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Agronegócio mineiro fecha 2020 com o maior volume exportado e a segunda maior receita da história
O estado totalizou US$ 8,7 bilhões em receita, fruto de 12,7 milhões de toneladas de mercadorias embarcadas.
Em um ano marcado pela pandemia de covid-19 e a decorrente crise econômica, que afetou diversos setores, o agronegócio mostrou sua força e importância para Minas Gerais, registrando o maior volume exportado da história do estado e a segunda maior receita, com 12,7 milhões de toneladas e US$ 8,7 bilhões. A receita, que representou 33,2% de todas as vendas externas de Minas em 2020, só ficou atrás do resultado de 2011, quando o valor foi de US$ 9,71 bilhões.
Em comparação com o ano de 2019, quando o volume foi de 10,3 milhões de toneladas e a receita de US$ 7,84 bilhões, houve aumento de 23,2% e 10,4%, respectivamente. O estado exportou seus produtos para 172 países, sendo os principais compradores a China (US$ 2,27 bilhões); Estados Unidos (US$ 896 milhões); Alemanha (US$ 881 milhões); Itália (US$ 403 milhões); e Japão (US$ 3,8 milhões).
“A alta do dólar e a grande oferta em volume das commodities pelo estado influenciaram nessa boa performance. Vários produtos mineiros contribuíram para esse bom resultado, como o café, a soja e as carnes”, destacou Manoela Teixeira de Oliveira, assessora técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária (Siea) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
De acordo com o superintendente de Economia e Inovação Agropecuária da Seapa, Carlos Eduardo Bovo, os números positivos em um ano turbulento mostram a eficiência do estado, que conseguiu abastecer sua população e, ainda, os mercados externos. “Aproveitamos a oportunidade que surgiu com as restrições no mundo todo, principalmente nos países europeus, que tiveram uma dificuldade maior na produção. O agronegócio de Minas acabou ocupando o espaço nesses mercados e, também, assumiu a demanda de alguns países do Oriente Médio e da África, que eram abastecidos pela Europa”, detalhou.
O superintendente destaca, ainda, que os bons resultados também são consequência do investimento a longo prazo na pesquisa agropecuária, na assistência técnica ao produtor rural e na defesa agropecuária. “Por isso, a perspectiva para 2021 é continuar registrando aumentos de produção e produtividade, com melhoria na qualidade, e a inserção de tecnologias no campo. Como resultado, esperamos reforçar as vendas para esses novos mercados que estamos conquistando, além de ampliar e diversificar a nossa pauta e destinos de exportação”, complementou Bovo.
Cafeicultura: melhor performance desde 2014
Em 2020, o café e seus derivados foram os itens mais comercializados da pauta exportadora do agronegócio mineiro, com US$ 3,83 bilhões e mais de 25 milhões de sacas embarcadas. Os índices indicaram a melhor performance das exportações, tanto no valor quanto no volume, desde 2014. Os valores foram puxados pelo aumento da demanda de tradicionais compradores do estado: Alemanha (+18%), Estados Unidos (+3%) e Bélgica (+57%).
O cafeicultor Henrique Cambraia, da Fazenda Samambaia, em Santo Antônio do Amparo, confirma que 2020 foi um bom ano para o setor. “No início da pandemia vivemos meses de tensão, pois somos muito focados na exportação de cafés especiais e não sabíamos o que iria acontecer com os nossos clientes, que são pequenos e médios torradores e importadores. Mas, com a desvalorização do real frente ao dólar, os cafeicultores foram motivados a fazerem vendas a termo, com preços travados, para entregas futuras. Por isso, foi um ano inesquecível para nós, de safra recorde, qualidade fantástica e bons preços, tanto na exportação como no mercado interno”, garante.
Entretanto, nos meses de agosto, setembro e outubro, a cafeicultura mineira sofreu com a falta de chuva e temperaturas elevadas, o que, aliado ao fato de as lavouras estarem desgastadas devido à alta carga da safra passada, fará com que 2021 seja de recomposição para os produtores, o que já era esperado em razão da bienalidade negativa do ano.
