
Aprovada reserva do Funcafé para produtores atingidos pelas geadas
Por recomendação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Conselho Monetário Nacional (CMN) reservou R$ 1.318.582.400,00 do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para medidas de apoio aos produtores que venham a ser indicadas após avaliação dos efeitos econômicos decorrentes das geadas que ocorreram em julho.
O valor corresponde a 20% do valor das linhas de Custeio, Comercialização, Capital de Giro e Financiamento para Aquisição de Café (FAC), e 100% do valor da linha de Recuperação de Cafezais Danificados.
Em abril de 2021, o CMN aprovou a distribuição de recursos, para o ano agrícola 2021/2022, para as linhas de financiamento do Funcafé. Durante o mês de julho de 2021, ocorreram geadas nas principais regiões produtoras de café de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, e levantamentos preliminares indicam que foram atingidos cerca de 200 mil hectares de cafezais.
A reserva já tinha sido aprovada pelo Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) para atender os cafeicultores prejudicados pelas geadas nas últimas semanas. Os recursos fazem parte dos R$ 5,9 bilhões aprovados para aplicação nas linhas de financiamento do Funcafé na safra 2021/2022. Com a reserva, os agentes financeiros terão R$ 4,6 bilhões para as linhas de crédito de custeio, comercialização, capital de giro e aquisição de café. Os contratos estão no final de processamento.
As informações são da Imprensa MAPA.

Ingerir café pode diminuir risco de arritmias cardíacas, segundo estudo
Pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (19) na revista científica Jama Internal Medicine
Sandee LaMotte, CNN
Tomar Café não irá fazer o seu coração disparar. Pelo contrário, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (19) na revista científica Jama Internal Medicine. O trabalho descobriu que o hábito de ingerir café está associado à diminuição dos riscos de desenvolver arritmias cardíacas, como a fibrilação arterial, caracterizada por uma frequência cardíaca irregular e muitas vezes acelerada, que geralmente provoca má circulação sanguínea.
O estudo analisou o consumo de café de mais de 386 mil pessoas, por um período de três anos, comparando-o com ocorrências de arritmias cardíacas, incluindo a fibrilação arterial.
Após descartar hábitos e doenças que poderiam causar palpitações, os pesquisadores descobriram que “cada xícara de café consumida estava associada à diminuição em 3% dos riscos de incidência de arritmia”, escreveu o professor Gregory Marcus, da divisão de cardiologia da Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo.
O gene do café
Os autores também investigaram genes associados à agitação provocada pelo café. O CYP1A2, chamado de “gene do café”, ajuda no metabolismo da cafeína. Pessoas que têm esses genes ativos – o que pode ser afetado por hábitos como fumar – metabolizam o café normalmente. O que significa que esses indivíduos podem tomar café sem sentir nenhum efeito colateral.
No entanto, quando há alguma mutação nesse gene, o organismo pode passar a metabolizar o café mais lentamente, fazendo com que os efeitos da cafeína tenham uma duração maior ou sejam mais sentidos. O estudo não identificou nenhuma associação significativa entre a dificuldade para metabolizar o café e o desenvolvimento de arritmia.
A ideia de que o café causa palpitações surgiu de estudos menores e antigos, incluindo um que focava exclusivamente em médicos do sexo masculino, escreveram Marcus e sua equipe da Universidade da Califórnia. Atualmente, a ciência tem uma visão diferente. Uma revisão de 201 meta-análises revelou que o consumo moderado de café é, provavelmente, mais benéfico do que prejudicial à saúde, segundo Marcus.
Além disso, já foram descobertos diversos outros potenciais benefícios da cafeína e do café, como redução dos riscos de câncer, diabetes, doenças cardíacas e mortalidade em geral, de acordo com o estudo.
