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Exportações do agronegócio têm novo recorde em junho, passando de US$ 12 bilhões
O aumento dos preços internacionais dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil foi a principal variável responsável por este valor recorde
As exportações do agronegócio em junho deste ano atingiram a cifra recorde para o mês, de US$ 12,11 bilhões, o que representa uma alta de 25% comparado aos US$ 9,69 bilhões embarcados em junho de 2020. O aumento dos preços internacionais dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil (30,4%0 foi a principal variável responsável por este valor recorde.
De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esse incremento nos preços, em virtude da recuperação econômica global, foi decisivo para o recorde do mês, já que houve queda de 4,1% no índice de quantum das exportações brasileiras.
As importações do agronegócio tiveram aumento de 54,2%, chegando a US$ 1,28 bilhão. Desta forma, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu US$ 10,8 bilhões.
Em virtude da elevação das exportações de produtos não-agrícolas em 105,3%, influenciados por exportações de minério de ferro e petróleo, a participação dos produtos do agronegócio nas exportações totais brasileiras alcançou 43,1%, mesmo com o recorde observado para os meses de junho. Em junho de 2020, a participação foi de 55,5%.
Soja e carnes
O principal setor exportador do agronegócio brasileiro foi o complexo soja. Um pouco mais da metade do valor exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio se deveu as vendas externas desse setor, que teve a soja em grão como principal produto exportado. As vendas externas de soja em grão alcançaram valor recorde de US$ 5,30 bilhões, mesmo com redução de 12,9% do volume exportado, 11,1 milhões de toneladas.
As exportações de carnes foram de US$ 1,78 bilhões (+26,6%) em junho. O incremento do valor ocorreu em função da elevação da quantidade exportada (+9,4%) como ao aumento médio do preço de exportação (+15,7%).
A principal carne exportada foi a carne bovina, com registros de US$ 834,24 milhões (+12,7%). Em relação à carne de frango, as exportações subiram 45,8% para atingirem US$ 636,26 milhões em junho de 2021. Já na carne suína houve registro recorde de exportações, com vendas externas de US$ 268,31 milhões (+36,4%). A quantidade exportada também foi recorde, com 107,2 mil toneladas (+12,9%).
Fonte: MAPA
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Conab avança no aprimoramento da produção de informações para o agro
Em um ano marcado pelo enfrentamento à pandemia de Covid-19, com o aumento do protagonismo do agro no país e no mundo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aprimorou a geração de informações necessárias à formulação de políticas públicas e ao planejamento do setor agropecuário. Mesmo com uma redução na disponibilidade orçamentária, a estatal manteve sua atuação no levantamento de dados do setor, além de ter aprimorado as ferramentas já existentes. Neste sentido, foram utilizadas soluções de Business Inteligence (BI), que possibilitaram maior visibilidade, acessibilidade, qualidade e transparência das informações para a sociedade. Os dados constam na Revista – Ações da Conab em 2020, que traz o consolidado das ações da empresa em 2020.
No ano passado foram 79 milhões de hectares monitorados por 80 técnicos em campo e remotamente – a partir do uso de imagens de satélites, dentre outras ferramentas – permitindo a intensificação do mapeamento das culturas agrícolas. Os colaboradores também atuaram nas análises de dados e no acompanhamento da evolução das safras dos principais cultivos no país, viabilizando a continuidade ininterrupta da publicação mensal dos Boletins de Acompanhamento de Safra dos principais produtos agrícolas.
A Conab ainda fez oito painéis para atualização dos custos de produção, sendo quatro destes realizados virtualmente, de forma a garantir a segurança sanitária dos envolvidos na ação. O enfrentamento ao coronavírus também não impediu a realização das pesquisas de estoques privados de arroz e café, bem como as demais atividades desenvolvidas.
Clique aqui e confira a íntegra da Revista com as ações realizadas pela Companhia.
Fonte: Conab
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Valor da Produção Agropecuária de 2021 deve registrar aumento real de 11,8 %
As lavouras tiveram um aumento do VBP de 15,8%. A pecuária, 3,8%. Essas duas atividades obtiveram neste ano o mais elevado valor em 32 anos
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de maio deste ano atingiu o valor de R$ 1,11 trilhão. A cifra é 11,8% superior ao obtido em 2020, que foi de R$ 993,9 bilhões. As maiores contribuições para o crescimento são observadas em arroz, milho, soja e carne bovina, que tiveram dois anos consecutivos de forte aumento de preços reais.
