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18 de abril de 2017by Assessoria de Comunicaçãoagronegócio

Tecnologia já é usada em cerca de 67% das propriedades rurais do país

Cerca de 67% das propriedades agrícolas do país usam algum tipo de tecnologia, seja na área de gestão dos negócios ou nas atividades de cultivo e colheita da produção. A estimativa é do coordenador da Secretaria Executiva da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), Fabrício Juntolli, reconduzido ao cargo por mais dois anos, nesta quinta-feira (13), por meio de portaria assinada pelo ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

“Nossa meta para os próximos dois anos é fazer um levantamento sobre o panorama de agricultura de precisão no Brasil”, diz Juntolli. A tecnologia, acrescenta, contribui para a melhoria da gestão da propriedade e para a tomada de decisão dos produtores. “Ela ajuda os agricultores a plantar na hora certa e com a utilização de insumos na quantidade exata.” Segundo ele, a agricultura de precisão está em crescimento no país, principalmente nos estados do Centro-Sul (RS, SC, PR, SP, MG, GO, MS, MT) e em Roraima e Tocantins, no Norte.

A portaria assinada por Blairo Maggi traz ainda os nomes dos demais membros da CBAP. Representantes da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação também fazem parte da comissão. Neste ano, destaca Juntolli, duas novas entidades passaram a fazer parte da CBAP: a Associação Brasileira dos Prestadores de Serviços em Agricultura de Precisão e a Associação Brasileira de Agricultura de Precisão.

Ainda integram a CBAP a Associação Brasileira de Engenheiros Agrícolas, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural,  Associação Brasileira de Engenharia Agrícola, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação, Organização das Cooperativas Brasileiras, Associação Brasileira de Sementes e Mudas, Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.

Fonte: Mapa

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13 de abril de 2017by Assessoria de Comunicaçãoagronegócio

CEO da Monsanto fala sobre futuro da agricultura: próxima revolução está no uso de dados

Desafio do setor passa por dobrar a produção com aumento de eficiência e tecnologia

O agronegócio precisará aumentar consideravelmente a produção nos próximos anos para lidar com o crescimento populacional. Para Hugh Grant, um dos empresários mais importantes do agronegócio global, a grande pergunta a ser respondida é como dobrar a produção de alimentos no mundo no médio ao longo prazo mantendo o espaço limitado disponível para agricultura. “Acredito que o futuro é brilhante, sou um otimista”, afirma. “A ciência dos dados vai mudar a agricultura nos próximos 20 anos do mesmo modo que a biotecnologia mudou o setor nos últimos 20 anos”, complementa o CEO da Monsanto.

Grant acrescenta que as decisões dos produtores serão cada vez mais direcionadas via gestão de dados. “Isso nos permitirá usar menos produtos químicos e com mais precisão, antes que doenças e insetos se tornem um problema”, afirma. No entanto, o CEO da Monsanto alerta que é preciso acelerar o ritmo de inovação no setor.

Em palestra no GAF Talks, evento organizado pela DATAGRO, o empresário chama atenção para o fato de que o setor não tem se transformado rápido o suficiente para acompanhar as mudanças. “A pesquisa hoje é muito fragmentada e muito pouco financiada, nós não gastamos muito para resolver os problemas do futuro.”

Para Grant, apesar dos avanços nos últimos anos, o setor ainda demanda novos produtos e que eles sejam cada vez mais integrados. “Nós precisamos entender como produzir mais com menos água, menos fertilizantes, menos produtos químicos”, diz, embora demonstre otimismo de que a comunidade agrícola conseguirá alcançar esses objetivos.

Parte da solução passa pelo esforço colaborativo entre as diferentes empresas e representantes do setor, acrescenta Grant, incluindo entidades como a Embrapa. A própria Monsanto criou uma iniciativa chamada The Climate Corporation, em que reuniu informações públicas, privadas e dos produtores. A rede criada pela companhia conta com 640 laboratórios conectados.

O braço da Monsanto também está se preparando para lançar um programa envolvendo a ciência de dados no Brasil no próximo ano, reforçando a ideia de ampliar seu escopo de atuação, que hoje em dia é focado no desenvolvimento de sementes transgênicas. A ideia é coletar dados de campo para soja e milho com agricultores de diferentes estados do Brasil e oferecer soluções integradas para incrementar a eficiência e a sustentabilidade. “O beta testing é muito encorajador”, afirmou, sem oferecer mais detalhes.

