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Exportações de café do Brasil totalizam 3,3 milhões de sacas em fevereiro
Exportações em fevereiro apresentaram crescimento de 9% em relação ao mesmo mês de 2020 enquanto que o bimestre registrou aumento de 6%
O Brasil exportou 3,3 milhões de sacas de café em fevereiro, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O dado representa um aumento de 9% em relação ao mesmo mês do ano passado. A receita cambial gerada com os embarques foi de US$ 423,7 milhões, crescimento de 4,7% em relação a fevereiro de 2020. Na conversão em reais, o valor foi de R$ 2,3 bilhões, apresentando aumento de 30,6%. Já o preço médio da saca foi de US$ 129,19 no período. Os dados são do relatório compilado pelo Cecafé, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
No segundo mês deste ano, as exportações de café verde (arábica + conilon) atingiram 3 milhões de sacas de, registrando crescimento de 11,2% ante fevereiro do ano anterior. Com relação às variedades embarcadas, o café arábica representou 81,9% do volume total exportado no mês (2,7 milhões de sacas), o conilon (robusta) ocupou 9,5% de participação nas exportações (312,3 mil sacas) e o solúvel, 8,5% dos embarques (278,4 mil sacas). Tanto o café arábica quanto o conilon apresentaram aumento nos volumes exportados, de 8,5% e 42,7%, respectivamente, quando comparado a fevereiro de 2020.
“As exportações brasileiras de café se mantiveram firmes no mês de fevereiro, registrando o crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Analisando-se os números parciais do ano safra 2020/21, observa-se recorde das exportações entre julho de 2020 e fevereiro de 2021 em relação ao mesmo período de anos anteriores, refletindo as ótimas condições da safra passada e o potencial cenário para um novo recorde no encerramento do ciclo. Esses resultados demonstram que os diferenciais brasileiros continuam competitivos e que somados à excelente qualidade e à sustentabilidade aplicada nas lavouras, tornam o café brasileiro mais atrativo e fortemente demandado na bolsa de Nova Iorque, onde o país se destacou como uma das principais origens de entrega de cafés de qualidade”, declara Nicolas Rueda, presidente do Cecafé.
Ano Civil
No primeiro bimestre de 2021, o Brasil exportou 6,9 milhões de sacas de café, apresentando um desempenho positivo em relação ao mesmo período do ano passado, com crescimento de 6% nos embarques. As exportações de café verde apresentaram alta de 8,1%, atingindo 6,3 milhões de sacas, sendo que os embarques de café arábica (5,8 milhões de sacas) cresceram 6,7% e os de conilon (553,8 mil sacas), 25,1%. A receita cambial gerada no período foi de US$ 889,7 milhões, aumento de 1,3%, e o preço médio foi de US$ 129,46.
Principais destinos
No ano civil até agora (janeira a fevereiro de 2021), o principal destino de café brasileiro, os Estados Unidos, importaram 1,3 milhão de sacas, dado que representa 19,4% do volume exportado no período. A Alemanha, segundo maior consumidor, importou 1,2 milhão, equivalente a 17,8% de participação nos embarques. Na sequência, os países que mais importaram o produto foram a Bélgica, com 561,8 mil sacas (8,2%); Itália, com 514,2 mil (7,5%); Japão, com 350 mil (5,1%); Colômbia, com 240 mil (3,5%); Federação Russa, com 192,2 mil (2,8%); França, com 167,7 mil (2,4); Turquia, com 155,1 mil (2,3%); e Canadá, com 130,6 mil (1,9%).
Entre os destinos listados se destacaram as exportações para a Colômbia, que registraram aumento de 173%; para a Bélgica, alta de 59,9%; e para a França, crescimento de 19,4%. Os embarques para os EUA e Alemanha também apresentaram desempenho positivo com o aumento de 8,4% e 6,6%, respectivamente, em relação ao primeiro bimestre do ano passado.
Com relação às exportações por continente, grupos e blocos econômicos, a Europa registrou aumento de 3% no consumo do café brasileiro ante o primeiro bimestre de 2020, totalizando 3,6 milhões de sacas exportadas para o continente no período. As exportações para a América do Norte apresentaram aumento de 5,5% (chegando a 1,5 milhão de sacas); na América do Sul, alta de 73,7% (434 mil); na África, de 13,9% (155,6 mil); na América Central, de 158,9% (41,3 mil); nos Países Árabes, de 19,1% (304 mil); e nos países produtores, de 74% (486,5 mil). Já as exportações de café verde, especificamente, para os países produtores registraram aumento de 131,7, com o embarque de 400,2 mil sacas para eles.
Cafés diferenciados
O Brasil exportou 1 (um) milhão de sacas de cafés diferenciados (aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis) no primeiro bimestre deste ano, volume que representa 14,9% das exportações totais de café no período. A receita cambial gerada pelos embarques da modalidade atingiu US$ 173,7 milhões, correspondendo a 19,5% do valor total gerado no bimestre. Já o preço médio da saca de cafés diferenciados foi de US$ 169,31.
