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“Agora o jogo é pra valer com um dos maiores mercados do mundo”, afirma secr. de Agricultura, após acordo entre Mercosul e UE
Para Gustavo Junqueira, há anos sem grandes acordos, o país estava se isolando dos principais importadores.
Após 20 anos de negociações, o Brasil se abre para o mundo com um acordo bilateral de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia e São Paulo está pronto para atender essa nova oportunidade. Os Ministros da Agricultura, Tereza Cristina, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo e Paulo Guedes, da Economia, conseguiram, por competência técnica, por um fim ao impasse comercial após mais de duas décadas de negociações. Com isso, pela primeira vez o Mercosul celebra um acordo com um parceiro desenvolvido e de grande peso internacional. A importância vai além do intercâmbio entre os dois blocos e da formação de um mercado potencial de milhões de pessoas.
O fato é que agora o Brasil terá acesso a um dos maiores mercados do mundo, avalia o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira. “Nós estamos falando aqui de um mercado de 500 milhões de habitantes. Essa é a população do mercado comum europeu. Pessoas que têm uma renda per capita de aproximadamente 34 mil dólares por ano, ou seja, uma das maiores do mundo. E isso representa, em termos de importações mundiais, quase 20%. O acordo traz um novo, enorme e potente cliente para o Brasil. E o Brasil sendo o gigante que é na produção agropecuária, com certeza ganhará grande vetor de crescimento no setor agro. É uma boa notícia para o Brasil e uma boa notícia para São Paulo”, afirma.
O acordo prevê que, em até 10 anos, 90% dos produtos exportados pelo Brasil entrarão no bloco com tarifa zero. Hoje, somente 24% das mercadorias enviadas tem alíquota zero. Estamos falando em mais de 60% de mercado que se abre em um leque inestimável de ganhos para o país e para os produtores rurais, que terão mais espaço para explorar a partir de agora. O tratado permitirá ao Brasil que, em 15 anos, as exportações para o bloco aumentem em 100 bilhões de reais.
A eliminação de tarifas favorece os produtos brasileiros que já têm vantagem competitiva no mercado mundial como suco de laranja, frutas e café solúvel, com aumento para peixes, crustáceos, óleos vegetais, além de cotas de exportação para carnes, açúcar e etanol, o que anima o mercado. O acordo possibilita ganhar mercado na União Europeia e como estabelecer novas estratégias de acesso ao bloco. O tratado abrange um mercado de 780 milhões de pessoas e cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Para o secretário Gustavo Junqueira, o acordo também vai aquecer o mercado interno. “Por um lado, o acordo vai aumentar a exportação, mas por outro vai também trazer competição para o mercado interno para que os nossos produtores e os nossos empresários invistam em mais tecnologia e sofistiquem seus produtos porque os nossos consumidores terão acesso também a produtos onde eles poderão comparar preço e qualidade. Agora o jogo é pra valer!”
As empresas terão de se tornar mais produtivas e inovadoras, isso porque do outro lado estarão produtores modernos e com mão de obra qualificada, com tributos mais funcionais, maior segurança jurídica e maior visibilidade para planejar. “Vamos trabalhar em políticas públicas para fortalecer o desenvolvimento de toda a cadeia, desde a pesquisa até a extensão rural para que nossos agricultores estejam preparados para esse novo mercado”, explica Gustavo Junqueira.
A indústria de alimentos também será impactada pela medida, afirma Gustavo Junqueira. “Mais de 70% de tudo que é produzido nas propriedades rurais do Estado de São Paulo são convertidos em alimentos pela indústria”.
O acerto também vai reconhecer como singularidades do Brasil produtos como cachaças, queijos e vinhos. Abrindo ainda mais possibilidades para produtores já premiados mundialmente de diversas regiões do nosso estado. “A questão de denominação de origem, ou seja, a identificação geográfica de áreas como o café da Alta Mogiana, o queijo de Pardinho ou a cachaça de várias regiões é fundamental. Se não, você faz todo o esforço de promoção desse produto, ocupando o espaço que lhe é devido, mas não consegue o reconhecimento justo”, completa Junqueira.