As lavouras tiveram um aumento do VBP de 15,8%. A pecuária, 3,8%. Essas duas atividades obtiveram neste ano o mais elevado valor em 32 anos.
Os produtos que tiveram os maiores acréscimos do VBP foram arroz (5,7%), milho (20,3%), soja (31,9%) e trigo (35,1%). Com crescimento mais modesto, encontram-se cacau e cana de açúcar.
De acordo com o coordenador de Avaliação de Políticas e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques, alguns grupos vêm trazendo contribuições negativas ao crescimento da agropecuária, como a batata-inglesa, café, feijão, laranja, tomate, uvas e na pecuária, leite, suínos e ovos. Isso ocorre, segundo ele, devido a efeitos de menores preços ou de menores quantidades produzidas.
Apesar de terem existido períodos de seca que afetaram lavouras, como milho e feijão, os preços têm contribuído para reduzir esse impacto. Esses efeitos foram sentidos, principalmente, no Paraná e em Mato Grosso. O milho foi particularmente prejudicado. A segunda safra, que é a mais importante, teve uma redução em relação a 2020, de 5 milhões de toneladas, e menor produtividade de grãos.
O crescimento do VBP pode ser atribuído, como destacado em relatórios anteriores, ao excepcional desempenho das exportações de soja em grãos e carnes, preços favoráveis e a safra de grãos, que apesar de problemas de falta de chuvas ocorridos, mesmo assim as projeções da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) e do IBGE são de uma safra expressiva.
Os dados regionais do VBP continuam mostrando a liderança de Mato Grosso com participação de 17,2% no valor, Paraná 13,2%, São Paulo 11,2%, Rio Grande do Sul 10,8%, e Minas Gerais 10%.
Fonte: Mapa
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Investimento em microbacias pode ajudar produtor a poupar recursos hídricos
Segundo professor de economia da USP, a questão dos recursos hídricos vem sendo tratada por meio de um acordo entre países latino-americanos
A preocupação com a crise hídrica acendeu o alerta para as autoridades. A Agência Nacional de Águas declarou situação crítica de escassez de recursos hídricos na Bacia do Paraná até 30 de novembro A agência considera o alerta de emergência hídrica emitido pelo governo federal na última semana para os estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Segundo o professor de economia da Universidade de São Paulo (USP), Celso Grisi, a questão dos recursos hídricos é um problema antigo e vem sendo tratado por meio de um acordo entre países latino-americanos que são banhados pelo Aquífero Guarani.
Para Grisi, o investimento no programa de microbacias pode contribuir para uma eventual escassez de água na agricultura. “É um programa bastante conhecido, onde o agricultor arca com o custo das microbacias em suas terras, ao mesmo tempo em que cuida da preservação na borda dessas bacias, para que a água possa fluir sem nenhum tipo de resíduo. A agricultura também é uma grande preservadora da água”, destaca o professor.
Fonte: Canal Rural
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05 de Junho — Dia Mundial do Meio Ambiente
O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), e tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.
Origem do Dia Mundial do Meio Ambiente
Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, que passou a ser comemorado todo dia 05 de junho. Essa data, que foi escolhida para coincidir com a data de realização dessa conferência, tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.
Nessa Conferência, que ficou conhecida como Conferência de Estocolmo, iniciou-se uma mudança no modo de ver e tratar as questões ambientais ao redor do mundo, além de serem estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta. Apesar do grande avanço que a Conferência representou, não podemos afirmar, no entanto, que todos os problemas foram resolvidos a partir daí.
Importância do Dia Mundial do Meio Ambiente
Atualmente existe uma grande preocupação em torno do meio ambiente e dos impactos negativos da ação do homem sobre ele. A destruição constante de habitat e a poluição de grandes áreas, por exemplo, são alguns dos pontos que exercem maior influência na sobrevivência de diversas espécies.