Os 10 maiores países importadores da modalidade representaram 80,5% dos embarques. Os Estados Unidos seguem sendo o país que mais recebe cafés diferenciados do Brasil, com 260 mil sacas exportadas (equivalente a 25,3% de participação nas exportações da modalidade), seguido pela Bélgica, com 130,8 mil sacas (12,8%) e Alemanha, com 127,6 mil (12,4%). Na sequência estão: Japão, com 81,2 mil sacas (7,9%); Itália, com 70,6 mil (6,9%); Turquia, com 38,3 mil (3,7%); Reino Unido, com 34,3 mil (3,3%); Canadá, com 30,8 mil (3%); Suécia, com 29,5 mil (2,9%); e Países Baixos, com 22,3 mil (2,2%).
Ano-Safra 2020/21
Nos oito primeiros meses do Ano-Safra 2020/21 (jul/20-fev/21), o Brasil exportou 31,6 milhões de sacas de café, o melhor resultado para o período dos últimos cinco anos, com destaque para o crescimento de 18% nas exportações na mesma base comparativa da safra anterior. A receita cambial com os embarques no período atingiu US$ 3,9 bilhões, aumento de 15% em relação ao período anterior e equivalente a R$ 21,2 bilhões na conversão em reais, o que representa, neste caso, alta de 51,6%. Já o preço médio foi de US$ 124,56.
As exportações de café verde no Ano-Safra até agora apresentaram aumento de 20%, com 28,9 milhões de sacas, sendo que os embarques de café arábica registraram crescimento de 19,9% (chegando a 25,6 milhões de sacas), enquanto que os embarques de conilon tiveram alta de 21% (totalizando 3,3 milhões de sacas).
Portos
O Porto de Santos ocupa a liderança como via de escoamento do café neste ano, com 78% de participação (5,4 milhões de sacas embarcadas por ele). Já os portos do Rio de Janeiro figuraram o segundo lugar, com 16,2% de participação (1,1 milhão de sacas embarcadas por eles).
Fonte: Cecafé
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Crédito para custeio antecipado beneficia o planejamento no campo
No custeio antecipado, o produtor rural pode usar o crédito para adquirir previamente insumos agrícolas ou pecuários, como sementes e mudas, fertilizantes, pesticidas, ração e medicamentos
A linha de crédito rural para custeio antecipado é uma importante ferramenta de financiamento que permite ao produtor rural adquirir mais cedo seus insumos agrícolas, com um melhor planejamento da safra. Com a compra antecipada, o produtor consegue melhores condições de preço e mercado.
No custeio antecipado, o produtor rural pode usar o crédito para adquirir previamente insumos agrícolas ou pecuários, como sementes e mudas, fertilizantes, pesticidas, ração e medicamentos. Na atividade pecuária, essa modalidade de financiamento possibilita, ainda, que sejam financiadas a limpeza e a reforma de pastagens e a silagem, entre outras. As atividades aquícolas e pesqueiras (industrial ou artesanal) também são beneficiadas.
“Geralmente, esta época do ano costuma apresentar menor demanda por insumos, dado que a maior parte já foi comprada para a safra em curso e o próximo grande cultivo – safra de verão – acontece no segundo semestre”, explica o diretor de Crédito e Informação, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo. “Assim, ao obter recursos antecipados, o produtor tende a adquirir seus insumos a custos mais baixos”, complementa.
Outro benefício citado pelo diretor diz respeito à logística de transporte dos insumos, dos portos para as regiões produtoras do Brasil, pois o deslocamento fica mais eficiente nesta época. “Como parte da safra atual, principalmente de soja, está sendo escoada agora para exportação, o frete de retorno dos caminhões com insumos torna-se mais favorável, podendo inclusive resultar na redução de custos” explica.
Grandes instituições financeiras, como o Banco do Brasil e a Caixa, anunciaram recentemente a disponibilização de linha de custeio antecipado da safra 2021/2022. Outras instituições financeiras também deverão anunciar recursos em breve. No crédito antecipado, as taxas de juros são livres, a critério da instituição financeira.
O Banco do Brasil disponibilizou recursos de R$ 16 bilhões para o custeio antecipado das atividades agrícolas para o período agrícola 2021/22. Já a Caixa anunciou a ampliação do Custeio Agro Antecipado para R$ 12 bilhões. A expectativa da instituição é emprestar os recursos aos agricultores até o fim de março e início de abril.
No caso específico do Banco do Brasil, os recursos foram direcionados aos produtores de lavouras de soja, milho, algodão, café, arroz e cana-de-açúcar. No âmbito do Pronamp, que é destinada ao médio produtor, a taxa cobrada pelo BB será de 5% ao ano, com prazo de até 14 meses e teto de R$ 1,5 milhão. Já para o custeio agropecuário aos grandes, a taxa cobrada é a partir de 6% ao ano, também pelo prazo de até 14 meses. Nesse caso, o teto é de R$ 3 milhões.
