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20% dos Cafés do Brasil exportados são considerados diferenciados por terem qualidade superior
Safra brasileira de 2016/2017 inicia com 1,9 milhão de sacas exportadas no mês de julho. E estimativa da produção mundial da safra 2015/2016 é reduzida. Esses e outros destaques constam dos Relatórios do CeCafé e da OIC do mês de julho.
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – CeCafé, uma das cinco instituições privadas que integram o Conselho Deliberativo da Política do Café – CDPC, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, no seu Relatório mensal julho 2016, aponta que o nosso País exportou 1.908.808 sacas de café de 60kg no mês julho, mês que registra o início da safra 2016/2017. Foram exportadas 1.573.465 (82,4%) sacas de café arábica e 37.359 (2%) sacas de robusta, além de 295.314 (15,5%) de solúvel e 2.670 (0,1%) sacas de torrado e moído, que geraram receita cambial da ordem de US$ 297,2 milhões em julho.
O CeCafé destaca no Relatório que, de cada cinco sacas de café vendidas ao exterior, uma é de café diferenciado, o qual tem qualidade superior e/ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis, por exemplo. No mês de julho deste ano foram exportadas 367.128 sacas de cafés com esses atributos positivos, que representam em torno de 20% das exportações nesse mês. Esses cafés alcançaram, na média, preços 27,4% superiores à média total do café verde convencional exportado. No período de janeiro a julho foram exportadas um total de 3.603.184 sacas de cafés diferenciados que geraram mais de US$ 676,97 milhões.
Conforme ainda o Relatório mensal julho 2016, no mesmo período de janeiro a julho deste ano, foram exportadas 18.188.838 sacas, com receita cambial de mais de US$ 2,7 bilhões, e, no acumulado dos últimos 12 meses (agosto de 2015 a julho de 2016), as vendas para o exterior somaram 34.562.514 sacas e receita de mais de US$ 5,2 bilhões.
O país que mais importou café do Brasil em julho deste ano foi os EUA, com 447.459 sacas (23,4%), seguindo da Alemanha – 343.846 sacas (18,0%) e Japão – 132.381 sacas (6,9%). Além disso, no período de janeiro a julho, cabe ressaltar que 120 países importaram o café brasileiro, sendo que os EUA lideraram as importações com 19% – 3.459.628 sacas, seguido pela Alemanha – 3.372.043 sacas. E o Japão ficou no terceiro lugar com 1.398.078 sacas, praticamente empatado com a Itália – 1.390.265 sacas.
Com relação ao panorama mundial da cafeicultura, a Organização Internacional do Café – OIC destaca em seu Relatório sobre o mercado de Café julho 2016 que reduziu sua estimativa da produção mundial do ano-safra de 2015/16 de 144,7 milhões para 143,3 milhões de sacas de 60 kg. Atribui essa nova estimativa a uma redução acentuada da produção do México, que passou de 3,9 para 2,8 milhões de sacas. E ainda a uma revisão mais modesta da produção da Nicarágua que passou para 1,8 milhão. No caso do México, a OIC explicita que a redução se deve a um impacto mais agressivo do que foi previsto com relação à ferrugem do café que, desde 2012/13, diminuiu a produção do país em mais de um terço.
A OIC aponta ainda nas suas análises que o “mercado de café consolida alta de preços, mas a oferta de Robustas ainda preocupa”. Segundo a Organização, em julho deste ano, o indicativo de preço composto da Organização registrou sua maior alta de 17 meses e que, a despeito desse fator, o mercado encontrou dificuldades para manter seus avanços iniciais. Particularmente em relação ao Brasil, o Relatório citando o documento da estimativa da safra da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, salienta que os estoques internos em mãos do setor privado no final de março de 2016 diminuíram apenas 5,4% em relação ao ano anterior, passando de 14,4 milhões de sacas para 13,6 milhões.