Tendo em vista o acentuado crescimento dos problemas ambientais, muitos pontos merecem ser revistos tanto pelos governantes quanto pela população para que os impactos sejam diminuídos. Se nada for feito, o consumo exagerado dos recursos e a perda constante de biodiversidade poderão alterar consideravelmente o modo como vivemos atualmente, comprometendo, inclusive, nossa sobrevivência.
Dentre os principais problemas que afetam o meio ambiente, podemos destacar o descarte inadequado de lixo, a falta de coleta seletiva e de projetos de reciclagem, consumo exagerado de recursos naturais, desmatamento, inserção de espécies exóticas, uso de combustíveis fósseis, desperdício de água e esgotamento do solo. Esses problemas e outros poderiam ser evitados se os governantes e a população se conscientizassem da importância do uso correto e moderado dos nossos recursos naturais.
Em razão da importância da conscientização e da dimensão do impacto gerado pelo homem, o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma data que merece bastante destaque no calendário mundial. Entretanto, não basta apenas plantar uma árvore ou separar o lixo nesse dia, é necessário que sejam feitas campanhas de grande impacto que mostrem a necessidade de mudanças imediatas nos nossos hábitos de vida diários.
Apesar de muitos acreditarem que a mudança deve acontecer em escala mundial e que apenas uma pessoa não consegue mudar o mundo, é fundamental que cada um faça a sua parte e que toda a sociedade reivindique o cumprimento das leis ambientais. Todos devemos assumir uma postura de responsabilidade ambiental, pois só assim conseguiremos mudar o quadro atual.
“A proteção e o melhoramento do meio ambiente humano é uma questão fundamental que afeta o bem-estar dos povos e o desenvolvimento econômico do mundo inteiro, um desejo urgente dos povos de todo o mundo e um dever de todos os governos.”
(Declaração de Estocolmo sobre o ambiente humano – 1972)
Por Vanessa Sardinha dos Santos
Professora de Biologia
Fonte: Brasil Escola
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Estimativa de abril prevê safra recorde de 264,5 milhões de toneladas para 2021
Apesar do recorde, a estimativa de abril para a safra de 2021 é 0,2% menor do que a que foi feita em março. Isso representa 409,9 mil toneladas a menos. “É a primeira vez que temos queda na estimativa mensal neste ano. Isso ocorreu porque há três safras no Brasil e houve atraso no plantio da primeira safra, conhecida como safra verão ou ‘das águas’. Isso atrasou a colheita da soja e, consequentemente, o plantio da segunda safra”, explica o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.
De acordo com o pesquisador, na segunda safra ou a “safra das secas”, as chuvas são mais restritas. “Essa safra, consequentemente, foi plantada tardiamente. Há uma condição de insegurança climática maior e está faltando chuva. Então o que está caindo é a produção da segunda safra”.
O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos do grupo de grãos, cereais e leguminosas e, somados, representam 92,9% da produção. Outro recorde é esperado na safra da soja, que deve chegar a 131,9 milhões de toneladas. É uma alta de 8,6%, ou 10,4 milhões de toneladas, na comparação com o ano anterior. “Quase toda a produção da soja foi colhida na safra verão. Até faltou um pouco de chuva, mas a partir de dezembro as chuvas voltaram e houve uma boa produtividade”, diz Barradas.
Enquanto se espera uma produção maior da soja, o milho sofre declínios. A estimativa da produção desse grão caiu 0,5% em relação à feita no mês anterior e deve chegar a 102,5 milhões de toneladas. Apesar dos aumentos de 5,6% na área plantada e de 5,9% na área a ser colhida, a safra deve ser 0,7% menor do que no ano anterior.
“Como a colheita da soja atrasou, consequentemente, o plantio da segunda safra do milho também atrasou. É ela que está no campo agora e, como está faltando chuva, as estimativas estão caindo. Só no Paraná, em relação ao mês anterior, houve uma queda na estimativa de produção da segunda safra do milho de 8,6%, o que representa 1,2 milhão de toneladas”, afirma o pesquisador.
