
Café: Com a chegada das chuvas do Verão, esse é o momento de recuperação nutricional das plantas
No próximo dia 21 de dezembro acontecerá, às 12h59 (horário de Brasília), o Solstício de Verão do Hemisfério Sul, dando início à estação do Verão que deverá estender-se por 88 dias 23 horas e 34 minutos.
O Verão
O verão, astronomicamente falando, tem início com o solstício, que é o momento em que o a Terra alcança a inclinação máxima em relação ao sol sobre o Trópico de Capricórnio no hemisfério sul. Nesse dia os raios solares incidem perpendicularmente na latitude de 23 graus e 27 minutos. No Brasil ocorre o dia mais longo e a noite mais curta do ano, o que é mais visivelmente percebido quanto mais próximo se está do extremo sul do país.
O verão, meteorologicamente falando, pode ser considerado iniciado no dia primeiro de dezembro e com término previsto para o último dia de fevereiro. De modo semelhante as demais estações começam, do ponto de vista meteorológico, no primeiro dia dos meses em que ocorrem os equinócios e solstícios. Devido ao calor, que é característica mais marcante dessa estação, ocorre maior evaporação a partir da superfície terrestre e, portanto, maiores ocorrências de chuvas em forma de pancadas, que são aquelas chuvas rápidas com grande volume de água e quase sempre acompanhadas de muito vento, raios e trovões.
O fenômeno ENOS
As anomalias dos ventos convergentes de leste sobre o Pacífico equatorial-central devem permanecer mais fortes que o normal durante o verão. Esse fato, em associação com as atuais temperaturas da superfície do oceano Pacífico, mais elevadas na porção Oeste e mais frias na porção Leste, devem assegurar a presença do La Niña até o final do verão sendo provável que, no final do outono, o atual La Niña se dissipe.
O final da primavera
Nos últimos 30 dias na região Sul do Brasil as chuvas ficaram abaixo do esperado para o período, tendo o volume acumulado variado entre 10 e 50mm aproximadamente. Em São Paulo o volume acumulado de chuvas chegou até 100 mm em algumas localidades. Já nas mesorregiões Central de Minas e Metropolitana de Belo Horizonte o volume de chuvas chegou alcançar 350 mm. Apesar de todo o volume ocorrido no último mês alguma regiões ainda se encontam com solos com volume de água abaixo do desejado (Figura 1).
No Sul/Sudoeste de Minas a umidade do solo atualmente varia desde 20%, na região de Pouso Alegre, até 50% em Passos. Na Zona da Mata varia desde valores abaixo de 10% em Muriaé, até 70% em Cataguases; e desde 70% em Coromandel, até 10 em Comendador Gomes no Triângulo Mineiro.
As chuvas e as temperaturas nos próximos três meses
Em janeiro há probabilidade de que o volume de chuvas ocorra acima da média nas mesorregiões do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e na porção mais a oeste do Triângulo Mineiro.
Em fevereiro as chuvas poderão ocorrer dentro da normalidade ou pouco abaixo da média do período na mesorregião do Noroeste, no Norte de Minas e Rio Doce, nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, e na porção mais ao norte da Zona da Mata mineira. No Sul de Minas e no Campo das Vertentes há probabilidade de que as chuvas ocorram acima da média, assim como também em todo o estado de São Paulo.
No mês de março o volume de chuvas poderá ocorrer abaixo da média nas mesorregiões do Norte de Minas e Metropolitana de Belo Horizonte.
Já nas próximas semanas as chuvas deverão continuar concentradas na região central do Brasil.
Com relação às temperaturas, nos próximos meses é esperado que na região Sudeste do Brasil ocorram dentro da média do verão.
Café
Com a proximidade do início do verão, devido ao calor, maiores ocorrências de chuvas, em forma de pancadas, nas principais regiões produtoras de café, vêm recuperando o vigor vegetativo dos cafezais.