O acordo, que entra em vigor em 1 ou 3 anos, só passa a valer depois que o Parlamento da União Europeia e o Congresso dos quatro países sul americano aprovarem o texto.
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O melhor café do mundo é brasileiro e de Minas Gerais
por: Gabriela Glette
Fonte: Site Hypeness
Maior produtor de café do mundo, o brasileiro já pode se orgulhar de também ser dono do título de melhor café do planeta. O grande vencedor do Cup of Excellence – principal concurso internacional da qualidade dos cafés, foi Sebastião Afonso da Silva, que possui uma fazenda no município de Cristina – sul de Minas Gerais.
Nos últimos anos, a moda do café gourmet veio para ficar e, não é de se admirar que 97% dos brasileiros consumam a bebida em algum momento do dia. Porém, com tanta produção acontecendo, o diferencial de Sebastião está na colheita feita à mão, técnica chamada de derriça, além, é claro, do clima favorável ao cultivo do grão.
Graças às montanhas da Serra da Mantiqueira, este pequeno produtor pode fazer a colheita tardia, mantendo os grãos maduros por mais tempo nos galhos. Isto pode parecer apenas mais um detalhe, mas é o que faz ele ter um melhor aproveitamento de sua colheita e seu café ser considerado assim tão especial.
Considerado o café natural mais caro do mundo, Sebastião conseguiu a maior nota já obtida em concursos em todo o mundo: 95,18, em uma escala que vai até 100. Os principais atributos de seu produto são a acidez, a doçura e o corpo, tanto que apenas uma saca de 60 quilos desse café chegou a ser vendida a R$ 9,8 mil para a Starbucks norte americana, a maior rede de cafeterias do mundo. Já tomou seu cafezinho hoje?
Fonte: https://www.hypeness.com.br/2019/06/o-melhor-cafe-do-mundo-e-brasileiro-e-de-minas-gerais/
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Oferta de milho pode ser ainda menor nos EUA promovendo mais uma rodada de alta para o cereal em Chicago. Soja também pode subir
Para Jack Scoville milho deve buscar os US$4,75 /bushel (julho) e soja segue movimento com potencial de chegar aos US$ 9,00/bushel (julho) no curto prazo
Jack Scoville – Analista da Price Futures Group

Nesta terça-feira (11), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou um novo relatório para a soja e para o milho dos norte-americanos. Para a soja, os números se mantiveram semelhantes ao relatório anterior. Agora, para o milho, houve uma redução na projeção de produção, o que deve colaborar para a alta dos preços.
Jack Scoville, analista da Price Futures Group, avalia que, no mês de junho, é impossível que os produtores de milho plantem o que estava previsto inicialmente. São 6,4 milhões de hectares sem plantio, com 2,8 a 3 milhões de hectares podendo ficar sem o cereal.
Este fator deve refletir nos números finais de produção. A perda pode chegar até a 40 milhões de toneladas do que era previsto anteriormente para este cereal.
A situação, assim, pode se refletir na soja, puxando os preços ou fazendo com que alguns produtores migrem do milho para a oleaginosa. Contudo, a produção estimada para esta se manteve em 112 milhões de toneladas.
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BASF compartilha conhecimentos sobre Agricultura 4.0 durante a Digital Agro 2019
Programa AgroStart é a plataforma de inovação da BASF para América Latina
Inteligência artificial, sensores e coleta de dados fazem parte da Agricultura 4.0. O conceito é colocado em prática no Programa AgroStart, da BASF, que realiza aceleração de startups e promove um ecossistema de interação entre grandes empresas e empreendedores. Estas iniciativas serão apresentadas durante a Digital Agro 2019, de 11 a 13 de junho.
Pelo terceiro ano consecutivo, a BASF participa da Digital Agro promovida pela Frísia Cooperativa Agroindustrial em Carambeí, PR. Nesta edição, duas startups que participam do AgroStart estarão no estande da BASF: uma que atua com pulverização com drone e a outra de monitoramento digital das lavouras com inteligência artificial.
