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Ourofino Agrociência apresenta novo propósito: Reimaginar a Agricultura Brasileira
Diante dos desafios enfrentados pelo setor, empresa adequou seu posicionamento estratégico para contribuir com o desenvolvimento da agricultura nacional
Inspirar uma nova era de desenvolvimento, produtividade e crescimento, a fim de criar novas possibilidades para os desafios da agricultura nacional. Esse é o novo propósito da Ourofino Agrociência, reimaginar a agricultura brasileira.
O posicionamento nasceu de um estudo conduzido pela empresa nos últimos meses com o intuito de reposicionar estrategicamente a companhia, visando construir uma diferenciação relevante e sustentável para o mercado e, assim, orientar a gestão da Ourofino para ações adequadas às especificidades da agricultura nacional.
De acordo com o gerente de Comunicação e Inteligência Competitiva da Ourofino Agrociência, Everton Molina Campos, o estudo teve início no segundo semestre de 2016 e, para ter um entendimento real das necessidades do agricultor brasileiro, abrangeu entrevistas com produtores e especialistas do setor.
As pesquisas mostraram algo que a Ourofino já possui em seu DNA. “Identificamos que o agricultor almeja uma empresa que desenvolva produtos e soluções customizadas as suas necessidades, ou seja, que esteja próxima a ele e ofereça uma abordagem que vá além do relacionamento comercial. E esse é o nosso propósito”, afirma Campos.
Luciano Galera, diretor de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, complementa que, hoje, a maioria das multinacionais do setor desenvolve produtos com formulações únicas e globais. “As soluções são testadas em centros de pesquisa no hemisfério norte, onde as condições edafoclimáticas são completamente diferentes das encontradas na agricultura tropical, que prevalece incidência de luz solar, altas temperaturas, umidade elevada, alta infestação de pragas e doenças, e presença de palha no solo, decorrente do plantio direto e da colheita da cana”, ressalta.
Foi avaliando esse cenário que a Ourofino Agrociência vislumbrou seu novo propósito como companhia: Reimaginar a Agricultura Brasileira, com a missão de desenvolver produtos e serviços que se adequem às condições da agricultura tropical.
Galera reforça que, por possuir uma das mais modernas fábricas de defensivos agrícolas do mundo e laboratórios com equipamentos de última geração, a Ourofino iniciou um projeto de inovação incremental, a fim de desenvolver produtos com formulações adequadas às condições da agricultura brasileira. “O que proporciona melhor performance da cultura e menor impacto ambiental”, diz o diretor.
Além de inovar para a agricultura nacional, a Ourofino Agrociência está mudando a abordagem com clientes para fomentar um relacionamento que realmente construa valor. “Estamos capacitando nossa equipe comercial para criar um relacionamento baseado em confiança e transparência. O objetivo é que nossos profissionais contribuam com ideias e soluções, para que sejamos realmente um parceiro de negócios”, pontua Miguel Padilha, diretor Comercial.
A empresa também está investindo fortemente em uma maior presença digital, com divulgação de conteúdos relevantes para o agricultor utilizar no momento em que mais precisa, ou seja, no campo. Além de estar presente em mídias como Facebook, Twitter, Youtube e Instagram, a Ourofino ainda traz um site totalmente reformulado.
Para expressar visualmente o novo propósito, com todas as adequações mencionadas anteriormente, a Ourofino Agrociência apresenta sua nova identidade visual. “A mudança tem por objetivo facilitar e simplificar a comunicação da empresa com o setor, bem como criar um senso de identidade e estabelecer uma diferenciação no mercado”, explica Campos.
A alteração no logotipo faz parte do processo de adequação estratégica da empresa. “Ele expressa totalmente nosso propósito”, destaca o gerente de Comunicação e Inteligência Competitiva. O losango do centro foi inspirado no fechamento do diafragma de uma máquina fotográfica e representa o reimaginar, um novo olhar. As linhas fazem referência às linhas do plantio, são características da agricultura. E as cores verde e amarelo fazem referência ao nosso país. “Assim, com a junção dos três elementos, temos claramente nosso propósito: Reimaginando a Agricultura Brasileira”, finaliza Campos.
