- Home
- /
- agropecuaria
- /
- Page 2

BASF reforça a importância da silagem para a pecuária
Silagem é uma prática comum para conservação de forragens
A nutrição do rebanho é um fator fundamental para a pecuária pois influencia diretamente a qualidade da produção de carne e de leite. Em um cenário onde os custos com a nutrição animal estão subindo, garantir a conservação adequada e a qualidade nutricional do alimento é indispensável para o máximo rendimento dos animais.
A ensilagem é uma das técnicas e alternativas mais eficientes para conservar a boa alimentação dos bovinos, especialmente em períodos secos ou quando o pasto não está em boas condições. Esse processo se adapta bem ao manejo moderno pois possibilita otimização de recursos, como a melhor utilização do pasto e o tempo do produtor rural. Contudo, para que a ensilagem aconteça de maneira adequada e satisfatória, o uso de um inoculante de qualidade é essencial.
A utilização de inoculante no processo de ensilagem pode trazer benefícios significativos como o início mais rápido do processo fermentativo, possibilitando que o material ensilado tenha menor taxa de perdas e a inibição de bactérias e fungos indesejáveis, evitando a contaminação da silagem.
As bactérias presentes no inoculante auxiliam na produção do ácido lático a partir do açúcar e na redução do oxigênio do silo, levando a redução do pH a níveis ideais para a conservação da forragem. Com a utilização de um produto de qualidade, rico em bactérias benéficas ao processo de ensilagem, a forragem pode levar em torno de 5 dias para atingir um pH entre 3,9 e 4,5, considerado adequado para esse processo.
Solução BASF
Já existe no mercado uma solução indicada para todos os tipos de silagem, como por exemplo milho, sorgo, capim e cana-de-açúcar, com 7 bactérias láticas e 4% de enzimas celulolíticas na formulação que contribuem para antecipação da abertura e consumo do silo.
LactoSilo® Gold Liofilizado é o inoculante da BASF que melhora o aroma, cor, palatabilidade, digestibilidade e o pH da silagem durante o processo de fermentação e após abertura do silo. LactoSilo® Gold Liofilizado também ajuda a preservar o valor nutricional da forragem contribuindo para uma silagem de alta qualidade e para um rebanho mais saudável e produtivo.
Sua tecnologia oferece uma rápida e efetiva fermentação, evitando perdas de matéria seca e qualidade do material ensilado. O tratamento da silagem com o inoculante LactoSilo® Gold Liofilizado inibe o desenvolvimento de bactérias e fungos indesejáveis evitando a contaminação da silagem por micotoxinas prejudiciais aos animais e à qualidade da carne e do leite.
Benefícios do produto
- Indicado para todos os tipos de silagem.
- Acelera a fermentação e reduz do pH.
- Proporciona estabilidade aeróbica do silo.
- Inibe microrganismos indesejáveis.
- Antecipação da abertura e consumo do silo.
- Aumenta a palatabilidade e a digestibilidade.
Fonte: BASF
- Home
- /
- agropecuaria
- /
- Page 2