(Texto traduzido. Leia o original, em inglês)
Fonte: CNN Brasil

Exportações de café do Brasil totalizam 3,3 milhões de sacas em fevereiro
Exportações em fevereiro apresentaram crescimento de 9% em relação ao mesmo mês de 2020 enquanto que o bimestre registrou aumento de 6%
O Brasil exportou 3,3 milhões de sacas de café em fevereiro, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O dado representa um aumento de 9% em relação ao mesmo mês do ano passado. A receita cambial gerada com os embarques foi de US$ 423,7 milhões, crescimento de 4,7% em relação a fevereiro de 2020. Na conversão em reais, o valor foi de R$ 2,3 bilhões, apresentando aumento de 30,6%. Já o preço médio da saca foi de US$ 129,19 no período. Os dados são do relatório compilado pelo Cecafé, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
No segundo mês deste ano, as exportações de café verde (arábica + conilon) atingiram 3 milhões de sacas de, registrando crescimento de 11,2% ante fevereiro do ano anterior. Com relação às variedades embarcadas, o café arábica representou 81,9% do volume total exportado no mês (2,7 milhões de sacas), o conilon (robusta) ocupou 9,5% de participação nas exportações (312,3 mil sacas) e o solúvel, 8,5% dos embarques (278,4 mil sacas). Tanto o café arábica quanto o conilon apresentaram aumento nos volumes exportados, de 8,5% e 42,7%, respectivamente, quando comparado a fevereiro de 2020.
“As exportações brasileiras de café se mantiveram firmes no mês de fevereiro, registrando o crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Analisando-se os números parciais do ano safra 2020/21, observa-se recorde das exportações entre julho de 2020 e fevereiro de 2021 em relação ao mesmo período de anos anteriores, refletindo as ótimas condições da safra passada e o potencial cenário para um novo recorde no encerramento do ciclo. Esses resultados demonstram que os diferenciais brasileiros continuam competitivos e que somados à excelente qualidade e à sustentabilidade aplicada nas lavouras, tornam o café brasileiro mais atrativo e fortemente demandado na bolsa de Nova Iorque, onde o país se destacou como uma das principais origens de entrega de cafés de qualidade”, declara Nicolas Rueda, presidente do Cecafé.
Ano Civil
No primeiro bimestre de 2021, o Brasil exportou 6,9 milhões de sacas de café, apresentando um desempenho positivo em relação ao mesmo período do ano passado, com crescimento de 6% nos embarques. As exportações de café verde apresentaram alta de 8,1%, atingindo 6,3 milhões de sacas, sendo que os embarques de café arábica (5,8 milhões de sacas) cresceram 6,7% e os de conilon (553,8 mil sacas), 25,1%. A receita cambial gerada no período foi de US$ 889,7 milhões, aumento de 1,3%, e o preço médio foi de US$ 129,46.
Principais destinos
No ano civil até agora (janeira a fevereiro de 2021), o principal destino de café brasileiro, os Estados Unidos, importaram 1,3 milhão de sacas, dado que representa 19,4% do volume exportado no período. A Alemanha, segundo maior consumidor, importou 1,2 milhão, equivalente a 17,8% de participação nos embarques. Na sequência, os países que mais importaram o produto foram a Bélgica, com 561,8 mil sacas (8,2%); Itália, com 514,2 mil (7,5%); Japão, com 350 mil (5,1%); Colômbia, com 240 mil (3,5%); Federação Russa, com 192,2 mil (2,8%); França, com 167,7 mil (2,4); Turquia, com 155,1 mil (2,3%); e Canadá, com 130,6 mil (1,9%).
Entre os destinos listados se destacaram as exportações para a Colômbia, que registraram aumento de 173%; para a Bélgica, alta de 59,9%; e para a França, crescimento de 19,4%. Os embarques para os EUA e Alemanha também apresentaram desempenho positivo com o aumento de 8,4% e 6,6%, respectivamente, em relação ao primeiro bimestre do ano passado.
Com relação às exportações por continente, grupos e blocos econômicos, a Europa registrou aumento de 3% no consumo do café brasileiro ante o primeiro bimestre de 2020, totalizando 3,6 milhões de sacas exportadas para o continente no período. As exportações para a América do Norte apresentaram aumento de 5,5% (chegando a 1,5 milhão de sacas); na América do Sul, alta de 73,7% (434 mil); na África, de 13,9% (155,6 mil); na América Central, de 158,9% (41,3 mil); nos Países Árabes, de 19,1% (304 mil); e nos países produtores, de 74% (486,5 mil). Já as exportações de café verde, especificamente, para os países produtores registraram aumento de 131,7, com o embarque de 400,2 mil sacas para eles.