A BASF vai compartilhar as suas iniciativas de sucesso com o Programa AgroStart. Desde 2016, mais de 400 startups da América Latina já se inscreveram no programa e dez foram ou estão sendo aceleradas.
A Agricultura 4.0 traz o desafio de integrar as tecnologias disponíveis. “Nós queremos estar cada vez mais próximos dos empreendedores, incentivando aqueles que desejam investir na cadeia agrícola, oferecendo soluções inovadoras para todo o agronegócio”, afirma Eduardo Menezes, gerente de Produto Digital da BASF.
Uma das mais recentes iniciativas da área de Agricultura Digital da BASF é o Ecossistema AgroStart, com parcerias de grandes empresas de diversos segmentos, como a Bosch e a Samsung. As empresas contribuem com conhecimento técnico e infraestrutura para o desenvolvimento das startups.
“O objetivo é oferecer experiências, ferramentas e visibilidade aos empreendedores que buscam criar soluções que contribuem para a longevidade e a produtividade dos cultivos”, finaliza Menezes, que será um dos palestrantes do evento, com o tema: Agricultura 4.0 e inovações digitais no agro.
Sobre Digital Agro Frísia
Onde: Parque Histórico de Carambeí – PR
Data: 11 a 13 de junho de 2019
Site: www.digitalagro.com.br
Palestra BASF: Agricultura 4.0 e inovações digitais no agro
Dia: 12 de junho
Hora: 11h30
Local: Mini Auditório 1
Palestrante: Eduardo Menezes, gerente de Produto Digital da BASF
Fonte: BASF
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Dia do Trabalhador Rural é celebrado por brasileiros
Fundadora da primeira Edtech de inglês técnico para o agronegócio comenta
Comemorado no dia 25 de maio, a data é uma homenagem para pessoas que trabalham no campo e tem como marco a morte do deputado federal Fernando Ferrari, que sempre lutou pelo direito destes trabalhadores
O agronegócio está em constante crescimento no Brasil. Para se ter uma ideia, de acordo com pesquisa recente divulgada pelo Censo Agropecuário do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a área destinada para agricultura e pecuária no país cresceu 5% em 2018. Devido a importância desse segmento no país – que concentra um grande território para o plantio e criação de animais -, é celebrado no dia 25 de maio, o Dia do Trabalhador Rural, em referência a data de falecimento do deputado federal Fernando Ferrari, um político que lutava pelos direitos dos trabalhadores do campo.
Rízia Prado, fundadora da GreenGo Inglês, primeira Edtech que oferece um curso online de inglês voltado para o agronegócio, sabe da necessidade de dedicar uma data para estes profissionais. Rízia, após acumular mais de cinco anos de experiência ministrando aulas de inglês, desenvolveu o curso ISA (Inglês de Sucesso Agro), que é o único treinamento completo de inglês online para o agronegócio do Brasil e que se tornou referência no setor.
A especialista comenta a importância da data dedicada aos profissionais do agro: “O Dia do Trabalhador Rural não homenageia apenas aqueles que trabalham no campo, mas também propõe um momento de reflexão sobre a dedicação desses profissionais que, por conta desse crescimento, buscam cada vez mais sua profissionalização na área, como um curso de inglês técnico e específico para o setor”, diz.
Ela ressalta, ainda, que há muitos motivos para comemorar o Dia do Trabalhador Rural. “Mesmo que hoje já existam muitas tecnologias que estão substituindo o trabalho desses profissionais, não devemos parar de divulgar a importância da mão de obra nas fazendas que, de qualquer forma, representam um trabalho essencial para a melhoria na qualidade dos alimentos”, ressalta Rízia Prado.
Rízia apoia muito essa data, pois sempre teve afinidade com o agronegócio, além de morar em uma das regiões do Brasil com o maior número de fazendas: o estado de Goiás. Após oito anos morando nos Estados Unidos – onde teve o primeiro contato com o mundo agro, já que se formou em gastronomia e passou a atuar na horta da universidade -, Rizia voltou ao Brasil e passou a dar aulas de inglês em escolas tradicionais e também a se dedicar a traduções de artigos técnicos do setor agro.