Investimentos – inovando para a agricultura nacional
Para o desenvolvimento de novos produtos adequados à agricultura brasileira, a Ourofino estabeleceu parcerias com importantes centros de pesquisa no Brasil, como a Embrapa Recursos Genéticos e Unesp Botucatu. Recentemente, também firmou parceria de R$ 60 milhões com a Finep. O contrato é válido para o biênio 2017/2018, com 70% do valor custeado pela financiadora. O montante será investido em novos produtos para a agricultura tropical e melhoria das formulações já existentes.
Em 2016, no parque fabril localizado em Uberaba (MG), a Ourofino investiu R$ 15 milhões na construção de dois galpões de armazenagem. Agora, a empresa custeou mais de R$ 12 milhões na execução da planta industrial de WDG (Grânulos Dispersíveis). A tecnologia aplicada é a mais moderna e eficiente no mercado de defensivos agrícolas e proporciona ganhos no processo de formulação e na redução da exposição operacional na manipulação do produto, bem como visa a não poluição do meio ambiente.
Fonte: Ourofino Agrociência
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Voltamos à crise política quando vencíamos a econômica, diz Maggi
Na Arábia Saudita, ministro da Agricultura disse que está atento aos fatos
POR REDAÇÃO GLOBO RURAL
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que “não podemos desanimar” ao comentar a divulgação pelo jornal O Globo de delação premiada dos donos da JBS. Em postagens no Twitter, Maggi disse que está “atento aos fatos”, e que vai “esperar informações oficiais”.
Maggi está em viagem oficial ao Oriente Médio, onde negocia acordos comerciais. Da Arábia Saudita, o ministro destacou em suas postagem que o Brasil voltou a viver uma crise política “no momento em que começávamos a vencer a crise econômica”.
Antecessora de Maggi no cargo e uma das principais defensoras da ex-presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment, a ex-ministra Kátia Abreu, também via Twitter classificou a atual situação como “pesadelo”. No entanto, disse acreditar que o Brasil “sairá maior que tudo isto”.
Senadora pelo PMDB de Tocantins, Kátia defendeu o que chamou de “pacto suprapartidário pela reconstrução do Brasil”.
Fonte: Revista Globo Rural.
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75% do crescimento da atividade econômica virá da agropecuária
Sem a agropecuária, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil teria alta de 0,12% em 2017, em vez do já modesto 0,47% projetado pelo mercado. O setor deve ter uma fatia de 75% do crescimento da atividade econômica neste ano, maior peso em 18 anos.
O número foi calculado pela consultoria Tendências a pedido da Folha com base nas projeções feitas por analistas de mercado ouvidos pelo boletim Focus, do Banco Central, para o PIB dos diferentes setores da economia.
Essa alta participação, a maior desde 1999, quando o PIB agrícola representou 77% do total, ocorre tanto pelo bom momento para o campo quanto pela dificuldade de recuperação dos outros setores. Beneficiada pelo clima favorável, a safra de grãos será recorde e subirá mais de 26%, segundo o IBGE.
Os analistas apostam em altas de 6,4% e 0,88% para a agropecuária e a indústria, respectivamente, e uma queda de 0,06% em serviços.
Leia a notícia na íntegra no site Folha de S.Paulo.
Fonte: Folha de S.Paulo
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Brasil lidera produtividade agropecuária mundial
Entre 2006 e 2010, rendimento da atividade rural foi de 4,28% ao ano. Soja está entre as culturas com melhor desempenho
Estudos feitos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostram que o Brasil é um dos países em que a produtividade mais cresce. De 2006 a 2010, o rendimento da agropecuária aumentou 4,28% ao ano no Brasil, seguido pela China (3,25%), Chile (3,08%), Japão (2,86%), Argentina (2,7%), Indonésia (2,62%), Estados Unidos (1,93%) e México (1,46%).
Os pesquisadores americanos usaram o indicador expresso em Produtividade Total dos Fatores (PTF), que considera todos os produtos das lavouras e da pecuária e os relaciona com os insumos usados na produção.