Cafés diferenciados
O Brasil exportou 1 (um) milhão de sacas de cafés diferenciados (aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis) no primeiro bimestre deste ano, volume que representa 14,9% das exportações totais de café no período. A receita cambial gerada pelos embarques da modalidade atingiu US$ 173,7 milhões, correspondendo a 19,5% do valor total gerado no bimestre. Já o preço médio da saca de cafés diferenciados foi de US$ 169,31.
Os 10 maiores países importadores da modalidade representaram 80,5% dos embarques. Os Estados Unidos seguem sendo o país que mais recebe cafés diferenciados do Brasil, com 260 mil sacas exportadas (equivalente a 25,3% de participação nas exportações da modalidade), seguido pela Bélgica, com 130,8 mil sacas (12,8%) e Alemanha, com 127,6 mil (12,4%). Na sequência estão: Japão, com 81,2 mil sacas (7,9%); Itália, com 70,6 mil (6,9%); Turquia, com 38,3 mil (3,7%); Reino Unido, com 34,3 mil (3,3%); Canadá, com 30,8 mil (3%); Suécia, com 29,5 mil (2,9%); e Países Baixos, com 22,3 mil (2,2%).
Ano-Safra 2020/21
Nos oito primeiros meses do Ano-Safra 2020/21 (jul/20-fev/21), o Brasil exportou 31,6 milhões de sacas de café, o melhor resultado para o período dos últimos cinco anos, com destaque para o crescimento de 18% nas exportações na mesma base comparativa da safra anterior. A receita cambial com os embarques no período atingiu US$ 3,9 bilhões, aumento de 15% em relação ao período anterior e equivalente a R$ 21,2 bilhões na conversão em reais, o que representa, neste caso, alta de 51,6%. Já o preço médio foi de US$ 124,56.
As exportações de café verde no Ano-Safra até agora apresentaram aumento de 20%, com 28,9 milhões de sacas, sendo que os embarques de café arábica registraram crescimento de 19,9% (chegando a 25,6 milhões de sacas), enquanto que os embarques de conilon tiveram alta de 21% (totalizando 3,3 milhões de sacas).
Portos
O Porto de Santos ocupa a liderança como via de escoamento do café neste ano, com 78% de participação (5,4 milhões de sacas embarcadas por ele). Já os portos do Rio de Janeiro figuraram o segundo lugar, com 16,2% de participação (1,1 milhão de sacas embarcadas por eles).
Fonte: Cecafé

Brasil exporta 3 milhões de sacas de café em julho, diz Cecafé
Apesar do cenário mundial desafiador, exportações de café de Brasil em julho deste ano bateram o segundo maior recorde para o mês em termos de volume
Em julho deste ano, o país exportou 3 milhões de sacas de café, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O volume representa o segundo recorde histórico de exportações brasileiras de café para um mês de julho já registrado, apesar do atual cenário de pandemia por coronavírus. A receita cambial gerada pelos embarques foi de US$ 356,8 milhões, equivalente a R$ 1,9 bilhão, o que representa um aumento de 22,3% em reais em relação a julho de 2019. Já o preço médio da saca de café foi de US$ 117,4. Os dados são do Cecafé – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
Em relação às variedades embarcadas no mês, o café arábica correspondeu a 74,4% do volume total das exportações, equivalente a 2,3 milhões de sacas. O café conilon (robusta) atingiu a participação de 14,7%, com o embarque de 446,4 mil sacas, enquanto que o solúvel representou 10,9% das exportações, com 331,8 mil sacas exportadas.