Nessa época, passou a atender também alunos particulares, sendo que muitos vinham atrás de mais conhecimento sobre termos e expressões do mundo do agronegócio. Foi justamente por isso que ela teve a ideia de criar um método para ensinar o inglês voltado especificamente para o agronegócio, que fugisse da metodologia aplicada nas tradicionais escolas de inglês – que, muitas vezes, não proporcionam o resultado esperado para os alunos.
Assim, o ISA foi criado, por meio de um método exclusivo e online, intitulado por Rizia como “raiz”, dentro do qual ela ensina formas práticas de utilizar a língua inglesa no mundo agro. “Qualquer pessoa pode se inscrever. Atualmente, com mais de 1.000 alunos, já posso perceber que diferentes perfis têm me procurado para aprender o inglês agro. Tenho desde estudantes até profissionais que já atuam no setor e precisam se aperfeiçoar”, salienta a empreendedora, que fechou 2018 com faturamento de R$ 500 mil.
A pessoa que se inscrever no ISA estará preparada para participar de reuniões no exterior, realizar vendas, entender o manual de instruções de maquinários modernos, além de aprender diversas expressões únicas do universo agro. “Acredito que a profissionalização seja uma forma de mantermos essa profissão, de uma maneira atualizada, em que os profissionais estarão com uma maior capacitação para ampliar ainda mais o setor no Brasil”, finaliza.
Sobre Rizia Prado – Com quase 10 anos de vivência internacional, é especializada em Gastronomia pela Guilford Tech, tendo trabalhado em fazendas da Carolina do Norte (EUA), e é formada em ESL (English as a Second Language) pela Oxford Seminars, de Nova York. Atuou durante anos no setor de agronegócio como tradutora de artigos técnicos, e desenvolveu o método inédito e exclusivo Raiz com o curso ISA (Inglês de Sucesso Agro), disponível na plataforma GreenGo Inglês, o único treinamento completo de inglês para o agronegócio do Brasil.
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Prioridades da CNA para o Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020 atendem demandas urgentes dos produtores
As propostas da CNA para o Plano Agrícola e Pecuário 2019/2020 abrangem as demandas mais urgentes dos produtores rurais ouvidos em todas as regiões do país, como a garantia da previsibilidade orçamentária, a redução da burocracia, o aperfeiçoamento dos programas já existentes, incremento no volume e disponibilização dos recursos em época compatível com o calendário da atividade, fontes alternativas de crédito e redução da taxa de juros.
O documento elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil com as 10 propostas prioritárias para o PAP foi entregue pelo presidente da entidade, João Martins, à ministra da Agricultura, Tereza Cristina.
As medidas que constam no documento foram definidas a partir de reuniões com produtores rurais, técnicos de sindicatos rurais e de federações de agricultura. Também colaboraram agentes do mercado financeiro e do mercado de seguros rurais.
O documento está dividido em cinco eixos estruturantes de uma proposta de transição para a política agrícola e de ajustes pontuais para a safra 2019/2020: medidas para aumentar o funding (volume de recursos) de financiamento para a agropecuária, medidas para desburocratizar e reduzir o custo de observância, crédito rural, gestão de riscos na atividade agropecuária e comercialização. Estes pontos incluem:
– os programas de crédito rural;
– o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR);
– o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro);
– o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC);
– a sugestão de criação do Programa de Subvenção ao Prêmio dos Contratos de opção de Venda de Produtos Agropecuários (Programa de Garantia de Renda)
– a Política de Garantia de Preços Mínimos;
– o Programa de Aquisição de Alimentos;
– o Programa de Abastecimento Social ou Venda em Balcão da Conab.
A partir desses eixos estruturantes, foram definidas 10 propostas prioritárias.