“Temos que olhar para dentro, reorganizar, pois sabemos que será um ano de safra baixa. Mas a cafeicultura é assim, temos que estar preparados para enfrentar as intempéries. E, para isso, podemos contar com a Epamig e suas pesquisas, uma entidade que é muito parceira nossa. Usamos na fazenda algumas variedades da empresa, como a Topázio, Aranãs e Paraíso, então somos muito gratos ao desenvolvimento destas pesquisas”, complementa Cambraia.
Outros produtos
No complexo soja foram registrados aumentos de 20,8% na receita e 26,6% no volume exportado, totalizando, respectivamente, US$ 1,8 bilhão e 4,9 milhões de toneladas embarcadas. O grão e suas variações foram responsáveis por 20,7% de todas as exportações do agro no estado.
De acordo com a assessora técnica da Seapa Manoela Teixeira de Oliveira, o trimestre de abril, maio e junho foi liderado pelas vendas de soja, com uma receita de US$ 952 milhões, cerca de 53% de toda a soja comercializada em 2020. “A China foi o país que mais demandou o produto, ampliando as suas compras em mais de 35% em relação a 2019”, pontuou.
As carnes também obtiveram bons resultados no ano, com demanda de vários países. Apesar de ter sido altamente demandada nos 12 meses, a carne bovina sofreu leves perdas na receita a partir do último trimestre de 2020, quando comparado ao ano anterior, fechando o ano com -1,1% na receita (US$ 802 milhões).
Por outro lado, o setor de suínos viu sua demanda aumentar mês a mês. “O setor teve acréscimos ao longo do ano de 57% na receita e 39% no volume, algo inédito e que merece destaque”, pontuou Manoela Teixeira. As carnes suínas fecharam 2020 com receita de US$ 40 milhões (contra US$ 25,6 milhões em 2019) e 21 mil toneladas embarcadas.
O complexo sucroalcooleiro também registrou aumentos expressivos, fechando o ano com a receita de US$ 1 bilhão e volume de 3,7 milhões de toneladas exportadas, o que representa uma elevação de 62% em ambos os indicadores em relação a 2019.
Mesmo com participação pequena na pauta exportadora mineira, as rações para animais também tiveram alta relevante nas vendas, com aumento de mais de 80% na receita e 99% no volume embarcado, totalizando, respectivamente, US$ 78 milhões e 102 mil toneladas.
Fonte: Agência Minas
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Agro gerou 61 mil novos empregos em pleno ano de pandemia
Setor produtivo contribuiu bastante com o saldo positivo geral: Brasil terminou 2020 com 142.690 postos de trabalho a mais
O Brasil fechou o ano de 2020 com saldo positivo na geração de empregos, com expansão de 142.690 postos de trabalho. Só a agropecuária abriu 61.637 novas vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
“A grande notícia para nós é que, em um ano terrível em que o PIB [Produto Interno Bruno – soma de todos os bens e serviços] caiu 4,5%, nós criamos 142 mil novos empregos”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva virtual de divulgação dos dados.
O que está por trás do crescimento nos empregos?
Segundo Guedes, o Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEm), criado pelo governo federal durante a pandemia da Covid-19, é um dos responsáveis pelo resultado, já que evitou a demissão de cerca de 10 milhões de pessoas durante o ano passado.
Pelo programa, empregadores e funcionários fizeram acordos de redução de jornada e salário ou de suspensão de contratos. Como contrapartida, o governo pagou, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido.
“O IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] também soltou dado que confirma esse avanço, essa recuperação da economia brasileira em V [forte queda seguida de forte alta], quando anunciou quase 4 milhões de aumento na população ocupada, quando compara o trimestre de setembro/outubro/novembro sob trimestre anterior, sendo que quase 1 milhão foi de carteira assinada”, destacou Guedes.
De acordo com dados do Caged, de janeiro a dezembro do ano passado, foram 15.166.221 admissões e de 15.023.531 desligamentos. O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 38.952.313 vínculos, o que representa uma variação de 0,37% em relação ao estoque de referência, de 1º de janeiro de 2020.