Por outro lado, a estimativa da batata-inglesa aumentou 5,7% em relação a março. Considerando as três safras, a produção deve chegar a 3,9 milhões de toneladas. “Há um aumento de 15,1% na primeira safra em relação ao ano anterior. É uma cultura que varia muito com o preço. Se o preço aumenta, os produtores plantam mais. Foi o que aconteceu na primeira safra, que teve uma boa produção”, diz Barradas.
A cana-de-açúcar teve sua produção estimada em 654,7 milhões de toneladas, uma redução de 2,1% em relação à estimativa de março. Já em comparação à produção de 2020, a queda é de 3,4%. Isso representa 23,2 milhões toneladas a menos.
Produção do Centro-Oeste deve cair 0,7% em 2021
Regionalmente, o Sul (11,7%), Sudeste (6,0%), Norte (1,3%) e Nordeste (4,1%) tiveram acréscimos em suas estimativas. A produção do Sul deve chegar a 81,6 milhões de toneladas, o que equivale a 30,9% do total do país e a do Sudeste, 27,3 milhões de toneladas (10,3% do total). O Nordeste deve produzir 23,5 milhões (8,9% do total) e o Norte, 11,1 milhões (4,2% do total). Já o Centro-Oeste deve produzir 120,9 milhões de toneladas em 2021 (45,7%), com a queda de 0,7% em sua estimativa.
Entre as unidades da Federação, o Mato Grosso lidera, com uma participação de 27,2% na produção total do país, seguido pelo Paraná (15,3%), Rio Grande do Sul (13,4%), Goiás (9,8%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (6,4%), que, somados, representaram 80,4% do total nacional.
Em relação ao mês anterior, as produções de São Paulo (623,6 mil toneladas), Goiás (237,9 mil toneladas), Ceará (116,4 mil toneladas), Bahia (51,2 mil toneladas), Pernambuco (17,4 mil toneladas), Acre (8,8 mil toneladas), Minas Gerais (5,5 mil toneladas), Alagoas (3,1 mil toneladas), Espírito Santo (621 toneladas) e Rio de Janeiro (11 toneladas) tiveram alta na estimativa. Enquanto Paraná (-1,4 milhão de toneladas), Piauí (-13,2 mil toneladas), Amapá (-13,1 mil toneladas), Maranhão (-1,6 mil toneladas) e Rio Grande do Norte (- 1,6 mil toneladas) tiveram queda.
Fonte: IBGE
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BiomaPhos rendeu R$ 105 milhões ao País em 2020 com aumento de produtividade de soja e milho
Ganhos consideráveis na produtividade das lavouras identificam o BiomaPhos como um produto revolucionário em termos de utilização de ativos biológicos na agricultura
Desde que foi lançado, em agosto de 2019, o primeiro inoculante desenvolvido com tecnologia nacional para absorção de fósforo pelas culturas deverá aumentar a fertilidade de mais de três milhões de hectares de solos brasileiros até a safra 2021/2022. A projeção é da empresa Bioma, pertencente ao Grupo Simbiose Agro, parceira da Embrapa no desenvolvimento e comercialização do produto, e se refere ao tratamento de lavouras de milho e soja em todo o País com o BiomaPhos.
“Na safra 2019/2020, quando foi lançado, a área tratada ultrapassou 350 mil hectares. Os resultados foram tão satisfatórios que, na safra 2020/2021, 1,49 milhão de hectares de milho e soja receberam o BiomaPhos. Nossa previsão de vendas do inoculante para a próxima safra é ultrapassar os três milhões de hectares”, revela Artur Soares, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Simbiose Agro.
De 231 áreas de soja que receberam o BiomaPhos e foram avaliadas pela Embrapa e pela Bioma na última safra, a média de produtividade saltou de 67,2 sacas por hectare para 71,6 sacas, o que significa um incremento de 4,4 sacas por hectare proporcionado pelo uso do produto. “Se considerarmos a cotação da saca de soja a R$ 176,00 – dado da última semana de abril – e descontarmos o custo do produto por hectare (R$ 70, em média), o produtor alcançou um ganho médio de R$ 704,40 por hectare usando o BiomaPhos”, avalia o gerente. Segundo ele, as avaliações foram feitas na cultura da soja na última safra de verão, e os dados referentes à segunda safra do milho estarão prontos em meados de agosto. “Apenas para se ter uma ideia, a média obtida no último ano no milho foi de 12 sacas a mais por hectare”, reforça (veja depoimentos no quadro abaixo).