Aumento das fontes de recursos para o setor – A CNA sugere restabelecer os níveis de exigibilidade sobre a poupança rural em 74% (MCR 6-4-2) e sobre os depósitos à vista em 34% (MCR 6-2-3), eliminar a tributação sobre ganhos de capital decorrentes de variação cambial em Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) e Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) emitidos em moeda estrangeira e flexibilizar os investimentos estrangeiros no mercado de capitais brasileiros.
Ainda sobre esse aspecto, a entidade recomenda negociar com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a edição de instrução normativa que cria o Fundo de Investimento para o setor agropecuário, o que dá maior flexibilidade para os fundos de previdência complementar investir no agronegócio.
Desburocratização – a CNA solicita estender o mecanismo de equalização de taxa de juros e outros encargos financeiros aos bancos privados e às confederações de cooperativas de crédito rural.
Crédito rural – A indicação é priorizar recursos para o crédito de custeio, priorizar os programas de investimento para construção de armazéns (PCA), adequação das propriedades à legislação ambiental (ABC) e investimentos necessários à incorporação de inovações tecnológicas nas propriedades rurais (Inovagro), retornar o financiamento da assistência técnica com recursos do crédito rural oficial, anunciar o volume de recursos programados para aplicação em crédito rural condizente com a real disponibilidade de recursos das instituições financeiras e com a capacidade de equalização de taxa de juros pelo Tesouro Nacional e estimular o Pronaf Produtivo Orientado, pois tem acompanhamento de assistência técnica.
Gestão de riscos – a demanda é garantir previsibilidade de execução do orçamento destinado ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e implementar sistema para concessão da subvenção ao prêmio do seguro diretamente ao produtor rural. Em relação a esse tema, a CNA ressalta no documento que é imprescindível que se construa uma política estruturante e integrada para gestão de riscos da atividade agropecuária. Para a entidade, os instrumentos de gestão de riscos agropecuários devem ser o pilar fundamental de uma nova política agrícola no país.
Fonte: CNA
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Tereza Cristina: “Nossa agricultura precisa de mais tranquilidade, de mais segurança para produzir” (MAPA)
Ministra defende reformulação no programa de subvenção ao seguro rural para proporcionar mais proteção aos agricultores contra os riscos de perda da safra
A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou nesta terça-feira (23) que melhorar o programa de subvenção ao seguro rural será fundamental para dar mais segurança aos produtores rurais brasileiros, que correm muitos riscos de perda de safra devido a problemas climáticos. A ministra participou no fim da manhã do Seminário Internacional do Seguro Rural, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.
O evento acontece num momento em que os ministérios da Agricultura e da Economia discutem elevação dos valores destinados à subvenção do seguro no Plano Safra 2019/2020. Tereza Cristina defende ampliar o valor destinado à subvenção do seguro dos R$ 440 milhões deste ano para R$ 1 bilhão na próxima safra, o que ajudaria a reduzir os riscos embutidos nos financiamentos agrícolas e, com isso, a diminuir também as taxas de juros cobradas pelos bancos.
“O seguro é uma das ferramentas que podem levar mais tranquilidade para aqueles que estão no campo produzindo. Nossa agricultura precisa de mais tranquilidade, de mais segurança para produzir”, afirmou Tereza Cristina. “A gente viu esse ano vários acontecimentos: no Brasil tivemos seca no início do ciclo, depois nos Estados Unidos ocorreram as inundações pós-colheita e antes da safra, causando prejuízos, e depois, na Austrália, os problemas na pecuária. Construindo juntos uma boa política de seguro, avançando ano a ano, acho que a gente pode levar a tranquilidade para o campo que os produtores brasileiros tanto precisam”.
O seminário foi organizado pelo Ministério da Agricultura e pela CNA e teve dois painéis, um nacional e outro internacional, em que foram debatidas as políticas de seguro rural de países como Espanha, Estados Unidos, México e Índia, além de um panorama sobre o modelo brasileiro e os desafios do país.
A ministra destacou a importância do evento para a agricultura brasileira na construção de um seguro que garanta não só o pagamento dos financiamentos bancários quando o produtor estiver com problemas, mas que garanta renda para ele sobreviver durante o ano.