Os relatórios do Cecafé (Relatório mensal julho 2016) e da OIC (Relatório sobre o mercado de Café julho 2016), os quais trazem várias análises e dados da conjuntura brasileira e mundial do café, que valem a pena serem conferidos pelos agentes do setor cafeeiro, estão disponíveis na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
Confira todas as análises e notícias divulgadas pelo Observatório do Café no link abaixo:
http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias
Para saber mais sobre o Relatório mensal julho 2016, CeCafé, Relatório sobre o mercado de Café julho 2016, OIC, Embrapa Café, Observatório do Café e Consórcio Pesquisa Café, acesse:
Relatório mensal julho 2016 – CeCafé
CeCafé
Relatório sobre o mercado de Café julho 2016 – OIC
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Brasil recicla 94% das embalagens de defensivos agrícolas
Neste 18 de agosto o Brasil comemora com muito orgulho o Dia Nacional do Campo Limpo. Isso porque o país é líder mundial na ranking de reciclagem de embalagens vazias de defensivos agrícolas. De acordo com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), somente no ano passado, 45,5 mil toneladas de embalagens vazias tiveram destino ambientalmente correto por meio do Sistema Campo Limpo (SCL), montante que representa 94% do total das embalagens primárias comercializadas em 2015. Para se ter uma ideia, o Brasil está na frente de países como a França, com a reciclagem de 77% de suas embalagens e também do Canadá, com 73%. Os Estados Unidos vêm em 9º lugar, com 33%.
“Celebramos esse dia como uma forma de valorizar o comprometimento da agricultura com a preservação do meio ambiente e chamar a atenção para fomentar essa cultura”, afirma o analista técnico da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Marco Oliveira.
O ramo agropecuário no Brasil compreende um universo de mais de 1,5 mil cooperativas e quase um milhão de cooperados. Das 111 centrais de recebimento de embalagens pelo país, 5% delas são gerenciadas por cooperativas. No Paraná, estado que possui algumas das maiores e mais fortes cooperativas agrícolas do país, o trabalho da Coamo é destaque nacional.
Com cerca de 28 mil cooperados, a Coamo devolveu mais de um milhão de embalagens vazias até agosto deste ano, sendo 95% desse material encaminhado para a reciclagem e os 5% restantes incinerados. “Os recursos empregados para a destinação correta das embalagens vazias são viáveis graças a parcerias. Acredito que nosso grande diferencial em relação ao que existe no Brasil é que estruturamos postos de recebimento em cada unidade onde a cooperativa possui um depósito de embalagem. Facilita muito para todo mundo, especialmente o agricultor”, afirma o chefe do Departamento Administrativo e Meio Ambiente da Coamo, Dalma Lucio de Oliveira.
De acordo com o coordenador regional de operações do inpEV, Fábio Macul, o inpEV possui atualmente mais de 400 unidades de recebimento de embalagens em todo o Brasil, gerenciadas por cerca de 260 associações de revendedores, sendo que algumas delas são cogerenciadas pelo inpEV, e também trabalha com as unidades itinerantes para atingir lavouras mais distantes e pequenos produtores rurais. “O Paraná com toda certeza se destaca nesse trabalho das unidades móveis”, explica Macul.
Redução
No primeiro semestre de 2016, no entanto, em decorrência dos problemas climáticos que afetaram a safra brasileira de grãos (excesso de chuvas na região sul e seca na região do centro-oeste e no Matopiba), o Sistema Campo Limpo retirou dos campos do Sul cerca de 5.746 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, volume 9% menor em relação ao primeiro semestre de 2015. No Brasil, houve uma queda de 6% na destinação do material no semestre, que reduziu de 24,6 mil toneladas para 23,1 mil.
Além disso, segundo a inpEV, a expansão do plantio da variedade de soja Intacta, que reduz a aplicação de produto, e o aumento do contrabando de agrotóxicos, também foram fatores que tiveram impacto sobre a redução no volume de defensivos agrícolas usado em campo este ano.
Sistema Campo Limpo
O Sistema Campo Limpo é gerenciado pelo inpEV, instituição que representa as indústrias fabricantes e/ou registrantes de defensivos agrícolas e que têm o dever, estabelecido por lei, de promover a correta destinação das embalagens vazias desses produtos (logística reversa). Participam do programa mais de 100 empresas e nove entidades representativas do setor, distribuidores e agricultores.