Os recursos da Caixa atendem a diversas finalidades, especialmente para financiar as despesas do ciclo de produção das principais culturas do país, como soja, milho, algodão, arroz, feijão, mandioca e café, e atividades pecuárias. Os pequenos agricultores terão acesso ao financiamento até junho deste ano a taxa de juros a partir de 2,75% ao ano, médios a partir de 4% e demais a partir de 5%.
Também as cooperativas de crédito injetam recursos para as compras antecipadas e melhor programação dos seus cooperados no campo, com melhores condições de preço no mercado.
Wilson Vaz de Araújo acrescenta ainda que a oferta de recursos para financiamento, neste momento, tem importante significado na medida em que sinaliza a disposição dos agentes financeiros no apoio creditício aos produtores rurais para a realização de sua produção, o que aumenta a credibilidade e confiança de todos os agentes envolvidos no processo produtivo agropecuário.
Fonte: Mapa
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Agronegócio mineiro fecha 2020 com o maior volume exportado e a segunda maior receita da história
O estado totalizou US$ 8,7 bilhões em receita, fruto de 12,7 milhões de toneladas de mercadorias embarcadas.
Em um ano marcado pela pandemia de covid-19 e a decorrente crise econômica, que afetou diversos setores, o agronegócio mostrou sua força e importância para Minas Gerais, registrando o maior volume exportado da história do estado e a segunda maior receita, com 12,7 milhões de toneladas e US$ 8,7 bilhões. A receita, que representou 33,2% de todas as vendas externas de Minas em 2020, só ficou atrás do resultado de 2011, quando o valor foi de US$ 9,71 bilhões.
Em comparação com o ano de 2019, quando o volume foi de 10,3 milhões de toneladas e a receita de US$ 7,84 bilhões, houve aumento de 23,2% e 10,4%, respectivamente. O estado exportou seus produtos para 172 países, sendo os principais compradores a China (US$ 2,27 bilhões); Estados Unidos (US$ 896 milhões); Alemanha (US$ 881 milhões); Itália (US$ 403 milhões); e Japão (US$ 3,8 milhões).
“A alta do dólar e a grande oferta em volume das commodities pelo estado influenciaram nessa boa performance. Vários produtos mineiros contribuíram para esse bom resultado, como o café, a soja e as carnes”, destacou Manoela Teixeira de Oliveira, assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária (Siea) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
De acordo com o superintendente de Economia e Inovação Agropecuária da Seapa, Carlos Eduardo Bovo, os números positivos em um ano turbulento mostram a eficiência do estado, que conseguiu abastecer sua população e, ainda, os mercados externos. “Aproveitamos a oportunidade que surgiu com as restrições no mundo todo, principalmente nos países europeus, que tiveram uma dificuldade maior na produção. O agronegócio de Minas acabou ocupando o espaço nesses mercados e, também, assumiu a demanda de alguns países do Oriente Médio e da África, que eram abastecidos pela Europa”, detalhou.
O superintendente destaca, ainda, que os bons resultados também são consequência do investimento a longo prazo na pesquisa agropecuária, na assistência técnica ao produtor rural e na defesa agropecuária. “Por isso, a perspectiva para 2021 é continuar registrando aumentos de produção e produtividade, com melhoria na qualidade, e a inserção de tecnologias no campo. Como resultado, esperamos reforçar as vendas para esses novos mercados que estamos conquistando, além de ampliar e diversificar a nossa pauta e destinos de exportação”, complementou Bovo.
Cafeicultura: melhor performance desde 2014
Em 2020, o café e seus derivados foram os itens mais comercializados da pauta exportadora do agronegócio mineiro, com US$ 3,83 bilhões e mais de 25 milhões de sacas embarcadas. Os índices indicaram a melhor performance das exportações, tanto no valor quanto no volume, desde 2014. Os valores foram puxados pelo aumento da demanda de tradicionais compradores do estado: Alemanha (+18%), Estados Unidos (+3%) e Bélgica (+57%).
O cafeicultor Henrique Cambraia, da Fazenda Samambaia, em Santo Antônio do Amparo, confirma que 2020 foi um bom ano para o setor. “No início da pandemia vivemos meses de tensão, pois somos muito focados na exportação de cafés especiais e não sabíamos o que iria acontecer com os nossos clientes, que são pequenos e médios torradores e importadores. Mas, com a desvalorização do real frente ao dólar, os cafeicultores foram motivados a fazerem vendas a termo, com preços travados, para entregas futuras. Por isso, foi um ano inesquecível para nós, de safra recorde, qualidade fantástica e bons preços, tanto na exportação como no mercado interno”, garante.