“Os volumes de exportação registrados em julho mostram que iniciamos bem o ano cafeeiro, com uma boa entrada do café brasileiro no mercado e bons resultados em reais. Apesar do cenário de crise gerado pela pandemia, os resultados indicam que o agronegócio café irá se consolidar nos próximos meses com qualidade e sustentabilidade e, principalmente, tomando os cuidados necessários em relação aos protocolos privados, desde a colheita, passando pelos armazéns, transporte e chegando com segurança ao consumidor. Temos informações dos Estados produtores de que a colheita está em um ritmo muito bom, tanto em volume quanto em qualidade, o que sinaliza uma boa performance para o ano cafeeiro”, declara Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.
Ano civil
No período de janeiro a julho deste ano, as exportações de café atingiram 22,9 milhões de sacas. Neste caso, o volume exportado também representa o segundo recorde histórico de exportações brasileiras de café para o mundo no período.
A receita cambial foi de US$ 3 bilhões, equivalente a R$ 14,7 bilhões, crescimento de 29% em reais em relação ao período anterior. Já o preço médio foi de US$ 128,9/saca, registrando crescimento de 3,2%.
Entre as variedades embarcadas de janeiro a julho, o café arábica representou 78,4% do volume total exportado, equivalente a 18 milhões de sacas, enquanto que o café conilon (robusta) atingiu a participação de 11,2%, com o embarque de 2,6 milhões de sacas, e o solúvel representou 10,3%, com 2,4 milhões de sacas. Entre as variedades, as exportações de conilon se destacaram no período ao registrarem crescimento de 15% em relação a janeiro a julho de 2019.
Principais destinos
No ano civil (jan-jul), os dez principais destinos de café brasileiro foram: os Estados Unidos, que importaram 4,3 milhões de sacas de café (18,6% do total embarcado no período); a Alemanha, com 3,9 milhões de sacas importadas (17,1% da participação total no período); Itália, com 1,8 milhão de sacas (8,1%); Bélgica, com 1,7 milhão (7,2%); Japão, com 1,2 milhão de sacas (5,1%); Federação Russa, com 755,8 mil sacas (3,3%); Turquia, com 736,4 mil sacas (3,2%); Espanha, com 568 mil sacas (2,5%); México, com 537,4 mil sacas (2,3%) e Canadá, com 482,5 mil sacas (2,1%).
Entre os principais destinos, o México e a Federação Russa registraram os maiores crescimentos no consumo de café brasileiro no ano civil, com aumento de 31,3% e 22,2%, respectivamente.
Já entre os continentes e blocos econômicos destacam-se o crescimento de 21,1% nas exportações para os países da América do Sul; 49,8% para a África; 94,8% para a América Central; 24,5% para os países do BRICS; 15,6% para o Leste Europeu, além do aumento de 41,3% nos embarques para os países produtores de café.
Diferenciados
No ano civil, o Brasil exportou 3,8 milhões de sacas de cafés diferenciados (que são os cafés que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis). O volume, que foi o segundo maior embarcado para o período nos últimos cinco anos, corresponde a 16,6% do total de café exportado de janeiro a julho deste ano.
A receita cambial gerada com a exportação de cafés diferenciados do Brasil foi de US$ 625,6 milhões, representando 21,1% do total gerado pelo Brasil em receita com as exportações no ano civil de 2020 até agora.
Os principais destinos de cafés diferenciados foram: EUA, que importaram 660,7 mil sacas (17,3% do volume total do tipo de café embarcado no ano civil); Alemanha, com 551,2 mil sacas (14,4% de participação); Bélgica, com 486 mil sacas (12,7%); Japão, com 326 mil sacas (8,5%); Itália, com 271,6 mil sacas (7,1%); Espanha, com 176,4 mil sacas (4,6%); Reino Unido, com 140,7 mil sacas (3,7%); Suécia, com 127,6 mil sacas (3,3%); Canadá, com 112,5 mil sacas (2,9%) e Países Baixos, com 100,7 mil sacas (2,6%).
Portos
O Porto de Santos segue na liderança da maior parte das exportações no ano civil de 2020, com 79,9% do volume total exportado a partir dele (equivalente a 18,3 milhões de sacas). Em segundo lugar estão os portos do Rio de Janeiro, com 12,6% dos embarques (2,9 milhões de sacas).
