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Colheita de laranja em Sergipe (Foto: Edinah Mary/Divulgação-ASN)

O agronegócio brasileiro vai continuar, nos próximos anos, com a responsabilidade de sustentar os superávits comerciais brasileiros, pautado na exportação de commodities para mais de 200 países. No entanto, o governo precisará se preocupar cada vez mais com o mercado internacional, porque existe risco grande de redução de exportação dos produtos brasileiros no Ocidente. A saída estará na Ásia, que detém 61% do mercado mundial, com destaque para China, Índia, Indonésia, Japão e Coréia do Sul, que já se consolidam como grandes consumidores do futuro. O Brasil precisa se inserir urgentemente nesses mercados mais dinâmicos.
Esse foi o principal recado passado por dois dos melhores especialistas brasileiros em questões globais do agronegócio: Marcos Sawaya Jank, consultor da Agência para o Programa de Acesso a Mercados do Agronegócio e Alimentos (PAM-Agro); e Augusto Castro, gerente executivo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Ambos participaram de uma videoconferência com a diretoria da Embrapa no último dia 19 de julho, com transmissão para todas as unidades descentralizadas, e falaram sobre como agregar valor à parceria comercial com os países asiáticos. Destacaram a importância da presença naquele mercado, onde a Embrapa tem papel estratégico, e a busca por melhoria na qualidade dos produtos exportados.
“Esse tema muito nos interessa, porque o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento conta com a Embrapa para ajudar a Apex-Brasil em sua missão”, afirmou o presidente Maurício Lopes no início do encontro. “O continente asiático é também mercado para nossas tecnologias, mas acima de tudo temos o compromisso de auxiliar políticas públicas com estudos e dados qualificados, que possam embasar a criação de uma imagem positiva dos produtos brasileiros nesses mercados e a defesa dos interesses brasileiros”, completou.
Jank apresentou pontos da estratégia delineada pela Apex para os próximos meses e anos para aumentar a exportação de produtos brasileiros, relatou os problemas que o país vem atravessando no mercado internacional de carnes por conta dos desdobramentos da operação Carne Fraca e das denúncias envolvendo dirigentes da JBS e da preocupação com o baixo valor agregado dos nossos produtos exportados. “Temos que exportar menos commodities e cada vez mais produtos com valor agregado.”
Informação de qualidade
O consultor pediu maior colaboração da Embrapa na geração de informação qualificada sobre os produtos brasileiros. Sugeriu até a criação de um site ou página especial para ser utilizada em eventos internacionais, que possam mostrar que os produtos nacionais exportados têm qualidade, são produzidos sem gerar desmatamentos ou trabalho escravo e são fruto do conhecimento tropical gerado por cientistas reconhecidos no mundo inteiro. Apontou ainda cinco desafios internacionais para o país: competitividade, acesso a mercados, valor adicionado, melhoria da imagem e internacionalização.
Elísio Contini, chefe da Secretaria de Inteligência e Macroestratégia (SIM) da Embrapa, considerou o evento positivo e importante para consolidar uma parceria mais estreita com a Apex. “A pedido do presidente, vamos coordenar a partir do segundo semestre deste ano esses estudos qualificados sobre os produtos brasileiros voltados para a exportação, mobilizando observatórios, unidades, portfólios e arranjos”, adiantou.
Participaram da videoconferência representantes de todas as UDs e dos observatórios do Agropensa e também gestores e técnicos das principais UCs envolvidas com o tema.
Apex-Brasil
A Apex-Brasil é uma instituição jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública, criada em 2003 com a responsabilidade de executar políticas de promoção de exportações de produtos brasileiros em cooperação com o poder público, inclusive ações para promoção de investimentos. Atua também de forma coordenada com atores públicos e privados para atrair investimentos estrangeiros diretos para setores estratégicos da economia brasileira, com foco no desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.
Para alcançar esses objetivos, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

“O agronegócio já se descolou da crise e do que acontece em outras áreas, e tem sido importante para induzir crescimento em setores como o de máquinas, por exemplo”. A afirmação é do economista Cláudio Contador, diretor executivo da Silcon Estudos Econômicos e do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES) da Escola Nacional de Seguros.
Segundo ele, a economia brasileira apresenta baixo crescimento, mas já saiu da área negativa do PIB (Produto Interno Bruto) em queda. O economista destaca ainda que “toda a renda advinda do agro vai para o comércio e a indústria e que o setor assume atualmente posição de liderança”.