Alan Jorge Bojanic, representante do Brasil na FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), compartilha da importância do uso de dados para o setor. “Não podemos falar de agricultura de precisão sem falar de Big Data”, disse, também em palestra no GAF Talks.

Os cálculos da FAO mostram que será preciso produzir 70% mais alimentos até 2050, com a maior parte desse avanço proveniente de ganhos de produtividade. “O Big Data está sendo implementado aos poucos na agricultura, o importante é que ele não só vincula informação ao produtor como também mostra o que está acontecendo no mercado, como os consumidores e os produtores estão se comportando”, afirma.

Algumas iniciativas estão sendo implementadas no setor, como o uso de robôs, drones, mapeamento das áreas plantadas e sensores remotos, este usado há mais tempo, inclusive pela FAO, para estimar safras e projetar a produção futura. “O essencial para o Big Data é a colaboração para complementar a informação que você não tem, a troca de informação entre os distintos atores é fundamental”, complementa Bojanic.

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12 de abril de 2017by Assessoria de Comunicaçãoagronegócio

Na contramão da crise, agronegócio deve puxar PIB brasileiro

Com a divulgação do novo Boletim Focus, do Banco Central, na última segunda-feira (10), fica a dúvida: quem irá puxar o crescimento do PIB, previsto em 0,4% pelas instituições financeiras participantes do relatório semanal do BC?

Com previsão de safra em 217 milhões de toneladas na temporada 2016/17 contra 186 milhões no período anterior, conforme o índice Indicador Brasil, da Expedição Safra, tudo indica que vai sobrar para o campo salvar a lavoura.

A estimativa do crescimento PIB do agronegócio é de 2%, conforme a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O setor representa quase 23% do total produto interno nacional.
Por outro lado, a produção industrial apresenta recuo de 4,8% nos últimos 12 meses, conforme o último relatório pelo IBGE, atualizado ontem (11) e que leva em conta dados de fevereiro. As vendas do comércio varejista também não animam: queda de 7%, com a 22ª taxa negativa seguida, pela última análise do IBGE.

Salvador da pátria

Vários fatores estão sendo determinantes para que o setor agro seja o “queridinho” da economia no momento. Camilo Motter, economista e analista de mercado da Granoeste Corretora, lembra que o segmento responde por 33% da produção nacional – incluindo a produção, cultivo, frigoríficos e outros elementos do agronegócios.

  •  Leia notícia na íntegra em Gazeta do Povo.
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10 de abril de 2017by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaagronegócioAgropecuáriaMulher no campo

Força feminina: Mulheres na busca de alternativa de renda familiar

Entre o campo e trabalhos artesanais, mulheres encontram o seu empoderamento

A mulher carimbou o protagonismo no meio rural. O papel de quem só era responsável pelas atividades cotidianas da casa, como os afazeres domésticos e o cuidado dos filhos, ficou para trás. Melhor dizendo, bem para trás. De salto alto ou não, lá estão elas na lida do campo, acompanhando a produção de perto, e mais, tomando frente na gestão do negócio, planejando, executando e tomando decisões.

“Temos mulheres com perfil para pecuária, outras para agricultura, e até mesmo mulheres envolvidas no setor florestal. Muitas empresas, inclusive, dão preferência para a mão de obra feminina, pois as máquinas são altamente tecnológicas e sensíveis e a mulher tem um zelo maior com a ferramenta de trabalho. Elas resolveram abraçar a causa e sair da zona de conforto”, destaca a diretora-secretária do Sistema Famasul e coordenadora educacional do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar/MS, Terezinha Cândido.

Muitas mulheres utilizam também seus dons na produção de alimentos artesanais, como queijos, doces e pães, e também nos trabalhos artísticos e manuais, como crochê, bordado e tecelagem. Seja no campo ou fora dele, a perspectiva delas é uma só: a geração de renda.

No Mato Grosso do Sul a força da mulher está bem evidente nas estatísticas. De acordo com o censo populacional do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – de 2000, 5.782 lares na zona rural eram chefiados por mulheres. Uma década depois esse número mais que triplicou. No censo de 2010, 19.648 mulheres do campo eram responsáveis por suas famílias, o que corresponde a um crescimento de quase 240%.