Christiane Paiva (foto à direita), pesquisadora da área de Microbiologia do Solo da Embrapa Milho e Sorgo (MG), responsável pela pesquisa que chegou ao produto comercial, comemora os resultados. Segundo ela, os ganhos de produtividade estão sendo comprovados também em outras culturas, como cana-de-açúcar, feijão, arroz, sorgo, braquiária e no café. “Apesar de o produto estar disponível no mercado há pouco mais de um ano, a expansão já sinaliza a possibilidade de contribuir efetivamente para a redução da excessiva dependência brasileira de fertilizantes importados”, afirma a pesquisadora. Segundo ela, em algumas culturas, ainda em fase de testes, como batata e amendoim, os ganhos têm surpreendido os produtores, chegando a 30% de incrementos na produtividade.
“Esses resultados ocorreram em lavouras que usualmente não utilizavam inoculantes biológicos para aumento da produtividade e melhor aproveitamento de nutrientes, o que torna o BiomaPhos um produto revolucionário em termos de utilização de ativos biológicos na agricultura”, interpreta Christiane Paiva. “Em culturas como café, sorgo, algodão, cana-de-açúcar, amendoim, citros, manga, tomate e batata, em que não havia tradição de uso de inoculantes, a tecnologia tem proporcionado ganhos reais após ter sido amplamente testada e avaliada positivamente pelos próprios produtores”, complementa. Ela adianta que a Embrapa e parceiros públicos também estão firmando parcerias para avaliação do inoculante em banana, trigo, pastagens, hortaliças, hortifrútis, milho para silagem e milho-verde, além de análises sobre a eficiência do produto no sistema ILPF.
R$ 105 milhões de retorno ao País
Inoculante BiomaPhosO que é: primeiro inoculante nacional para solubilização de fósforo, elemento vital para o desenvolvimento das plantas. Na Aprovar Agropecuária você encontra: Bioma |
O impacto econômico proporcionado pelo inoculante em 2020 em todo o País chegou a R$ 105.134.993,00 valor estimado pela Embrapa com metodologia que avalia o impacto das suas tecnologias e publicado em seu Balanço Social. Esse montante mostra o lucro revertido para o Brasil ao diminuir a importação de fertilizantes sintéticos minerais, substituindo-os pelo BiomaPhos. Para chegar a esse valor, pesquisadores da Empresa elaboram análises de um componente quantitativo, que é a avaliação econômica propriamente dita, e de um componente qualitativo referente a entrevistas com os adotantes da solução tecnológica para captar os impactos socioambientais e, por fim, entrevistas com os desenvolvedores do ativo para captar o Impacto de Desenvolvimento Institucional.
Segundo Rubens Augusto de Miranda, pesquisador da Embrapa da área de Economia, a avaliação econômica é feita a partir de estimativa da área de adoção da tecnologia, calculada pelo número de vendas do ativo obtido com a empresa parceira no desenvolvimento. “O benefício da solução tecnológica é calculado a partir dos resultados de validação do produto comercial e extrapolados para a área estimada de adoção. Esse resultado subtraído dos custos (preço do produto comercial) e o preço do grão (no caso o milho) fornecem uma estimativa do impacto econômico da solução tecnológica”, explica Miranda.
Segundo ele, a metodologia de avaliação do componente qualitativo é feita pelo software da Embrapa Ambitec-Agro, um sistema de avaliação de impactos ambientais de inovações tecnológicas agropecuárias. Trata-se de um conjunto de matrizes multicritério que integram indicadores do desempenho de inovações tecnológicas e práticas de manejo adotadas na realização de atividades rurais. A metodologia Ambitec-Agro calcula indicadores a partir do chamado coeficiente de alteração, que é a percepção do adotante ou do pesquisador em relação a alterações ocorridas com o uso ou desenvolvimento da solução tecnológica em determinados indicadores, comparadas a uma situação anterior.