De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques, o aumento da produtividade agrícola tem sido a forma mais segura de suprir as necessidades crescentes de alimentos em todo o mundo.
“Ao longo dos últimos 50 anos, o crescimento da produtividade permitiu ofertas mais abundantes de alimentos a preços mais baratos”, assinala Gasques. “No Brasil, isso pode ser verificado pela redução dos preços reais de grãos relevantes na alimentação humana, como, por exemplo arroz, milho, soja e trigo.”
Com ganhos de produtividade obtidos nos últimos anos na agricultura, destacou o coordenador da SPA, o Brasil deixou de ser país importador de alimentos, com enormes crises de abastecimento, e se transformou em um expressivo exportador de uma pauta diversificada de produtos agropecuários.
Crescimento da produção
A taxa média de crescimento da produtividade agropecuária no Brasil foi de 3,58% ao ano entre 1975 a 2015. Na década de 2000, a média foi de 4,08% ao ano. “Isso mostra que a agricultura tem crescido principalmente com base na produtividade. No Brasil, essa variável é responsável por cerca de 90% do crescimento da produção, enquanto que 10% se deve aos insumos”, salienta Gasques.
Três tecnologias são consideradas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) como essenciais ao aumento da produtividade da agricultura brasileira: viabilização da segunda safra de verão (safrinha); resistência genética às principais doenças e plantio direto na palha.
O estudo sobre o crescimento da produtividade brasileira foi publicado na revista EuroChoices agri-food and rural resource issues, na edição deste ano, nas versões em inglês, francês e alemão.
Fonte: Mapa
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Agronegócio sofre efeito colateral da lista da Odebrecht
A lista fruto da delação premiada da Odebrecht – que aponta o pagamento de caixa 2 e de propina a políticos, partidos e outros segmentos da sociedade “desorganizada” – não poupou nem mesmo o agronegócio. Ou melhor, os representantes do agronegócio, a começar pelo atual ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP-MT).
Ele também é senador licenciado, foi governador do Mato Grosso e produtor rural e é um dos maiores empresários do agronegócio do Brasil e do mundo. Blairo Maggi teria recebido R$ 12 milhões na campanha de reeleição ao governo do Mato Grosso em 2006. Kátia Abreu (PMDB-TO), a titular que lhe antecedeu na pasta, também não escapou. A ex-ministra é acusada de receber R$ 500 mil em dinheiro ilícito na campanha de 2014.
É o agro mais uma vez sofrendo o efeito colateral de problemas de natureza política, que insistem em perseguir o setor. Demandas de gabinete, desvios de colarinho branco que colocam o Brasil e o agronegócio sob suspeita no ambiente internacional. Nos últimos meses, aliás, foram inúmeros os episódios que jogaram luz sobre questões negativas envolvendo o país. Primeiro, a Operação Carne Fraca, que provocou um estrago na imagem do Brasil como fornecedor mundial de proteína animal. Em seguida veio o contingenciamento pelo governo federal dos recursos do Ministério da Agricultura. E, agora, em mais uma exposição, ministros, ex-ministros, senadores e deputados e ex-parlamentares da bancada ruralista envolvidos nos casos de caixa 2.
Algumas pessoas intimamente ligadas ao setor tentam colocar panos quentes. Como que para aliviar a responsabilidade deste ou daquele sujeito, consideram o fato de mais de 170 políticos, de vários partidos e que representam vários segmentos estarem na lista do ministro Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas isso só piora as coisas. Não dá para generalizar ou institucionalizar a situação. Que cada um olhe para o seu quadrado, que cada um fiscalize e cobre dos seus, daqueles que estão mais próximos de você, do segmento que você atua e da parte da sociedade organizada de que você participa.
Leia a notícia na íntegra no site Gazeta do Povo.