Genes de resistência à Ferrugem do Cafeeiro são alvos de pesquisa da Embrapa Café
Resultados de pesquisas genômicas realizadas pela Embrapa Café contribuirão para a seleção de cultivares da espécie arábica com resistência duradoura à ferrugem do cafeeiro, doença causada pelo fungo Hemileia vastatrix (H. vastatrix) e de grande impacto na cafeicultura no Brasil e no mundo. Parte dos resultados dessa pesquisa está sendo apresentada na publicação “Os Loci SH3 Envolvidos na Resistência à Ferrugem são Complexos, Multialélicos e Divergentes em Genomas de Coffea”, que acaba de ser lançada.
A pesquisadora Paula Cristina Angelo estuda alguns dos genes de cafeeiros relacionados com a resistência à ferrugem. Ela faz parte da equipe de um projeto que tem objetivos mais abrangentes na mesma linha de pesquisa liderado por Eveline Caixeta e que conta também com a participação de Luiz Filipe Pereira, todos pesquisadores da Embrapa Café.
Em genética, locus (do latim “lugar”) ou loci, se estiver no plural, é uma posição fixa e específica em um cromossomo, como um endereço, onde estão localizados determinados genes ou marcadores genéticos, uma vez que cada cromossomo carrega muitos genes.
Paula Angelo explica que, no caso do locus SH3, que tem sido o foco do estudo, muitas variantes do mesmo gene de resistência estão inseridas no mesmo locus. Essa característica do locus SH3 foi inicialmente divulgada em em 2011 em estudo realizado com a cultivar de café Arábica IAPAR 59 por pesquisadores brasileiros e franceses, dentre eles Alessandra Ribas.
A análise de genes que codificam proteínas determinantes de resistência ao fungo H. vastatrix nos loci SH3 cria oportunidade para o desenvolvimento de marcadores genéticos que podem ser usados para identificar qual ou quais das variantes do gene de resistência estão inseridos no SH3 das diferentes variedades de cafeeiro e, a partir disso, identificar qual é a importância de cada variante para cada resistência.
Resultados de pesquisa que foram alcançados a partir de 2018 demonstraram que o locus SH3 também é bastante complexo e diverso em outros cafeeiros. As diferenças encontradas no SH3 podem estar associadas, em conjunto com outros fatores, aos mecanismos que plantas de café possuem de reconhecimento de raças fisiológicas de H. vastatrix, o que determina se esses cafeeiros são ou não são resistentes a essas raças do fungo.
De acordo com o Pesquisador do IDR-Paraná, Gustavo H. Sera, que é parte da equipe do projeto, o desenvolvimento de cultivares com vários genes SH que codifiquem diferentes proteínas de resistência é de extrema importância para obter uma resistência durável, visto que existem pelo menos 15 raças de H. vastatrix registradas apenas no Brasil.
“Pesquisas em que as ferramentas da Biologia Molecular são utilizadas no melhoramento de plantas são oportunidades para a geração e disponibilização para a sociedade de cultivares com muito valor agregado em tempo relativamente curto, o que é uma vantagem no controle de doenças que se propagam com relativa facilidade, como é o caso da ferrugem do cafeeiro”, afirma, Paula Angelo.
Sobre a Ferrugem do Cafeeiro – A doença ferrugem do cafeeiro é causada pelo fungo Hemileia vastatrix Berk e pode provocar a desfolha precoce e a seca de ramos da planta antes da época de florescimento, com impactos negativos no vingamento de frutos da safra em que houve o acometimento da doença, como prejuízos na produção do ano seguinte. Dependendo da altitude, das condições climáticas e do estado nutricional da planta, a ferrugem pode causar até 50% de perdas na produção, em cultivares suscetíveis, quando nenhuma medida de controle efetivo é adotada.
Outro trabalho realizado no âmbito do Consórcio Pesquisa Café apresenta cultivares de café resistentes à ferrugem que apresentaram características que as tornam alternativas viáveis para a cafeicultura das Matas de Minas, importante região para a cafeicultura e onde há grande incidência da doença. Os resultados do estudo estão na publicação “Cultivares de café resistentes à ferrugem: alternativa viável para a cafeicultura das Matas de Minas”, que também pode ser acessado pelo endereço eletrônico https://www.embrapa.br/cafe/publicacoes.
Fonte: Embrapa Café
- Home
- /
- agropecuaria
- /
- Page 2