Os produtores já iniciaram os tratos culturais para a recuperação do estado nutricional das plantas fazendo adubações e pulverizações para repor os nutrientes removidos pelo período anterior de seca severa. Apesar dos altos preços dos insumos agrícolas, tal fato não deve impedir que os produtores realizem os tratos culturais. Todavia, devem ter mais critérios e realizar os tratos partindo dos resultados de análises de solos, que devem ser realizadas após a colheita; e a análise das folhas, que deverá ser realizada no mês de dezembro, quando os frutos estiverem no estádio de chumbinho. Além dessas, devem também ser avaliadas as flutuações populacionais de pragas e doenças, além de um bom manejo das plantas espontâneas.
Associado ao bom volume de chuvas da próxima estação é recomendado que os produtores aproveitem este final de ano para recuperar o estado nutricional de suas lavouras, realizando pelo menos duas adubações e pulverizações neste período, além de outros tratos culturais.
Na eventualidade da realização de novos plantios, após 30 dias deve ser feita, com base no resultado da análise de solos, a primeira adubação de cobertura com nitrogênio e potássio, e que deve ser repetida de 45 em 45 dias até o final do período das águas. Nas lavouras adultas, a dose de adubo anual recomendada, com base nas análises, deve ser distribuída durante todo o período das águas; entretanto, o ideal é que dois terços dessa dose sejam aplicadas até o final de dezembro.
Com relação à nutrição foliar, quando a planta se encontra no estádio de chumbinho, em dezembro é o período ideal para realizar a amostragem de folhas para análise vegetal. A parte que servirá como amostra da planta deve ser colhida no terceiro e, ou, no quarto pares de folhas, a partir do ápice de ramos produtivos, na altura média da planta. Recomenda-se a coleta de quatro folhas por planta em ambos os lados da planta, totalizando 100 folhas para cada talhão. A partir da análise foliar, o produtor poderá realizar a nutrição de modo mais equilibrado e aumentar a resistência das plantas ao ataque de pragas e doenças e, consequentemente, aumentar também a produtividade.
Como em dezembro ocorre o início de crescimento da curva populacional da ferrugem, o produtor deve coletar amostras foliares para verificar o nível de dano da doença nas suas lavouras.
Para a ocorrência da broca é também necessário fazer a coleta de amostra dos frutos para verificar o nível de dano da praga e, caso seja necessário, o controle deve ser feito aproximadamente 90 dias após a maior florada, que normalmente coincide com o mês de dezembro.
Ressalta-se que alguns cafeicultores já vêm adotando a chamada “agricultura regenerativa” que pode ser classificada como um conjunto de práticas de planejamento a longo prazo que propõe recuperar o ecossistema no qual se encontram as lavouras. Essas práticas têm sido adotadas para o controle de pragas com base na redução do uso de defensivos e preservação do meio ambiente.
O controle de plantas espontâneas neste período também é importante para reduzir a competição destas com as plantas de café. O método de controle que mais aumenta a matéria orgânica dos solos é a realização da roçada com roçadeiras manuais, cujo rendimento de trabalho é muito eficiente.
Nas lavouras que foram podadas o produtor deve ficar atento às desbrotas, e principalmente ao excesso de ramos ladrões na parte de baixo do ramo ortotrópico. Destaca-se que as lavouras que foram podadas normalmente apresentam deficiência generalizada de Zinco e Boro, e devem ser corrigidas por meio das pulverizações.
No período de chuvas mais fortes e concentradas, nas propriedades que possuem controle de erosão, deverá ser realizada a limpeza dos terraços e das caixas de contenção de águas. É importante ressaltar que é fundamental, para a conservação das estradas, a recuperação dos quebra-molas que direcionam as águas para dentro das caixas de contenção.
Prognóstico
As análises e prognósticos climáticos aqui apresentados foram elaborados com base nas estatísticas e nos históricos da ocorrência de fenômenos climáticos globais, principalmente daqueles atuantes na América do Sul. Considerou-se, também, as informações disponibilizadas livremente pelo NOAA; pelo Instituto Internacional de Pesquisas sobre Clima e Sociedade — IRI; pelo Met Office Hadley Centre; pelo Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo — ECMWF; pelo Boletim Climático da Amazônia elaborado pela Divisão de Meteorologia (Divmet) do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e com base nos dados climáticos disponibilizados pelo INMET. (5º Disme) / CPTEC-Inpe.
