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Colheita de laranja em Sergipe (Foto: Edinah Mary/Divulgação-ASN)

“O agronegócio já se descolou da crise e do que acontece em outras áreas, e tem sido importante para induzir crescimento em setores como o de máquinas, por exemplo”. A afirmação é do economista Cláudio Contador, diretor executivo da Silcon Estudos Econômicos e do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES) da Escola Nacional de Seguros.
Segundo ele, a economia brasileira apresenta baixo crescimento, mas já saiu da área negativa do PIB (Produto Interno Bruto) em queda. O economista destaca ainda que “toda a renda advinda do agro vai para o comércio e a indústria e que o setor assume atualmente posição de liderança”.
Participando de reunião do Conselho de Economia da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Contador lamentou que “as notícias de corrupção e de envolvimento de políticos e de grandes empresas em irregularidades derrubaram as esperanças de recuperação econômica e esvaziaram o apoio às reformas”, bem como “as incertezas cresceram e esvaziaram a confiança dos consumidores e empresários”.
No entanto, o especialista ressaltou que “os indicadores antecedentes ainda garantem no curto prazo a melhoria das atividades dos setores examinados, que irá ocorrer com intensidade mais branda”. Um relatório apresentado por ele aponta que as contas nacionais para o primeiro trimestre de 2017 “mostraram alívio e sugerem que a parte mais severa da recessão terminou”.
Segundo a Silcon, na ótica da oferta, a agropecuária tem destaque especial, com expansão de 13,4% contra o trimestre anterior, aumento de 15,2% sobre o mesmo período de 2016 e de 0,3% no acumulado em quatro trimestres. Nos demais setores, a indústria cresceu apenas 0,9 % e os serviços ficaram estagnados.

A produção brasileira de grãos deverá chegar a 288,2 milhões de toneladas nos próximos 10 anos, um acréscimo de 51 milhões de t em relação à atual safra (2016/2017), de 237,2 milhões, o que representa um incremento de 21,5%. Milho e soja continuarão puxando a expansão dos grãos até 2026/27. A previsão de crescimento da área plantada de todas as lavouras (grãos e culturas permanentes) é de 13,5%, saindo de 74 milhões de hectares para 84 milhões de hectares. Já área de grãos deve aumentar 17,3% neste período.
As estimativas fazem parte do estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Mapa) nesta sexta-feira (21). A pesquisa envolve 29 produtos, como grãos, carnes (bovina, suína e aves), leite, frutas, fumo, celulose, papel e outros.
De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Garcia Gasques, o crescimento da produção agrícola no Brasil continuará sendo impulsionado pela produtividade no campo, pelo aumento do consumo do mercado interno e pela expansão das exportações.
O crescimento com base na produtividade deverá ocorrer nas novas regiões agrícolas do Brasil, no Norte e no Centro-Nordeste. O estudo, segundo Gasques, aponta que os investimentos em infraestrutura e logística nessas regiões têm dado segurança para o novo cenário agropecuário.
Produtos mais dinâmicos
Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser algodão em pluma, milho, carne suína, carne de frango, soja grão. Entre as frutas, os destaques são manga, uva e melão.
A expansão de 13,5% na área plantada de lavouras no país está concentrada em soja (+9,3 milhões de hectares), cana-de-açúcar (+1,9 milhão) e milho (+1,3 milhão). Entretanto, segundo Gasques, algumas lavouras, como café, arroz e feijão, devem perder área, mas a redução será compensada por ganhos de produtividade.
Ainda conforme publicação do Mapa e da Embrapa, a expansão de área de soja e cana-de-açúcar deverá ocorrer pela incorporação de áreas novas, de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder espaço.
A produção de carnes (bovina, suína e aves), entre 2016/17 e 2026/27, deverá aumentar em 7,5 milhões de toneladas, com acréscimo de 28% em relação à produção de carnes de 2016/2017. As carnes de frango (33,4%) e suína (28,6%) devem apresentar maior crescimento nos próximos anos. A produção de carne bovina deve aumentar 20,5% entre o ano base e o final das projeções.
Em 2026/27, 40% da produção de soja serão destinados ao mercado interno. A produção de milho (+55,5%) e de café (+45%) também deve ser consumida internamente. “Haverá, assim, dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, devida ao crescimento do mercado interno e das exportações do país”, observa Gasques.