Os produtores rurais adquirem os defensivos agrícolas em aproximadamente cinco mil distribuidores e cooperativas e se responsabilizam pela lavagem e inutilização das embalagens pós-consumo para, então, enviá-las às unidades de recebimento. Os estabelecimentos comerciais e as cooperativas, por sua vez, devem dispor de local adequado para o recebimento das embalagens. De lá, as embalagens seguem para seu destino final, que pode ser a incineração ou a reciclagem. Aos fabricantes compete promover sua destinação final adequada, o que exerce por meio do inpEV. Os poderes públicos, nas esferas municipal, estadual e federal, respondem pela fiscalização do Sistema e pela orientação e licenciamento das unidades de recebimento, além do apoio às ações educativas.
“O sistema funciona bem porque todos os elos da cadeia produtiva, agricultores, fabricantes e canais de distribuição, estão envolvidos e comprometidos com suas responsabilidades. Temos os mesmos objetivos”, afirma Macul.
A partir de 2002, quando o Sistema Campo Limpo entrou em funcionamento, a maior parte das embalagens passou a ter destinação correta. “Até então a legislação permitia que as embalagens pudessem ser enterradas, desde que em locais altos e longe de rios. Até nas embalagens dos produtos havia essa recomendação”, explica Oliveira. No entanto, a Lei nº 9.974/2000 exigiu que cada um dos agentes atuantes na produção agrícola do Brasil cumprisse um papel específico no processo de recolhimento e destinação final das embalagens vazias de defensivos agrícolas.
Podem ser encaminhadas para reciclagem 95% das embalagens colocadas no mercado, desde que tenham sido corretamente lavadas no momento de uso do produto no campo. As embalagens não laváveis (cerca de 5% do total) e aquelas que não foram devidamente lavadas pelos agricultores são encaminhadas a incineradores credenciados. “Temos 11 recicladores parceiros que transformam as embalagens em vários produtos como caixa de bateria para automóvel, conduite e tampa das caixas de óleo de lubrificante. Toda renda da venda das embalagens é revertida para os nossos projetos”, explica Macul.
“Nosso desafio é manter o trabalho constante e aprimorar nossas tarefas do dia a dia para melhorar o sistema”, explica Oliveira.
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ANDAV 2016: Inteligência Territorial Estratégica possibilita desenvolvimento da agropecuária no Brasil
A Inteligência Territorial Estratégica (ITE) tem sido uma ferramenta importante no planejamento da pesquisa agropecuária no Brasil. Com ela, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) desenvolve produtos estratégicos que são utilizados por parceiros para o entendimento e o desenvolvimento de territórios no país, possibilitando, inclusive, a identificação de áreas mais suscetíveis a pragas.
A ITE pode ser entendida, segundo a Embrapa, como um conjunto de ferramentas e métodos aplicados para a compreensão de um território em sua totalidade, através da integração de informações provenientes de diferentes bancos de dados. Essas informações integradas servirão para apoiar tomadas de decisão para o desenvolvimento territorial.
Os Sistemas de Inteligência Territorial Estratégicas (SITEs), desenvolvidos pela Embrapa Monitoramento por Satélite, por meio do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite), utilizam a ITE para o desenvolvimento de estudos e outros produtos. Esses sistemas integram, e não apenas reúnem ou sobrepõem, informações de um território relativas aos quadros agrário, agrícola, natural, socioeconômico e de infraestrutura.
“
Temos como foco a pesquisa e o desenvolvimento básico, mas sempre desejamos que isso reflita em soluções para a sociedade. Essa é a nossa visão e compromisso”, disse o Chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Luiz Moretti, durante o VI Congresso ANDAV nesta terça-feira (16).
Através desse sistema, a Embrapa verificou, por exemplo, que a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) tem 73,2 milhões de hectares e 20% dessas áreas são atribuídas como reserva legal. “O Brasil tem cerca de 60% de todo seu território brasileiro protegido, não há no mundo nenhum outro país que tenha mais de 10% de área de reserva”, disse Moretti.
Utilizando o sistema de Inteligência Territorial é possível, inclusive, identificar quais áreas do país são suscetíveis a pragas e por onde é mais fácil sua disseminação. Por exemplo, rodovias federais e estaduais. Atualmente, a região Norte é a principal porta de entrada das pragas quarentenárias no Brasil, e Roraima é o estado que apresenta maior número de registros. Um dos motivos da alta incidência desses organismos está no aumento do fluxo de mercadorias e pessoas circulando pelas fronteiras estaduais e internacionais dos estados da região Norte.
Serviço:
VI Congresso ANDAV – Fórum & Exposição
Data: 15 a 17 de agosto de 2016.