Entretanto, nos meses de agosto, setembro e outubro, a cafeicultura mineira sofreu com a falta de chuva e temperaturas elevadas, o que, aliado ao fato de as lavouras estarem desgastadas devido à alta carga da safra passada, fará com que 2021 seja de recomposição para os produtores, o que já era esperado em razão da bienalidade negativa do ano.
“Temos que olhar para dentro, reorganizar, pois sabemos que será um ano de safra baixa. Mas a cafeicultura é assim, temos que estar preparados para enfrentar as intempéries. E, para isso, podemos contar com a Epamig e suas pesquisas, uma entidade que é muito parceira nossa. Usamos na fazenda algumas variedades da empresa, como a Topázio, Aranãs e Paraíso, então somos muito gratos ao desenvolvimento destas pesquisas”, complementa Cambraia.
Outros produtos
No complexo soja foram registrados aumentos de 20,8% na receita e 26,6% no volume exportado, totalizando, respectivamente, US$ 1,8 bilhão e 4,9 milhões de toneladas embarcadas. O grão e suas variações foram responsáveis por 20,7% de todas as exportações do agro no estado.
De acordo com a assessora técnica da Seapa Manoela Teixeira de Oliveira, o trimestre de abril, maio e junho foi liderado pelas vendas de soja, com uma receita de US$ 952 milhões, cerca de 53% de toda a soja comercializada em 2020. “A China foi o país que mais demandou o produto, ampliando as suas compras em mais de 35% em relação a 2019”, pontuou.
As carnes também obtiveram bons resultados no ano, com demanda de vários países. Apesar de ter sido altamente demandada nos 12 meses, a carne bovina sofreu leves perdas na receita a partir do último trimestre de 2020, quando comparado ao ano anterior, fechando o ano com -1,1% na receita (US$ 802 milhões).
Por outro lado, o setor de suínos viu sua demanda aumentar mês a mês. “O setor teve acréscimos ao longo do ano de 57% na receita e 39% no volume, algo inédito e que merece destaque”, pontuou Manoela Teixeira. As carnes suínas fecharam 2020 com receita de US$ 40 milhões (contra US$ 25,6 milhões em 2019) e 21 mil toneladas embarcadas.
O complexo sucroalcooleiro também registrou aumentos expressivos, fechando o ano com a receita de US$ 1 bilhão e volume de 3,7 milhões de toneladas exportadas, o que representa uma elevação de 62% em ambos os indicadores em relação a 2019.
Mesmo com participação pequena na pauta exportadora mineira, as rações para animais também tiveram alta relevante nas vendas, com aumento de mais de 80% na receita e 99% no volume embarcado, totalizando, respectivamente, US$ 78 milhões e 102 mil toneladas.
Fonte: Agência Minas
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‘Inovação é imprescindível para adequar a agropecuária à realidade global’
Em participação no Fórum Econômico Mundial, a ministra da Agricultura falou sobre o avanço na digitalização do setor e a importância disso para a sustentabilidade
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta quarta-feira, 27, que a transformação digital tem ocorrido muito rapidamente no Brasil e que o setor de agronegócios precisa estar inserido neste contexto de mudança. O país tem, segundo ela, um dos “mais vibrantes” ambientes de negócios, com mais de 2 mil agtechs – startups do agronegócio.
O Brasil, afirmou a ministra, tem ampliado os investimentos nesta frente ao longo dos últimos anos. “Os investimentos passaram de US$ 4 milhões em 2013 para mais de R$ 200 milhões em 2019. Temos mais de 2 mil agritechs trabalhando em diversas áreas, como rastreabilidade, e diversas tecnologias para entregar produtos mais sustentáveis e seguros”, disse a ministra da Agricultura, durante a edição virtual do Fórum Econômico Mundial de Davos.
De acordo com ela, a atuação do agronegócio brasileiro está debruçada em diretrizes claras, com cinco eixos: sustentabilidade, inovação aberta, biotecnologia, agregação de valor e agricultura digital.
Debates sobre a agropecuária em Davos
Tereza Cristina participa nesta quarta-feira de painel virtual sobre a transformação de sistemas alimentares por meio da tecnologia e inovação, no âmbito do Fórum Econômico Mundial de Davos. Ela dividiu a arena digital com representantes de organizações internacionais ligadas à alimentação, dos governos da Índia e África do Sul e ainda de empresas privadas.
Tereza Cristina disse que a próxima década será marcada por “convergência digital e biológica”, principalmente, na agropecuária. “Inovação é imprescindível para adequar a agropecuária à realidade global e é o único vetor capaz de conciliar segurança alimentar e preservação ambiental”, disse a ministra.