O prognóstico climático faz referência a fenômenos da natureza que apresentam características caóticas e são passíveis de mudanças drásticas. Desta forma, a EPAMIG e a Embrapa Café não se responsabilizam por qualquer dano ou prejuízo que o leitor possa sofrer, ou vir a causar a terceiros, pelo uso indevido das informações contidas no texto. Portanto, é de total responsabilidade do leitor o uso das informações aqui disponibilizadas.
*Williams Ferreira é pesquisador da Embrapa Café/EPAMIG Sudeste na área de Agrometeorologia e Climatologia, atua principalmente em pesquisas voltadas para o tema Mudanças Climáticas Globais e cafeicultura. – williams.ferreira@embrapa.br
Por: Williams ferreira e Marcelo Ribeiro
Fonte: Epamig

Mais chuva: Inmet emite alerta vermelho para chuvas fortes em Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia
Também continua chovendo no Centro-Oeste e Matopiba; Centro-Sul do Brasil continua com tempo muito seco
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho, de grande perigo, para chuvas válido nas próximas 24 horas em áreas de Minas Gerais, norte do Espírito Santo e sul da Bahia. Desde ontem chove de muito nessas áreas, atingindo parte da produção do conilon e bloqueando estradas.
“Chuva superior a 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, ventos superiores a 100 km/h. Grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, de queda de árvores, descargas elétricas, alagamentos, enxurradas e grandes transtornos no transporte rodoviário”, afirma o comunicado do Inmet.
Segundo Naiane Araújo, meteorologista do Inmet, as chuvas continuam sendo influenciadas pela Zona de convergência do Atlântico Sul (ZCAS), em atuação na área desde o começo desta semana. “A situação é bem complicada e vai continuar ao longo do dia. O dia será de tempo fechado, com chuva a qualquer momento e podendo chegar em forma de pancada”, comenta a especialista.
Veja as áreas em estado de alerta vermelho:
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Fonte: Inmet
Dados coletados nas estações meteorológicas do Inmet mostrava, por volta das 10h30 (horário de Brasília), acumulados de chuva chegando a 100mm, registrados entre a madrugada e primeiras horas da manhã desta quarta-feira (8), mas de acordo com produtores rurais os volumes registrados entre ontem e hoje já chegam a 300mm.
O modelo Cosmo do Inmet prevê que até o próximo sábado, dia 11, o cenário continuará sendo de bastante chuva nessas áreas. Durante os próximos três dias, a previsão de precipitação é de chuva entre 30mm e 40mm para cada dia no norte de Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia. Além dessas áreas, para as próximas 24 horas, o Inmet mantém a condição de chuva no centro-norte do Mato Grosso, norte de Goiás, Tocantins, Maranhão e Piauí. Todas essas áreas têm previsão de precipitação entre 20mm e 40mm no período.
No centro-sul do Brasil, o cenário continua sendo de tempo muito seco e temperaturas elevadas. Segundo Naiane, Mato Grosso do Sul e os estados da região Sul, além das temperaturas acima dos 30 graus, também ficam em estado de alerta para baixa umidade relativa do ar que pode atingir níveis críticos nas horas mais quentes do dia.
Veja a previsão de precipitação nas próximas 93 horas:

Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

Inmet: Semana deve concentrar chuvas entre o Sudeste o Centro-Oeste do Brasil
A semana começa com chuvas espalhadas por quase todo Brasil nesta segunda-feira (28). O modelo Cosmo, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), sinaliza alguns volumes de até 16 mm no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Partes do Goiás, Tocantins e Maranhão também deverão receber algumas precipitações, bem como São Paulo e extremo norte do Rio Grande do Sul.
Já os estados de Minas Gerais e Bahia deverão continuar registrando tempo seco, com exceção do extremo sul e sudoeste mineiro, onde são esperados alguns pequenos volumes de até 5 mm.
Para São Paulo, segundo a Climatempo, são esperados mais temporais nesta última semana de 2020. “O tempo quente e úmido e a presença de um cavado nos níveis médios da atmosfera irá favorecer a formação frequente de áreas de instabilidade sobre o estado de São Paulo”, explica os meteorologistas.