Participando de reunião do Conselho de Economia da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Contador lamentou que “as notícias de corrupção e de envolvimento de políticos e de grandes empresas em irregularidades derrubaram as esperanças de recuperação econômica e esvaziaram o apoio às reformas”, bem como “as incertezas cresceram e esvaziaram a confiança dos consumidores e empresários”.
No entanto, o especialista ressaltou que “os indicadores antecedentes ainda garantem no curto prazo a melhoria das atividades dos setores examinados, que irá ocorrer com intensidade mais branda”. Um relatório apresentado por ele aponta que as contas nacionais para o primeiro trimestre de 2017 “mostraram alívio e sugerem que a parte mais severa da recessão terminou”.
Segundo a Silcon, na ótica da oferta, a agropecuária tem destaque especial, com expansão de 13,4% contra o trimestre anterior, aumento de 15,2% sobre o mesmo período de 2016 e de 0,3% no acumulado em quatro trimestres. Nos demais setores, a indústria cresceu apenas 0,9 % e os serviços ficaram estagnados.

A produção brasileira de grãos deverá chegar a 288,2 milhões de toneladas nos próximos 10 anos, um acréscimo de 51 milhões de t em relação à atual safra (2016/2017), de 237,2 milhões, o que representa um incremento de 21,5%. Milho e soja continuarão puxando a expansão dos grãos até 2026/27. A previsão de crescimento da área plantada de todas as lavouras (grãos e culturas permanentes) é de 13,5%, saindo de 74 milhões de hectares para 84 milhões de hectares. Já área de grãos deve aumentar 17,3% neste período.
As estimativas fazem parte do estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Mapa) nesta sexta-feira (21). A pesquisa envolve 29 produtos, como grãos, carnes (bovina, suína e aves), leite, frutas, fumo, celulose, papel e outros.
De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Garcia Gasques, o crescimento da produção agrícola no Brasil continuará sendo impulsionado pela produtividade no campo, pelo aumento do consumo do mercado interno e pela expansão das exportações.
O crescimento com base na produtividade deverá ocorrer nas novas regiões agrícolas do Brasil, no Norte e no Centro-Nordeste. O estudo, segundo Gasques, aponta que os investimentos em infraestrutura e logística nessas regiões têm dado segurança para o novo cenário agropecuário.
Produtos mais dinâmicos
Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser algodão em pluma, milho, carne suína, carne de frango, soja grão. Entre as frutas, os destaques são manga, uva e melão.
A expansão de 13,5% na área plantada de lavouras no país está concentrada em soja (+9,3 milhões de hectares), cana-de-açúcar (+1,9 milhão) e milho (+1,3 milhão). Entretanto, segundo Gasques, algumas lavouras, como café, arroz e feijão, devem perder área, mas a redução será compensada por ganhos de produtividade.
Ainda conforme publicação do Mapa e da Embrapa, a expansão de área de soja e cana-de-açúcar deverá ocorrer pela incorporação de áreas novas, de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder espaço.
A produção de carnes (bovina, suína e aves), entre 2016/17 e 2026/27, deverá aumentar em 7,5 milhões de toneladas, com acréscimo de 28% em relação à produção de carnes de 2016/2017. As carnes de frango (33,4%) e suína (28,6%) devem apresentar maior crescimento nos próximos anos. A produção de carne bovina deve aumentar 20,5% entre o ano base e o final das projeções.
Em 2026/27, 40% da produção de soja serão destinados ao mercado interno. A produção de milho (+55,5%) e de café (+45%) também deve ser consumida internamente. “Haverá, assim, dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, devida ao crescimento do mercado interno e das exportações do país”, observa Gasques.
Projeções regionais
As projeções regionais indicam que os maiores aumentos de produção e de área da cana-de-açúcar devem ocorrer em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, embora estes três últimos sejam ainda estados de produção pequena da cultura. Mas São Paulo, como maior produtor nacional, também projeta expansões elevadas de produção e de área do produto.
Os estados da Bahia e Tocantins devem liderar o crescimento da produção de milho nos próximos anos. Entre os grandes produtores, Mato Grosso deve continuar liderando a expansão da produção de milho e soja no país, com aumentos previstos de 41,4% e 34,1%, respectivamente. O acréscimo da produção de milho deve ocorrer especialmente pela expansão da segunda safra.