“É muito bom quando a gente tem aqui pessoas de vários países contando as suas experiências, dizendo onde já se chegou, há quantos anos eles estudam essa política pública. A gente precisa ver que temos muito a andar, muito a fazer pela agricultura brasileira. Tenho certeza de que as experiências são muito importantes para que, a cada ano, se dê um passo maior, aperfeiçoe mais essa política. (É preciso) que todos agricultores brasileiros tenham interesse, principalmente, no seguro de renda, não só no seguro para se pagar ao banco. Quando ele tiver um problema realmente, que tenha tranquilidade de saber que vai sobreviver àquele acidente naquele ano, e vai continuar a produzir no próximo”.
Em entrevista, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, destacou a experiência de outros países, nos quais os governos promoveram outros serviços (além da subvenção) que atraíram seguradoras privadas.“O Estado pode prover outros serviços que são tão importantes quanto a subvenção, como o zoneamento agrícola. O seguro é uma coisa complexa para o produtor, então existem outros serviços e outras coisas para acontecer que dependem do Estado, e coisas que não dependem e que são muito importantes para o seguro, tão importantes quanto a subvenção”.
Fonte: Mapa
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Entidades do agro lançam plataforma de discussão sobre agrotóxicos com objetivo de debater o tema com a sociedade
“Plataforma AgroSaber: a pior praga é a desinformação” – Objetivo é disponibilizar informações de forma simples e clara sobre defensivos agrícolas e discutir a importância desses produtos para a agricultura. O AgroSaber pode ser acessado pelo endereço www.agrosaber.com.br e nas redes sociais.
O AgroSaber é uma plataforma que busca debater temas relevantes para a alimentação e saúde com embasamento técnico. O objetivo é combater a desinformação e fake news sobre os assuntos que envolvem a produção de alimento e levar à população informação técnica e plural sobre a agricultura.
A primeira missão do AgroSaber e tratar dos defensivos agrícolas e o PL 6299/02, projeto de lei que vai garantir mais modernidade, segurança e transparência na aprovação de novos defensivos.
A plataforma é fruto de uma iniciativa conjunta entre a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (ABRASS), Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), a Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil (CCAB Agro) e o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
O primeiro objetivo da plataforma é discutir, tecnicamente, a relevância dos defensivos agrícolas para a produção de alimento e seus reais riscos. “Os defensivos para soja já estão ficando defasados. Mas o que muitos não entendem é que a nova lei vai agilizar a entrada de novos produtos, mais modernos e eficientes, no mercado, e vamos poder usar menos doses e aplicações nas nossas lavouras”, afirma o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira.
“Um assunto tão relevante para a qualidade da alimentação das pessoas não pode ser transformado em discurso ideológico nem ser debatido a partir de fake news. Por isso, sentimos necessidade de criar um espaço de conhecimento, onde os defensivos agrícolas possam a ser discutidos de forma técnica e científica”, acrescenta o presidente da Associação Mato-grossense do Algodão (AMPA), vice-presidente da Abrapa e um dos porta-vozes do campanha, Alexandre Schenkel.
Campanha multiplataforma
O tema teve grande destaque durante a primeira votação no Congresso no ano passado. A plataforma de conhecimento AgroSaber terá também forte atuação nas redes sociais e mídias tradicionais. Um dos conteúdos que certamente terá grande compartilhamento nas redes é a série de posts Verdades e Mentiras sobre os agrotóxicos.
Acesse o AgroSaber e confira! www.agrosaber.com.br.
Fonte: Aprosoja Brasil
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Café: Colheita da safra 2019/20 do Brasil começa pontual em meio à previsão de chuvas
A colheita do café arábica da safra 2019/20 começou de forma pontual no estado de Minas Gerais, maior produtor do país. Os trabalhos começam em meio à previsão de chuvas volumosas que podem impactam as atividades no campo, beneficiamento e derrubar os frutos que estão nas lavouras.
Um vídeo postado nas redes sociais mostra um cafeicultor mineiro que acabou de colher parte de sua produção em meio às chuvas e muito café verde. A previsão do tempo aponta que as chuvas devem seguir nos próximos dias sobre a maior parte do estado de Minas Gerais, mas os volumes serão leves a moderados.