Local: Transamérica Expo Center
Endereço: Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo (SP)
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Agronegócio recupera otimismo em relação à economia
Confiança do setor agropecuário retoma patamares históricos, afirma a Fiesp (Foto: Thinkstock)
O agronegócio brasileiro retomou o otimismo neste segundo trimestre de 2016. O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), passou de 82,6 para 102,1 pontos, na comparação do segundo trimestre como primeiro trimestre de 2016.
Segundo os organizadores da pesquisa, a alta de 19,4 pontos no indicador, “que volta aos maiores patamares da série histórica, iniciada no terceiro trimestre de 2013, foi causada, principalmente, pela combinação entre a melhora na percepção da economia e os bons preços das commodities”.
Eles explicam que de acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados abaixo deste patamar indicam baixo grau de confiança.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que o resultado do último levantamento “é um termômetro de que realmente o Brasil está voltando aos trilhos do crescimento. A retomada da economia pressupõe confiança, credibilidade e equilíbrio”. Ele cita como exemplo o fato de a venda de fertilizantes ter crescido 13% e a de máquinas agrícolas 19%, em relação ao mês anterior.
O estudo mostrou que a confiança dos produtores apresentou alta de 11,6 pontos em relação aos três primeiros meses do ano, fechando o segundo trimestre com 103,5 pontos. “A pontuação acima dos 100 é inédita para este elo da cadeia, ou seja, é a primeira vez em que o otimismo aparece para os produtores agropecuários”, dizem os organizadores.
Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, avalia que a retomada na confiança dos produtores vai além do atual momento de reorganização da economia do país. “Os bons preços das principais commodities agrícolas, que se mantiveram em alta em boa parte do segundo trimestre de 2016, favoreceram o sentimento mais otimista por parte do produtor rural, melhorando também sua percepção em relação aos custos, uma vez que a relação de troca entre os produtos agrícolas e os fertilizantes e defensivos torna-se mais vantajosa”, diz ele.
No caso dos fornecedores de insumos agropecuários (Indústria Antes da Porteira) o índice de confiança cresceu 28,5 pontos, alcançando 101,8 pontos. Os organizadores explicam que a alta se deve a melhorar na relação de troca entre os insumos e os principais produtos agrícolas, como soja e milho, que permite aos fabricantes de adubos e defensivos antecipar as negociações para a próxima safra de verão.
Segundo o estudo, a Indústria Pós Porteira, por sua vez, conseguiu sair da condição pessimista – na qual ficou durante oito trimestres consecutivos – e volta a um nível neutro, com 100,7 pontos. “A alta de 23,7 pontos em relação ao primeiro trimestre de 2016 mostra que a percepção com relação à situação atual melhorou menos do que suas expectativas para o futuro, o que é condizente com a situação desse grupo de indústrias, composto principalmente por fabricantes de alimentos”, dizem os organizadores.

Leia a notícia na íntegra no site Revista Globo Rural
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Banco do Brasil anuncia recorde de crédito ao agronegócio: R$ 184,5 bilhões
O Banco do Brasil anunciou ter alcançado um recorde na Carteira de Crédito ao Agronegócio, ao contratar R$ 184,5 bilhões nos últimos 12 meses. O resultado representa, na visão ampliada, crescimento de 9,6% neste período.
O destaque ficou por conta da linha do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que totalizou R$ 40,5 bilhões. O número significa expansão de 7,5% frente ao segundo trimestre de 2015. Por sua vez, o Programa ABC totalizou R$ 9,5 bilhões e crescimento de 6% no mesmo período.
Apenas na Safra 2015/16 o BB desembolsou R$ 82,4 bilhões em operações de crédito rural, um aumento de 12,4% em relação ao mesmo período da safra 2014/15. “O Banco mantém-se como o principal agente financeiro do agronegócio no país, com 62,0% de participação nos financiamentos destinados ao setor”, anuncia a instituição financeira.
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Produtores investem em segurança com aumento de roubos de café
Só neste ano, foram registrados pelo menos 30 ocorrências no Sul de MG.
Especialistas dizem que preço da saca e falta de segurança são problemas.