“Até o fim do ano, a Climatempo alerta para a ocorrência de fortes pancadas de chuva, que acumulam volumes elevados em curto período, raios, granizo e fortes rajadas de vento. A ocorrência de tempo severo pode ocasionar em alagamentos/enchentes, deslizamentos de terra, destelhamento de imóveis e queda de árvores e postes”, completam.
Dessa forma, se esperam temporais que podem acontecer a qualquer hora do dia entre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil. Do mesmo modo, ainda segundo a Climatempo, as temperaturas seguem bastante elevadas em todo país.

Fonte: Inmet
E estas condições, também como mostra o Cosmo, deverão se manter até o final do ano, com as chuvas podendo se intensificar um pouco mais no Paraná, parte de Mato Grosso e leste de Goiás.
Nas últimas 96 horas, segundo apuração do Commodity Weather Group, cerca de 50% a 60% das áreas produtoras de soja e milho do Brasil receberam chuvas de volumes entre 12,8 e 44,8 mm, pontualmente, os volumes chegaram a 121 mm. Para as áreas de café e cana-de-açúcar, a cobertura ficou em, respectivamente, 65% e 70%, com volumes de 12,8 e 83,2 mm.
O mapa a seguir ilustra como foram as precipitações neste período:

Nas previsões do instituto internacional de meteorologia, como mostram os mapas abaixo, as chuvas entre hoje e o dia 1º de janeiro (figura 1) deverão ficar abaixo da média ainda no Mato Grosso, norte de Mato Grosso do Sul, sul do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Goiás e quase todo Matopiba.
Na sequência, voltam à normalidade entre 2 e 6 de janeiro (figura 2), à exceção da região sul e do leste da Bahia. Já entre os dias 7 e 11, permanecem as precipitações abaixo do normal para o período no estado gaúcho e na Bahia.

Fonte: CWG
Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

O clima no Brasil vai de chuvas torrenciais no Sudeste e Centro-Oeste à estiagem na produção no Rio Grande do Sul
RS terá mais uma semana seca, enquanto chuvas volumosas se concentram nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do país

As previsões continuam indicando muita chuva para o Centro-Leste do país e volumes expressivos continuam sendo aguardados para as próximas 24 horas em todo o estado de São Paulo, com destaque para a grande capital onde já foi mais do que esperado para todo o mês de fevereiro. Já na região sul do país o cenário é completamente diferente e a irregularidade das chuvas prejudicam as lavouras em desenvolvimento, apontando uma quebra de produtividade significativa na produção de soja de todo o estado.
De acordo com Naiane Araújo, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas acontecem devida à passagem de uma frente fria pelo Litoral Paulista. O Inmet emitiu um alerta vermelho para Capital e alerta laranja para as demais regiões do estado.
O modelo Cosmo do Inmet indica precipitação entre 30 e 40 milímetros no Centro-Sul do estado, podendo a chegar a 60 milímetros em algumas regiões, porém pancadas de chuvas atingem toda a grande São Paulo desde o início da noite de domingo (9), em volumes maiores. Segundo a meteorologista, desde o final da noite de domingo e início da manhã desta segunda, estações meteorológicas do Inmet em Mirante de Santana/SP já registravam 114 mm – o número representa o segundo maior acumulado para o mês de fevereiro já registrado pelo Inmet.
Sul continua sem chuvas
Um sistema de alta pressão em atuação na atmosfera está impedindo que novas chuvas possam chegar até o Rio Grande do Sul. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão não indica chuvas para a região até, pelo menos, o próximo final de semana. Ainda assim, a frente fria prevista para toda a região sul do país a partir do dia 15 deve acontecer de maneira muita rápida e sem volumes expressivos de chuvas.
A irregularidade das chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o início de janeiro ainda gera preocupação para o produtor de soja do estado gaúcho. O cenário é crítico porque a soja plantada no início do mês de outubro sofreu com as altas temperaturas e falta de água no solo, tendo uma quebra de produtividade para essa cultivar já calculada em aproximadamente 20%.
