setor”, avalia a assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agrícola da Seapa, Manoela Teixeira de Oliveira.
Recordes em maio
De acordo com os dados analisados pela Seapa, a receita das exportações do agronegócio, no mês de maio, foi marcada pelo recorde na série histórica do comércio exterior de Minas Gerais. O valor alcançado de US$ 937,47 milhões foi 20% maior que o obtido em maio de 2011, quando o estado verificou o melhor desempenho nas transações.
Segundo Manoela Oliveira, o valor obtido no mês passado contribuiu para elevar a média mensal das exportações do agronegócio mineiro para US$ 690,36 milhões. “Mantida essa cifra, o ano de 2020 pode responder pelo segundo melhor desempenho da série histórica, atrás somente de 2011, quando o valor alcançado foi de US$ 9,72 bilhões”, afirma.
O aumento das vendas ocorreu em um importante momento do cenário mundial, durante a pandemia da Covid-19, marcado por incertezas e conjuntura adversa à retomada da economia. Esse fato demonstra a importância do agronegócio e corrobora com a qualidade dos produtos mineiros, o trabalho de abertura a novos mercados, bem como com o cumprimento das rígidas exigências sanitárias e de cuidados com a prevenção do novo coronavírus.
Líder das exportações
Principal produto da pauta de exportações do agronegócio mineiro, o café representou 44,9% do total comercializado, no período de janeiro a maio. O volume exportado foi de 11,1 milhões de sacas, que totalizaram US$ 1,55 bilhão. Segundo a assessora técnica Manoela Oliveira, o bom desempenho foi atrelado à alta do preço médio praticado no mercado internacional, que chegou ao patamar de US$ 2.327,42 a tonelada.
A colheita atual da safra, marcada pela bienalidade positiva em Minas Gerais, iniciou em maio e deve garantir bons negócios ao longo deste ano. O café mineiro foi exportado para 79 países, liderados pelos Estados Unidos e a Alemanha, cujas importações aumentaram em 9,4% e 10,3%, respectivamente.
As exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) totalizaram US$ 876,48 milhões, com volume embarcado de 2,4 milhões de toneladas. O setor registrou crescimento tanto no valor (+27,9%) quanto no volume (+32,7%). De acordo a assessora técnica da Seapa, mesmo nesse período de pandemia, a demanda chinesa pelo grão manteve o crescimento e já ultrapassou em cerca de US$ 180 milhões o valor obtido no mesmo período do ano anterior. “A safra recorde de soja em 2020, estimada em 5,9 milhões de toneladas, sinaliza que será um bom ano para as vendas do grão”, afirma Manoela.
O setor de carnes também permaneceu aquecido no período, registrando acréscimos no valor e volume. As carnes bovinas seguiram na liderança e representaram 77% das vendas do segmento. A receita alcançada foi de US$ 296,54 milhões e 63 mil toneladas. O mercado asiático manteve-se como principal destino das carnes bovinas do estado, com destaque para a China, Hong Kong, Rússia e Arábia Saudita. O mercado também se manteve aquecido para as carnes suínas, com volume exportado de 8,6 mil toneladas (+117,6%), totalizando US$ 16 milhões (+139,9%).
O setor sucroalcooleiro (açúcar, álcool e demais açúcares) obteve receita de US$ 248,40 milhões com o embarque de 841,67 mil toneladas. Há grande expectativa para o segmento neste ano, já que o Brasil é o principal fornecedor de açúcar para o mundo e Minas Gerais, encontra-se na 3ª posição do ranking nacional.
Diversificação
A variedade da pauta do agronegócio mineira permite que alguns produtos não tão tradicionais obtenham destaque, como foi o caso do segmento de rações para animais que registrou US$ 23,60 milhões e 29,7 mil toneladas, crescimento de 27,8% no valor e 39,7% no volume. No grupo animais vivos, a venda de bovinos, isoladamente, totalizou US$ 5,6 milhões, com crescimento de 65,5%, na comparação com o mesmo período de 2020.