Tereza Cristina também aproveitou a plateia digital e com participação global para evidenciar a importância da integração dos pequenos produtores no setor de agronegócios. Segundo ela, esse é o passaporte para manter o jovem no campo e impedir que a população fique tão envelhecida no meio rural. Destacou, ainda, a importância de ajudar as mulheres que trabalham no campo.
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Agro gerou 61 mil novos empregos em pleno ano de pandemia
Setor produtivo contribuiu bastante com o saldo positivo geral: Brasil terminou 2020 com 142.690 postos de trabalho a mais
O Brasil fechou o ano de 2020 com saldo positivo na geração de empregos, com expansão de 142.690 postos de trabalho. Só a agropecuária abriu 61.637 novas vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
“A grande notícia para nós é que, em um ano terrível em que o PIB [Produto Interno Bruno – soma de todos os bens e serviços] caiu 4,5%, nós criamos 142 mil novos empregos”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva virtual de divulgação dos dados.
O que está por trás do crescimento nos empregos?
Segundo Guedes, o Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEm), criado pelo governo federal durante a pandemia da Covid-19, é um dos responsáveis pelo resultado, já que evitou a demissão de cerca de 10 milhões de pessoas durante o ano passado.
Pelo programa, empregadores e funcionários fizeram acordos de redução de jornada e salário ou de suspensão de contratos. Como contrapartida, o governo pagou, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido.
“O IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] também soltou dado que confirma esse avanço, essa recuperação da economia brasileira em V [forte queda seguida de forte alta], quando anunciou quase 4 milhões de aumento na população ocupada, quando compara o trimestre de setembro/outubro/novembro sob trimestre anterior, sendo que quase 1 milhão foi de carteira assinada”, destacou Guedes.
De acordo com dados do Caged, de janeiro a dezembro do ano passado, foram 15.166.221 admissões e de 15.023.531 desligamentos. O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 38.952.313 vínculos, o que representa uma variação de 0,37% em relação ao estoque de referência, de 1º de janeiro de 2020.
Demissões em dezembro
Após cinco meses de saldo positivo, em dezembro, o número de demissões superou o de contratações no Brasil, com o fechamento de 67.906 postos de trabalho. De acordo com o ministério, dezembro é um mês “de ressaca” no mercado e essas perdas são comuns.
O ministro Paulo Guedes destacou ainda que essa é a menor perda de empregos desde 1995. “Essas perdas são sazonais. Então vamos comparar com dezembro de 2015, quando o PIB caiu 3,5% no ano, foi uma recessão autoimposta e nós perdemos 596 mil empregos”, disse. Em dezembro de 2019, por exemplo, também foram fechadas 307 mil vagas.
Na avaliação do ministério, o compromisso de manutenção de empregos promovido pelo BEm também contribui para que essa queda em dezembro fosse menor. No mês passado, o Brasil teve 1.239.280 admissões e 1.307.186 desligamentos.
Em dezembro, a agropecuária fechou com saldo negativo, de -22.970 vagas.
Fonte: Canal Rural
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Brasil é pioneiro em Indicação Geográfica de vinhos tropicais, aponta Embrapa
A parceria entre ciência e setor produtivo resultou no pedido de reconhecimento da Indicação de Procedência Vale do São Francisco para vinhos finos tranquilos e espumantes. O trabalho conjunto permitiu o pioneirismo internacional na estruturação de uma Indicação Geográfica de vinhos tropicais. Em dezembro, foi depositada a Indicação de Procedência (IP) do Vale do São Francisco no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), baseada em requisitos equivalentes aos da União Europeia.
O trabalho para caracterização da região, necessária para o registro, foi coordenado pela Embrapa Uva e Vinho (RS), em articulação com a Embrapa Semiárido (PE) e parceiros, com uma equipe de mais de 40 pessoas de várias instituições, entre pesquisadores, professores, técnicos e estudantes para entender a vitivinicultura do Semiárido nordestino e aprimorar a qualidade dos vinhos da região. Essa iniciativa atende a uma demanda antiga do setor produtivo, representado pelo Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (Vinhovasf), entidade privada que congrega os produtores vitivinícolas da região.
“Essa será a primeira Indicação de Procedência (IG) de vinhos de regiões tropicais do mundo, utilizando o modelo estrutural similar às Indicações Geográficas adotadas por renomados produtores da União Europeia,” comemora o pesquisador da Embrapa Giuliano Pereira, que coordenou o processo. “O Brasil é um destaque no cenário internacional nas pesquisas na viticultura tropical, produção que também ocorre em países como a Tailândia, Índia, Myanmar (antiga Birmânia) e Venezuela. Receber e compartilhar em cada garrafa que ostentará o selo da Indicação Geográfica significa a garantia da origem e da qualidade dos produtos elaborados”, destaca o cientista.