De acordo com Alencar, os dados ainda não foram divulgados mas já se fala em um déficit hídrico parecido com os problemas que o produtor enfrentou nos anos de 2004/2005 e 2011/2012 nas culturas de Verão.
A situação é preocupante, porque segundo Alencar, apesar das chuvas deste final de semana em algumas regiões do estado. “É preciso de muito mais, e que sejam em bons volumes e bem distribuídas”, diz ele.
Veja a previsão de precipitação para as próximas 93 horas em todo o Brasil:

Fonte: Inmet
São Paulo tem segundo maior volume de chuva para o mês de fevereiro
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou hoje (10) 114 milímetros de precipitação na estação do Mirante de Santana, zona norte da capital paulista. É o segundo maior volume de chuva em São Paulo para um mês de fevereiro, em 24 horas, em 77 anos. O dado é do Instituto Nacional de Meteorologia e se refere a medição feita no Mirante de Santana. Diante dos transtornos causados pela forte chuva, a Defesa Civil recomendou que os paulistanos fiquem em casa.
Na capital paulista, a chuva mais forte começou no final da tarde do domingo (9) e permanece firme nesta segunda-feira. Considerando todos os meses do ano, este foi o oitavo maior acumulado em 24 horas de toda a história de medições do Inmet.
Na Grande São Paulo, foram registrados em Barueri 145,8 milímetros, maior volume de chuva desde 2013.
Previsão do tempo para S. Paulo
De acordo com o CGE, a previsão é que a chuva continue ao longo de todo o dia e, no final da manhã, já atinja o nível moderado. A temperatura pode variar entre 18º e 22ºC.
Confira abaixo os principais pontos de alagamento listados pelo CGE na tarde desta segunda-feira:
As 16h40, a cidade de São Paulo apresenta 79 pontos de alagamentos; São 23 transitáveis e 56 intransitáveis
Ainda não há como calcular prejuízos comércio em SP por chuvas
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ainda vai fazer as contas dos prejuízos que as fortes chuvas que pararam a capital paulista causam ao comércio da região metropolitana. “Os prejuízos no comércio ainda não podem ser calculados, pois as ocorrências são recentes”, afirma em nota à imprensa na tarde desta segunda-feira, 10.O economista da ACSP, Marcelo Solimeo, observa que as fortes chuvas trouxeram diversos danos para a capital e, especificamente, para o comércio: as compras por impulso “praticamente desaparecem” nesta segunda-feira, pois as pessoas só saem de casa para compras urgentes. Para ele, entre os mais afetados está o segmento de bares e restaurantes, que “fica bastante comprometido” numa situação como a de hoje.
Além do prejuízo da queda nas vendas, Solimeo ressalta que os comerciantes podem ter que contabilizar danos físicos nos estabelecimentos, pois muitos estão em regiões alagadas. “Vão ter que colocar na conta um dia perdido dentro de um mês que já é curto e que ainda conta com o feriado de Carnaval.”
Nível do Rio Pinheiros é o maior dos últimos 15 anos
A cidade de São Paulo registrou, por volta das 11h da manhã de hoje (10), 62 pontos de alagamento, sendo 13 deles na Marginal Tietê e sete na região da Marginal Pinheiros. A previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) é que a chuva intensa continue até o fim da tarde. As chuvas fizeram o Tribunal de Justiça do estado suspender o expediente desta segunda-feira e o Rio Pinheiros atingir o maior nível dos últimos 15 anos.
O Corpo de Bombeiros registrou 36 desabamentos e 320 pontos de enchente no município. Os principais rios da capital paulista transbordaram. O Pinheiros segue alagando a Marginal Pinheiros na altura da Ponte Cidade Universitária e da Ponte do Jaguaré. O ponto mais crítico do Rio Tietê é próximo à Ponte do Piqueri. Os córregos que ainda registram transbordamento são: Córrego Tremembé, Córrego Ipiranga, Córrego Pirajuçara e Córrego Perus.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o Rodízio Municipal de Veículos para carros e caminhões, durante o dia todo. A Linhas 9 Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) opera parcialmente, devido ao alagamento nos trilhos.