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Tecnologia já é usada em cerca de 67% das propriedades rurais do país
Cerca de 67% das propriedades agrícolas do país usam algum tipo de tecnologia, seja na área de gestão dos negócios ou nas atividades de cultivo e colheita da produção. A estimativa é do coordenador da Secretaria Executiva da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), Fabrício Juntolli, reconduzido ao cargo por mais dois anos, nesta quinta-feira (13), por meio de portaria assinada pelo ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
“Nossa meta para os próximos dois anos é fazer um levantamento sobre o panorama de agricultura de precisão no Brasil”, diz Juntolli. A tecnologia, acrescenta, contribui para a melhoria da gestão da propriedade e para a tomada de decisão dos produtores. “Ela ajuda os agricultores a plantar na hora certa e com a utilização de insumos na quantidade exata.” Segundo ele, a agricultura de precisão está em crescimento no país, principalmente nos estados do Centro-Sul (RS, SC, PR, SP, MG, GO, MS, MT) e em Roraima e Tocantins, no Norte.
A portaria assinada por Blairo Maggi traz ainda os nomes dos demais membros da CBAP. Representantes da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário da Casa Civil e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação também fazem parte da comissão. Neste ano, destaca Juntolli, duas novas entidades passaram a fazer parte da CBAP: a Associação Brasileira dos Prestadores de Serviços em Agricultura de Precisão e a Associação Brasileira de Agricultura de Precisão.
Ainda integram a CBAP a Associação Brasileira de Engenheiros Agrícolas, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural, Associação Brasileira de Engenharia Agrícola, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação, Organização das Cooperativas Brasileiras, Associação Brasileira de Sementes e Mudas, Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica.
Fonte: Mapa
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Na contramão da crise, agronegócio deve puxar PIB brasileiro
Com a divulgação do novo Boletim Focus, do Banco Central, na última segunda-feira (10), fica a dúvida: quem irá puxar o crescimento do PIB, previsto em 0,4% pelas instituições financeiras participantes do relatório semanal do BC?
Com previsão de safra em 217 milhões de toneladas na temporada 2016/17 contra 186 milhões no período anterior, conforme o índice Indicador Brasil, da Expedição Safra, tudo indica que vai sobrar para o campo salvar a lavoura.
A estimativa do crescimento PIB do agronegócio é de 2%, conforme a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O setor representa quase 23% do total produto interno nacional.
Por outro lado, a produção industrial apresenta recuo de 4,8% nos últimos 12 meses, conforme o último relatório pelo IBGE, atualizado ontem (11) e que leva em conta dados de fevereiro. As vendas do comércio varejista também não animam: queda de 7%, com a 22ª taxa negativa seguida, pela última análise do IBGE.
Salvador da pátria
Vários fatores estão sendo determinantes para que o setor agro seja o “queridinho” da economia no momento. Camilo Motter, economista e analista de mercado da Granoeste Corretora, lembra que o segmento responde por 33% da produção nacional – incluindo a produção, cultivo, frigoríficos e outros elementos do agronegócios.
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Faturamento do agronegócio mineiro aumentou 16,9%
A valorização das commodities no mercado internacional contribuiu para que as exportações do agronegócio de Minas Gerais crescessem. No primeiro bimestre de 2017 foi verificado aumento de 16,9% no faturamento, que atingiu US$ 1,16 bilhão. A alta na receita foi puxada pelos bons resultados dos embarques do café, setor sucroalcooleiro, carnes e soja. A expectativa para o ano é positiva já que a tendência é de manutenção dos preços em alta no mercado mundial, em um ano de produção recorde do agronegócio de Minas Gerais.
Entre janeiro e fevereiro, o volume de produtos oriundos da atividade agropecuária destinado ao mercado internacional somou 1,03 milhão de toneladas, queda de 4,8%. No período, o valor médio da tonelada dos produtos agropecuários ficou em US$ 1.124, aumento de 22,8% frente aos US$ 915 praticados em igual intervalo de 2016.
“Nestes dois primeiros meses, percebemos uma sinalização, em nível mundial, de que as commodities tendem a ter preços mais valorizados que em 2016. A própria Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) sinalizou que os últimos anos foram de produções estáveis, enquanto o consumo estava em crescimento. Esta tendência de alta nos valores é muito importante já que este ano vamos colher uma safra recorde de grãos”, explicou o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), João Ricardo Albanez.