Projeções regionais
As projeções regionais indicam que os maiores aumentos de produção e de área da cana-de-açúcar devem ocorrer em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, embora estes três últimos sejam ainda estados de produção pequena da cultura. Mas São Paulo, como maior produtor nacional, também projeta expansões elevadas de produção e de área do produto.
Os estados da Bahia e Tocantins devem liderar o crescimento da produção de milho nos próximos anos. Entre os grandes produtores, Mato Grosso deve continuar liderando a expansão da produção de milho e soja no país, com aumentos previstos de 41,4% e 34,1%, respectivamente. O acréscimo da produção de milho deve ocorrer especialmente pela expansão da segunda safra.
A soja deve apresentar forte expansão em estados do Norte, especialmente no Pará e em Rondônia. “Contribuem para isso a atração que a cultura apresenta e a abertura de novos modais de transporte nos próximos anos”, projeta o coordenador-geral de Estudos e Análises.
Gasques pondera que um dos fatores de incerteza são as mudanças climáticas. Segundo a Embrapa, algumas lavouras, como café, feijão e laranja, podem ter redução de produção e produtividade devido ao abortamento das flores, ocorrido com as mudanças climáticas.
Confira aqui o estudo.

“Há quase três décadas do mercado atuando livremente e ainda estamos presos à avaliações como ‘trigo bom’ e ‘trigo ruim’. Avaliações que não dizem nada”. A afirmação é do pesquisador da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, que participou nessa quarta-feira (26.07) da Reunião do Trigo que ocorre em Cascavel, no Paraná.
De acordo com ele, agricultores e pesquisadores devem adequar seu trigo segundo a utilização da indústria, para que possam atender essa demanda. A utilização do trigo para panificação corresponde a 55% do mercado, 16% são para a produção de pasta, 10% para biscoito e 19% de consumo doméstico.
Cunha mostrou ainda um comparativo das safras 2015 e 2016 com base nas características que a indústria moageira solicita e sustentou que é preciso avaliar a produção nacional e compreender os padrões solicitados. “São números que não podemos perder de vista quando se fala em programas de melhoramento de trigo”, comenta.
O painel “Comercialização e industrialização do Trigo” debateu também os entraves, evoluções e perspectivas da comercialização do trigo nacional. Foi composto ainda pelo diretor comercial do Moinho Arapongas, Daniel Kümmel, e o diretor institucional da ABITRIGO, Conrado Mariotti Neto, sob a moderação do líder de Desenvolvimento de Produto da Coodetec, Olavo Correa.

Por Estadao conteudo
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Colheita de laranja em Sergipe (Foto: Edinah Mary/Divulgação-ASN)
Os produtos agrícolas brasileiros perderam espaço no mercado internacional. Isso é o que revela a OMC em seu informe sobre a política comercial brasileira, que faz uma análise detalhada da situação do País.
Com a quarta maior superfície agrícola do mundo, o Brasil continua sendo o terceiro maior exportador do planeta, superado apenas pelos EUA e Europa. Mas, ainda assim, a fatia no mercado internacional encolheu. Na avaliação anterior feita pela OMC, em 2012, o Brasil correspondia a 7,3% do fornecimento mundial. No atual exame, a constatação é de que essa taxa caiu para 5,1%. A OMC destaca que o Brasil manteve a liderança mundial na venda de açúcar, suco de laranja e café.
Mas uma das constatações aponta para o fato de que o crescimento médio anual da produtividade no campo foi desacelerado, passando de 4,08% entre 2000 e 2009 para 3,99% entre 2000 e 2015. A OMC ainda sustenta que a produtividade do trabalho rural é quase quatro vezes inferior à produtividade nos demais setores da economia.
Para a organização, esta realidade da produtividade no Brasil é o reflexo da existência de duas agriculturas no País. A produção intensiva e em grande escala coexiste com um grande número de pequenos agricultores relativamente “improdutivos”.
O governo garante que não concede subsídios para a exportação. Mas a OMC notou que a ajuda alimentar dada pelo Brasil ao exterior passou de 47 mil toneladas em 2010 para mais de 230 mil toneladas até 2014 – 83% dela consistia em arroz. De forma drástica, a ajuda alimentar foi reduzida para apenas 1,9 mil toneladas em 2016.