Suspensão de expediente
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) suspendeu o expediente hoje em todas as unidades judiciais e administrativas das comarcas da Capital, Barueri, Botucatu, Cubatão, Franco da Rocha, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Jandira e Osasco.
“A medida é necessária em razão do caos que chuvas intensas e alagamentos estão causando nas cidades. A Presidência do TJSP também informa que, aos funcionários que chegarem a suas unidades até as 11 horas e quiserem, espontaneamente, permanecer até 17 horas, quando todos serão dispensados, serão concedidas horas credoras”, informa a nota.
A Polícia Federal também cancelou o atendimento ao público na Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo. “Os requerentes de passaporte e estrangeiros com agendamento programado para a data de hoje poderão retornar até o dia 28 de fevereiro, sem necessidade de reagendar o seu atendimento.”
S. Paulo deve esperar mais chuva, aponta meteorologia
Áreas de instabilidade permanecem sobre o Estado de São Paulo e provocam mais chuva, de moderada a forte intensidade, no decorrer desta segunda-feira, 10, e também nos próximos dias. Segundo o Governo do Estado, a forte chuva que caiu em alguns pontos da capital atingiu 100 milímetros em três horas – praticamente a metade da média prevista para todo o mês de fevereiro.
Segundo a meteorologista da Climatempo, Ana Clara Marques, a frente fria que se formou no sul da América do Sul e subiu para costa paulista, segue em direção ao Rio de Janeiro podendo chegar ao Espírito Santo entre terça e quarta-feira, 12. “A chuva pode voltar forte várias vezes ao longo desta segunda-feira e também nesta terça-feira. A partir de quarta-feira diminui a intensidade mas ainda tem previsão de chuva forte para São Paulo”, disse Ana Clara.

Clima: Centro-Sul do país tem alerta para temporais neste sábado
Chuva forte é esperada no Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, norte do Paraná, São Paulo, sul de Minas Gerais e sul do Espírito Santo, além de área entre Pará e Mato Grosso.

Dezembro vai começar com chuvas mais volumosas
A previsão do tempo indica que dezembro vai começar com chuvas em grande parte das regiões produtoras do Brasil. De acordo com as informações divulgadas pela Climatempo, para os produtores que sofreram com a ausência das chuvas no final do inverno e inicio da primavera o cenário mudou. A safra 2017/2018 apresenta melhora significativa no desenvolvimento das lavouras devid a ocorrência de chuvas mais frequentes com intervalos para o plantio das regiões que ainda ficaram faltando ou até mesmo para o milho em algumas regiões.
A previsão divulgada pela Climatempo indica para os próximos dias a passagem de uma frente fria junto à costa Sudeste do Brasil vem garantindo a formação de um corredor de umidade por toda a faixa central e até o Sudeste do Brasil. A previsão é que as chuvas ocorram nos próximos dias de forma mais irregular, mas garante umidade no solo para todas as regiões produtoras do oeste da Bahia e no Tocantins.
A partir do dia 1° de dezembro, segundo a previsão do tempo, as chuvas vão ser mais volumosas e vão se concentrar nas regiões produtoras do Espírito Santo, Minas Gerais e sul da Bahia. Para grande parte das regiões produtoras de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul a previsão também é de chuvas volumosas a partir do dia primeiro, informou a Climatempo em comunicado.

Previsão do tempo é aliada do produtor rural
A previsão do tempo e uma estação meteorológica no campo ou na propriedade rural são as melhores ferramentas para ajudar o produtor brasileiro na tomada de decisão.Com a estação é possível monitorar com maior precisão o que está acontecendo com as condições climáticas na propriedade e saber se há alguma intempérie que possa causar algum prejuízo à produtividade.
Com o auxílio da previsão meteorológica é possível tomar as devidas decisões em relação a melhor época para plantio, aplicação de insumos agrícolas e colheita e até mesmo saber o melhor momento de se comercializar a produção. Pois, com uma previsão meteorológica e climática boa é possível saber se a produção tanto no Brasil quanto nos principais países produtores terá alguma quebra ou super safra, na qual impacta diretamente nos preços da commodity.