Pereira liderou o time multidisciplinar que teve como missão entender a vitivinicultura do Semiárido nordestino, em especial a estabelecida no Vale do Submédio São Francisco, que envolve com destaque os municípios pernambucanos de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, além de Juazeiro, Casa Nova e Curaça, no lado baiano. Os trabalhos do projeto, desenvolvido entre 2013 e 2018, possibilitaram elaborar o material técnico que embasou o pedido de registro da Indicação de Procedência entregue ao INPI em dezembro.
As ações de pesquisa ocorreram no âmbito do projeto “Desenvolvimento de tecnologias e uso da agricultura de precisão para colaborar com a certificação dos vinhos e com a sustentabilidade do setor vitivinícola do Vale do Submédio São Francisco”, que contou com um aporte superior a um milhão de reais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
As informações coletadas
As atividades possibilitaram a caracterização histórica e geográfica do território vitivinícola no Vale do São Francisco; a delimitação da área geográfica da Indicação de Procedência Vale do São Francisco; a caracterização do relevo, das condições climáticas, dos solos, dos vinhedos comerciais; caracterização das paisagens vitícolas da região; estudos do potencial enológico das uvas para a melhoria da qualidade, da tipicidade e da estabilidade dos vinhos tropicais, assim como a caracterização da composição química, metabólica e sensorial dos produtos comerciais. Também foi definido o Caderno de Especificações Técnicas da IPe do respectivo Plano de Controle dos produtos.
Mais visibilidade mundial e estímulo ao enoturismo
“O crescimento das indicações geográficas de vinhos brasileiros, que hoje já são onze, entre as registradas e em estruturação, está redesenhando a cartografia dos territórios vitivinícolas do país. Esse trabalho está colocando o Brasil no radar das origens qualificadas, dando suporte para o fortalecimento da imagem mundial do Brasil como produtor de vinhos de qualidade,” declara Jorge Tonietto, pesquisador da Embrapa que desenvolve projetos de estruturação de Indicações Geográficas (IGs) de vinhos brasileiros desde os anos 1990.
De acordo com ele, a obtenção do registro da Indicação de Procedência Vale do São Francisco, além de estimular melhorias na organização do setor, irá aprimorar a qualidade dos vinhos que chegarão aos consumidores, pois todos os produtos com IG deverão atender aos requisitos de produção, além de passar por avaliações químicas e análises sensoriais às cegas, garantindo produtos de origem qualificados. A conquista, a exemplo de outras regiões, também deverá promover a comercialização dos produtos, ampliar a visibilidade e o renome da região produtora, além de estimular o enoturismo, com potencial de atração de novos investimentos e fortalecimento da vitivinicultura do Vale do São Francisco.
Para o presidente do Vinhovasf, José Gualberto de Freitas Almeida, os resultados são a concretização de um sonho. Ele é o pioneiro na produção de vinhos no Semiárido, com o início de suas atividades em 1985. Almeida declara que, desde o reconhecimento da IG gaúcha Vale dos Vinhedos, em 2002, queria realizar esse trabalho no Vale do São Francisco. “Participei do lançamento em Bento Gonçalves (RS) e lá mesmo já havia manifestado o interesse para que os nossos vinhos fossem estudados e reconhecidos. Demorou um pouco, mas estamos chegando lá,” celebra.
Para Francisco Macedo de Amorim, professor de enologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão) e um dos pesquisadores atuantes no projeto, o momento é de festejar. “Desde 2002 estou envolvido com a vitivinicultura na região. Foi durante essa longa caminhada que surgiram mais empresas, muitos personagens e mais produtos, fortalecendo cada vez mais a ideia de que um dia o Vale do São Francisco seria mais valorizado e reconhecido, também pelos seus vinhos”, lembra.
A força-tarefa do vinho tropical
A equipe multidisciplinar que atuou no projeto da Indicação de Procedência para o Vale do São Francisco contou com cientistas da Embrapa Uva e Vinho, Embrapa Semiárido e Embrapa Clima Temperado, de instituições de ensino como a Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Universidade Federal do Vale do São Francisco e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão), além do Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (Vinhovasf).
Também participaram ativamente do processo os proprietários, diretores, enólogos e técnicos das sete vinícolas da região produtora de vinhos (ViniBrasil SA/Global Wines, Miolo/Terranova, Vinícola do Vale do São Francisco/Botticelli, Adega Biancheti Tedesco, Vinícola Mandacaru/São Braz, Vinum Sancti Benedictus-VSB e Vinícola Garziera), além de estudantes de mestrado e doutorado.
Ciência fortaleceu o vinho do Semiárido
A projeção do Brasil na área vem sendo construída ao longo dos anos com o desenvolvimento de tecnologias para elaboração de vinhos tropicais. Entre 2003 e 2007, um projeto pioneiro desenvolvido no Vale do São Francisco avaliou 28 cultivares viníferas na região. Financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pela Embrapa, o trabalho selecionou a Tempranillo e a Barbera que foram adotadas pelo setor produtivo e mostraram excelente desempenho na produção de vinhos tintos e espumantes.