Demissões em dezembro
Após cinco meses de saldo positivo, em dezembro, o número de demissões superou o de contratações no Brasil, com o fechamento de 67.906 postos de trabalho. De acordo com o ministério, dezembro é um mês “de ressaca” no mercado e essas perdas são comuns.
O ministro Paulo Guedes destacou ainda que essa é a menor perda de empregos desde 1995. “Essas perdas são sazonais. Então vamos comparar com dezembro de 2015, quando o PIB caiu 3,5% no ano, foi uma recessão autoimposta e nós perdemos 596 mil empregos”, disse. Em dezembro de 2019, por exemplo, também foram fechadas 307 mil vagas.
Na avaliação do ministério, o compromisso de manutenção de empregos promovido pelo BEm também contribui para que essa queda em dezembro fosse menor. No mês passado, o Brasil teve 1.239.280 admissões e 1.307.186 desligamentos.
Em dezembro, a agropecuária fechou com saldo negativo, de -22.970 vagas.
Fonte: Canal Rural
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Podcast Agro & Prosa #16 – Mulheres da Agricultura digital. Como a diversidade contribui para ambientes mais inovadores?
Acompanhe o podcast Agro & Prosa também no Spotify
Fonte: Climate FieldView | Notícias Agrícolas
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Soja inicia semana com novas altas na Bolsa de Chicago nesta 2ª e supera os US$ 13,80
Depois de ganhos de mais de 4% na última semana, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem em alta nesta segunda-feira (11), com bons ganhos sendo registrados nesta manhã de hoje. Por volta de 8h15 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 6,25 e 9,75 pontos nos principais vencimentos, com o março valendo US$ 13,84 e o julho, US$ 13,67 por bushel.
Permanecem o foco e as preocupações sobre o clima na América do Sul e o tamanho reduzido da nova oferta que chega ao mercado a partir do início efetivo da colheita no Brasil. Na última sexta-feira (8), a Bolsa de Rosario indicou, em seu reporte semanal, que são 65% da área plantada que estão sofrendo com uma seca severa.
No Brasil, áreas pontuais também preocupam por conta dos baixos níveis de umidade no solo, os quais são determinantes para a conclusão do desenvolvimento das lavouras.
Paralelamente aos fundamentos já conhecidos, o mercado ainda se atenta e se ajusta para os novos boletins que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta terça-feira, 12 de janeiro. Um deles é o mensal de oferta e demanda e o outro, trimestral de estoques. Em ambos os casos, os números dos estoques americanos de soja podem ser revisados para baixo.
Veja como fechou o mercado na última semana:
+ Soja: Semana tem expressiva piora na safra da Argentina e alta de 4% dos preços em Chicago
Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas
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CNA estima crescimento de 3% para o PIB do agronegócio em 2021 e safra de grãos em 300 mi de t
Bruno Lucchi – Superintendente Técnico da CNA
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Cerca de 50% do sucesso de uma lavoura está atrelado à qualidade da semente, explica especialista
Cinquenta por cento da responsabilidade em gerar planta é da semente, bem como seu vigor e sua capacidade de germinação. Os outros 50% estão ligados ao ambiente, temperatura, profundidade, percentual de umidade compactação e espelhamento. A afirmação é do professor, Alexandre Gazzola Neto, que apresentou palestra a centenas de agricultores brasileiros, por meio da live do Circuito Aprosoja/MS, nesta quinta-feira (15).
Segundo o professor a qualidade da semente pode ditar a produtividade da lavoura. “Quando falo de qualidade de semente, me refiro a qualidade física, genética, fisiológica e sanitária”, explica. “É preciso também estar atento a uma série de fatores, a semente precisa do contato com o solo, semente exposta na palha, semente na palha germina, mas demorar muito mais e impacta na produtividade”, alerta o professor ao sinalizar para o risco de altas temperaturas e apontar que germinação ideal ocorre entre 20º e 30º graus Celcius.
Durante o processo de semeadura, segundo Gazzola, que também é diretor da Vigor Consultoria para Agronegócio, a profundidade ideal para a semente está entre 3 a 4 centímetros. “Três é ideal, mas podemos ir no máximo até quatro. Uma semente que vai a mais que isso, já prejudica o desenvolvimento da planta”.