Reduzir custo, aumentar a produtividade e a qualidade do grão é o desejo número 1 entre todos os sojicultores. Mas a dúvida é como aperfeiçoar os recursos e melhorar os ganhos.
Existem inúmeras maneiras de conseguir otimizar os custos, aumentar a produtividade e a rentabilidade. O primeiro deles é investir no solo, fazer as correções e adubações necessárias, para que a área tenha um bom perfil , no qual as plantas possam ter um bom crescimento de raízes, nutrição adequada, um bom armazenamento hídrico o que irá proporcionar excelentes condições para as plantas expressarem sua máxima capacidade produtiva.
Em segundo, é estar de olho e conhecer um pouco mais sobre as condições climáticas na propriedade e região, para que possa tomar as decisões mais assertivas.
Um bom exemplo sobre a importância de se conhecer melhor as condições climáticas da região é a avaliar o desenvolvimento da ferrugem asiática na cultura da soja. O clima ideal para que o esporo da ferrugem asiática se desenvolva é ter um período de molhamento da folha de no mínimo 4 horas, principalmente no período da madrugada e noite quando as temperaturas estão mais frescas, pois a temperatura ideal para o fungo se desenvolver está entre 18°C e 22°C de média. Temperaturas muito altas não favorecem o desenvolvimento do fungo.
Com acesso a estas informações consegue se selecionar as melhores combinações de fungicidas para se obter um melhor nível de prevenção desta doença, que provoca grandes perdas na produtividade.

Depois da chuva, safra começa oficialmente com expectativa de produção recorde
As chuvas do fim de semana abriram oficialmente a safra de verão 2017/18. Depois um longo período de estiagem, que durou mais de 50 dias em algumas regiões, os produtores correram para campo para aproveitar a umidade.
Neste ano, segundo estimativas do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo, o Brasil deve ampliar a área dedicada à soja em pelo menos 3,5%, sobretudo onde se cultivou milho verão na temporada 2016/17. Com isso, a oleaginosa passa de 33,55 milhões de hectares para 34,72 milhões de hectares.
Se os rendimentos médios se repetirem, o país fechará a colheita com 114,03 milhões de toneladas. No entanto, o mais provável é que esse número seja ligeiramente menor por causa do clima, devendo ficar próximo a 113 milhões de toneladas. No ciclo 2016/17, a produção brasileira ficou em 110,2 milhões de toneladas, segundo estimativas da Expedição Safra.
Milho
Para o milho verão, a área deve voltar a ter retração, principalmente pelas condições de mercado, com preços abaixo do mínimo estabelecido pelo governo em algumas praças. O cereal tende a voltar aos patamares da safra 2015/16, quando o Brasil plantou 5,98 milhões de hectares no ciclo de verão. Tomando como base uma área de 6 milhões de hectares e um rendimento de 5,1 kg/ha (-3,56%), a colheita fecharia em 30,6 milhões de toneladas. Em 2016/17, o resultado foi de 32,79 milhões de toneladas.
Mercado
O Paraná deve repetir ou chegar perto da produção da temporada 2016/17, quanto colheu 19,88 milhões de toneladas de soja e 4,60 milhões de toneladas de milho primeira safra. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, até a última quinta-feira (29), 2% da área dedicada à oleaginosa e 16% da área dedicada ao cereal já haviam sido semeados no estado.
O estado deve receber, em média, 130 mm de precipitações até 13 de outubro, sendo os maiores acumulados previstos para os dias 2 (24,2 mm) e 11 (32,6 mm), de acordo com o Agriculture Weather Dashboard.
Para o analista Aldo Lobo, da Granopar, é possível afirmar que safra finalmente começou no fim de semana. “Esse é o sentimento no campo. Os produtores estão plantando o mais rápido possível. Na semana passada, estavam todos semeando no pó”, afirma. O fato do plantio no ciclo atual estar atrasado em relação à 2016/17, na opinião de Lobo, não vai trazer prejuízos às produtividades médias. “A safrinha sempre foi uma cultura de risco. Ainda é cedo para falar qualquer coisa”, diz.