A soja deve apresentar forte expansão em estados do Norte, especialmente no Pará e em Rondônia. “Contribuem para isso a atração que a cultura apresenta e a abertura de novos modais de transporte nos próximos anos”, projeta o coordenador-geral de Estudos e Análises.
Gasques pondera que um dos fatores de incerteza são as mudanças climáticas. Segundo a Embrapa, algumas lavouras, como café, feijão e laranja, podem ter redução de produção e produtividade devido ao abortamento das flores, ocorrido com as mudanças climáticas.
Confira aqui o estudo.

“Há quase três décadas do mercado atuando livremente e ainda estamos presos à avaliações como ‘trigo bom’ e ‘trigo ruim’. Avaliações que não dizem nada”. A afirmação é do pesquisador da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, que participou nessa quarta-feira (26.07) da Reunião do Trigo que ocorre em Cascavel, no Paraná.
De acordo com ele, agricultores e pesquisadores devem adequar seu trigo segundo a utilização da indústria, para que possam atender essa demanda. A utilização do trigo para panificação corresponde a 55% do mercado, 16% são para a produção de pasta, 10% para biscoito e 19% de consumo doméstico.
Cunha mostrou ainda um comparativo das safras 2015 e 2016 com base nas características que a indústria moageira solicita e sustentou que é preciso avaliar a produção nacional e compreender os padrões solicitados. “São números que não podemos perder de vista quando se fala em programas de melhoramento de trigo”, comenta.
O painel “Comercialização e industrialização do Trigo” debateu também os entraves, evoluções e perspectivas da comercialização do trigo nacional. Foi composto ainda pelo diretor comercial do Moinho Arapongas, Daniel Kümmel, e o diretor institucional da ABITRIGO, Conrado Mariotti Neto, sob a moderação do líder de Desenvolvimento de Produto da Coodetec, Olavo Correa.

Por Estadao conteudo
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Colheita de laranja em Sergipe (Foto: Edinah Mary/Divulgação-ASN)
Os produtos agrícolas brasileiros perderam espaço no mercado internacional. Isso é o que revela a OMC em seu informe sobre a política comercial brasileira, que faz uma análise detalhada da situação do País.
Com a quarta maior superfície agrícola do mundo, o Brasil continua sendo o terceiro maior exportador do planeta, superado apenas pelos EUA e Europa. Mas, ainda assim, a fatia no mercado internacional encolheu. Na avaliação anterior feita pela OMC, em 2012, o Brasil correspondia a 7,3% do fornecimento mundial. No atual exame, a constatação é de que essa taxa caiu para 5,1%. A OMC destaca que o Brasil manteve a liderança mundial na venda de açúcar, suco de laranja e café.
Mas uma das constatações aponta para o fato de que o crescimento médio anual da produtividade no campo foi desacelerado, passando de 4,08% entre 2000 e 2009 para 3,99% entre 2000 e 2015. A OMC ainda sustenta que a produtividade do trabalho rural é quase quatro vezes inferior à produtividade nos demais setores da economia.
Para a organização, esta realidade da produtividade no Brasil é o reflexo da existência de duas agriculturas no País. A produção intensiva e em grande escala coexiste com um grande número de pequenos agricultores relativamente “improdutivos”.
O governo garante que não concede subsídios para a exportação. Mas a OMC notou que a ajuda alimentar dada pelo Brasil ao exterior passou de 47 mil toneladas em 2010 para mais de 230 mil toneladas até 2014 – 83% dela consistia em arroz. De forma drástica, a ajuda alimentar foi reduzida para apenas 1,9 mil toneladas em 2016.
Governos suspeitam que a ajuda alimentar tem sido usada como forma de subsidiar a exportação nacional, mascarando o crédito a uma atuação humanitária para ajudar a combater a fome.
Internamente, a OMC destaca que a ajuda dada pelo governo aos produtores nacionais é baixa. Mas ela consiste também em taxas de juros administradas, linhas de crédito e mecanismos de preço, além de seguros. A entidade admite que o elevado nível da dívida rural é um desafio importante. Mas questiona a eficiência do crédito dado para os agricultores nacionais.
Usando dados da OCDE, o raio-x sobre o Brasil alerta que o sistema de crédito agrícola gera riscos para o governo e produtores, especialmente diante da crise econômica.