Governos suspeitam que a ajuda alimentar tem sido usada como forma de subsidiar a exportação nacional, mascarando o crédito a uma atuação humanitária para ajudar a combater a fome.
Internamente, a OMC destaca que a ajuda dada pelo governo aos produtores nacionais é baixa. Mas ela consiste também em taxas de juros administradas, linhas de crédito e mecanismos de preço, além de seguros. A entidade admite que o elevado nível da dívida rural é um desafio importante. Mas questiona a eficiência do crédito dado para os agricultores nacionais.
Usando dados da OCDE, o raio-x sobre o Brasil alerta que o sistema de crédito agrícola gera riscos para o governo e produtores, especialmente diante da crise econômica.
“A maior disponibilidade de fundos poderia gerar uma oferta em demasia”, alertou. Além disso, o crédito se concentra nos subsídios de empréstimos de curto prazo, “distorcendo ainda mais o mercado”.
A OMC, portanto, sugere que se reduza os empréstimos para o capital de exploração, a simplificação de regras e uma mudança de orientação para apoiar investimentos em terras agrícolas que incorporem inovação.
A renda dos agricultores também poderia ser protegida de forma mais eficiente, avalia a OMC, com investimentos diretos em infraestrutura e investimentos públicos para “estimular o crescimento do setor agrícola com maior eficiência”.
Fonte: G1 – http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/brasil-perdeu-espaco-no-mercado-agricola-mundial-afirma-omc.ghtml

Brasil deve ultrapassar os 240 milhões de toneladas de grãos neste ano. Globo Rural fala com agricultores para saber o que melhorou na vida deles.
Triângulo Mineiro, Mato Grosso e Paraná
O Brasil deve ultrapassar os 240 milhões de toneladas de grãos neste ano, mas e a renda do agricultor, melhorou nessa safra recorde? Para conversar com os produtores sobre o assunto, três equipes de reportagem do Globo Rural foram ao campo: uma no Paraná, outra em Mato Grosso e ao Triângulo Mineiro.
Triângulo Mineiro
Cautela é a palavra que mais se ouve em Minas Gerais. Uberaba, no Triângulo Mineiro, é a região responsável pela maior parte da soja e do milho produzidos no estado. Nos campos, o milho safrinha ainda está em final de cultivo.
Em uma cooperativa, que reúne dois mil associados, o movimento dos caminhões é para a retirada da soja. O silo da cooperativa tem capacidade para armazenar 54 mil toneladas de grãos. Ele é dividido em três partes. A soja que já estava vendida está sendo retirada para chegada do milho safrinha. Mas as outras duas partes estão cheias de soja até o limite.
O diretor da cooperativa explica que tem muito produtor segurando o produto à espera de preços melhores.
Thomaz Mendes e Silva plantou sorgo na safrinha. Ele estuda agronomia e comemora a produtividade que atingiu na safra de soja. Enquanto a média de produtividade das fazendas da região fica em 64 sacas por hectare a dele foi maior. “A média foi 72 sacas em uma fazenda”.
De olho no lucro, Thomaz já ‘namora’ uma plantadeira nova enquanto espera a chegada do pulverizador de segunda mão recém-comprado. Em uma concessionária de tratores da região, o gerente confirma que os negócios vão muito bem.
Em outra propriedade, em Conceição de Alagoas, cidade vizinha a Uberaba, os insumos para a próxima safra já foram comprados. A plantadeira, que está no galpão, foi adquirida no ano passado, mas o produtor estuda novas compras. Um dos objetivos é comprar um trator maior para a operação e outro para a pulverização.
O milho que ainda está no campo não vai sair da fazenda. Vai virar silagem e alimentar o novo investimento: o rebanho de gado. O produtor também decidiu guardar a maior parte da soja colhida e espera por um preço melhor. Em um mês, a soja subiu quase 10% na Bolsa de Chicago por causa de problemas na safra norte-americana.
Outro investimento na região é em mão-de-obra. Um curso do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) ensina os fundamentos para quem vai trabalhar como tratorista. Assista a reportagem completa no vídeo.
Mato Grosso
De cada quatro sacas de grãos produzidas no Brasil, pelo menos uma sai das lavouras de Mato Grosso, líder nacional na produção de soja, milho e algodão. A colheita da pluma está começando agora.