Avanços da tecnologia e conquista de novos mercados
A Embrapa e a empresa Bioma têm apostado em novas formulações na composição do BiomaPhos, em parceria com a Embrapa Instrumentação (SP), e em ferramenta genômica para possibilitar precisão e segurança, associando mais eficiência e longevidade ao produto. “O sucesso do inoculante levou a empresa parceira Bioma a implementar novas estratégias de negociação para ampliar seu acesso ao mercado. Ela inclusive se associou a uma grande empresa de defensivos para distribuir o produto em novas parcerias. Iniciamos também testes para futura internacionalização da comercialização do BiomaPhos em países como Paraguai, Bolívia, México e Estados Unidos”, revela Paiva.
O BiomaPhos, resultado de mais de 19 anos de pesquisas, é produzido a partir de duas bactérias identificadas pela Embrapa, uma no solo e a outra no milho, que apresentam aptidão para solubilizar ou tornar disponível o elemento fosfato e melhorar o sistema radicular das plantas. Esse mineral é indispensável para o crescimento e a produção vegetal, já que interfere nos processos de fotossíntese, respiração, armazenamento e transferência de energia. “As cepas das bactérias Bacillus subtilis e Bacillus megaterium conseguem fazer com que maior quantidade de fósforo seja absorvida pelas raízes, recebendo em troca compostos fundamentais para o crescimento bacteriano, como fontes de carbono, em especial açúcares e ácidos orgânicos”, explica a pesquisadora. “Isso se traduz em mais eficiência no processo de absorção do fósforo pelas raízes das plantas, fazendo com que elas sejam mais produtivas”, complementa.
Notícia original extraída do site Embrapa
Foto de Guilherme Viana
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/
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Inauguração Aprovar Lagoa Dourada – MG
O mês de abril/21 marcou a abertura de mais uma filial Aprovar Agropecuária, agora na cidade de Lagoa Dourada – MG.
Por conta da onda roxa (ocasionada pela pandemia da COVID-19), a empresa realizou uma inauguração discreta e segura, para evitar aglomerações. Como forma de retribuir a visita dos clientes que passaram lá durante este mês de inauguração, foram distribuídos álcool gel e alfajores que podiam ser levados para casa.
A decisão em abrir mais uma filial nesta região, no Campo das Vertentes, veio da necessidade e vontade de intensificar o atendimento ao produtor rural, ampliando a distribuição de insumos agropecuários, onde a Aprovar poderá oferecer aos seus clientes uma completa gama de serviços e produtos das melhores marcas.
Esta nova filial é um marco na história de Lagoa Dourada e região e com certeza a geração de emprego, rendas e fortalecimento do agronegócio é a marca registrada da Aprovar Agropecuária há mais de 27 anos.
*Todas as ações foram pensadas respeitando as normas sanitárias e decretos municipais.
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Projeto prevê transmissão de conteúdo agropecuário pelas emissoras de TV
A proposta foi apresentada à Câmara dos Deputados pelo deputado Marcelo Brum (PSL-RS)
O Projeto de Lei 719/21 prevê a transmissão de conteúdo relativo às atividades agropecuárias pelas emissoras de televisão no Brasil. O objetivo é fortalecer a cultura e a educação da população em relação ao assunto.
A proposta foi apresentada à Câmara dos Deputados pelo deputado Marcelo Brum (PSL-RS). Ele destaca a importância econômica do setor agropecuário brasileiro para justificar a proposta.
“A pesquisa para elevar a capacidade e a qualidade produtiva brasileira avançou muito e é referência mundial. Contudo, infelizmente a maioria dos brasileiros desconhece essa realidade e tem uma visão distorcida do setor”, lamenta Brum. “Diante disto, é importante que o cidadão, desde a infância, compreenda a origem e o processo de produção dos alimentos, instrumentos e produtos primários que abastecem a indústria e permeiam o dia a dia da sociedade.”
O parlamentar acrescenta que os serviços de televisão são extremamente difundidos no Brasil e poderão levar, de forma gratuita, essa informação para toda a população.
Pela proposta, as emissoras deverão transmitir, três vezes por semana, conteúdo de pelo menos 40 minutos, cada, relativo às atividades agropecuárias, com uso de linguagem acessível a todas as idades.