Com relação ao processo de elaboração de vinhos, a Embrapa conduziu pesquisas e estabeleceu parâmetros importantes para a definição do período ideal de colheita a fim de garantir a qualidade dos vinhos de guarda, que ocorre sobretudo de março a setembro, conforme publicado na revista Territoires du Vin.
Graças à pesquisa agropecuária brasileira, o Brasil está entre os líderes mundiais da viticultura tropical. É o que afirma o pesquisador Giuliano Pereira. “Esse posicionamento também é reconhecido pela organização das cinco edições do Simpósio Internacional de Vinhos Tropicais realizadas até 2020: em 2004 (Petrolina-PE), 2010 (Petrolina), 2011 (Chiang Mai-Tailândia), 2014 (Brisbane-Austrália) e 2016 (Petrolina),” relata Pereira frisando que o evento é um dos principais fóruns da categoria e reúne lideranças científicas do Brasil, Venezuela, Estados Unidos, Portugal, França, Espanha, Tailândia, Myanmar, Indonésia e Austrália, contando com a parceria da Cátedra Unesco “Cultura e Tradições do Vinho” (da Universidade da Bourgogne-França) e do Giesco (Group of International Experts of vitivinicultural Systems for CoOperation).
Os vinhos tropicais: sabor diferenciado e produção o ano inteiro
As regiões de clima quente ao longo do ano permitem a produção de uvas e vinhos de janeiro a dezembro, com duas podas e duas safras anuais, com possibilidades de colheitas escalonadas ao longo do ano nas diferentes parcelas de vinhedos. Os vinhos tropicais estão conquistando um novo mercado, com características diferenciadas em relação à produção das tradicionais regiões de clima temperado.
Os tipos de produtos autorizados na IP são os vinhos tranquilos brancos, tintos e rosés e vinhos espumantes brancos e rosés (bruts, demi-secs e moscatéis), elaborados com 100 % de uvas produzidas na área geográfica delimitada. Foram autorizadas, para fins de elaboração dos vinhos, 23 cultivares de uvas Vitis vinifera L., indicadas pelos próprios produtores, pela adaptação e desempenho na região.
“Os vinhos tropicais do Vale do São Francisco são na sua maioria jovens, frescos, aromáticos, e estão disponíveis ao consumidor em qualquer época do ano,” ressalta Pereira.
Em geral os vinhos são frutados, de baixo teor alcoólico, de acidez moderada, podendo ser leves a encorpados, com predominância para vinhos jovens. O carro-chefe da produção são os espumantes, com aproximadamente três milhões de litros por ano, seguidos dos vinhos tranquilos, com produção de cerca 1,5 milhão de litros anuais.
Segundo dados da professora Ivanira Falcade, da UCS, a área delimitada da Indicação de Procedência Vale do São Francisco para os vinhos finos contempla os municípios de Juazeiro, Casa Nova, Sobradinho e Curaçá, na Bahia, e Petrolina, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Orocó, em Pernambuco, todos integrantes da Rede Integrada de Desenvolvimento (Ride) Petrolina-Juazeiro.
Todas as atividades relacionadas à Indicação de Procedência do Vale do São Francisco serão acompanhadas e controladas pelo Conselho Regulador do Vinhovasf, que é formado por um grupo de sete profissionais ligados ao setor, com representantes dos produtores vitivinícolas e membros externos de instituições de apoio.
A voz do setor produtivo do Semiárido nordestino
Em 2003 foi criado o Instituto do Vinho do Vale do Vale do São Francisco – Vinhovasf, uma associação que reúne sete vinícolas do Vale do São Francisco e que atuará como gestor da Indicação de Procedência de vinhos Vale do São Francisco por meio de seu Conselho Regulador. Todos os produtores vitivinícolas da região poderão receber o selo da Indicação Geográfica de vinhos, desde que cumpram com os requisitos do Caderno de Especificações Técnicas e se submetam aos controles sob a gestão desse conselho.
O instituto vem se dedicando à organização da cadeia produtiva da uva e do vinho na região, representando a categoria nas inúmeras demandas coletivas, no apoio direto à divulgação e na busca da Indicação Geográfica.
Fonte: Embrapa
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Soja volta a subir em Chicago nesta 6ª feira e opera com mais de 10 pts de alta
Após mais uma sessão de realização de lucros, os preços da soja voltam a subir na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (29). Perto de 7h50 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 9,50 e 11,75 pontos, levando o março a US$ 13,64 e o agosto a US$ 12,94 por bushel.
A demanda permanece forte e dando espaço para a continuidade dos ganhos na CBOT. O atraso da chegada da nova oferta do Brasil mantém os importadores ainda bastante concentrados no mercado dos EUA. Além do pouco avanço da colheita, o mercado ainda observa a perda de qualidade em alguns pontos do país em função do excesso de chuvas.