Ministra diz que Brasil tem fertilizantes suficientes até o início da próxima safra, em outubro
Tereza Cristina pediu tranquilidade e garantiu que o governo estuda alternativas para todos os cenários
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse nesta quarta-feira (2) que o Brasil tem fertilizantes suficientes para o plantio até outubro e que o governo já trabalha desde o ano passado com alternativas para garantir o suprimento para o setor, no caso de escassez provocada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia.
“A safrinha de milho já está acontecendo, então o que precisava de fertilizantes já está garantido. A safra de verão, que será no final de setembro, outubro, é uma preocupação, mas também temos do setor privado a confirmação de que há um estoque de passagem suficiente para chegar até outubro”, disse a ministra, em conversa com jornalistas.
O Brasil já trabalha na busca de novos parceiros para o caso de diminuir o recebimento de fertilizantes da Rússia e da Bielorrusia. Segundo a ministra, o Mapa tem um grupo de acompanhamento que conversa constantemente com as indústrias, com os produtores, com a parte de logística e de infraestrutura. “Temos que ter tranquilidade neste momento e estudar todos os cenários que podem acontecer”, disse.
Além disso, a Embrapa estuda alternativas para aumentar a eficiência do plantio com o menor uso de fertilizantes. Também estão sendo trabalhadas estratégias de fomento e financiamento para aumento da produção de bioinsumos, fertilizantes organominerais, nanotecnologia e agricultura digital. “A agricultura brasileira é forte, vai continuar forte, e temos que dar as alternativas para ela continuar trabalhando”, ressaltou a ministra.
O governo deve lançar nos próximos dias o Plano Nacional de Fertilizantes, elaborado desde o ano passado em parceria com outros ministérios e com a iniciativa privada, para reduzir a dependência do Brasil da importação de fertilizantes. “O Brasil precisa tratar esse assunto como segurança nacional e segurança alimentar. Então, esse Plano, que fizemos lá atrás, há um ano, sem prever nada disso, era que o governo pensava que nós deveríamos ter para que o Brasil, que é uma potência agroalimentar, tivesse um plano de pelo menos 50% a 60% de produção própria dos seus fertilizantes”, disse a ministra sobre o plano que deve ser apresentado ainda este mês.
Importação
Atualmente, o Brasil é o quarto consumidor global de fertilizantes, responsável por cerca de 8% deste volume e é o maior importador mundial. O Brasil importa cerca de 80% de todo o fertilizante usado na produção agrícola nacional. No caso do potássio, o percentual importado é de cerca de 95%. A Rússia é responsável por fornecer cerca de 25% dos fertilizantes para o Brasil.
A Rússia é a maior exportadora mundial de fertilizantes, com praticamente US$ 7,0 bilhões exportados em 2020. É também a maior fornecedora do Brasil, com US$ 1,79 bilhão dos US$ 8,03 bilhões que importamos (2020).
Em relação aos fertilizantes potássicos, a Rússia é responsável por cerca de 20% da produção global e é origem de 28% das importações brasileiras. Já para os nitrogenados, o país é o segundo maior produtor global. Como fornecedor para o Brasil a Rússia participa com 21% dos nitrogenados e, no caso específico do nitrato de amônio, o país é praticamente o único fornecedor para o Brasil, segundo dados da Conab.
Bielorrussia
As exportações de fertilizantes da Bielorrussia para o Brasil estão suspensas desde o início de fevereiro por causa do fechamento dos portos da Lituânia para o escoamento desse produto. Desde que soube que a Bielorrusia sofreria sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia, o governo brasileiro vem buscando alternativas para suprir a demanda do setor.
A ministra Tereza Cristina esteve na Rússia no ano passado e no Irã em fevereiro deste ano negociando o aumento de exportações de fertilizantes para o Brasil. A estatal iraniana National Petrochemical Company (NPC) afirmou que o Irã poderá triplicar as exportações de ureia para o Brasil, chegando a 2 milhões de toneladas ao ano. No dia 12 março está prevista uma viagem da ministra para o Canadá para negociar o aumento das exportações de potássio para o Brasil.
Fonte: MAPA
- Home
- /
- agropecuaria
- /
- Page 2

Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2021 está estimado em R$ 1,10 trilhão
As lavouras respondem por 67,7% do VBP, e a pecuária por 32,3%. As maiores contribuições vieram de soja, milho, cana-de- açúcar, carne bovina e carne de frango
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021, estimado com base nas informações de setembro, atingiu R$ 1,103 trilhão. O número representa um crescimento de 10% em relação ao valor de 2020, que foi de R$ 1,0 trilhão.
O valor das lavouras cresceu 12%, e a pecuária, 6,1%. Decompondo-se o VBP, verifica-se que as lavouras respondem por 67,7%, e a pecuária por 32,3%. As maiores contribuições para obter esse resultado vieram de soja, milho, cana-de- açúcar, carne bovina e carne de frango. Juntos, sua contribuição foi de 72,4%.
Os recordes de valor, obtidos em uma série de 32 anos, foram observados em algodão (R$ 29,8 bilhões), milho (R$ 121,6 bilhões), soja (R$ 360,3 bilhões) e trigo (R$ 12,8 bilhões). Na pecuária, os recordes foram obtidos em carne bovina e carne de frango.
Contribuições negativas ao VBP foram observadas em amendoim, banana, batata inglesa, cacau, café, feijão, laranja, tomate, mandioca e uva. Esse comportamento teve impacto expressivo no resultado final do VBP.
Os resultados do VBP deste ano carregam os efeitos de impactos climáticos ocorridos em 2020 e 2021.Falta de chuvas, secas e geadas afetaram produtos relevantes como milho de segunda safra, café, feijão e outros. Entretanto, as boas condições do mercado internacional, e os preços internos favoráveis, têm sido os principais fatores de crescimento do agronegócio em 2021. Quanto aos preços, podem-se destacar fortes elevações neste ano em algodão em caroço (27,4%), café arábica (22,2 %), cana -de-açúcar (10,0 %), milho (27,1%), soja (16,4%) e trigo (5,0%).
Os resultados regionais mostram a liderança do Centro-Oeste no faturamento neste ano, R$ 362, 87 bilhões, Sul R$ 309,2 bilhões, Sudeste R$ 250,9 bilhões, Nordeste R$ 98,3 bilhões e Norte 70,0 bilhões.
O que é VBP
O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.
O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.
Fonte: MAPA
- Home
- /
- agropecuaria
- /
- Page 2

CNA estima crescimento de 3% para o PIB do agronegócio em 2021 e safra de grãos em 300 mi de t
Bruno Lucchi – Superintendente Técnico da CNA
- Home
- /
- agropecuaria
- /
- Page 2

Valor da Produção Agropecuária de 2020 é estimado em R$ 848,6 bilhões
A poucas semanas para o fim do ano, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020 está estimado em R$ 848,6 bilhões, alta de 13,14% em relação ao ano anterior. Desse valor, R$ 572,27 bilhões referem-se às lavouras e R$ 276,32 bilhões à pecuária. As lavouras tiveram um aumento real de 16,9% e a pecuária, 6,1%, em relação a 2019.
A projeção, com base nos dados de outubro, é resultado dos preços agrícolas pagos ao produtor e das exportações. A maior parte dos produtos analisados apresentou aumento de preços, entre eles cacau (9,5%), café arábica (14,2%), feijão (17,2%), milho (17,6%), soja (26,4%), trigo (21,0%), maçã (20,6%), carne bovina (17,7%), carne suína (12,8%), ovos (8,3%) e arroz (22,3%).
Esses produtos, em razão dos preços e das quantidades produzidas no ano, foram os que apresentaram o melhor desempenho. Porém, a soja é o produto de maior destaque, com VBP estimado de R$ 223,2 bilhões, representando 26,3% do valor total do ano.
Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam estoques reduzidos para vários produtos, o que mostra que as vendas no mercado interno e para fora do país estão aquecidas.
Vários produtos apresentam recorde de faturamento em 2020, como milho, soja, carne bovina e carne suína. “O comportamento dessas atividades resultaram em valor expressivo para o VBP neste ano”, avalia José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Política e Informação da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Um grupo reduzido apresentou desempenho baixo (banana, batata-inglesa, tomate, uva e carne de frango).
VBP Regional
Em relação aos estados, cinco lideram o ranking: Mato Grosso (18,4%), Paraná (12,9%), São Paulo (12%), Minas Gerais (10,7%) e Rio Grande do Sul (8,1%).
Projeção para 2021
As primeiras estimativas do VBP para 2021 indicam um cenário otimista. O VBP projetado é de R$ 949,22 bilhões, 11,9% acima do observado neste ano (R$ 848,6 bilhões). “Há boas perspectivas para soja, cuja previsão do VBP é de R$ 300 bilhões, contra R$ 223,2 bilhões neste ano. Também há resultados melhores para arroz e carnes”, diz o coordenador da pesquisa.
O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país.
Fonte: MAPA
- Home
- /
- agropecuaria
- /
- Page 2