O analista de mercado e economista, Camilo Motter, da Granoeste, tem a mesma opinião. “A expectativa corre neste sentido. Aqui no Oeste do Paraná, tivemos uma variação de precipitações muito grande de região para região, mas notamos que ambiente está mudando no campo”. Para Motter, a safrinha está mais atrelada ao clima do que há outros fatores. “Área semeada e tecnologia nós temos. Só dependemos do tempo”.
Maior produtor do país, o Mato Grosso deve plantar 9,4 milhões de hectares na safra 2017/18, segundo estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O agrometeorologista Marco Antônio dos Santos informa que há previsão de chuvas generalizadas para Mato Grosso com volume suficiente para o plantio da soja. “Após o dia 3 de outubro, as precipitações regulares devem parar e, desta forma, chover esporadicamente em diversas regiões. O tempo chuvoso só regulariza a partir da segunda quinzena de outubro”, diz.
Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Endrigo Dalcin, os produtores rurais devem iniciar o plantio com cautela. “No ano passado, os agricultores foram cautelosos e tivemos uma das melhores safras em produtividade. Por isso, é preciso prudência, acompanhando a previsão do tempo para um resultado positivo”, afirma.

Café: Especialista em clima prevê chuvas abaixo do normal para o mês de setembro
A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, a Cooxupé, recebeu no dia 1º de agosto o professor doutor Pedro Leite da Silva Dias, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, para a realização de uma palestra. O clima foi o principal tema do encontro, onde o especialista falou sobre o fenômeno La Niña e o que pode acontecer nos próximos meses do ano.
Segundo Dias, com o aparecimento do La Niña no mês de maio, situação em que a temperatura do oceano Pacífico na região do Equador e Peru ficou fria e abaixo do normal, o mês de setembro deste ano pode ser impactado com períodos de chuvas abaixo do normal. Ele afirma existir três fatores que evidenciam este fato e que estão interligados entre si. O primeiro deles é que os centros mundiais especializados em clima, ao fazerem as avaliações para este ano, indicam que haverá chuvas abaixo do normal para os trimestres agosto-setembro-outubro e setembro-outubro-novembro. O segundo fator é que as chuvas na região sudeste do país sofrem um controle em escala intrasazonal, ou seja, períodos de 30 a 40 dias intercalados por períodos secos e chuvosos. “Analisando o último ciclo com um período chuvoso no final de maio/começo de junho e depois a entrada de uma frente fria perto do dia 18 de julho podemos prever uma situação desfavorável para a formação de novas frentes frias no período de setembro”, explica Dias. Ele ressalta que apesar de se tratar de uma previsão, esta regularidade intrasazonal deve manter a previsão.
O terceiro e último fator, segundo ele, está relacionado com a temperatura nos oceanos e a ocorrência do La Ninã no oceano Pacífico. “Se houver a presença de anomalias de temperatura quente no Oceano Atlântico Equatorial, na faixa entre o continente Africano e a América do Sul, e anomalias de temperatura fria na costa da África que está para o Oceano Índico, é possível que o período de chuva nos continentes se atrase e não ocorra em setembro. Hoje, se tirarmos uma fotografia e analisarmos as anomalias, percebemos que todos estes episódios estão acontecendo. Isso evidencia muito mais a previsão de que o mês de setembro será seco e com chuvas abaixo do normal”, avalia o especialista.
Dias ainda alertou para o chamado “início falso” do período de chuvas, que pode acontecer no final do mês de agosto e começo de setembro, assim como ocorreu no ano de 2015, o que pode trazer “falsas esperanças”. “Os cafeicultores devem ficar em alerta e usar de outros meios para garantir a produção saudável da lavoura. Uma boa dica é usar massa seca perto dos pés de café, assim evitando a evapotranspiração que pode ocorrer em um processo mais acelerado devido às altas temperaturas depois desse pequeno período de chuva”, completa.
Pedro Dias também adiantou duas previsões para 2017. O inverno deve ser mais frio do que a média esperada e no próximo verão – entre dezembro e março – a probabilidade de chuvas extremas ao final do dia deve ser menor.