“Estamos acreditando em produtividade melhor, mercado melhor para que cubra os custos de anos anteriores em que a rentabilidade não foi tão boa”, diz o agricultor Herlan Meinke.
Mais renda, novos planos: com o lucro da safra, ele vai pagar contas passadas, investir no solo e tirar um sonho antigo do papel. “Adquirimos um terreno para poder fazer este investimento em uma indústria de benefício de algodão”, conta Herlan.
O terreno foi comprado em parceria com outros agricultores da região. Quando a futura beneficiadora ficar pronta, vai agregar valor ao algodão que sai do campo, gerando pelo menos 50 empregos diretos.
Quem também está feliz com a boa safra é o Adelar Ebert, gerente de fazenda. “Com certeza tinha um carro, troquei, peguei um melhor, já foi um sonho realizado”, conta.
Se no algodão os preços ainda ajudam a encorajar investimentos, no milho é o tamanho da safra que faz a diferença: quase 30 milhões de toneladas em Mato Grosso, um recorde. Na propriedade dos sócios Marcos Ioris e André Sabará, em Nova Mutum, a colheita começou melhor que na última safra. “Milho, ano passado, foi 90 sacas e este ano já estamos tendo uma produtividade de 115 sacas por hectare”, conta o agricultor Marcos Ioris.
O bom desempenho do milharal confirma 2017 como um ano indiscutivelmente bom para o pessoal da fazenda. É que na safra de verão as lavouras de soja também produziram bem mais do que no ano passado. Com a colheita farta, a rentabilidade da fazenda ficou na dependência de uma boa comercialização da produção, e ela aconteceu. A aposta na venda antecipada funcionou.
O dinheiro da safra também vai ser investido em agricultura de precisão e para atender a nova demanda, reforço na mão-de-obra. Uma consultoria da região, que hoje tem nove funcionários, vai crescer. “A gente contratou, na safra passada, e nessa safra a gente está contratando novamente, agora entre agosto e setembro estamos contratando mais duas pessoas”, conta o consultor Thiago Cândido.
Em Nova Mutum, quase tudo gira em torno da renda da agricultura. “Hoje nós temos indústrias esmagadoras de soja, gira imposto, emprego, e a economia gira no município. Então quando a safra é boa todos ganham”, afirma o secretário de Agricultura de Nova Mutum, Renato Kremer.
Paraná
Em um sítio em Ivatuba, no Paraná, é hora de colher o milho segunda safra ou safrinha. A lavoura pertence a três famílias de pequenos agricultores, cada um com 45 hectares. As três famílias, que são parentes, desfrutam a vida no campo com conforto: carro na garagem e casa boa, como a casa da Júlia e Nivaldo Zacanini.
O maior gasto este ano, está num tratamento dentário, que Nivaldo está fazendo: um implante que custa caro. “Só esse ano tive que gastar R$15 mil, fora o raio-x. Isso tudo com dinheiro da roça”, conta Nivaldo Zacanini.
Já na família da vizinha e agricultora Adenilce Acceti, o dinheiro desta safra vai aliviar, e muito, o peso do que ela já gasta com a educação do filho. Além da faculdade de agronomia do filho, a Adenilce também resolveu realizar um velho sonho, e entrou para faculdade de pedagogia. “Isso era meu maior sonho, estudar e ter uma faculdade. Somando as despesas chegam a R$ 3 mil por mês, e o dinheiro vem todo da roça”, fala Adenilce.
Fonte: G1 – Para ver o vídeo vinculado a matéria acesse aqui

As motos ou motocicletas, adaptadas como triciclos e com implementos diversos, podem auxiliar nos tratos nas lavouras de café.
A motocicleta virou moda no Brasil, com grande aumento no seu uso, principalmente como meio para transporte de pessoas.
Mais recentemente, as motos vem sendo adaptadas, também, para outras finalidades no meio rural. Pequenas indústrias fazem, hoje, boas adaptações, para que elas possam acionar e transportar implementos, que são úteis no campo. A primeira modificação feita, normalmente a partir de motos usadas, é a sua transformação em triciclos, ou seja, colocando, atrás, duas rodas, para sua estabilidade.