Fonte: Cecafé

Consumo de café aumenta nos EUA mesmo com cafeterias fechadas
Muitas das icônicas redes de café dos Estados Unidos ainda estão fechadas, mas isso não significa que a demanda esteja em queda, de acordo com a Olam International, umas das maiores tradings da commodity do mundo.

Café: colheita de arábica se intensifica
As atividades de colheita da temporada 2020/21 estão ganhando ritmo neste final de mês, segundo colaboradores do Cepea. Alguns agentes ressaltam que a colheita manual (realizada na Zona da Mata, Sul de Minas e algumas localidades de São Paulo) pode ser um pouco mais lenta nesta temporada, devido à pandemia do coronavírus. Ainda que não tenham sido relatados grandes problemas, alguns produtores têm optado por trazer um menor número de colhedores de outras regiões, para facilitar a adaptação dos alojamentos e do transporte. Este cenário também tem levantado dúvidas quanto ao impacto na produção de café cereja – a colheita deste tipo deve ser mais acelerada, para evitar que os grãos sequem. As preocupações quanto à mão de obra em tempos de pandemia também têm sido motivo de alerta em outras origens. Segundo agências de notícias internacionais, países da América Central e a Colômbia relatam dificuldades na contratação de colhedores, devido aos problemas de adaptação dentro das próprias fazendas e às restrições na circulação de pessoas entre países vizinhos – é bastante comum que parte da mão de obra venha de fora destes países.
Fonte: Cepea

Exportações dos Cafés do Brasil geram US$ 438 milhões de receita cambial em janeiro de 2020
As exportações dos Cafés do Brasil, apenas no mês de janeiro de 2020, atingiram um total de 3,2 milhões de sacas de 60kg, das quais 2,7 milhões foram de café arábica, 315,3 mil de café solúvel e 223,8 mil de café conilon. Ao comparar esses números com a performance das exportações de janeiro de 2019 é possível verificar uma queda de 12,8% no volume exportado de café arábica. Em contrapartida, houve um aumento expressivo de 48,6% de café conilon e de 28,9% de café solúvel.
A receita cambial gerada com as exportações dos Cafés do Brasil, no primeiro mês de 2020, foi de US$ 438,1 milhões, o que representa um aumento de 5,6%, se comparado com janeiro de 2019. O café da espécie arábica que foi exportado com o valor médio de US$ 138,60 por saca, obteve uma receita de US$ 371,54 milhões. E o café conilon, cujo preço médio da saca foi de US$ 83,16, contribuiu com US$ 18,61 milhões, enquanto que o café solúvel gerou US$ 47,63 milhões de receita cambial, com o preço médio da saca de US$ 151,1.
Esses números da performance das exportações brasileiras de café, entre outros dados relevantes do setor, constam do Relatório mensal janeiro 2019, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, que está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Café: chuvas de dezembro animam cafeicultores
O mês de dezembro tem sido muito positivo para cafeicultores brasileiros consultados pelo Cepea. As chuvas constantes registradas ao longo das últimas semanas vêm auxiliando na recuperação das lavouras, que estavam debilitadas após o tempo seco e quente até outubro.
Ainda que grande parte dos agentes consultados pelo Cepea não acredite em produção superior à da temporada 2018/19 – devido às quedas de flores e de chumbinhos ao longo dos últimos meses –, o cenário atual deve permitir produção volumosa em 2020/21. Além do clima favorável, os preços externos e, consequentemente, internos do café arábica ainda seguem firmes, animando produtores brasileiros.
Apenas na parcial de dezembro (até o dia 17), a média o Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 545,98/saca de 60 kg, alta de 14,9% frente à novembro (valores deflacionados pelo IGP-DI de nov/19). Para produtores de robusta consultados pelo Cepea, as últimas semanas também têm sido animadoras. Ainda que a variedade não tenha se valorizado tanto quanto o arábica, na parcial de dezembro (até o dia 17), o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 teve média de R$ 314,81/sc, elevação de 3% frente a novembro.