Fonte: Famasul

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21 de março de 2017by Assessoria de Comunicaçãoagronegócio

Faturamento do agronegócio mineiro aumentou 16,9%

A valorização das commodities no mercado internacional contribuiu para que as exportações do agronegócio de Minas Gerais crescessem. No primeiro bimestre de 2017 foi verificado aumento de 16,9% no faturamento, que atingiu US$ 1,16 bilhão. A alta na receita foi puxada pelos bons resultados dos embarques do café, setor sucroalcooleiro, carnes e soja. A expectativa para o ano é positiva já que a tendência é de manutenção dos preços em alta no mercado mundial, em um ano de produção recorde do agronegócio de Minas Gerais.

Entre janeiro e fevereiro, o volume de produtos oriundos da atividade agropecuária destinado ao mercado internacional somou 1,03 milhão de toneladas, queda de 4,8%. No período, o valor médio da tonelada dos produtos agropecuários ficou em US$ 1.124, aumento de 22,8% frente aos US$ 915 praticados em igual intervalo de 2016.

“Nestes dois primeiros meses, percebemos uma sinalização, em nível mundial, de que as commodities tendem a ter preços mais valorizados que em 2016. A própria Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) sinalizou que os últimos anos foram de produções estáveis, enquanto o consumo estava em crescimento. Esta tendência de alta nos valores é muito importante já que este ano vamos colher uma safra recorde de grãos”, explicou o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), João Ricardo Albanez.

Ainda segundo Albanez, o IPA (Índice de Preços de Alimentos), elaborado pela FAO, alcançou 174 pontos em janeiro deste ano, ante o valor de 149 pontos registrado em igual mês de 2016. Em fevereiro o IPA atingiu 176 pontos, maior que os 150 pontos verificados em fevereiro de 2016. Com as altas mensais, o índice ficou em 175 pontos no primeiro bimestre, ante os 162 pontos observados entre janeiro e fevereiro de 2016. O Índice dos Preços de Alimentos considera a média dos índices de cinco commodities: carnes, lácteos, cereais, óleos vegetais e açúcar.

“Os preços pagos pelos produtos do setor sucroalcooleiro, complexo soja, carnes e café ficaram maiores, como sinalizou a FAO. O momento é favorável, com uma boa produção interna e estimativa de preços valorizados. Estes fatores vão ao encontro das expectativas de recuperação, ainda que lenta, da economia brasileira. Mais uma vez, o agronegócio vem contribuindo com bons resultados, favorecendo a movimentação da economia”, disse Albanez.

Dentre os produtos, o café, que responde por 54,6% do total exportado pelo agronegócio de Minas Gerais, movimentou US$ 635,2 milhões, variação positiva de 17,7%. O volume embarcado ficou estável, com 214,4 mil toneladas.

No complexo soja foram exportadas 124,9 mil toneladas de produtos, aumento de 219%. No faturamento, a alta chegou a 257,9%, movimentando US$ 61,8 milhões. Somente com a comercialização da soja em grão o faturamento cresceu 202% chegando a uma receita de US$ 33,5 milhões. Ao todo foram exportadas 85 mil toneladas da oleaginosa em grão, aumento de 168%. O faturamento gerado com o farelo de soja ficou em US$ 28,1 milhões, alta de 357,7%.

Os embarques do setor sucroalcooleiro cresceram 13% em faturamento, que encerrou o período em US$ 144 milhões. O destaque foram as exportações de açúcar, que renderam US$ 143 milhões, aumento de 16,8%. Ao todo, foram comercializadas com o exterior 355,8 mil toneladas de açúcar, queda de 14,1%.

Carnes

Resultado positivo também foi verificado no grupo das carnes. As exportações de carne suína foram as que mais cresceram. Ao longo do primeiro bimestre, os embarques chegaram a 3,9 mil toneladas, movimentando US$ 8 milhões, aumento de 17,2% em volume e 44,4% em faturamento.

Aumento também foi verificado na comercialização de carne de frango. O faturamento, US$ 58,3 milhões, cresceu 31,4%, com a comercialização de 36 mil toneladas, variação positiva de 3,1%. A carne bovina apresentou alta de 17,5% no faturamento e de 14,4% no volume, movimentando US$ 73,8 milhões e embarcando 19 mil toneladas.