Na lavoura de café, seja nas diferentes praticas culturais, seja no transporte ou no preparo pós-colheita, no terreiro, os triciclos adaptados visam facilitar, com esse tipo de mecanização mais simples, tarefas que antes eram feitas manualmente.
Os implementos que vem sendo mais adaptados, para uso nas lavouras, com motos-triciclos, são para- 1- pulverização/aplicação de herbicidas, com 2 tipos, de barras verticais ou turbo, podendo ter uma barra, posterior, também para aplicar herbicidas. 2-adubadeira ou calcariadeira, 3-roçadeira, 4-esqueletadeira, 5- carreta, 6- mini-retro-escavadeira e 7-mexedor de café no terreiro. Na pulverização os tanques para a calda variam na faixa de 240 litros e os bicos são dispostos em carreiras, atrás, de forma semelhante aos pulverizadores de barras ou aos turbo-atomizadores tratorizados, conforme cada um dos dois modelos disponíveis. Na adubação a capacidade do depósito fica em torno de 400 kg e a distribuição é feita lateralmente, aplicando o adubo ou calcário junto à saia dos cafeeiros, podendo operar uma ou duas meia-linha de cafeeiros de cada vez. A roçadeira e a esqueletadeira são semelhantes aos implementos usuais para podas, a carreta tem capacidade para 600 litros e o mexedor tem 4 pás posteriores, conforme se pode ver no grupo de fotos em seguida. A roçadeira só não desempenha bem se houver toceiras grandes, por exemplo na brachiária mais velha ou muito cerrada.
Todos os implementos servem em um só triciclo, assim, comprando um pulverizador ou uma adubadeira o produtor já tem a base completa necessária, com freios duplos, iguais aos de trator, que serve a todos os demais implementos.
O rendimento médio na pulverização tem sido de cerca de meia hora por hectare e na aplicação de herbicidas ou na adubação pode fazer até 15 ha por dia, isso gastando, apenas 7 L de gasolina/dia. O triciclo tem uma redução de 30 velocidades, 5 marchas para trás e 25 para a frente, regulando de 3 a 65 km/h.
Duas características importantes nos equipamentos em moto-triciclos são – o seu custo mais baixo e sua capacidade de operar em caminhos estreitos, como nos micro-terraços abertos nas ruas, em áreas montanhosas, favorecendo, assim, os tratos na cafeicultura de montanha e em pequenos produtores, condição onde os tratores normais são mais onerosos e de difícil operação.
Resta dizer que o principal fabricante dos equipamentos aqui destacados é a JC triciclos agrícolas, de Nova Resende-MG (www.triciclosagricolas.com.br).

Dois estudos publicados nesta segunda-feira, 10, em uma revista científica estão fazendo a alegria dos amantes de café. As pesquisa divulgadas na “Annals of Internal Medicine” afirmam que pessoas com o hábito diário de consumir a bebida vivem mais. As informações são do G1.
De autoria de pesquisadores da Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer do Imperial College London, com informações do Grupo Europeu de Investigação para o Câncer e a Nutrição (EPIC), um dos estudos descobriu que os consumidores da bebida têm um menor risco de morte em comparação com os não-consumidores.
Os dados são de 10 países europeus e incluem 520 mil homens e mulheres, uma das maiores amostras para uma pesquisa já feita em relação ao café.
A outra pesquisa, de cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, Estados Unidos, é mais específica e atribui um maior consumo de café a um menor risco de morte em diferentes etnias. De acordo com o levantamento, a análise por cor de pele é importante porque cada raça tem um estilo de vida diferente.
Mais de 185 mil pessoas foram acompanhadas durante 16 anos pelo estudo multiétnico, que avaliou os dados sobre o consumo da bebida de afro-americanos, nativos americanos e do Havaí, japoneses, latinos e brancos. Segundo os dados, pessoas que consomem uma xícara de café por dia são 12% menos propensas a morrer do que quem não bebe. Essa associação foi ainda mais forte para quem bebe de duas a três xícaras por dia: 18% reduziram a chance de morte.
Antes desses dois estudos, a bebida já era associada a um menor risco de morrer por doenças do coração, câncer, infarto, diabetes, doenças respiratórias e renais.

Nesta quinta-feira (6), às quatro horas da tarde, será realizada a entrega das placas com o nome de empresas que adotaram apartamentos no Hospital São Francisco de Assis, de Três Pontas, colaborando com a instituição que vive delicado momento financeiro.