Café: Mercado avança, recupera perdas da manhã e opera com altas em NY

O mercado futuro do café arábica operava em alta no início da tarde desta terça-feira (3) na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Às 12h05 (horário de Brasília), os principais contratos registravam altas de até 150 pontos.
Dezembro/19 subia 75 pontos, cotado a 122,25 cents/lbp, março/20 tinha elevação de 175 pontos, cotado a 123,65 cents/lbp, maio/20 tinha alta de 135 pontos, cotado a 125,60 cents/lbp e julho/20 também subia 135 pontos, cotado a 127,50 cents/lbp.
O mercado reage após iniciar o dia com movimentações técnicas em Nova York. Na segunda-feira, os contratos registraram altas de até 300 pontos nos principais vencimentos. “Confirmou ontem (segunda-feira) uma sub onda 5 de topo, de uma onda 3 principal nos 123 e portanto a tendência é de fazermos uma onda 4 entre 116 e 112 e depois fazermos uma nova pernada de alta para 125 , 135 e 145”, afirma João Grafista sobre o março 2020.
No Brasil, o mercado interno acompanhou Nova York e também registrou algumas variações.
O tipo 6 duro teve a maior variação registrada em Guaxupé/MG, com alta de 2,94% e precificado por R$ 525,80 cents/lbp. Poços de Caldas/MG manteve a estabilidade por R$ 500,00. Em Patrocínio/MG o aumento foi de 1,96%, estabelecendo os valores por R$ 520,00.

Exportações de café brasileiro atingem 3,4 milhões de sacas em outubro
No mês passado, o Brasil exportou 3,4 milhões de sacas de café – considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O volume representa queda de 13,1% em relação a outubro do ano passado, quando o País bateu recorde em exportações do produto para o mês. Os dados são do Cecafé – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
A receita cambial gerada pelos embarques em outubro deste ano foi de US$ 441,1 milhões, decréscimo de 14,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já o preço médio da saca de café foi de US$ 128,9/saca, 1,8% inferior a outubro de 2018.
Com relação as variedades embarcadas no mês, o café arábica representou 82,6% do volume total exportado, equivalente a 2,8 milhões de sacas. O café conilon (robusta) atingiu a participação de 8%, com o embarque de 274 mil sacas e o café solúvel representou 9,4% das exportações, com 321 mil sacas exportadas.
“O agronegócio café brasileiro, em especial o setor exportador, tem investido e trabalhado intensamente para atender e dar suporte a alta demanda do mercado consumidor interno e global. Isto significa um consumo mundial de 168 milhões de sacas de café, aproximadamente, até o final de 2019, mantendo firmemente sua participação de mercado. Os resultados do mês de outubro confirmam esses bons indicadores. Os volumes exportados para a Europa, bem como para a Ásia, América do Norte, América do Sul, África apresentaram um significativo crescimento, comprovando mais uma vez a capacidade do país em atender aos mais diversos e exigentes mercados de alta qualidade e sustentabilidade” afirma Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.
Ano civil
As exportações de café brasileiro no ano civil (janeiro a outubro de 2019) permanecem sendo as maiores dos últimos cinco anos para o período, com o embarque de 34 milhões de sacas, volume 22,8% maior com relação a mesma base comparativa de 2018.
De janeiro a outubro deste ano as exportações de café conilon se destacaram com o incremento de 58,3% (equivalente a 3,3 milhões de sacas) na comparação com o período do ano passado. O café arábica também registrou crescimento no período, de 21,3% (27,4 milhões de sacas), enquanto que o solúvel apresentou aumento de 9,4% nas exportações (3,3 milhões de sacas).
Outro destaque no ano civil foi o crescimento das exportações de café brasileiro por continente. Os embarques para a Europa apresentaram, no período, aumento de 18,3% (equivalente a 17,8 milhões de sacas); na América do Norte, o aumento foi de 39% (8 milhões de sacas); na Ásia, de 18% (5,9 milhões de sacas); América do Sul, 15% (1,3 milhão de sacas); África, 64,2% (556,8 mil sacas); e Oceania, 11,4% (328,6 mil sacas).