Abastecimento e produção agropecuária seguem dentro da normalidade em Minas
O abastecimento e a produção agropecuária e agroindustrial em Minas Gerais, no período de 6 a 14 de abril, se manteve dentro da normalidade em quantidade e fluxo de produtos nos mercados locais, regionais e estadual. A avaliação positiva da conjuntura é da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), que está realizando, em parceria com as instituições vinculadas (Emater-MG, EPAMIG e Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA), o monitoramento da atividade agropecuária no estado para identificar possíveis impactos no processo de produção e distribuição de alimentos, durante o período de enfrentamento da Covid-19.
O monitoramento acompanhou o desempenho da comercialização e abastecimento de vários gêneros alimentícios, insumos agropecuários; frutas e hortaliças comercializadas na CeasaMinas – entreposto da Grande BH; café, além do levantamento do abate de bovinos, aves e suínos.
Segundo a secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, a divulgação do “Balanço da Situação da Produção e Abastecimento Agropecuário em Minas Gerais Frente à Crise do Coronavírus” será semanal. “O Sistema da Agricultura está monitorando as diversas cadeias produtivas na perspectiva de manter o fluxo regular da produção agropecuária e garantir o abastecimento para a sociedade”.
Agricultura Familiar
A Emater-MG realizou o levantamento das informações em 737 municípios que contam com a sua assistência técnica. “A metodologia utilizada para esse trabalho se baseou na aplicação semanal de questionário junto aos nossos técnicos para atender a demanda e a necessidade de monitoramento da sociedade e das instituições públicas, tanto do estado quanto dos municípios ”, explica o diretor técnico Feliciano Nogueira.
De acordo com a Emater-MG, a situação do comércio dos agricultores familiares varia de normal ao comprometimento médio em 76% dos municípios consultados. O mercado local, representado por supermercados, mercearias e sacolões, tem sido o principal canal de comercialização para esses agricultores, seguido das televendas em redes sociais com entrega em domicílio, modalidade que foi adotada em 50,2% dos municípios consultados.
Segundo o diretor técnico do IMA, Bruno Rocha de Melo, os dados do sistema de defesa agropecuária mostram que a situação das cadeias produtivas de proteína animal está dentro da normalidade. De acordo com o levantamento foram abatidos 58.578 bovinos no período analisado.
O abate de aves também segue dentro das expectativas e a análise do alojamento de animais para engorda (pintos de 1 dia) aponta para um cenário de normalidade nos próximos 45 dias. Ainda de acordo com a avaliação do IMA, não foram observadas mudanças significativas no trânsito de suínos destinados ao abate que indicassem risco momentâneo ao desabastecimento do produto. “A cadeia do leite requer um pouco mais de atenção, principalmente, os laticínios de menor porte, que estão com dificuldade de escoar seus produtos, o que reflete de alguma forma para o produtor”, pondera o diretor técnico do IMA.
Monitoramento de Preços
A Secretaria de Agricultura, que está realizando o monitoramento dos preços das frutas e hortaliças mais comercializadas na CeasaMinas, e as variações apresentadas estão dentro do normal. Para alguns produtos como o alho e a cebola, essa variação foi pouco significativa. O chuchu, o tomate e o pimentão tiveram queda devido à maior oferta desses produtos no mercado. Em relação à batata e cenoura, a demanda foi menor que a esperada.
Frutas como o abacaxi, laranja e a melancia mantiveram-se praticamente com preços estáveis. A maçã e o mamão, observando-se o início e o final do período em questão, foram às únicas frutas que apresentaram alta nos preços devido à menor oferta. Para a maçã, a queda da demanda, ocasionada pela suspensão das compras para a merenda escolar, fez com que os lotes retornassem para as câmaras frias.
Fonte: Epamig
- Home
- /
- agropecuaria
- /
- Page 2