“A maior disponibilidade de fundos poderia gerar uma oferta em demasia”, alertou. Além disso, o crédito se concentra nos subsídios de empréstimos de curto prazo, “distorcendo ainda mais o mercado”.
A OMC, portanto, sugere que se reduza os empréstimos para o capital de exploração, a simplificação de regras e uma mudança de orientação para apoiar investimentos em terras agrícolas que incorporem inovação.
A renda dos agricultores também poderia ser protegida de forma mais eficiente, avalia a OMC, com investimentos diretos em infraestrutura e investimentos públicos para “estimular o crescimento do setor agrícola com maior eficiência”.
Fonte: G1 – http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/brasil-perdeu-espaco-no-mercado-agricola-mundial-afirma-omc.ghtml

Brasil deve ultrapassar os 240 milhões de toneladas de grãos neste ano. Globo Rural fala com agricultores para saber o que melhorou na vida deles.
Triângulo Mineiro, Mato Grosso e Paraná
O Brasil deve ultrapassar os 240 milhões de toneladas de grãos neste ano, mas e a renda do agricultor, melhorou nessa safra recorde? Para conversar com os produtores sobre o assunto, três equipes de reportagem do Globo Rural foram ao campo: uma no Paraná, outra em Mato Grosso e ao Triângulo Mineiro.
Triângulo Mineiro
Cautela é a palavra que mais se ouve em Minas Gerais. Uberaba, no Triângulo Mineiro, é a região responsável pela maior parte da soja e do milho produzidos no estado. Nos campos, o milho safrinha ainda está em final de cultivo.
Em uma cooperativa, que reúne dois mil associados, o movimento dos caminhões é para a retirada da soja. O silo da cooperativa tem capacidade para armazenar 54 mil toneladas de grãos. Ele é dividido em três partes. A soja que já estava vendida está sendo retirada para chegada do milho safrinha. Mas as outras duas partes estão cheias de soja até o limite.
O diretor da cooperativa explica que tem muito produtor segurando o produto à espera de preços melhores.
Thomaz Mendes e Silva plantou sorgo na safrinha. Ele estuda agronomia e comemora a produtividade que atingiu na safra de soja. Enquanto a média de produtividade das fazendas da região fica em 64 sacas por hectare a dele foi maior. “A média foi 72 sacas em uma fazenda”.
De olho no lucro, Thomaz já ‘namora’ uma plantadeira nova enquanto espera a chegada do pulverizador de segunda mão recém-comprado. Em uma concessionária de tratores da região, o gerente confirma que os negócios vão muito bem.
Em outra propriedade, em Conceição de Alagoas, cidade vizinha a Uberaba, os insumos para a próxima safra já foram comprados. A plantadeira, que está no galpão, foi adquirida no ano passado, mas o produtor estuda novas compras. Um dos objetivos é comprar um trator maior para a operação e outro para a pulverização.
O milho que ainda está no campo não vai sair da fazenda. Vai virar silagem e alimentar o novo investimento: o rebanho de gado. O produtor também decidiu guardar a maior parte da soja colhida e espera por um preço melhor. Em um mês, a soja subiu quase 10% na Bolsa de Chicago por causa de problemas na safra norte-americana.
Outro investimento na região é em mão-de-obra. Um curso do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) ensina os fundamentos para quem vai trabalhar como tratorista. Assista a reportagem completa no vídeo.
Mato Grosso
De cada quatro sacas de grãos produzidas no Brasil, pelo menos uma sai das lavouras de Mato Grosso, líder nacional na produção de soja, milho e algodão. A colheita da pluma está começando agora.
“Estamos acreditando em produtividade melhor, mercado melhor para que cubra os custos de anos anteriores em que a rentabilidade não foi tão boa”, diz o agricultor Herlan Meinke.
Mais renda, novos planos: com o lucro da safra, ele vai pagar contas passadas, investir no solo e tirar um sonho antigo do papel. “Adquirimos um terreno para poder fazer este investimento em uma indústria de benefício de algodão”, conta Herlan.
O terreno foi comprado em parceria com outros agricultores da região. Quando a futura beneficiadora ficar pronta, vai agregar valor ao algodão que sai do campo, gerando pelo menos 50 empregos diretos.
Quem também está feliz com a boa safra é o Adelar Ebert, gerente de fazenda. “Com certeza tinha um carro, troquei, peguei um melhor, já foi um sonho realizado”, conta.