Ainda segundo Albanez, o IPA (Índice de Preços de Alimentos), elaborado pela FAO, alcançou 174 pontos em janeiro deste ano, ante o valor de 149 pontos registrado em igual mês de 2016. Em fevereiro o IPA atingiu 176 pontos, maior que os 150 pontos verificados em fevereiro de 2016. Com as altas mensais, o índice ficou em 175 pontos no primeiro bimestre, ante os 162 pontos observados entre janeiro e fevereiro de 2016. O Índice dos Preços de Alimentos considera a média dos índices de cinco commodities: carnes, lácteos, cereais, óleos vegetais e açúcar.
“Os preços pagos pelos produtos do setor sucroalcooleiro, complexo soja, carnes e café ficaram maiores, como sinalizou a FAO. O momento é favorável, com uma boa produção interna e estimativa de preços valorizados. Estes fatores vão ao encontro das expectativas de recuperação, ainda que lenta, da economia brasileira. Mais uma vez, o agronegócio vem contribuindo com bons resultados, favorecendo a movimentação da economia”, disse Albanez.
Dentre os produtos, o café, que responde por 54,6% do total exportado pelo agronegócio de Minas Gerais, movimentou US$ 635,2 milhões, variação positiva de 17,7%. O volume embarcado ficou estável, com 214,4 mil toneladas.
No complexo soja foram exportadas 124,9 mil toneladas de produtos, aumento de 219%. No faturamento, a alta chegou a 257,9%, movimentando US$ 61,8 milhões. Somente com a comercialização da soja em grão o faturamento cresceu 202% chegando a uma receita de US$ 33,5 milhões. Ao todo foram exportadas 85 mil toneladas da oleaginosa em grão, aumento de 168%. O faturamento gerado com o farelo de soja ficou em US$ 28,1 milhões, alta de 357,7%.
Os embarques do setor sucroalcooleiro cresceram 13% em faturamento, que encerrou o período em US$ 144 milhões. O destaque foram as exportações de açúcar, que renderam US$ 143 milhões, aumento de 16,8%. Ao todo, foram comercializadas com o exterior 355,8 mil toneladas de açúcar, queda de 14,1%.
Carnes
Resultado positivo também foi verificado no grupo das carnes. As exportações de carne suína foram as que mais cresceram. Ao longo do primeiro bimestre, os embarques chegaram a 3,9 mil toneladas, movimentando US$ 8 milhões, aumento de 17,2% em volume e 44,4% em faturamento.
Aumento também foi verificado na comercialização de carne de frango. O faturamento, US$ 58,3 milhões, cresceu 31,4%, com a comercialização de 36 mil toneladas, variação positiva de 3,1%. A carne bovina apresentou alta de 17,5% no faturamento e de 14,4% no volume, movimentando US$ 73,8 milhões e embarcando 19 mil toneladas.
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Posse de Trump, câmbio e o agronegócio brasileiro na visão do professor Geraldo Barros, do Cepea
Geraldo Sant´Ana de Camargo Barros é professor sênior da Universidade de São Paulo; é líder e coordenador Científico do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP/ESALQ. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Macroeconomia e suas relações com o agronegócio. A evolução da produtividade agropecuária, com suas causas e desdobramentos, é temática de boa parte de seus trabalhos. O professor Geraldo graduou-se em Engenharia Agronômica pela ESALQ, onde também fez mestrado. Seu doutorado em Economia foi desenvolvido na Universidade Estadual da Carolina do Norte (1976), sendo sua tese premiada como melhor tese de PH.D em Economia Rural nos Estados Unidos. Fez também o pós-doutorado naquele país, na Universidade de Minnesota (UMN). Como parte de sua carreira acadêmica, já orientou 34 dissertações de mestrado e 25 teses de doutorado; atualmente, têm mais cinco orientados. Já publicou livros e centenas de artigos, sendo cerca de 70 em periódicos de grande relevância. Também presidiu a Sober (Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural) e tem atuado como consultor do Banco Mundial, FAO/ONU, Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa) e Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) entre outras instituições.