Valor bruto da produção agropecuária deve alcançar recorde em 2020, diz CNA

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária, que mede o faturamento bruto da atividade “dentro da porteira”, deve registrar recorde, subindo 9,9% este ano, de R$ 638,8 milhões em 2019 para R$ 702,2 bilhões. A estimativa, de janeiro, é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Para o ramo agrícola, é esperado um crescimento de 10,7%, um aumento de R$ 42,2 bilhões frente a 2019, de R$ 394 bilhões para R$ 436,2 bilhões. As culturas de café, milho e soja devem ser as principais responsáveis pelo crescimento do ramo.
A bienalidade positiva deve elevar em 30% a produção de café arábica e reduzir os preços que, em janeiro, ainda estão em níveis elevados, típicos da entressafra.
Para o milho, a receita prevista é de R$ 84,2 bilhões, aumento de 25,6% na comparação com 2019. “Apesar da estabilidade no volume de produção do milho, a elevação dos preços justifica a variação e o impacto do produto no VBP agrícola”, informa a CNA, em comunicado.
Segundo a entidade, a soja deve ter um VBP de R$ 169,6 bilhões, alta de 11,1%.
Para o ramo pecuário o VBP de 2020 deve ter um incremento de 8,7%, o equivalente a um montante de R$ 21,2 bilhões, de R$ 244,8 bilhões para R$ 266 bilhões.
“O ano de 2020 deve ser bastante positivo, particularmente para carnes bovina e suína com aumento de produção e, principalmente, de preços”, diz a CNA.
A carne bovina terá aumento de 20,7% no VBP neste ano, somando R$ 138,8 bilhões. O segmento de suínos também deve crescer e ter elevação de 29,2%, ficando em R$ 24 bilhões.
- Home
- /
- agropecuaria
- /
- Page 2

Produtividade da agropecuária cresce 3,36% ao ano, aponta estudo do Mapa
A taxa, que engloba período de 1975 a 2018, é superior à de países como Argentina, Austrália e China
A produtividade é o principal fator de estímulo ao crescimento da agropecuária brasileira nos últimos 43 anos. No período de 1975 a 2018, o setor cresceu, em média, 3,36% ao ano. Essa taxa é superior à de países como Argentina, Austrália e China. A média histórica dos Estados Unidos (1948-2015), por exemplo, é de 1,38%.
O estudo da Produtividade da Agricultura Brasileira, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostra que o produto da agropecuária teve incremento de 3,81% e o de insumos, 0,44%, no período analisado.
Os ganhos de produtividade vieram, principalmente, dos investimentos em pesquisa, da adoção de novos sistemas de produção, das melhorias em infraestrutura, incluindo estradas e escoamento da produção para o exterior por portos do Norte do país e aumento da capacidade portuária de Paranaguá (PR) e Santos (SP), e instrumentos adequados de política agrícola.
De acordo José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, a melhoria da produtividade no campo está associada, em especial, à mão de obra mais qualificada e à eficiência no uso de máquinas e implementos, com ganhos de qualidade e treinamento para a realização das operações. A produtividade nos anos recentes, principalmente, no período 2000-2009, teve um desempenho considerado favorável, de 3,8% ao ano e o produto, 5,18% a.a.
No entanto, nos últimos cinco anos (2014-2018), o crescimento desacelerou devido a fatores climáticos, como secas que afetaram principalmente a produção de grãos. Destacam-se os anos de 2016 e 2018, quando as safras de arroz, milho e algodão foram fortemente afetadas. O desempenho econômico foi outro fator que forçou o baixo crescimento.
“É possível que a produtividade desse período também foi afetada pela complexidade associada a uma escolha ótima de insumos. Isto também pode ser aceito sabendo que esse período [2014-2018] foi um período difícil de uma maneira geral, inclusive pelo baixo crescimento da economia brasileira nesses anos”, explica Gasques.
O estudo foi atualizado e incorpora informações preliminares do Censo Agropecuário 2017, informações das pesquisas anuais do IBGE – Produção Agrícola Municipal e Pesquisa da Pecuária Municipal, o que permite maior precisão das estimativas.
O coordenador ainda destaca que as estimativas são feitas com base na Produtividade Total dos Fatores (PTF), que é a relação entre o produto da agropecuária (lavouras perenes e temporárias, a produção animal, leite, mel, seda e casulo, além dos abates de animais bovinos, suínos e de aves) e os insumos (mão de obra, terra de lavoura e de pastagem, fertilizantes, defensivos, máquinas e implementos). O índice é abrangente e permite a comparação dos índices de produtividade entre países.
O estudo teve a participação da Secretária de Política Agrícola do Mapa, da Embrapa, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) e uso de dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês).
- Home
- /
- agropecuaria
- /
- Page 2

Agro sem tecnologia e gestão não é negócio
Como todo ramo de negócio, o agro trabalha com três pilares principais: redução dos custos de produção, maximização dos lucros e aumento da produtividade.