Diário do Comércio

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2 de fevereiro de 2017by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaagronegócioAgropecuária

Agricultores também devem se adequar ao racionamento de água

A crise hídrica é um grave problema que vem se espalhando pelo Brasil. No início deste ano foi a vez da capital do país reforçar medidas de racionamento da água para tentar reverter a escassez. Nesta semana, o Governo do Distrito Federal (GDF) declarou situação de emergência para os próximos seis meses. Nos últimos dias, além do rodízio no abastecimento das regiões administrativas abastecidas pela Bacia do Alto do Descoberto, também foram anunciadas mudanças no uso da água para o meio rural. A Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) divulgou um plano de ação no intuito de orientar e apoiar os agricultores para adequar a atividade agropecuária a esta realidade.

A área rural atingida possui 800 imóveis, aproximadamente 36 mil hectares. A prioridade da Seagri é conseguir recuperar canais de irrigação e fazer com que o recurso potável chegue às propriedades via tubulação e não mais por meio de valas. A expectativa é que a perda de água por evaporação e infiltração diminua em 45%.

André Ricardo Gonçalves, de 32 anos, é um dos agricultores familiares do Capão da Onça, em Brazlândia. Ele tem uma chácara de 25 hectares e conta que já se preocupava com o uso racional dos recursos naturais, mas que muitos produtores por ali não têm essa cultura. Por isso eleve com bons olhos a medida do GDF. “É extremamente importante o governo anunciar novas ações, porque muita gente é focada só no ganho da produção e não preserva o meio. Se trabalharmos de forma correta, além de não agredir o solo, estamos ajudando o lugar onde vivemos. Consumimos de fato os recursos, mas na agricultura, uma parte disso pode voltar para a terra”, explica.

Uma das atividades do pacote proposto pelo GDF é substituir o sistema de irrigação por aspersão pelo de gotejamento nas fazendas. Essa medida vai ter o auxílio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) junto aos agricultores que não a conhecem. No caso do André, essa alternativa de sistema já é utilizada há três anos para irrigar a produção de hortaliças. A preferência pelo gotejamento foi a redução de recurso e custo, por consumir menos água e energia.

Outra ação do GDF é recuperar a vegetação nas áreas degradadas da Bacia do Descoberto, o que já é promovido pelo governo em parceria com as pessoas interessadas da comunidade. Consciente disso, o agricultor familiar entrevistado se antecipou no ano passado e plantou 300 mudas no leito do rio da chácara.

A reestruturação de estradas e construção de quebra-molas é outra meta. E, neste caso, vai ser realizada com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) para reverter a erosão e reduzir a deposição de sedimentos nas nascentes que deságuam no Descoberto. Também com auxílio da Novacap, outra sugestão é preparar bacias de retenção dentro das propriedades para evitar o carreamento (transporte de sedimentos pela água).

O plano abrange também o terraceamento, que é a divisão do solo em rampas niveladas para evitar a formação de sulcos e de erosões nas lavouras. Além disso, está previsto nas propriedades o revestimento dos reservatórios para irrigação com lona plástica, procedimento necessário para conservar o volume de água armazenado.

“Eu e minha família aqui na propriedade já tínhamos noção da nossa responsabilidade com o meio ambiente e vamos continuar contribuindo. Estamos abertos a receber sugestões aqui dentro da chácara e adotar novas ações para melhorar sempre”, conclui o agricultor André Gonçalves sobre o plano de racionamento para o meio rural.

Como saber se a irrigação está eficiente
A aferição da umidade do solo estabelece a quantidade de água infiltrada, independentemente do modelo de irrigação usado. O sistema consiste em um equipamento com cerâmica porosa em uma ponta junto com um medidor de água, que é enterrado próximo à raiz da planta, além de uma cápsula com marcação de volume.

O material identifica o nível de infiltração no solo para saber até que ponto o líquido se acumula. O mecanismo custa na faixa de R$ 300, com um kit de seis medidores. Porém, o próprio produtor pode improvisá-lo com uma vela de filtro e um recipiente com marcador de volume. Nesse caso, o custo total gira em torno de R$ 60.

Com o manejo de irrigação, é possível produzir um volume hídrico adequado na raiz, no início do crescimento da planta. Dessa forma, a estrutura fica maior e mais resistente a pragas. O resultado é o melhor aproveitamento da água e também a produtividade das culturas.

Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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19 de janeiro de 2017by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaagronegócioAgropecuária

Posse de Trump, câmbio e o agronegócio brasileiro na visão do professor Geraldo Barros, do Cepea

Geraldo Sant´Ana de Camargo Barros é professor sênior da Universidade de São Paulo; é líder e coordenador Científico do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP/ESALQ. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Macroeconomia e suas relações com o agronegócio. A evolução da produtividade agropecuária, com suas causas e desdobramentos, é temática de boa parte de seus trabalhos. O professor Geraldo graduou-se em Engenharia Agronômica pela ESALQ, onde também fez mestrado. Seu doutorado em Economia foi desenvolvido na Universidade Estadual da Carolina do Norte (1976), sendo sua tese premiada como melhor tese de PH.D em Economia Rural nos Estados Unidos. Fez também o pós-doutorado naquele país, na Universidade de Minnesota (UMN). Como parte de sua carreira acadêmica, já orientou 34 dissertações de mestrado e 25 teses de doutorado; atualmente, têm mais cinco orientados. Já publicou livros e centenas de artigos, sendo cerca de 70 em periódicos de grande relevância. Também presidiu a Sober (Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural) e tem atuado como consultor do Banco Mundial, FAO/ONU, Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa) e Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) entre outras instituições.

A menos de 3 dias da cerimônia de posse de Donald Trump como o 45º presidente dos EUA, o Notícias Agrícolas  consultou o Professor Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros, professor Sênior da Universade de São Paulo e  coordenador Científico do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada ( Cepea) , da USP/Esalq para  analisar os possíveis cenários que se desenham para economia mundial e as consequências para o agronegócio,  acompanhe a entrevista:

Notícias Agrícolas – Como o discurso protecionista de Donald Trump poderia impactar no cambio/dólar em relação às demais moedas do mundo?

Professor Geraldo – O dólar no mercado internacional deverá se valorizar em decorrência do aumento dos juros nos Estados Unidos. Os juros deverão aumentar por causa do final do processo de “quantitative easing” e das novas medidas (aumento de gastos e redução de impostos) de Trump que deverão aumentar a dívida pública americana e trazer consequências inflacionárias devidas ao protecionismo (importações mais caras). Uma consequência direta é a valorização do dólar. 

Notícias Agrícolas – Em caso de dólar forte frente às moedas, uma desvalorização das moedas emergentes, entre elas a brasileira, seria inevitável ?

Professor Geraldo – Haverá uma valorização do dólar externo. Isso provocará alguma queda no preço internacional de nossas commodities. O dólar no mercado interno poderá ter trajetória própria dependendo do ambiente político e institucional no Brasil, da reforma fiscal e da atitude do Banco Central. Quanto mais seguro e previsível o ambiente de negócios, mais o dólar interno tenderá a cair. Assim a queda do preço em dólar das commodities fica potencializada porque o dólar no mercado interno valerá menos reais. Isso prejudica o agronegócio por ser muito ligado à exportação. Além disso, dificulta ainda mais a ampliação das exportações industriais. Evidentemente, tudo se inverterá se as reformas não avançarem. Se o dólar disparar no mercado interno, as exportações em geral se beneficiam, mas a inflação poderá voltar e com ela os juros mais altos e o prolongamento da recessão.

Notícias Agrícolas– No caso da China, os grandes bancos avaliam que essa desvalorização do yuan frente ao dólar poderia ser mais intensa para que os chineses mantivessem sua competitividade na exportação, diante de uma possível taxação das importações dos EUA, isso é possível ?

Professor Geraldo – O mais provável agora é que o Yuan mantenha sua paridade com o dólar, num patamar desvalorizado, como o atual. A pressão, entretanto, – dos Estados Unidos e outros países desenvolvidos – é no sentido de que a China valorize sua moeda, o que se justificaria devido a sua pujança econômica em escala global. A China vai tentar postergar esse ajuste o quanto puder. Quando o fizer será num contexto de barganha em que possa ganhar algo importante, como o reconhecimento de ser uma economia de mercado. Se Trump não negociar a China pode escalar a desvalorização.

Notícias Agrícolas– Essa desvalorização do Yuan seria natural ou artificial ( imposta pelo governo chines) ?

Professor Geraldo – O atual nível desvalorizado decorre de controle no mercado cambial, motivo de muita queixa, entre outros de Trump. Novas desvalorizações do Yuan viriam de acirramento do controle.

Notícias Agrícolas– Estamos na iminência de um deslocamento das paridades entre as moedas? E podemos ver uma guerra cambial decretada?