De acordo com a Assessoria de Comunicação da Cocatrel, a união desta cooperativa com a Cootec, Sicoob Copersul e Unimed aliada à sensibilização da Aprovar Agropecuária, Associação Comercial, Alf Plast, Lixo Express, Drogaria Americana, Geagro Penagos, Mak Plast, Trespontano Olímpico Clube e TPNET gerou aproximadamente R$ 40 mil doados ao Hospital. Por abraçarem a causa, essas empresas terão suas logomarcas anexadas aos apartamentos hospitalares, através de uma placa em acrílico. O gesto reconhece a adesão ao movimento e mostra à comunidade que elas são socialmente responsáveis e que, portanto, fazem a diferença.
Dia C
A proposta do apadrinhamento surgiu dentro das comemorações do Dia de Cooperar (Dia C), criado em 2009 pelo sistema Ocemg, com o objetivo de promover e estimular a integração de ações voluntárias de todas as cooperativas de Minas Gerais e cidadãos mineiros em um amplo movimento de solidariedade. Em 2013, o Dia C foi levado a outros estados e se consolidou como uma grande mobilização nacional. Anualmente, uma entidade é escolhida para ser beneficiada e, em Três Pontas, a ideia foi arrecadar fundos para suprir as necessidades da Santa Casa, através do apadrinhamento de apartamentos.
Sábado (1º) o Dia C foi lembrado na cidade com expressivo movimento. Na Praça Cônego Victor foram expostas todas as placas dos participantes do projeto e também houve apresentações artísticas e esportivas com a professora Jussara Castro, desenhos e pintura de rosto para crianças na tenda do Colégio Cootec, atrações com o mágico George Rubadel, atendimento de saúde na tenda da Unimed, informações e dicas financeiras com o Sicoob Copersul, além da degustação dos queijos e cafés Cocatrel.
Entre nessa corrente

Ainda há apartamentos para serem apadrinhados. Informações podem ser obtidas pelo e-mail: comunicacao@cocatrel.com.br ou pelo telefone (35) 3265-1358. O valor de cada apartamento é R$ 3 mil, podendo ser parcelado em até 3 (três) vezes.
“Não perca essa oportunidade de cooperar. Entre nessa corrente – a saúde do nosso Hospital agradece!”, convocam as cooperativas organizadoras.
(Fotos: Ascom Cocatrel)
Fonte: http://www.sintonizeaqui.com.br/dia-de-cooperar-placas-de-empresas-socialmente-responsaveis-serao-entregues-ao-hospital-de-tres-pontas/

Durante a pré-história, na medida em que os homens passaram a se agrupar em pequenas aldeias, eles passaram a praticar a agricultura sazonal. Mas novos estudos indicam que o objetivo não era produzir pão ou outro alimento sólido: era fazer cerveja.
A teoria já tem dois estudos independentes que levam a essa conclusão. “A ideia de que os homens se tornaram sedentários para expandir o consumo de cerveja está entrando nos estudos científicos”, afirma Ricardo Rugai, historiador da cerveja, doutor em história econômica pela USP e sommelier.
A primeira pesquisa, de 2008, foi apresentada pelo historiador natural Josef H. Reichholf, no livro ‘Por que os homens se tornaram sedentários’. O segundo estudo que relacionada a história da cerveja à origem da agricultura é da jornalista científica Karin Bojs.
No livro ‘Minha grande família europeia’, a pesquisadora destaca que a coleta de grãos, como trigo e cevada, sempre foram importantes para a alimentação humana, o que incluía o uso para a fabricação de cerveja, muito utilizada em rituais. “O álcool entrou em nossas vidas como fonte de prazer, e como forma de animar as celebrações”, explica trecho da obra.
Como era preciso grandes quantidades de grãos para produzir a bebida, esse teria sido um elemento motivador para a agricultura. E sobrou cerveja daquela época. “Existem evidências que a história da cerveja precedeu o pão”, diz Rugai. Descobertas arqueológicas de fosseis de alimentos com vestígios de enzimas dentro de copos e bacias pré-históricos confirmam a fabricação de cerveja em uma região da Turquia.