O aumento do número de roubos a propriedades rurais no Sul de Minas, principalmente por causa do café, já faz com que os produtores comecem a investir em mais segurança. Alguns produtores já contrataram inclusive segurança armada para vigiar a propriedade à noite. E a ordem é bem clara: se alguém invadir, eles vão atirar.
“Nós avisamos a todos os moradores para a partir das 18h não vir visita, porque o segurança não sabe se é ladrão ou se é visita”, disse o produtor Carlos Alberto Jacob.
Só neste ano, foram registrados pelo menos 30 roubos a fazendas e armazéns de café na região. Em um armazém, de onde os ladrões levaram 187 sacas de café, o proprietário investiu em monitoramento. Os sensores e as câmeras já deram resultado. Os criminosos voltaram, mas desta vez levaram apenas uma moto.
Autoridades de segurança pública e produtores rurais acreditam que alguns fatores têm contribuído para o aumento de ocorrências que envolvem o roubo de sacas de café no Sul de Minas. Segundo eles, o preço da saca, em torno de R$ 500, a facilidade dos criminosos de vender o café roubado e a fragilidade das propriedades contribuem para o aumento de casos.
“O efetivo da polícia não é suficiente para cobrir uma área tão grande, de café. Então eu acho que uma das opções que nós temos que reivindicar do governo estadual é serviço de inteligência. Pegar essas quadrilhas, ver quem está receptando esses cafés, a facilidade com que eles estão saindo com esse produto, acho que o caminho é esse para acabar com essa roubalheira que está nas fazendas”, disse o presidente do Centro de Comércio do Café, Archimedes Coli Neto.
Especialistas analisam motivo do aumento do número de roubos de café (Foto: Reprodução EPTV)
No começo do mês passado, durante a madrugada, 20 homens encapuzados e armados invadiram três propriedades em São Pedro da União (MG). Enquanto um grupo vigiava os reféns, o outro roubava o café. No dia 5 do mês passado, 20 criminosos invadiram uma fazenda em Divisa Nova (MG) e levaram 300 sacas de café, deixando um prejuízo de cerca de R$ 200 mil. A quadrilha rendeu nove moradores, que foram obrigados a transferir o café de bags para sacas menores. A ação durou nove horas.
A Polícia Civil diz que vem investigando os casos e que está em contato com autoridades do Estado de São Paulo para tentar chegar aos criminosos. O delegado regional de Poços de Caldas (MG) diz que essas quadrilhas têm um modo de ação parecido.
“Temos quase certeza que são pessoas talhadas pra esse tipo de função, escolhidas a dedo para essa missão. São quadrilhas que têm um certo conhecimento na logística de café, no manuseio, são especializadas dessa forma, principalmente as quadrilhas de assalto, que rendem uma família inteira, uma casa toda e ainda colocam pessoas para que carreguem a saca de café”, disse o delegado regional Sérgio Elias Dias.
Segundo a polícia, o produtor deve ficar atento ao colocar uma segurança armada na propriedade, já que existe uma legislação específica para ser seguida e que o uso de armas sem autorização de porte é crime.
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O agronegócio carrega o Brasil nas costas”, afirmam lideranças no Congresso Abag
De São Paulo – Viviane Petroli
Foto: Viviane Petroli/Agro Olhar
“O agronegócio andou para a direção do Sol, enquanto os demais setores caíram diante a situação do Brasil. A colocação é do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luis Carlos Carvalho, na abertura do 15º Congresso Abag. Para líderes do setor do agronegócio o Brasil é maior que a crise.
O 15º Congresso da Abag debate neste ano “Liderança e Protagonismo” e, segundo Luis Carlos Carvalho, é preciso que o setor mostre seu protagonismo. “Hoje, somos o segundo maior exportador e deveremos ser o primeiro nos próximos anos, como aponta a FAO. Porém, não é só exportar. É preciso ter voz mais ativa perante a política também”.
Carvalho destacou ainda que os líderes são as chaves mestras para instigar o desenvolvimento. “O Brasil caminha para o seu protagonismo. É o agronegócio que faz o país andar”.
Há um ano o Brasil vivia uma situação delicada e de indecisões. Hoje, conforme o secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, pautas ligadas ao setor produtivo começam a entrar em discussão. “O setor está pronto pa ter liderança e fazer seu protagonismo. Os acordos que estamos vendo no Ministério da Agricultura, com o ministro Blairo Maggi, mostra que o Brasil está andando”.