O projeto considera atividade agropecuária o cultivo de plantas e a criação de animais para a alimentação humana ou para o fornecimento de matérias-primas, com abordagem de temas como colheita, sustentabilidade, meio ambiente e gestão rural.
Se for aprovada e virar lei, a medida será incluída no Código Brasileiro de Telecomunicações e será regulamentada posteriormente pelo Poder Executivo.
Fonte: Câmara dos Deputados
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Crédito para custeio antecipado beneficia o planejamento no campo
No custeio antecipado, o produtor rural pode usar o crédito para adquirir previamente insumos agrícolas ou pecuários, como sementes e mudas, fertilizantes, pesticidas, ração e medicamentos
A linha de crédito rural para custeio antecipado é uma importante ferramenta de financiamento que permite ao produtor rural adquirir mais cedo seus insumos agrícolas, com um melhor planejamento da safra. Com a compra antecipada, o produtor consegue melhores condições de preço e mercado.
No custeio antecipado, o produtor rural pode usar o crédito para adquirir previamente insumos agrícolas ou pecuários, como sementes e mudas, fertilizantes, pesticidas, ração e medicamentos. Na atividade pecuária, essa modalidade de financiamento possibilita, ainda, que sejam financiadas a limpeza e a reforma de pastagens e a silagem, entre outras. As atividades aquícolas e pesqueiras (industrial ou artesanal) também são beneficiadas.
“Geralmente, esta época do ano costuma apresentar menor demanda por insumos, dado que a maior parte já foi comprada para a safra em curso e o próximo grande cultivo – safra de verão – acontece no segundo semestre”, explica o diretor de Crédito e Informação, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo. “Assim, ao obter recursos antecipados, o produtor tende a adquirir seus insumos a custos mais baixos”, complementa.
Outro benefício citado pelo diretor diz respeito à logística de transporte dos insumos, dos portos para as regiões produtoras do Brasil, pois o deslocamento fica mais eficiente nesta época. “Como parte da safra atual, principalmente de soja, está sendo escoada agora para exportação, o frete de retorno dos caminhões com insumos torna-se mais favorável, podendo inclusive resultar na redução de custos” explica.
Grandes instituições financeiras, como o Banco do Brasil e a Caixa, anunciaram recentemente a disponibilização de linha de custeio antecipado da safra 2021/2022. Outras instituições financeiras também deverão anunciar recursos em breve. No crédito antecipado, as taxas de juros são livres, a critério da instituição financeira.
O Banco do Brasil disponibilizou recursos de R$ 16 bilhões para o custeio antecipado das atividades agrícolas para o período agrícola 2021/22. Já a Caixa anunciou a ampliação do Custeio Agro Antecipado para R$ 12 bilhões. A expectativa da instituição é emprestar os recursos aos agricultores até o fim de março e início de abril.
No caso específico do Banco do Brasil, os recursos foram direcionados aos produtores de lavouras de soja, milho, algodão, café, arroz e cana-de-açúcar. No âmbito do Pronamp, que é destinada ao médio produtor, a taxa cobrada pelo BB será de 5% ao ano, com prazo de até 14 meses e teto de R$ 1,5 milhão. Já para o custeio agropecuário aos grandes, a taxa cobrada é a partir de 6% ao ano, também pelo prazo de até 14 meses. Nesse caso, o teto é de R$ 3 milhões.
Os recursos da Caixa atendem a diversas finalidades, especialmente para financiar as despesas do ciclo de produção das principais culturas do país, como soja, milho, algodão, arroz, feijão, mandioca e café, e atividades pecuárias. Os pequenos agricultores terão acesso ao financiamento até junho deste ano a taxa de juros a partir de 2,75% ao ano, médios a partir de 4% e demais a partir de 5%.
Também as cooperativas de crédito injetam recursos para as compras antecipadas e melhor programação dos seus cooperados no campo, com melhores condições de preço no mercado.
Wilson Vaz de Araújo acrescenta ainda que a oferta de recursos para financiamento, neste momento, tem importante significado na medida em que sinaliza a disposição dos agentes financeiros no apoio creditício aos produtores rurais para a realização de sua produção, o que aumenta a credibilidade e confiança de todos os agentes envolvidos no processo produtivo agropecuário.