Também se destaca no período o crescimento das exportações de café brasileiro para os países produtores, que foi de 65,4% (1,7 milhão de sacas).
Já nos últimos 12 meses (de novembro de 2018 a outubro de 2019) o Brasil exportou 41,9 milhões de sacas, sinalizando um recorde histórico de exportações de café para este ano.
Esses resultados positivos demonstram a capacidade do país em atender o crescimento do consumo mundial que, segundo dados da OIC (Organização Internacional do Café), apresentou o incremento de 1,5% na comparação entre 2019 e 2018.
Principais destinos
No ano civil, os principais destinos de café brasileiro apresentaram um acréscimo de 22,8% no consumo do produto em relação ao mesmo período do ano passado. Os dez principais importadores foram, respectivamente: Estados Unidos, importaram 6,5 milhões de sacas de café (19,1% do total embarcado no período); Alemanha, com 5,7 milhões de sacas importadas (16,7%); Itália, com 3,2 milhões de sacas (9,5%); Japão, com 2,2 milhões de sacas (6,5%); Bélgica, com 2,1 milhões de sacas (6,3%), Turquia, com 982,1 mil sacas (2,9%); Federação Russa, com 869,4 mil sacas (2,6%); Reino Unido, com 818,2 mil sacas (2,4%); Canadá, com 760,3 mil sacas (2,2%); e México, com 734,1 mil sacas (2,2%).
Todos os principais países consumidores de café brasileiro, exceto Reino Unido, registraram, no ano civil, aumento na importação do produto brasileiro, comparando com o mesmo período do ano passado. O México foi o que apresentou o maior destaque no período, com aumento de 205,3% nas importações. Outros destinos que mais registraram crescimento no consumo de café brasileiro foram os EUA (crescimento de 34,2%), Alemanha (31,9%), Itália (23,6%), Turquia (21,8%) e Japão (20,4%).
Diferenciados
O Brasil exportou, no ano civil, 6,4 milhões de sacas de cafés diferenciados (que são os cafés que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis). O volume representa 18,7% de participação do total de café exportado neste ano até agora e um crescimento de 28,4% comparado ao período de janeiro a outubro de 2018. Já a receita cambial gerada com a exportação de cafés diferenciados do Brasil foi de US$ 1 bilhão no período, representando 23,6% do total de receita gerada pelo Brasil com as exportações no ano civil de 2019.
Os principais destinos de cafés diferenciados foram, respectivamente: EUA, que importaram 1,6 milhão de sacas (24,4% do volume total embarcado no ano civil); Alemanha, com 801,5 mil sacas (12,6% de participação); Japão, com 692,3 mil sacas (10,9%); Itália, com 669,5 mil sacas (10,5%); Bélgica, com 571 mil sacas (9%); Canadá, com 254,2 mil sacas (4%); Reino Unido, com 193,8 mil sacas (3%); Suécia, com 176,2 mil sacas (2,8%); Finlândia, com 125,8 mil sacas (2%); e Espanha, com 125,5 mil sacas (2%).
Ano-Safra 2019/20
Nos quatro primeiros meses do Ano-Safra 2019/20 (jul-out), assim como no ano civil, o Brasil registrou a melhor performance dos últimos cinco anos em termos de volume de café exportado. No período, foram embarcados 13,6 milhões de sacas de café, crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações de café arábica de julho a outubro foram de 10,6 milhões de sacas (crescimento de 4,6% em relação a mesma base comparativo de 2018). Já os embarques de café conilon foram de 1,6 milhão (aumento de 4,9% em relação ao ano passado)
Portos
O Porto de Santos segue na liderança da maior parte das exportações no ano civil de 2019, com 77,9% do volume total exportado a partir dele (equivalente a 26,5 milhões de sacas). Em segundo lugar estão os portos do Rio de Janeiro, com 12,3% dos embarques (4,2 milhões de sacas).