Importância mostrada
Na opinião do deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Marcos Montes, o setor está começando a mostrar ao Brasil o que é o agronegócio e a sua importância. “A gente sente no presidente em exercício Michel Temer, ele ele dá sinais claros, que vê o agronegócio como saída para o Brasil”.
Expemplo de liderança
Um exemplo de liderança na visão da senadora do Rio Grande do Sul Ana Amélia Lemos (PP), e que deveria ser seguido, é o do ministro da Agricultura Blairo Maggi. O Maggi está tendo comprometimento. O que ele não entende, ele vai e busca conhecimento. Pela primeira vez um ministro da Agricultura visitou uma lavoura de fumo no Rio Grande do Sul e viu a importância do setor para a econômica de um Estado. Isso mostra liderança. O Brasil é maior que a crise. O agronegócio é protagonista. O agronegócio carrega o Brasil nas costas”.
Fonte: Olhar Direto
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Clima prejudica produção de café em Minas Gerais, aponta Climatempo
Baixas temperaturas e geadas foram responsáveis por destruição em diversas lavouras do estado
No final de julho, os produtores de café de Minas Gerais foram surpreendidos pelas condições do tempo na região. A passagem de uma forte massa polar sobre o sul do estado provocou destruição em lavouras de algumas cidades, com um prejuízo que já deve ser sentido na próxima safra.
Segundo Josélia Pegorim, meteorologista da Climatempo, em Junho choveu aproximadamente 100 milímetros o que colaborou para os trabalhos dentro dos cafezais. Porém, em Julho, não houve registro de chuva e a forte massa polar que passou com força sobre a região derrubou a temperatura. A ocorrência de geada prejudicou os cafezais. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no dia 08 de julho, a temperatura chegou a 2,1°C em São Sebastião do Paraíso. Já, no dia 18 de julho o termômetro registrou 0,2°C e no dia 19 fez 4,4°C, de acordo com o órgão. Nesses três dias houve ocorrência de geada em São Sebastião do Paraíso, no sul de Minas.
Os produtores e técnicos das regiões afetadas perceberam o problema de perto. José Rogério Lara, coordenador regional da EMATER em Alfenas, conta que tiveram um ano com bons resultados, mas o clima causou alguns transtornos. “Teve uma queda muito grande na produção de café, de 20% a 30%, dependendo do munícipio”, afirma.
Lara explica que a qualidade do café deve ser a preocupação para a próxima safra e agora os produtores precisam continuar com o manejo da cultura para evitar mais problemas. Para o cultivo do grão, o clima mais ameno é ideal. “O tipo arábica não suporta geadas ou muito calor”.
Em agosto, a situação também deve preocupar. A meteorologista da Climatempo conta que até o dia 9 de agosto as temperaturas ficam relativamente altas, mas ainda há frio previsto para o mês. “A partir do dia 11 até o dia 15, uma massa de ar polar vai chegar à região e promete derrubar a temperatura no sul de Minas”. Como não é possível descartar o registro de geadas, os produtores precisam ficar atentos.
Fonte: Climatempo
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Brasileiros apostam no milho; área de soja deve crescer menos
O apetite insaciável do Brasil pelo cultivo de soja dá indícios de arrefecimento, resultado da conversão de algumas áreas para o milho na próxima safra de verão 2016/2017. Previsões de consultorias especializadas apontam crescimento para as duas principais culturas brasileiras, mas a expansão da oleaginosa será modesta, enquanto o milho deve aumentar significativamente.
A AGR Brasil, uma consultoria baseada em Chicago (EUA), prevê um crescimento da superfície de soja na casa dos 2%, o que seria o menor número em 10 anos, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Já para o milho, a área brasileira cresceria em mais de um milhão de hectares na safra de verão.
A grande questão é: por que isso aconteceria em um momento em que se prevê uma baixa dos preços de milho? A ideia de que uma boa safra pode ser repetida é sempre a questão chave para as decisões dos produtores brasileiros, e a temporada 2015/2016 trouxe excelentes resultados para a cultura do milho, com forte demanda interna e externa, apesar das previsões negativas para preços futuros.