Professor Geraldo – Teremos que ver como Trump vai agir. Creio que vai pressionar da seguinte forma: ou a China valoriza sua moeda ou, então, vão ser impostas altas barreiras às suas exportações aos Estados Unidos. O ingresso definitivo na OMC deverá ser parte do embate.

Notícias Agrícolas– Estamos diante de uma mudança de referência do dólar, principalmente em relação às commodities agrícolas?

Professor Geraldo – Há uma tendência de longo prazo no sentido de o dólar perder parte de seu papel de moeda de troca e de reserva mundial. Para isso a China teria que abrir seu mercado, reduzir a presença do Estado e deixar sua moeda flutuar, o que a levaria no sentido da valorização.

Notícias Agrícolas– E como o agro brasileiro pode responder à essas mudanças ? Tem benefícios? Pra quem?

Professor Geraldo – Uma valorização do Yuan favoreceria o agronegócio porque aumentaria o poder de compra dos Chineses enquanto o dólar for a moeda em que são denominadas as commodities brasileiras. No Brasil, porém, o dólar no mercado interno joga um papel que pode ser preponderante. Uma forte valorização do real como a havida na primeira década de 2000 prejudicou muito o agronegócio, que pouco se beneficiou com o boom das commodities. Uma forte valorização do real agora, quando o dólar no mercado internacional também deve se valorizar, pode prejudicar duplamente o agronegócio. Felizmente para o Brasil, o agronegócio conta com alta resiliência na forma de um crescimento de produtividade de longo prazo mesmo sob as condições mais adversas.

Fonte: Notícias Agrícolas
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17 de janeiro de 2017by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaagronegócioAgropecuária

Por que a transformação digital pode revolucionar o setor agrícola?

Como a transformação digital transformará a vida nos campos? Qual impacto terá este grande setor?

Sem dúvida, a agricultura é uma das principais atividades na América Latina. De fato, segundo dados da LEDS LAC, a região tem mais de 500 milhões de hectares cultiváveis das 995 milhões que existem. Para impulsionar o crescimento deste setor, a transformação digital retoma as centrais de dados que permitem melhorar o processo de produção e distribuição de alimentos. A realidade é que, segundo dados da ONU, para 2050 a produção de alimentos tende a aumentar cerca de 70% para sustentar uma população em crescimento constante; em um mundo que atualmente desperdiça 300 milhões de toneladas de alimentos.

Os métodos de trabalho também se transformam

A transformação digital contribui para atualizar e melhorar a forma de trabalho no campo. Um dos maiores desafios de agricultores hoje em dia é cultivar, produzir, e entregar seus produtos da forma mais eficiente, com boa qualidade e rapidamente. Estima-se que 50% dos produtos agrícolas nunca chegam para os consumidores por conta do desperdício e dos altos preços. A combinação de uma nuvem com IoT e Big Data proporcionará um grande potencial na planificação, supervisão e desenvolvimento de soluções que otimizam a eficiência dos agricultores e fazem os produtos chegarem mais rapidamente aos seus destinos finais. Por exemplo, hoje podemos otimizar seu tempo e trabalho ao contar com soluções para monitorar o maquinário, a criação e a vigilância dos cultivos. O impacto da transformação digital também pode alcançar outras atividades como a pesca, proporcionando soluções inteligentes para a cria de animais, assim como os sistemas de segmentos de gado e o Alerta Geral de morte de animais.

A análise de dados

A gestão de dados é crítica e a transformação digital implica que todos os detectores, tais como sensores de campos, drones e maquinário estejam conectados, fazendo da análise da informação parte das ferramentas para a agroindústria. Hoje já somos capazes de medir remotamente as condições de solo para determinar com exatidão o momento de regar os campos de uva e assegurar que recebam a quantidade correta de água que a matéria-prima necessita para a produção de cada tipo de vinho. Toda esta operação já ocorre sem interrupção humana e é fruto da análise de dados automatizada por softwares e sua integração com a robótica e dispositivos conectados.

A transformação tecnológica

A inovação tecnológica permite incrementar o rendimento do cultivo, melhorar os métodos de fertilização, de maquinário e proteção de cultivos. A realidade é que a infraestrutura de banda larga fixa é deficiente em muitas comunidades rurais, por este motivo a banda larga móvel será parte do futuro da agricultura.