Naquele período, a Era do Gelo tinha acabado recentemente (há cerca de 12 mil anos) , o que facilitou o cultivo de grãos, e consequentemente a produção da cerveja. Há fósseis da bebida estimados em 10 mil anos antes de Cristo, enquanto os de pão são estimados em 6 mil anos, informa o doutor.
“A teoria dos pesquisadores [Reichholf e Bojs] é que o ser humano buscou ampliar a produção de cerveja e, então, passou a desenvolver técnicas agrícolas para todo e qualquer tipo de cereal, como milho, cevada, centeio e trigo. Todos esses cereais eram utilizados tanto para fazer pão quanto para a cerveja”, explica Rugai.
Mas havia um problema a ser solucionado: a conservação da cerveja. “O lúpulo só passou a ser utilizado a partir do século 12, na Alemanha. Antes, para dar sabor ou para prolongar a conservação foram misturados outros ingredientes, como mel, cravo, gengibre. Era uma miscelânea”, exemplifica o historiador brasileiro.
E na América, nossos ancestrais não consumiam a preciosidade amarela? “Havia fermentados alcoólicos de milho fabricados pelos indígenas que podem ser considerados cerveja”, explica o historiador da cerveja Ricardo Rugai.
Além disso, no período colonial, a cerveja com ‘selo europeu’ chegou ao Brasil com as invasões holandesas, no século XVII, quando a Holanda dominou parte do Nordeste. Quando foram expulsos pelos portugueses, faltou cerveja por mais de 50 anos. O retorno definitivo veio com a família real, que trouxe toneis de cerveja inglesa, em 1808, na época a cerveja ainda era considerada um alimento.

No início do mês de julho acontecerá a entrega dos resultados do Dia C 2017, em prol da Santa Casa de Misericórdia – Hospital São Francisco de Assis, em Três Pontas.
A nossa empresa foi escolhida e a partir de julho apadrinhará um quarto na Santa Casa de Três Pontas. É um projeto e ação social de grande importância para a comunidade e nós estamos muito felizes em fazer parte de tudo isso.
Venha participar conosco do Dia C no próximo sábado e ajude também!

A iniciativa da ação deu-se graças a união das cooperativas Cocatrel, Cootec, Sicoob Copersul e Unimed, através de uma ação voluntária, do Dia de Cooperar – uma iniciativa do Sistema Ocemg que, com o apoio e a participação efetiva das cooperativas de Minas Gerais, tem como objetivo promover e estimular a integração das ações voluntárias de todas as cooperativas, cooperados, colaboradores e cidadãos, em um grande movimento de solidariedade em prol de uma grande ação social.
Em 2017, a ação que envolve empresas e instituições de Três Pontas, visa arrecadar fundos para suprir as necessidades da Santa Casa, através do apadrinhamento de 20 apartamentos do hospital. A ideia é que estas empresas doadoras sejam reconhecidas como socialmente responsáveis pela comunidade. Para tanto, cada apartamento receberá o nome da empresa doadora, em uma placa de acrílico com sua logomarca, que será fixada na porta de cada um.
Em Três Pontas, várias empresas já estão entrando nessa corrente do bem. Além das quatro cooperativas, já tem plaquinha confirmada: Aprovar Agropecuária, Associação Comercial de Três Pontas, Drogaria Americana, Geagro Penagos e TPNET.
Além desta ação, no dia 1º de julho será realizado um grande movimento, na praça da Matriz Nossa Senhora d’Ajuda, a partir das 10 horas da manhã, para toda a população. No local serão expostas todas as placas dos participantes do projeto e também haverá apresentações artísticas e esportivas, pintura de rosto para crianças na tenda do Colégio Cootec, atrações com o mágico George Rubadel, atendimento de saúde na tenda da Unimed, informações e dicas financeiras com o Sicoob Copersul, além da degustação dos queijos e cafés Cocatrel.
Não deixem de participar! Ainda há apartamentos para serem apadrinhados. Caso sua empresa tenha interesse, entre em contato com a assessoria de comunicação da Cocatrel, através do e-mail: comunicacao@cocatrel.com.br ou pelo telefone 035 3265 1358.
Não perca essa oportunidade de cooperar. Entre nessa corrente e participe do Dia C conosco – a saúde do nosso hospital agradece!
Fonte: Portal Cocatrel
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