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), André Dobashi, concorda com os apontamentos do professor e ainda reforça a necessidade de se estar atento a outros fatores. “Tão importante quanto a qualidade, é escolher a melhor hora de se colocar a semente no chão, bem como a forma, velocidade e profundidade corretas. Precisamos nos lembrar de colocar a tecnologia para trabalhar a nosso favor […] e fazer o que a academia nos mostra que é correto”, completa Dobashi.
Durante a live o Head Comercial na Agropastoril Jotabasso, Fábio Franco, alertou para o período de chuvas e na necessidade de se conhecer a fundo a qualidade das sementes. “Este é o momento de avaliar quais os talhões que valem a pena uma semeadura de qualidade. A partir de agora teremos condição de semear, um ativo importante, cheio de tecnologia, qualidade, vigor e com uma germinação muito satisfatória. Sobre as sementes que fornecemos, o agricultor pode confiar na qualidade, aplicamos 15 testes em um mesmo lote, e por isso pedimos que confiem no laudo e na equipe, que vão tomar todas as medidas necessárias para o bom andamento da safra”, esclareceu o representante da Jotabasso.
As orientações aos agricultores ocorreram nesta quinta-feira (16), durante a live realizada pela Aprosoja/MS e o Canal Rural, em parceria com a Sementes Jotabasso, Bayer e Semagro, com recursos do Fundems.
Fonte: Aprosoja MS
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Cenários da economia e a perspectiva do agronegócio, por Marcelo Prado
Marcelo Prados fala sobre os cenários da economia e a perspectiva do agronegócio. Vale a pena assistir!
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Brasil exporta 3 milhões de sacas de café em julho, diz Cecafé
Apesar do cenário mundial desafiador, exportações de café de Brasil em julho deste ano bateram o segundo maior recorde para o mês em termos de volume
Em julho deste ano, o país exportou 3 milhões de sacas de café, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O volume representa o segundo recorde histórico de exportações brasileiras de café para um mês de julho já registrado, apesar do atual cenário de pandemia por coronavírus. A receita cambial gerada pelos embarques foi de US$ 356,8 milhões, equivalente a R$ 1,9 bilhão, o que representa um aumento de 22,3% em reais em relação a julho de 2019. Já o preço médio da saca de café foi de US$ 117,4. Os dados são do Cecafé – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
Em relação às variedades embarcadas no mês, o café arábica correspondeu a 74,4% do volume total das exportações, equivalente a 2,3 milhões de sacas. O café conilon (robusta) atingiu a participação de 14,7%, com o embarque de 446,4 mil sacas, enquanto que o solúvel representou 10,9% das exportações, com 331,8 mil sacas exportadas.
“Os volumes de exportação registrados em julho mostram que iniciamos bem o ano cafeeiro, com uma boa entrada do café brasileiro no mercado e bons resultados em reais. Apesar do cenário de crise gerado pela pandemia, os resultados indicam que o agronegócio café irá se consolidar nos próximos meses com qualidade e sustentabilidade e, principalmente, tomando os cuidados necessários em relação aos protocolos privados, desde a colheita, passando pelos armazéns, transporte e chegando com segurança ao consumidor. Temos informações dos Estados produtores de que a colheita está em um ritmo muito bom, tanto em volume quanto em qualidade, o que sinaliza uma boa performance para o ano cafeeiro”, declara Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.
Ano civil
No período de janeiro a julho deste ano, as exportações de café atingiram 22,9 milhões de sacas. Neste caso, o volume exportado também representa o segundo recorde histórico de exportações brasileiras de café para o mundo no período.
A receita cambial foi de US$ 3 bilhões, equivalente a R$ 14,7 bilhões, crescimento de 29% em reais em relação ao período anterior. Já o preço médio foi de US$ 128,9/saca, registrando crescimento de 3,2%.
Entre as variedades embarcadas de janeiro a julho, o café arábica representou 78,4% do volume total exportado, equivalente a 18 milhões de sacas, enquanto que o café conilon (robusta) atingiu a participação de 11,2%, com o embarque de 2,6 milhões de sacas, e o solúvel representou 10,3%, com 2,4 milhões de sacas. Entre as variedades, as exportações de conilon se destacaram no período ao registrarem crescimento de 15% em relação a janeiro a julho de 2019.
Principais destinos
No ano civil (jan-jul), os dez principais destinos de café brasileiro foram: os Estados Unidos, que importaram 4,3 milhões de sacas de café (18,6% do total embarcado no período); a Alemanha, com 3,9 milhões de sacas importadas (17,1% da participação total no período); Itália, com 1,8 milhão de sacas (8,1%); Bélgica, com 1,7 milhão (7,2%); Japão, com 1,2 milhão de sacas (5,1%); Federação Russa, com 755,8 mil sacas (3,3%); Turquia, com 736,4 mil sacas (3,2%); Espanha, com 568 mil sacas (2,5%); México, com 537,4 mil sacas (2,3%) e Canadá, com 482,5 mil sacas (2,1%).
Entre os principais destinos, o México e a Federação Russa registraram os maiores crescimentos no consumo de café brasileiro no ano civil, com aumento de 31,3% e 22,2%, respectivamente.
Já entre os continentes e blocos econômicos destacam-se o crescimento de 21,1% nas exportações para os países da América do Sul; 49,8% para a África; 94,8% para a América Central; 24,5% para os países do BRICS; 15,6% para o Leste Europeu, além do aumento de 41,3% nos embarques para os países produtores de café.
Diferenciados
No ano civil, o Brasil exportou 3,8 milhões de sacas de cafés diferenciados (que são os cafés que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis). O volume, que foi o segundo maior embarcado para o período nos últimos cinco anos, corresponde a 16,6% do total de café exportado de janeiro a julho deste ano.
A receita cambial gerada com a exportação de cafés diferenciados do Brasil foi de US$ 625,6 milhões, representando 21,1% do total gerado pelo Brasil em receita com as exportações no ano civil de 2020 até agora.
Os principais destinos de cafés diferenciados foram: EUA, que importaram 660,7 mil sacas (17,3% do volume total do tipo de café embarcado no ano civil); Alemanha, com 551,2 mil sacas (14,4% de participação); Bélgica, com 486 mil sacas (12,7%); Japão, com 326 mil sacas (8,5%); Itália, com 271,6 mil sacas (7,1%); Espanha, com 176,4 mil sacas (4,6%); Reino Unido, com 140,7 mil sacas (3,7%); Suécia, com 127,6 mil sacas (3,3%); Canadá, com 112,5 mil sacas (2,9%) e Países Baixos, com 100,7 mil sacas (2,6%).
Portos
O Porto de Santos segue na liderança da maior parte das exportações no ano civil de 2020, com 79,9% do volume total exportado a partir dele (equivalente a 18,3 milhões de sacas). Em segundo lugar estão os portos do Rio de Janeiro, com 12,6% dos embarques (2,9 milhões de sacas).
Fonte: Cecafé
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China irá dobrar demanda por produtos agrícolas até 2050 e Brasil se destaca como fornecedor
Consumo não será só maior, como será também mais sofisticado; destaque para carnes e soja
A China deverá dobrar sua demanda por produtos agrícolas até 2050. A declaração é do Ministro Conselheiro Qu Yuhui da Embaixada da China no Brasil, durante o webinar “Agricultura e Inovação: Um olhar estratégico para as relações entre Brasil e China”, promovido pelo Conselho Empresarial Brasil-China, nesta quarta-feira (23).
Segundo Yuhui, até 2027, as importações chinesas de carne bovina já poderiam dobrar e chegar as 8 milhões de toneladas. Hoje, as compras da nação asiática já podem alcançar um volume maior do que a produção total da União Europeia, por exemplo. “Temos a maior classe média do mundo com 400 milhões de pessoas. E assim, a demanda não vai só aumentar, como será mais sofisticada para produtos agropecuários”, afirma o ministro.
E o Brasil tem papel determinante para atender a este crescimento. Hoje, a participação da carne bovina brasileira é de cerca de 30%, mas o potencial para ampliar esse percentual é bastante grande. O essencial é, todavia, que o agronegócio brasileiro e seus empresários e exportadores possam aprimorar as relações comerciais entre os dois países.
“Os empresários brasileiros deveriam investir mais no estudo do mercado chinês e serem mais agressivos no mercado da China, com uma melhor integração das cadeias produtivas”, acredita o ministro. “A demanda chinesa ainda vai crescer muito e o papel do Brasil será determinante.
O embaixador Orlando Leite Ribeiro, do Ministério da Agricultura, lembrou ainda que as exportações de carnes do Brasil para a China registraram um crescimento de 114% no primeiro semestre deste ano se comparadas ao mesmo período de 2019, citando o combustível para este aumento vindo ainda dos impactos causadas pela Peste Suína Africana, principalmente nos últimos dois anos, nos planteis chineses.
SUSPENSÃO DE FRIGORÍFICOS
Sobre os frigoríficos braisleiros com sua habilitação de exportação para a China ainda suspensa, o ministro explicou que tratam-se “de medidas temporárias e que ainda precisam de ajustes, mas que vale como medidas apenas de precaução e prevenção”. Yuhui explica que os indícios de que a embalagem e até mesmo o próprio alimento poderiam ser veículos para o novo coronavírus fez com que a China tomasse medidas como esta para evitar novas ondas de contágio.
“Ainda ná há total certeza sobre isso, mas é uma prevenção. E como há 102 outros frigoríficos habilitados, não acredito que haverá grande impacto para o comércio entre China e Brasil”, afirma Yuhui.
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas
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Emater-MG faz levantamento de iniciativas de vendas on-line por agricultores familiares durante a pandemia
Frutas, hortaliças e produtos processados são os itens mais vendidos pelas plataformas digitais
Um levantamento feito pela Emater-MG mostra que as iniciativas de vendas on-line de produtos da agricultura familiar aconteceram em quase todo o estado, após a surgimento da pandemia da Covid-19. O estudo preliminar identificou 35 iniciativas de comercialização, usando os canais virtuais, que contaram com orientação e assistência da empresa, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
Em muitos locais, as vendas nos sistemas tradicionais foram prejudicadas. Um exemplo foi a suspensão de feiras livres e da comercialização de produtos da agricultura familiar para alimentação escolar em várias cidades. Por isso, produtores e técnicos da Emater-MG buscaram alternativas para o escoamento da produção de pequenas propriedades.
“O uso de plataformas digitais era pouco explorado pelo segmento da agricultura familiar, principalmente quando as vendas eram feitas na região de produção. Com o surgimento da pandemia, foi a alternativa que os agricultores tiveram para permanecer no mercado e garantir a renda da família”, afirma o coordenador estadual de Comercialização e Gestão da Emater-MG, Raul Machado.
As frutas, hortaliças e produtos processados, como queijos e doces, são os itens mais vendidos pelos agricultores familiares com a ajuda das ferramentas digitais. Este grupo representa 77% das vendas pelos canais virtuais.
De acordo com o levantamento, as 35 experiências de vendas on-line envolvem 1.501 agricultores familiares. Quase todas as iniciativas são feitas em grupos de até 50 produtores rurais e estão localizadas, principalmente, nas regiões Nordeste (34%), Norte (26%) e Sul (23%) de Minas Gerais.
A Emater-MG estima que, com comercialização on-line, os produtores das experiências identificadas atingem mais de 10,6 mil clientes. A maior parte das vendas (88%) está focada no consumidor final e 12% já incluem o comércio varejista entre a clientela.
Ferramentas
O aplicativo de troca de mensagens Whatsapp é a ferramenta preferida para as negociações. Em 46% das experiências, ele é o único meio utilizado. Já uma parcela de 28% utiliza, além do aplicativo, as redes sociais como Facebook e Instagram. Também há casos de usos de sites, blogs e aplicativos de venda.
“Quase todos os agricultores não tinham conhecimento de como oferecer os produtos usando essas plataformas digitais. Foi um aprendizado para eles, que contaram com o apoio da Emater-MG, prefeituras, sindicatos e outras instituições. Há casos até de trabalho voluntário de pessoas que criaram as contas nas redes sociais para que os agricultores pudessem vender”, afirma Raul Machado.
Na maioria das vendas on-line (85%), os clientes recebem os produtos em casa. Já em 15% dos casos, as entregas são feitas em residências e também em pontos estabelecidos para retirada pelos consumidores.
Apesar de ser novidade para muitos, o aprendizado para usar as ferramentas digitais na comercialização dos produtos não foi a maior dificuldade relatada pelos agricultores. Segundo a pesquisa, o transporte para entrega direta aos consumidores foi o item mais citado, com 31% das respostas. Por outro lado, a mesma porcentagem de produtores informou que não teve nenhuma dificuldade para se adaptar à nova realidade.
A coordenadora estadual de Organização e Mercado da Emater-MG, Ana Luiza Resende, considera normais as dificuldades enfrentadas pelos agricultores no início da comercialização pela internet. “A gente observou dificuldade com o controle das vendas, recebimento de pedidos e, principalmente, com a logística da entrega. Por ser uma coisa nova, é normal que eles tenham dificuldade, pois estão aprendendo”.
Ela observa ainda a atuação da Emater-MG, em parceria com as prefeituras e demais instituições, foi fundamental para o uso das plataformas digitais na comercialização pelos agricultores. “A Emater-MG tem um grande potencial para trabalhar nestas estratégias para escoar a produção. A maior leitura que faço, é de que os agricultores se adaptaram rapidamente e foram à luta para não ficar sem renda. E o papel da Emater, como empresa de assistência técnica, contribuiu muito para que isso fosse possível. Foi muito bom para todos os lados desta parceria”.
Pós-pandemia
Para Ana Luiza, os novos canais de comercialização pelos agricultores familiares vieram para ficar, mesmo quando a pandemia já estiver controlada. “A venda pela internet deve ser considera como outro importante canal de comercialização, além daqueles que já eram utilizados. Essa pandemia está mostrando para os empreendedores, incluindo os agricultores familiares, que eles devem incorporar esta alternativa, evitando que sofram tantos impactos financeiros quando ocorre uma situação como esta que estamos vivendo”, afirma a coordenadora.
Um exemplo vem de Rio Preto, na Zona da Mata. Após o surgimento da pandemia, a feira local foi suspensa. Com dificuldade de escoar a produção, agricultores familiares procuraram a Emater-MG para pensar numa alternativa. Com a participação da prefeitura e voluntários das áreas de gestão tecnologia e marketing, foi criada a Feira Livre On-Line. Cerca de 26 agricultores familiares e feirantes passaram a adotar este sistema para a venda de queijos, biscoitos, bolos, pães, doces, ovos, hortaliças, artesanato e frutas.
Os produtos são anunciados pelas redes sociais, como Instagram e Facebook. Semanalmente, são postadas fotos e informações dos itens que estarão à venda, para serem entregues pelos produtores, aos sábados. Os pedidos também podem ser feitos pelo aplicativo de mensagens Whastapp.
“Após o término da pandemia da Covid-19, há a intenção de manter a feira on-line, atuando em conjunto com feira presencial, devido ao grande impacto positivo. Podemos ressaltar a maior visibilidade que os produtores estão tendo, a maior organização dos feirantes e os serviços de tele-entrega”, afirma a técnica da Emater-MG em Rio Preto, Viviane Clementino.
O produtor Luiz Fernando da Costa preside a Associação de Feirantes de Rio Preto. Ele conta que ficou surpreso com as vendas on-line. Agora comercializa pães, doces, queijos e artesanato de bambu pelas redes sociais. Tudo produzido junto com a esposa.
“Surgiram novos clientes. Mesmo quem não ia à feira presencial, passou a ter acesso aos nossos produtos. A tecnologia é um recurso que todo mundo tem que usar agora. Foi uma novidade que está revolucionando a agricultura familiar e a nossa feira”, afirma.