Assim, a relação apertada entre oferta e demanda se mantém no foco principal dos traders e está mantido, como seguem afirmando analistas e consultores, o viés positivo do mercado. O que vai continuar a intensificar os ganhos deverão ser as notícias, ao menos por enquanto, sobre o clima na América do Sul.
Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas
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Exportações do Agronegócio Brasileiro superam USD 100 bilhões em 2020
1. O agronegócio foi exemplo de resiliência e produtividade em tempos de pandemia e recessão global, ao garantir o abastecimento doméstico e assumir um papel ainda mais protagônico na segurança alimentar global.
2. As exportações de 2020 alcançaram US$ 100,8 bilhões, segundo melhor desempenho da série, com um crescimento de 4% em relação à 2019 (em dezembro projetamos este valor em US$ 100,4 bilhões).
3. O bom desempenho do agronegócio brasileiro é explicado por fatores como o impacto da desvalorização do Real, a resiliência da cadeia logística e de suprimentos, a maior demanda chinesa em função da crise de Peste Suína Africana (PSA) e o surpreendente aumento de demanda por commodities na maioria dos países emergentes e em desenvolvimento.
4. A soja, principal produto exportado pelo país, atingiu embarques de US$ 35 bilhões em 2020. Tal número pode ser explicado pela recuperação do rebanho suíno na China após a PSA devastar mais de 40% do rebanho. Essa rápida recuperação deve-se também à mudança no modelo de produção de suínos naquele país, com a substituição forçada da produção de “fundo de quintal” por fazendas com produção fechada e controlada. Esta mudança levará a um aumento da demanda por soja e milho importados nos próximos anos.
5. Já no mercado de carnes, os impactos imediatos da PSA na demanda asiática por proteína animal e as novas habilitações de plantas produtivas para a exportação obtidas pelo MAPA contribuíram para o bom desempenho da proteína, principalmente em bovinos e suínos.
6. A exportação sucroenergética apresentou um forte crescimento de 61% em relação à 2019, superando US$ 10 bilhões em 2020 (abaixo do recorde histórico de US$ 16 bilhões em 2011). Contribuiu para esse crescimento uma safra de cana-de-açúcar mais “açucareira”, estimulada pela maior demanda asiática após a quebra da safra da Tailândia.
7. Em relação aos destinos das exportações, a China e Hong Kong, que são os nossos principais parceiros desde 2013, foram os maiores responsáveis pelo crescimento dos embarques. O crescimento em 2020 foi de 9% em relação à 2019, atingindo US$ 36 bilhões em valor exportado (36% do total).
8. Também merece destaque pelo forte crescimento das exportações brasileiras, em relação a 2019, o Sudeste Asiático (+30%), o Sul da Ásia (+30%) e a África Subsaariana (+16%). Para a União Europeia, segundo maior destino, houve ligeira redução em relação à 2019. A maior redução foi para o Japão e a Coréia do Sul que recuaram 11%.
9. Finalmente, vale destacar o crescimento de 13% nas exportações para os países asiáticos como um todo, principais destinos do agronegócio brasileiro, em relação a 2019. As exportações para os países desenvolvidos caíram 4%.
Fonte: INSPER AGRO GLOBAL
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Podcast Agro & Prosa #16 – Mulheres da Agricultura digital. Como a diversidade contribui para ambientes mais inovadores?
Acompanhe o podcast Agro & Prosa também no Spotify
Fonte: Climate FieldView | Notícias Agrícolas
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Soja inicia semana com novas altas na Bolsa de Chicago nesta 2ª e supera os US$ 13,80
Depois de ganhos de mais de 4% na última semana, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem em alta nesta segunda-feira (11), com bons ganhos sendo registrados nesta manhã de hoje. Por volta de 8h15 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 6,25 e 9,75 pontos nos principais vencimentos, com o março valendo US$ 13,84 e o julho, US$ 13,67 por bushel.
Permanecem o foco e as preocupações sobre o clima na América do Sul e o tamanho reduzido da nova oferta que chega ao mercado a partir do início efetivo da colheita no Brasil. Na última sexta-feira (8), a Bolsa de Rosario indicou, em seu reporte semanal, que são 65% da área plantada que estão sofrendo com uma seca severa.
No Brasil, áreas pontuais também preocupam por conta dos baixos níveis de umidade no solo, os quais são determinantes para a conclusão do desenvolvimento das lavouras.
Paralelamente aos fundamentos já conhecidos, o mercado ainda se atenta e se ajusta para os novos boletins que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta terça-feira, 12 de janeiro. Um deles é o mensal de oferta e demanda e o outro, trimestral de estoques. Em ambos os casos, os números dos estoques americanos de soja podem ser revisados para baixo.
Veja como fechou o mercado na última semana:
+ Soja: Semana tem expressiva piora na safra da Argentina e alta de 4% dos preços em Chicago