Se no algodão os preços ainda ajudam a encorajar investimentos, no milho é o tamanho da safra que faz a diferença: quase 30 milhões de toneladas em Mato Grosso, um recorde. Na propriedade dos sócios Marcos Ioris e André Sabará, em Nova Mutum, a colheita começou melhor que na última safra. “Milho, ano passado, foi 90 sacas e este ano já estamos tendo uma produtividade de 115 sacas por hectare”, conta o agricultor Marcos Ioris.
O bom desempenho do milharal confirma 2017 como um ano indiscutivelmente bom para o pessoal da fazenda. É que na safra de verão as lavouras de soja também produziram bem mais do que no ano passado. Com a colheita farta, a rentabilidade da fazenda ficou na dependência de uma boa comercialização da produção, e ela aconteceu. A aposta na venda antecipada funcionou.
O dinheiro da safra também vai ser investido em agricultura de precisão e para atender a nova demanda, reforço na mão-de-obra. Uma consultoria da região, que hoje tem nove funcionários, vai crescer. “A gente contratou, na safra passada, e nessa safra a gente está contratando novamente, agora entre agosto e setembro estamos contratando mais duas pessoas”, conta o consultor Thiago Cândido.
Em Nova Mutum, quase tudo gira em torno da renda da agricultura. “Hoje nós temos indústrias esmagadoras de soja, gira imposto, emprego, e a economia gira no município. Então quando a safra é boa todos ganham”, afirma o secretário de Agricultura de Nova Mutum, Renato Kremer.
Paraná
Em um sítio em Ivatuba, no Paraná, é hora de colher o milho segunda safra ou safrinha. A lavoura pertence a três famílias de pequenos agricultores, cada um com 45 hectares. As três famílias, que são parentes, desfrutam a vida no campo com conforto: carro na garagem e casa boa, como a casa da Júlia e Nivaldo Zacanini.
O maior gasto este ano, está num tratamento dentário, que Nivaldo está fazendo: um implante que custa caro. “Só esse ano tive que gastar R$15 mil, fora o raio-x. Isso tudo com dinheiro da roça”, conta Nivaldo Zacanini.
Já na família da vizinha e agricultora Adenilce Acceti, o dinheiro desta safra vai aliviar, e muito, o peso do que ela já gasta com a educação do filho. Além da faculdade de agronomia do filho, a Adenilce também resolveu realizar um velho sonho, e entrou para faculdade de pedagogia. “Isso era meu maior sonho, estudar e ter uma faculdade. Somando as despesas chegam a R$ 3 mil por mês, e o dinheiro vem todo da roça”, fala Adenilce.
Fonte: G1 – Para ver o vídeo vinculado a matéria acesse aqui

As motos ou motocicletas, adaptadas como triciclos e com implementos diversos, podem auxiliar nos tratos nas lavouras de café.
A motocicleta virou moda no Brasil, com grande aumento no seu uso, principalmente como meio para transporte de pessoas.
Mais recentemente, as motos vem sendo adaptadas, também, para outras finalidades no meio rural. Pequenas indústrias fazem, hoje, boas adaptações, para que elas possam acionar e transportar implementos, que são úteis no campo. A primeira modificação feita, normalmente a partir de motos usadas, é a sua transformação em triciclos, ou seja, colocando, atrás, duas rodas, para sua estabilidade.
Na lavoura de café, seja nas diferentes praticas culturais, seja no transporte ou no preparo pós-colheita, no terreiro, os triciclos adaptados visam facilitar, com esse tipo de mecanização mais simples, tarefas que antes eram feitas manualmente.
Os implementos que vem sendo mais adaptados, para uso nas lavouras, com motos-triciclos, são para- 1- pulverização/aplicação de herbicidas, com 2 tipos, de barras verticais ou turbo, podendo ter uma barra, posterior, também para aplicar herbicidas. 2-adubadeira ou calcariadeira, 3-roçadeira, 4-esqueletadeira, 5- carreta, 6- mini-retro-escavadeira e 7-mexedor de café no terreiro. Na pulverização os tanques para a calda variam na faixa de 240 litros e os bicos são dispostos em carreiras, atrás, de forma semelhante aos pulverizadores de barras ou aos turbo-atomizadores tratorizados, conforme cada um dos dois modelos disponíveis. Na adubação a capacidade do depósito fica em torno de 400 kg e a distribuição é feita lateralmente, aplicando o adubo ou calcário junto à saia dos cafeeiros, podendo operar uma ou duas meia-linha de cafeeiros de cada vez. A roçadeira e a esqueletadeira são semelhantes aos implementos usuais para podas, a carreta tem capacidade para 600 litros e o mexedor tem 4 pás posteriores, conforme se pode ver no grupo de fotos em seguida. A roçadeira só não desempenha bem se houver toceiras grandes, por exemplo na brachiária mais velha ou muito cerrada.