Definitivamente, as tecnologias digitais convidam a indústria alimentícia a fazer frente aos desafios da globalização e satisfazer, ao mesmo tempo, a crescente demanda do consumidor. Em um mundo cada vez mais digital, avançar para melhorias tecnológicas não é um mero detalhe, é uma vantagem competitiva e um habilitador de negócios.

Agrolink com informações de assessoria

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13 de janeiro de 2017by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaagronegócioAgropecuária

Escola de samba criticará o agro no carnaval 2017

Imperatriz Leopoldinense usa argumentos dos ecologistas para atacar o agronegócio e a produção de alimentos no Brasil. A réplica é do blog Código Florestal

A escola de samba Imperatriz Leopoldinense trará ao Carnaval de 2017 um samba-enredo com críticas ao agro. Ainda no final do ano passado, este velho bloggueiro cansado começou a receber informações via whatsapp sobre o samba da Imperatriz. Como vocês sabem, o Brasil é o país do samba que vive do agro, mas o odeia. Ainda bem que não é o contrário. Se dependêssemos do samba para sustentar a economia, seríamos um país bem pior.

A escola de samba resolveu enaltecer os índios do Parque Indígena do Xingu e decidiu fazer isso esculhambando os produtores rurais. Uma das alas da escola de samba se chamará “fazendeiros e seus agrotóxicos”, outra se chamará “pragas e doenças” e uma outra se chamará “a chegada dos invasores”, refletindo uma teoria histórica recente de que o Brasil não foi descoberto, mas invadido pelos portugueses no século XVI.

Sobre o agro, chamado de “o belo monstro”, o samba diz “sangra o coração do meu Brasil, o belo monstro rouba as terras dos seus filhos, devora as matas e seca os rios. Tanta riqueza que a cobiça destruiu”. Haverá também uma ala chamada “os olhos da cobiça”.

Veja ainda:

>> Vice-Presidente da Farsul repudia participação de Zezé di Camargo e Luciano no desfile da Imperatriz

O brasileiro urbano e os gringos gostam de potoca. O samba-enredo da Imperatriz está cheio de potocas. Eu acho que a Imperatriz Leopoldinense será campeã do carnaval carioca.

Aliás, carioca é uma palavra de origem tupi-guarani. É uma corruptela do termo akari oca. Acarí é um peixe cascudo e oca é casa. Akari oca era como os índios tupis, que viviam onde hoje é a cidade do Rio de Janeiro, chamavam uma pequena fortificação de pedra cascuda construída por Gonçalo Coelho em 1503 na praia do Flamengo. A praia do Flamengo fica pertinho do Sambódromo.

A fortificação de Gonçalo Coelho serviu de base para o comércio do pau-brasil com os índios tupis. Os europeus davam espelhos aos índios e recebiam pau-brasil em troca. Foi construída na foz de um pequeno rio que nasce na Floresta da Tijuca, corta a cidade do Rio de Janeiro e deságua na Praia do Flamengo, o Rio akari oca, ou Carioca. Durante muitos anos a cidade do Rio de Janeiro bebeu as águas do Rio akari oca. Mas hoje não bebe mais.

Hoje, o Rio akari oca, ou carioca, é um rio de cocô e esgoto sanitário que corre soterrado pela cidade do Rio de Janeiro, passa ao lado do Sambódromo e deságua sua podridão na Praia do Flamengo. Talvez a urina dos sambistas e passistas da Imperatriz Leopoldinense escorra para o esgoto do rio akari oca.

Tampouco os índios tupi-guarani que viviam na região existem mais. A maioria das etnias e culturas indígenas do litoral brasileiro foram extintas. Da Mata Atlântica, que cobria toda a região do Rio de Janeiro, só existe 7%.

Sabe onde tem etnia indígena protegida, floresta e rio correndo sem cocô?

No Mato Grosso.

No Mato Grosso onde está o agro.

O agro que é criticado pela Imperatriz Leopoldinense que mija do Rio Carioca onde não tem mais índio nem floresta.

Como eu disse no início: O Brasil é o país do samba sustentado pelo agro. Fosse o contrário, seria o caos.

Fonte: Blog Código Florestal

Samba-enredo da  Imperatriz Leopoldinense acusa o agronegócio por destruição, e revolta produtores

Polêmica no Carnaval!!! escola carioca usa argumentos dos ecologistas para atacar o agronegócio e a produção de alimentos no Brasil. O contraditório está motivando as lideranças do agro a se posicionarem e usarem o debate para esclarecer a sociedade sobre as virtudes da agricultura sustentável que é praticada no Brasil.