A menos de 3 dias da cerimônia de posse de Donald Trump como o 45º presidente dos EUA, o Notícias Agrícolas consultou o Professor Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros, professor Sênior da Universade de São Paulo e coordenador Científico do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada ( Cepea) , da USP/Esalq para analisar os possíveis cenários que se desenham para economia mundial e as consequências para o agronegócio, acompanhe a entrevista:
Notícias Agrícolas – Como o discurso protecionista de Donald Trump poderia impactar no cambio/dólar em relação às demais moedas do mundo?
Professor Geraldo – O dólar no mercado internacional deverá se valorizar em decorrência do aumento dos juros nos Estados Unidos. Os juros deverão aumentar por causa do final do processo de “quantitative easing” e das novas medidas (aumento de gastos e redução de impostos) de Trump que deverão aumentar a dívida pública americana e trazer consequências inflacionárias devidas ao protecionismo (importações mais caras). Uma consequência direta é a valorização do dólar.
Notícias Agrícolas – Em caso de dólar forte frente às moedas, uma desvalorização das moedas emergentes, entre elas a brasileira, seria inevitável ?
Professor Geraldo – Haverá uma valorização do dólar externo. Isso provocará alguma queda no preço internacional de nossas commodities. O dólar no mercado interno poderá ter trajetória própria dependendo do ambiente político e institucional no Brasil, da reforma fiscal e da atitude do Banco Central. Quanto mais seguro e previsível o ambiente de negócios, mais o dólar interno tenderá a cair. Assim a queda do preço em dólar das commodities fica potencializada porque o dólar no mercado interno valerá menos reais. Isso prejudica o agronegócio por ser muito ligado à exportação. Além disso, dificulta ainda mais a ampliação das exportações industriais. Evidentemente, tudo se inverterá se as reformas não avançarem. Se o dólar disparar no mercado interno, as exportações em geral se beneficiam, mas a inflação poderá voltar e com ela os juros mais altos e o prolongamento da recessão.
Notícias Agrícolas– No caso da China, os grandes bancos avaliam que essa desvalorização do yuan frente ao dólar poderia ser mais intensa para que os chineses mantivessem sua competitividade na exportação, diante de uma possível taxação das importações dos EUA, isso é possível ?
Professor Geraldo – O mais provável agora é que o Yuan mantenha sua paridade com o dólar, num patamar desvalorizado, como o atual. A pressão, entretanto, – dos Estados Unidos e outros países desenvolvidos – é no sentido de que a China valorize sua moeda, o que se justificaria devido a sua pujança econômica em escala global. A China vai tentar postergar esse ajuste o quanto puder. Quando o fizer será num contexto de barganha em que possa ganhar algo importante, como o reconhecimento de ser uma economia de mercado. Se Trump não negociar a China pode escalar a desvalorização.
Notícias Agrícolas– Essa desvalorização do Yuan seria natural ou artificial ( imposta pelo governo chines) ?
Professor Geraldo – O atual nível desvalorizado decorre de controle no mercado cambial, motivo de muita queixa, entre outros de Trump. Novas desvalorizações do Yuan viriam de acirramento do controle.
Notícias Agrícolas– Estamos na iminência de um deslocamento das paridades entre as moedas? E podemos ver uma guerra cambial decretada?
Professor Geraldo – Teremos que ver como Trump vai agir. Creio que vai pressionar da seguinte forma: ou a China valoriza sua moeda ou, então, vão ser impostas altas barreiras às suas exportações aos Estados Unidos. O ingresso definitivo na OMC deverá ser parte do embate.
Notícias Agrícolas– Estamos diante de uma mudança de referência do dólar, principalmente em relação às commodities agrícolas?
Professor Geraldo – Há uma tendência de longo prazo no sentido de o dólar perder parte de seu papel de moeda de troca e de reserva mundial. Para isso a China teria que abrir seu mercado, reduzir a presença do Estado e deixar sua moeda flutuar, o que a levaria no sentido da valorização.
Notícias Agrícolas– E como o agro brasileiro pode responder à essas mudanças ? Tem benefícios? Pra quem?