“A previsão da AGR é equilibrada. Pode-de dizer que na cabeça dos produtores está sempre a safra anterior. Haverá uma expansão da soja e o milho ainda é atraente”, opinou o analista Frederico Schmidt, da Priore Investimentos, em reportagem doPortal Agriculture.com. Para ele, é improvável que o milho substitua muitas áreas de soja. No entanto, se o preço permanecer atrativo até o fim da colheita de verão, pode também haver um forte safra de inverno no Centro-Oeste, em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins.
Uma estimativa da consultoria de Curitiba AgRural diz que a superfície de soja cresceria apenas 1%. Enquanto isso, o milho tomaria conta de áreas antes ocupadas por pastagem, feijão e, muito limitadamente, de soja nos três estados do sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Uma visão semelhante tem a AGR Brasil, que prevê que o milho se expandiria muito no Paraná e no Rio Grande do Sul, onde o grão pode ser plantado apenas no verão e há uma grande predominância da soja.
O RS é o terceiro maior produtor de soja do Brasil, mas não tem sido autossuficiente na produção do milho, que possui grande demanda da suinocultura e avicultura. Para a próxima safra, muitos produtores já admitem mudar de ideia e migrar para o milho, apesar das dificuldades climáticas.
Há indícios de que essa temporada seria muito arriscada em função da previsão de ocorrência do fenômeno La Niña. “Há muitos riscos relacionados ao La Niña. Há uma tendência de chuvas abaixo da média histórica e a produtividade de ser reduzida”, afirma o diretor técnico da Emater/RS Lino Moura.
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Café: Especialista em clima prevê chuvas abaixo do normal para o mês de setembro
A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, a Cooxupé, recebeu no dia 1º de agosto o professor doutor Pedro Leite da Silva Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, para a realização de uma palestra. O clima foi o principal tema do encontro, onde o especialista falou sobre o fenômeno La Niña e o que pode acontecer nos próximos meses do ano.
Segundo Dias, com o aparecimento do La Niña no mês de maio, situação em que a temperatura do oceano Pacífico na região do Equador e Peru ficou fria e abaixo do normal, o mês de setembro deste ano pode ser impactado com períodos de chuvas abaixo do normal. Ele afirma existir três fatores que evidenciam este fato e que estão interligados entre si. O primeiro deles é que os centros mundiais especializados em clima, ao fazerem as avaliações para este ano, indicam que haverá chuvas abaixo do normal para os trimestres agosto-setembro-outubro e setembro-outubro-novembro. O segundo fator é que as chuvas na região sudeste do país sofrem um controle em escala intrasazonal, ou seja, períodos de 30 a 40 dias intercalados por períodos secos e chuvosos. “Analisando o último ciclo com um período chuvoso no final de maio/começo de junho e depois a entrada de uma frente fria perto do dia 18 de julho podemos prever uma situação desfavorável para a formação de novas frentes frias no período de setembro”, explica Dias. Ele ressalta que apesar de se tratar de uma previsão, esta regularidade intrasazonal deve manter a previsão.
O terceiro e último fator, segundo ele, está relacionado com a temperatura nos oceanos e a ocorrência do La Ninã no oceano Pacífico. “Se houver a presença de anomalias de temperatura quente no Oceano Atlântico Equatorial, na faixa entre o continente Africano e a América do Sul, e anomalias de temperatura fria na costa da África que está para o Oceano Índico, é possível que o período de chuva nos continentes se atrase e não ocorra em setembro. Hoje, se tirarmos uma fotografia e analisarmos as anomalias, percebemos que todos estes episódios estão acontecendo. Isso evidencia muito mais a previsão de que o mês de setembro será seco e com chuvas abaixo do normal”, avalia o especialista.
Dias ainda alertou para o chamado “início falso” do período de chuvas, que pode acontecer no final do mês de agosto e começo de setembro, assim como ocorreu no ano de 2015, o que pode trazer “falsas esperanças”. “Os cafeicultores devem ficar em alerta e usar de outros meios para garantir a produção saudável da lavoura. Uma boa dica é usar massa seca perto dos pés de café, assim evitando a evapotranspiração que pode ocorrer em um processo mais acelerado devido às altas temperaturas depois desse pequeno período de chuva”, completa.
Pedro Dias também adiantou duas previsões para 2017. O inverno deve ser mais frio do que a média esperada e no próximo verão – entre dezembro e março – a probabilidade de chuvas extremas ao final do dia deve ser menor.