Todos os implementos servem em um só triciclo, assim, comprando um pulverizador ou uma adubadeira o produtor já tem a base completa necessária, com freios duplos, iguais aos de trator, que serve a todos os demais implementos.
O rendimento médio na pulverização tem sido de cerca de meia hora por hectare e na aplicação de herbicidas ou na adubação pode fazer até 15 ha por dia, isso gastando, apenas 7 L de gasolina/dia. O triciclo tem uma redução de 30 velocidades, 5 marchas para trás e 25 para a frente, regulando de 3 a 65 km/h.
Duas características importantes nos equipamentos em moto-triciclos são – o seu custo mais baixo e sua capacidade de operar em caminhos estreitos, como nos micro-terraços abertos nas ruas, em áreas montanhosas, favorecendo, assim, os tratos na cafeicultura de montanha e em pequenos produtores, condição onde os tratores normais são mais onerosos e de difícil operação.
Resta dizer que o principal fabricante dos equipamentos aqui destacados é a JC triciclos agrícolas, de Nova Resende-MG (www.triciclosagricolas.com.br).

O agronegócio foi responsável por gerar, no último mês de Maio, 46.049 novos postos de trabalho, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira (20.06) pelo Ministério do Trabalho. O setor ficou 34,43% acima do saldo final registrado (diferença entre demissões e admissões), que foi de 34.253 empregos de carteira assinada.
“Mais uma vez a agropecuária mostra o seu compromisso com o país. Em meio à crise econômica e política, os produtores rurais foram responsáveis pela criação de 46 mil novos postos de trabalho em maio e 77 mil no acumulado do ano. Fica claro também que o nosso setor cumpre uma função social importante ao gerar emprego, renda e alimentos para a população”, disse o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins.
O resultado de maio foi impulsionado, majoritariamente, ao desempenho das culturas de café (25.258 postos de trabalho criados), laranja (11.590) e cana-de-açúcar (5.657). Também houve 4.578 empregos gerados por “atividades de apoio à agricultura”, aponta Comunicado Técnico do Núcleo Econômico da CNA.
Em relação a Abril, o setor Agropecuário aumentou sua geração de postos de trabalho no mês passado em 2,95%. Para se ter uma ideia, o segundo lugar na criação de empregos foi o segmento de Serviços com apenas 1.989 vagas, seguido pela Indústria de Transformação (1.432) e Administração Pública (955).
Por outro lado, em Maio houve fechamento líquido de postos de trabalho no Comércio (-11.254 postos), Construção Civil (-4.021), Setor Extrativo Mineral (-510) e nos SIUP, ou serviços industriais de utilidade pública, com 387 empregos perdidos no mês passado.

O campeão nacional do Desafio utilizou o fungicida Ativum®, produto da BASF de amplo espectro lançado na safra 2016/2017
A área inscrita no Comitê Estratégico Soja Brasil alcançou uma produtividade de 149,08 sacas por hectare
O fungicida Ativum® foi destaque no Desafio de Máxima Produtividade da Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, em parceria com a Cotrijal. O evento aconteceu nesta terça-feira em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Na ocasião foram conhecidos os campeões de produtividade de soja na safra 2016/2017.
O vencedor nacional é o produtor rural Marcos Seitz, da fazenda São Bento, localizada no município de Guarapuava (PR). A área inscrita no Comitê Estratégico Soja Brasil alcançou uma produtividade de 149,08 sacas por hectare. Pelo segundo ano consecutivo, uma tecnologia desenvolvida pela BASF contribuiu para a obtenção desse resultado.
“Somos a quarta geração de uma família que se desenvolveu junto ao agronegócio brasileiro. Sabemos o quanto a adoção de novas tecnologias aliada a um correto manejo na lavoura pode fazer toda a diferença. Nesse sentido, novamente a BASF esteve ao nosso lado nos auxiliando na tomada de decisão para um controle fitossanitário eficiente, que contribuiu para o excelente resultado em produtividade”, comemora Alexandre Seitz, consultor da área e irmão do vencedor nacional do Desafio de Máxima Produtividade de Soja.