Professor Geraldo – Uma valorização do Yuan favoreceria o agronegócio porque aumentaria o poder de compra dos Chineses enquanto o dólar for a moeda em que são denominadas as commodities brasileiras. No Brasil, porém, o dólar no mercado interno joga um papel que pode ser preponderante. Uma forte valorização do real como a havida na primeira década de 2000 prejudicou muito o agronegócio, que pouco se beneficiou com o boom das commodities. Uma forte valorização do real agora, quando o dólar no mercado internacional também deve se valorizar, pode prejudicar duplamente o agronegócio. Felizmente para o Brasil, o agronegócio conta com alta resiliência na forma de um crescimento de produtividade de longo prazo mesmo sob as condições mais adversas.
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PIB do agronegócio de Minas deve crescer 5,18% em 2016
O Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário de Minas Gerais deve fechar 2016 com crescimento de 5,18% em comparação a 2015, e chegar a R$ 197,15 bilhões. Os produtos agrícolas serão responsáveis por 53,8% do PIB do agronegócio do estado, gerando R$ 106,03 bilhões, com crescimento de 12,98% em relação ao ano passado. Com 46,2% do PIB do agronegócio do estado, a pecuária deve recuar 2,64% e faturar R$ 91,12 bilhões. Estes dados fazem parte do balanço 2016 do agronegócio de Minas, divulgado nesta quinta-feira, 15, pela FAEMG. “Apesar de todos os percalços, dos problemas políticos e econômicos, tivemos um ano produtivo, de muito trabalho e conseguimos fazer com que o agronegócio de Minas continuasse crescendo, sustentado pela agricultura”, diz o presidente da FAEMG, Roberto Simões.
A balança comercial da agropecuária de Minas, até outubro, atingiu US$ 5,7 bilhões e representou 45,8% das vendas externas do estado. Apesar do superávit de cerca de US$ 5,6 bilhões, as exportações do setor caíram 1,7% em relação aos primeiros 10 meses de 2015, enquanto as importações cresceram 12,7%, atingindo US$ 397,4 milhões, no mesmo período. O VBP (Valor Bruto da Produção), até outubro deste ano, ficou em R$ 62,34 bilhões, aproximadamente 15% maior que o registrado em igual período do ano passado.
O café foi um dos destaques do agronegócio mineiro em 2106. O ano foi de safra cheia, com produção mais elevada, que deve chegar a 49,6 milhões de sacas. “Mesmo assim, os estoques nacionais do produto estão em um patamar mais baixo, no limite para atender a demanda interna e externa”, diz o diretor da FAEMG e presidente das Comissões Nacional e Estadual de Café da CNA e FAEMG, Breno Mesquita. O café é responsável por 45,1% das exportações do agronegócio do estado, acumulando US$ 2,7 bilhões nos primeiros 10 meses do ano. O principal país comprador foi a Alemanha, com 21,1% do total exportado. Outro segmento que também teve destaque no agronegócio de Minas foi o sucroalcooleiro, puxado pelo bom preço do açúcar no mercado externo.
Por causa da crise econômica, aumento do desemprego, os segmentos de suínos e bovinos tiveram demanda menos aquecida no mercado interno. Mas a abertura do mercado dos Estados Unidos para a carne bovina in natura brasileira é um bom indicador para a conquista de novos mercados. “É necessário nos aproximarmos mais da China e dos Estados Unidos, que são estratégicos para nossos produtos pecuários. Por serem muito exigentes, habilitam o Brasil a conquistar outros mercados”, diz a coordenadora da Assessoria Técnica da FAEMG, Aline Veloso.
O ano foi completamente atípico para o leite, que teve preços maiores pagos ao produtor em boa parte de 2016. “No entanto, houve aumento dos custos de produção por causa dos preços mais altos da soja e do milho, bases para a ração animal, que fizeram com que a renda da atividade para o produtor não fosse tão boa”, analisa o diretor da FAEMG e presidente da Comissão Nacional da Bovinocultura de Leite da CNA e da Câmara Setorial de Leite e Derivados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), Rodrigo Alvim. Outro ponto negativo para a pecuária leiteira foi a autorização do Mapa, para a reidratação do leite em pó, para produção de leites fluidos (UHT e barriga mole – saquinho) na área da Sudene.
O balanço completo do setor agropecuário de Minas/2016 pode ser acessado no www.sistemafaemg.org.br.
FAEMG – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais