- Home
- /
- agronegócio
- /
- Page 17

Agro sem tecnologia e gestão não é negócio
Como todo ramo de negócio, o agro trabalha com três pilares principais: redução dos custos de produção, maximização dos lucros e aumento da produtividade.
- Home
- /
- agronegócio
- /
- Page 17

Agronegócio 4.0, o “novo petróleo” do mundo, antecipa pesquisadora da Embrapa Informática
O agronegócio brasileiro vem intensificando a aplicação de tecnologia no campo. Segundo a Embrapa Informática Agropecuária, no Brasil, em 10 anos, o uso do celular e do smartphone cresceu 1.790% no campo.
- Home
- /
- agronegócio
- /
- Page 17

Brasil bate recorde na produção de grãos na safra 18/19, com 241,3 mi de t (alta de 6%)
Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que os agricultores brasileiros irão colher 241,3 milhões de toneladas de grãos durante a safra 2018/2019
- Home
- /
- agronegócio
- /
- Page 17

Com investimentos em tecnologia, safra de grãos pode ter novo recorde
Com as previsões cada vez mais otimistas de produção recorde neste ano, o produtor rural deve continuar investindo em tecnologias na safra 2019/2020 e a expectativa é de que a colheita no ano que vem seja ainda maior e supere a projeção atual, avalia o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Alan Malinski.
“Para a próxima safra, o produtor vai continuar investindo em tecnologia dentro da porteira. Por mais que o custo de produção tenha aumentado, o produtor continuará fazendo sua parte. Devemos ter rum leve crescimento na área de soja novamente e se não tivermos problemas climáticos, a tendência é que possamos bater um novo recorde de produção”, explica Malinski.
Segundo ele, o cenário externo também pode favorecer os produtores brasileiros, diante de fatos como a disputa comercial entre China e Estados Unidos. “Os preços das commodities estão reagindo no mercado interno. Quem ainda tem grãos vai poder ter uma renda maior na comercialização dos seus produtos e isso acaba trazendo um ânimo para o produtor continuar investindo e refletirá na próxima safra com melhores produtividades”.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na quinta (8) mais uma estimativa da safra 2018/2019 de grãos e fibras, apontando para um recorde de 241,3 milhões de toneladas. De acordo com Malinski, o bom desempenho foi puxado pelo milho, que também terá a maior produção da história superando 99 milhões de toneladas, principalmente por causa do cereal segunda safra.
“Tivemos uma excelente safra de milho, com recorde no milho safrinha. Por mais que o mercado trabalhe acima dos 100 milhões, essa produção recorde contribuiu. A soja, apesar da redução em relação à safra passada, foi a segunda maior. Em alguns estados o desempenho não foi tão bom porque houve chuva em meados de janeiro e fevereiro, mas caso não tivesse ocorrido, certamente estaríamos falando em uma produção maior ainda”, ressaltou.
- Home
- /
- agronegócio
- /
- Page 17

Mitos e verdades sobre o uso do gesso agrícola na lavoura
Entenda por que a aplicação desse produto é vantajosa, estimula o crescimento das raízes e pode alavancar a produtividade.
O déficit de cálcio e de enxofre e a presença do alumínio tóxico são algumas das principais características dos solos brasileiros. Para repor esses nutrientes e combater o vilão do alumínio, um dos compostos minerais mais eficientes disponíveis hoje no mercado é o sulfato de cálcio, chamado também de gesso agrícola ou fosfogesso.
O produto é obtido durante a produção do ácido fosfórico, em que a rocha fosfática reage com o ácido sulfúrico, resultando no ácido fosfórico e gerando como co-produto o sulfato de cálcio (gesso).
De acordo com os especialistas, a aplicação de gesso agrícola no solo auxilia na reposição de cálcio e enxofre e, também, melhora o ambiente em subsuperfície. Para solos salinos e sódicos, o gesso é utilizado, também, como condicionador e corretivo. Atuando como um aliado do calcário agrícola, ainda que não corrija pH, o gesso é uma importante fonte de cálcio e enxofre solúveis, como lembra o doutor em Agronomia – Solos e Nutrição de Plantas e diretor técnico do Instituto de Ciências Agronômicas (INCIA), professor Elmar Floss.
“O gesso não modifica o pH, mas é uma fonte de cálcio e enxofre no solo. Além disso, o sulfato, que tem carga negativa, carrega cálcio e magnésio em profundidade. E o cálcio é o principal ativador de crescimento de raízes. A raiz cresce ao toque do cálcio e, ao mesmo tempo, vai haver uma redução da atividade do alumínio”, enfatiza Floss.
O gesso agrícola é estudado desde 1970, com ensaios em parcelas que receberam superfosfato simples (que contém cerca de 50% de sulfato de cálcio em sua composição). Os pesquisadores observaram que quanto maior o aprofundamento do sistema radicular, maior a absorção de água, menores os teores de alumínio e maiores os teores de cálcio. A conclusão desses estudos comprovou que esses benefícios foram oriundos do gesso.
Portanto, o uso do gesso agrícola não é moda. É objeto de pesquisa desde a década de 1970 e, cada vez mais, se torna uma alternativa viável agronômica e economicamente ao produtor, pelo seu custo-benefício.
Em comparação com outros produtos para reposição de cálcio e enxofre, a principal vantagem do gesso é a sua dissolução, que permite que ele chegue às camadas mais profundas do solo. A aplicação de gesso agrícola atinge uma profundidade de até 60 centímetros no solo, uma vez que o produto chega a ser 150 vezes mais solúvel que o calcário. Isso estimula o crescimento do sistema radicular das plantas e a absorção de nutrientes é maior, como explica o professor e pesquisador da Esalq/USP, Godofredo Cesar Vitti: “o gesso agrícola ou fosfogesso é um milagre! O produtor não precisa incorporá-lo, ele desce no perfil. Como qualquer fertilizante, o gesso agrícola se reparte em cálcio e enxofre. Uma parte vai para o subsolo arrastada pela água da chuva. Essa parte do gesso que ficou em cima eu uso como fertilizante, principalmente como fonte de enxofre, e a parte que desceu eu uso para melhorar subsolo”, destaca o professor.
Conheça agora alguns mitos e verdades sobre o produto, respondidos pelo engenheiro agrônomo e especialista em solos Eduardo Silva e Silva, diretor técnico da SulGesso SA:
– O sulfato de cálcio serve só para neutralizar alumínio em profundidade. Mito ou Verdade?
Mito. O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) autoriza o registro de sulfato de cálcio como fertilizante. Logo, além de condicionar o solo, neutralizando o alumínio, ele atua como fornecedor dos nutrientes cálcio e enxofre.
– O gesso agrícola não é fornecedor de cálcio e enxofre. Mito ou Verdade?
Mito. O sulfato de cálcio fornece cálcio e enxofre, nas formas prontamente disponíveis a planta. Sua composição química é CaSO4.2H2O
– É verdade que o gesso só fornece cálcio e enxofre quando há alumínio no solo?
Mito. O sulfato de cálcio (gesso), seja na forma granulada, farelada ou pó, fornecerá cálcio e enxofre sempre que houver hidrogênio e/ou alumínio, ou seja, sempre que houver acidez trocável (Al + H) e acidez ativa (H). Como a maior parte dos solos brasileiros apresenta acidez, nas camadas superficiais e mais profundas, o sulfato de cálcio fornecerá cálcio e enxofre nessas duas camadas.
Para o produtor adepto ao Sistema de Plantio Direto (SPD) que aplica o calcário sobre a superfície: é verdade que a presença de calcário vai impedir que o gesso libere cálcio e enxofre à planta, nas camadas superficiais?
Mito – Seria verdade se o calcário fosse incorporado, bem homogeneizado e aplicado na dose precisamente correta. Acontece que o calcário aplicado sobre a superfície, por ser praticamente insolúvel, demora anos para descer de 0cm a 3cm no solo. Sendo assim, o gesso, por ser até 150 mais solúvel, atravessará essa camada de calcário na forma de CaSO4 e assim que encontrar hidrogênio e alumínio, de 3cm em diante, dará início a sua “quebra” e, portanto, na liberação de cálcio e enxofre à planta.
Existem vídeos na internet onde é afirmado que o gesso só serve para neutralizar alumínio. Isso é verdade?
Mito. O gesso agrícola tem múltiplas aplicações. Serve para neutralizar sódio; serve para flocular as argilas, “afrouxando o solo”; serve para aumentar cálcio em solução; serve para induzir enraizamento; serve para proteger o fósforo; serve para manter por mais tempo o nitrogênio na forma de NH4+; serve para induzir maior resistência da planta a veranicos; serve para nutrir a planta com cálcio e enxofre, nas formas prontamente solúveis e, por fim, serve ainda para fazer construção de perfil de solo.
- Home
- /
- agronegócio
- /
- Page 17

PIB do agronegócio cresce 0,04% em Abril, diz Cepea/CNA
Alta dos preços dos fertilizantes, corretivos e rações favoreceu segmento de insumos, mas prejudicou renda do setor primário. No acumulado do ano, queda é de 0,05%.
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 0,04% em abril deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
No acumulado de janeiro a abril, o PIB do agronegócio teve queda de 0,05%. O resultado tanto de abril quanto do 1º quadrimestre foi puxado principalmente pela alta de 19,9% nos preços dos fertilizantes e corretivos de solo e pela elevação de 11% no valor das rações para animais.
Esta alta contribuiu para o bom desempenho do segmento de insumos, que cresceu 1,64% no mês e 5,26% no quadrimestre.
Por outro lado, o aumento dos custos de produção provocado pela subida dos preços dos insumos comprometeu a renda do segmento primário, com queda de 0,86% em abril e de 1,62% no acumulado.
A agroindústria teve crescimento de 0,29% em abril e de 0,34% nos quatro primeiros meses de 2019. O PIB do segmento de serviços subiu 0,17% no mês e caiu 0,12% no 1º quadrimestre.
A alta dos custos foi sentida principalmente na agricultura, cujo PIB caiu 0,33% em abril e 0,47% no acumulado de quatro meses. Já a pecuária teve variação positiva mensal de 1,07% e de 1,11% no quadrimestre.
- Home
- /
- agronegócio
- /
- Page 17

Inmet monitora nova massa de ar frio no final do mês que pode ser tão intensa quanto a que provocou geadas generalizadas no país
Francisco de Assis Diniz – Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet

Os meteorologistas estão monitorando a massa de ar frio que está prevista para o final do mês. As condições climáticas apontam que a queda nas temperaturas vai ser tão intensa como já observados na semana passada em que as geadas atingiram as lavouras de café no sul de Minas Gerais.
De acordo com o Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet, Francisco de Assis Diniz, as previsões climáticas indicam uma nova frente fria para o sul do país que está causando chuvas na região de Santa Catarina e parte do Paraná. “Essa frente deve avançar aos poucos a partir de amanhã e deve causar chuvas na parte litoral sudeste de São Paulo”, afirma.
A frente fria não vai avançar para as outras localidades em função da os ventos que vão empurrar para o oceano. “A massa de ar frio que está atrás dela também vai correr para o oceano, e assim, vai evitar ter contraste de maior temperatura do continente. No entanto, essa massa de ar frio tem um risco de geadas para o sul do estado de São Paulo, em que as temperaturas devem chegar aos 12 graus”, comenta.
- Home
- /
- agronegócio
- /
- Page 17

Secretaria de Agricultura e Abastecimento orienta sobre como prevenir incêndios em plantações
Para prevenir o fogo nesta época seca, é fundamental que o agricultor não jogue bitucas de cigarros na palhada, não deposite lixo em local inadequado, não queime lixo e nem solte balões,
- Home
- /
- agronegócio
- /
- Page 17

“Agora o jogo é pra valer com um dos maiores mercados do mundo”, afirma secr. de Agricultura, após acordo entre Mercosul e UE
Para Gustavo Junqueira, há anos sem grandes acordos, o país estava se isolando dos principais importadores.
Após 20 anos de negociações, o Brasil se abre para o mundo com um acordo bilateral de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia e São Paulo está pronto para atender essa nova oportunidade. Os Ministros da Agricultura, Tereza Cristina, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo e Paulo Guedes, da Economia, conseguiram, por competência técnica, por um fim ao impasse comercial após mais de duas décadas de negociações. Com isso, pela primeira vez o Mercosul celebra um acordo com um parceiro desenvolvido e de grande peso internacional. A importância vai além do intercâmbio entre os dois blocos e da formação de um mercado potencial de milhões de pessoas.
O fato é que agora o Brasil terá acesso a um dos maiores mercados do mundo, avalia o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira. “Nós estamos falando aqui de um mercado de 500 milhões de habitantes. Essa é a população do mercado comum europeu. Pessoas que têm uma renda per capita de aproximadamente 34 mil dólares por ano, ou seja, uma das maiores do mundo. E isso representa, em termos de importações mundiais, quase 20%. O acordo traz um novo, enorme e potente cliente para o Brasil. E o Brasil sendo o gigante que é na produção agropecuária, com certeza ganhará grande vetor de crescimento no setor agro. É uma boa notícia para o Brasil e uma boa notícia para São Paulo”, afirma.
O acordo prevê que, em até 10 anos, 90% dos produtos exportados pelo Brasil entrarão no bloco com tarifa zero. Hoje, somente 24% das mercadorias enviadas tem alíquota zero. Estamos falando em mais de 60% de mercado que se abre em um leque inestimável de ganhos para o país e para os produtores rurais, que terão mais espaço para explorar a partir de agora. O tratado permitirá ao Brasil que, em 15 anos, as exportações para o bloco aumentem em 100 bilhões de reais.
A eliminação de tarifas favorece os produtos brasileiros que já têm vantagem competitiva no mercado mundial como suco de laranja, frutas e café solúvel, com aumento para peixes, crustáceos, óleos vegetais, além de cotas de exportação para carnes, açúcar e etanol, o que anima o mercado. O acordo possibilita ganhar mercado na União Europeia e como estabelecer novas estratégias de acesso ao bloco. O tratado abrange um mercado de 780 milhões de pessoas e cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Para o secretário Gustavo Junqueira, o acordo também vai aquecer o mercado interno. “Por um lado, o acordo vai aumentar a exportação, mas por outro vai também trazer competição para o mercado interno para que os nossos produtores e os nossos empresários invistam em mais tecnologia e sofistiquem seus produtos porque os nossos consumidores terão acesso também a produtos onde eles poderão comparar preço e qualidade. Agora o jogo é pra valer!”
As empresas terão de se tornar mais produtivas e inovadoras, isso porque do outro lado estarão produtores modernos e com mão de obra qualificada, com tributos mais funcionais, maior segurança jurídica e maior visibilidade para planejar. “Vamos trabalhar em políticas públicas para fortalecer o desenvolvimento de toda a cadeia, desde a pesquisa até a extensão rural para que nossos agricultores estejam preparados para esse novo mercado”, explica Gustavo Junqueira.
A indústria de alimentos também será impactada pela medida, afirma Gustavo Junqueira. “Mais de 70% de tudo que é produzido nas propriedades rurais do Estado de São Paulo são convertidos em alimentos pela indústria”.
O acerto também vai reconhecer como singularidades do Brasil produtos como cachaças, queijos e vinhos. Abrindo ainda mais possibilidades para produtores já premiados mundialmente de diversas regiões do nosso estado. “A questão de denominação de origem, ou seja, a identificação geográfica de áreas como o café da Alta Mogiana, o queijo de Pardinho ou a cachaça de várias regiões é fundamental. Se não, você faz todo o esforço de promoção desse produto, ocupando o espaço que lhe é devido, mas não consegue o reconhecimento justo”, completa Junqueira.
O acordo, que entra em vigor em 1 ou 3 anos, só passa a valer depois que o Parlamento da União Europeia e o Congresso dos quatro países sul americano aprovarem o texto.
- Home
- /
- agronegócio
- /
- Page 17

Oferta de milho pode ser ainda menor nos EUA promovendo mais uma rodada de alta para o cereal em Chicago. Soja também pode subir
Para Jack Scoville milho deve buscar os US$4,75 /bushel (julho) e soja segue movimento com potencial de chegar aos US$ 9,00/bushel (julho) no curto prazo
Jack Scoville – Analista da Price Futures Group

Nesta terça-feira (11), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou um novo relatório para a soja e para o milho dos norte-americanos. Para a soja, os números se mantiveram semelhantes ao relatório anterior. Agora, para o milho, houve uma redução na projeção de produção, o que deve colaborar para a alta dos preços.
Jack Scoville, analista da Price Futures Group, avalia que, no mês de junho, é impossível que os produtores de milho plantem o que estava previsto inicialmente. São 6,4 milhões de hectares sem plantio, com 2,8 a 3 milhões de hectares podendo ficar sem o cereal.
Este fator deve refletir nos números finais de produção. A perda pode chegar até a 40 milhões de toneladas do que era previsto anteriormente para este cereal.
A situação, assim, pode se refletir na soja, puxando os preços ou fazendo com que alguns produtores migrem do milho para a oleaginosa. Contudo, a produção estimada para esta se manteve em 112 milhões de toneladas.