Com o samba enredo “Xingu, o Clamor da Floresta”, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense irá desfilar em 2017. Em uma homenagem ao Parque Nacional do Xingu, a escola utiliza um tom crítico para falar do desmatamento. Ouça abaixo comentário do jornalista Fábio Mezzacasa para a rádio Meridional FM, em Sinop (MT).

Veja a matéria completa no Notícias Agrícolas.

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23 de dezembro de 2016by Assessoria de Comunicaçãoagronegócio

PIB do agronegócio de Minas deve crescer 5,18% em 2016

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário de Minas Gerais deve fechar 2016 com crescimento de 5,18% em comparação a 2015, e chegar a R$ 197,15 bilhões. Os produtos agrícolas serão responsáveis por 53,8% do PIB do agronegócio do estado, gerando R$ 106,03 bilhões, com crescimento de 12,98% em relação ao ano passado. Com 46,2% do PIB do agronegócio do estado, a pecuária deve recuar 2,64% e faturar R$ 91,12 bilhões. Estes dados fazem parte do balanço 2016 do agronegócio de Minas, divulgado nesta quinta-feira, 15, pela FAEMG. “Apesar de todos os percalços, dos problemas políticos e econômicos, tivemos um ano produtivo, de muito trabalho e conseguimos fazer com que o agronegócio de Minas continuasse crescendo, sustentado pela agricultura”, diz o presidente da FAEMG, Roberto Simões.

A balança comercial da agropecuária de Minas, até outubro, atingiu US$ 5,7 bilhões e representou 45,8% das vendas externas do estado. Apesar do superávit de cerca de US$ 5,6 bilhões, as exportações do setor caíram 1,7% em relação aos primeiros 10 meses de 2015, enquanto as importações cresceram 12,7%, atingindo US$ 397,4 milhões, no mesmo período. O VBP (Valor Bruto da Produção), até outubro deste ano, ficou em R$ 62,34 bilhões, aproximadamente 15% maior que o registrado em igual período do ano passado.

O café foi um dos destaques do agronegócio mineiro em 2106. O ano foi de safra cheia, com produção mais elevada, que deve chegar a 49,6 milhões de sacas. “Mesmo assim, os estoques nacionais do produto estão em um patamar mais baixo, no limite para atender a demanda interna e externa”, diz o diretor da FAEMG e presidente das Comissões Nacional e Estadual de Café da CNA e FAEMG, Breno Mesquita. O café é responsável por 45,1% das exportações do agronegócio do estado, acumulando US$ 2,7 bilhões nos primeiros 10 meses do ano. O principal país comprador foi a Alemanha, com 21,1% do total exportado. Outro segmento que também teve destaque no agronegócio de Minas foi o sucroalcooleiro, puxado pelo bom preço do açúcar no mercado externo.

Por causa da crise econômica, aumento do desemprego, os segmentos de suínos e bovinos tiveram demanda menos aquecida no mercado interno. Mas a abertura do mercado dos Estados Unidos para a carne bovina in natura brasileira é um bom indicador para a conquista de novos mercados. “É necessário nos aproximarmos mais da China e dos Estados Unidos, que são estratégicos para nossos produtos pecuários. Por serem muito exigentes, habilitam o Brasil a conquistar outros mercados”, diz a coordenadora da Assessoria Técnica da FAEMG, Aline Veloso.

O ano foi completamente atípico para o leite, que teve preços maiores pagos ao produtor em boa parte de 2016. “No entanto, houve aumento dos custos de produção por causa dos preços mais altos da soja e do milho, bases para a ração animal, que fizeram com que a renda da atividade para o produtor não fosse tão boa”, analisa o diretor da FAEMG e presidente da Comissão Nacional da Bovinocultura de Leite da CNA e da Câmara Setorial de Leite e Derivados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), Rodrigo Alvim. Outro ponto negativo para a pecuária leiteira foi a autorização do Mapa, para a reidratação do leite em pó, para produção de leites fluidos (UHT e barriga mole – saquinho) na área da Sudene.

O balanço completo do setor agropecuário de Minas/2016 pode ser acessado no www.sistemafaemg.org.br.

FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais

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Somos uma empresa comprometida com o agronegócio brasileiro, que atua há mais de 30 anos ao lado do homem do campo!

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