A BASF participa do evento desde sua primeira edição, que aconteceu na safra 2008/2009. O Desafio de Máxima Produtividade da Soja da safra 2016/2017 recebeu mais de 5 mil inscrições de agricultores de diferentes estados. Além dos irmãos Marcos e Alexandre Seitz, mais dois vencedores do prêmio organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) utilizaram o fungicida Orkestra®SC e demais produtos da linha BASF: Elton Zanella, do município de Campos de Júlio (MT), que obteve uma produtividade de 122,20 sacas por hectare, e o produtor de soja Leandro Ficagna, que colheu 95,76 sacas por hectare no município de Luís Eduardo Magalhães (BA).
“Tivemos uma safra de soja recorde. De uma maneira geral, o clima ajudou, mas vale destacar que o manejo fitossanitário correto nas lavouras, principalmente com a utilização de fungicidas de alto desempenho, auxiliou o produtor rural a alcançar boas produtividades”, afirma Elias Guidini, gerente de Marketing da BASF para a Cultura da Soja no Brasil.
Para a próxima safra, a BASF apresentará novidades que complementarão o portfolio de soja, que hoje já conta com os fungicidas Orkestra®SC e Ativum®. Este último, utilizado pela primeira vez na safra 2016/2017, é eficiente para o controle da ferrugem asiática e de outras importantes doenças da soja. O fungicida foliar é o único no mercado com triplo mecanismo de ação e auxilia no manejo de resistência dos fungos.
O Orkestra®SC, fungicida que apresenta alta seletividade e indicado desde a primeira aplicação, também é utilizado no controle da ferrugem asiática e de outras importantes doenças como mancha-alvo, antracnose, mancha-parda e oídio, que merecem extrema atenção, pois podem provocar perdas de até 10 sacas por hectare nas lavouras de soja.
Fonte: Agrolink

A estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) de 2017, de R$ 546,3 bilhões, é o maior dos últimos 27 anos. O montante é 5,3% superior ao de 2016, de R$ 519 bilhões. Esse resultado reflete a elevada safra de grãos prevista para esta temporada, conforme anúncio feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O VPB – estimado com base nas informações de maio – foi divulgado, nesta terça-feira (13), pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Além da safra de 234,3 milhões de toneladas estimada pela Conab, o aumento da produtividade, da ordem de 21%, é outro fator relevante no incremento do VBP deste ano.
As lavouras devem ter aumento de 11,3% em valor, totalizando R$ 376,3 bilhões. A pecuária deve ter queda de 6%, ficando em R$ 170 bilhões. O valor bruto das principais lavouras, estimado para este ano, representa 69% e a pecuária, 31%.
De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises do Mapa, José Garcia Gasques, a maior parte das lavouras tem apresentado desempenho melhor do que em 2016. Preços e maior produção são os principais responsáveis por isso.
Produtos agrícolas
Numa lista de produtos agrícolas, o algodão apresenta acréscimo do VBP de 70,7%; cana-de-açúcar de 51,4%, mandioca de 76,2%, milho de 25,7% e uva de 41,1%. Com crescimento menor, mas também expressivo, destacam-se o amendoim (29,4%), arroz (12,1%), laranja (21,7%), soja (2,7%), pimenta do reino (10%) e tomate (6,3%). Na pecuária, tiveram aumento em valor a carne suína (10,5%) e leite (2,8%).
Apresentam decréscimo em valor, em relação a 2016, os seguintes produtos: banana (-16%), batata-inglesa (-61,3%), cacau (-15,5%), café (-11,4%), cebola (-44,9%), feijão (-20,7%), mamona (-44,6%), trigo (-29,7%), maçã (-17,5%). Na pecuária, estão sendo observadas reduções de valores da produção na carne bovina (- 5,4%), carne de frango (-11,1%) e ovos (- 23,6%).
Os resultados regionais mostram, a exemplo de meses anteriores, que o maior VBP é alcançado no Sul (R$ 145,3 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$142,4 bilhões), Sudeste (R$ 139,1bilhões), Nordeste (R$ 51,2 bilhões) e Norte (R$ 33,1 bilhões). São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul ocupam as cinco primeiras posições no ranking por estados e respondem por 59% do valor total.
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