“A colheita [do café] começou, mas ainda muito devagar. Algumas poucas pessoas começaram colhendo um café que ainda tem percentual elevado de verdes”, disse engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, Alysson Fagundes. Produtores se preocupam com a secagem do café, mas as precipitações podem derrubar os frutos.
“No Sul de Minas, choveu bastante nesse final de semana e derrubou bastante café no chão”, complementa Fagundes. O modelo Cosmo do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mostra chuvas fracas a moderadas para os próximos dias sobre a maior parte do cinturão produtivo de Minas Gerais.

Imagem de satélite de todo o Brasil nesta segunda-feira (15) – Fonte: Inmet
“Pode haver um reforço das chuvas, principalmente na quarta-feira, no Centro-Sul e Leste de Minas Gerais e Rio de Janeiro”, destaca a chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet, Morgana Almeida. Instabilidades já estão presentes nesta segunda-feira sobre o estado mineiro.
No domingo (14), os cinco maiores acumulados de chuva no estado de Minas Gerais foram registrados, segundo o Inmet, nas cidades de Conceição das Alagoas (MG): 72,4 mm, Maria da Fé (MG): 60,2 mm, Arinos (MG): 59,0 mm, Machado (MG): 38,2 mm e São Sebastião do Paraíso (MG): 34,2 mm.
Fagundes ressalta que, levando em conta a previsão de altos volumes para os próximos dias, a colheita do café deve seguir impactada. “Se chover o tanto que eles estão falando, não vai conseguir colher café”, ressalta o engenheiro agronômo.
Veja o mapa com a previsão de precipitação acumulada para até 72 horas (16/04 a 18/04) em todo o Brasil:

Fonte: Inmet
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima que a produção total de café do Brasil na safra 2019/20, que é de bienalidade negativa, fique entre 50,48 e 54,48 milhões de sacas de 60 kg. O resultado representa uma queda ante a temporada anterior.
Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas
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Valor da Produção Agropecuária é estimado em R$ 572,9 bilhões
Dados para 2019 têm como referência comportamento em fevereiro. Preço do milho revela alta de 15%
O Valor Bruto da Produção Agropecuária ( VBP) de 2019, com base nas informações de safra de fevereiro, está estimado em R$ 572,9 bilhões, 0,9 % abaixo do valor do ano passado. As lavouras representam R$ 378,9 bilhões, e a pecuária, R$ 193,9 bilhões. Enquanto é esperado decréscimo real de 2,5 % nas lavouras, na pecuária espera-se valor 2,4 % maior que o de 2018. O comportamento favorável dessa atividade deve-se aos resultados de carne bovina e frangos que mostram recuperação, explica José Gasques, coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícolas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Um grupo de oito lavouras tem apresentado muito bom desempenho, observa o coordenador. E destaca algodão herbáceo, com aumento do VBP de 4,6 %, amendoim, 8,3%, banana, 7,1%, batata-inglesa, 66,7 %, feijão, 92,5 %, laranja, 4,4 %, milho, 15,0 % e uva, 4,0 %. Esses resultados ocorrem devido a melhores preços, e quantidades maiores esperadas neste ano, afirmou.
Os cinco produtos com o maior valor da produção são soja, cana de açúcar, milho, algodão herbáceo e café. Representam 78 % do valor gerado pela lavouras. Na pecuária a liderança de valor é ocupada por carne bovina, frango, leite, vindo em seguida suínos e ovos.
Em relação a alta de preços, se destacam batata-inglesa, 79%, feijão, 94,9 %, em parte representando recuperação de anos anteriores. “Nota-se uma recuperação forte de preços de diversos produtos, e isso contribui favoravelmente para o resultado do VBP”, disse Gasques.
O acompanhamento revela menor produção produtos relevantes, que refletem no faturamento da agropecuária e nos itens usados para o cálculo do PIB (Produto Interno Bruto) setorial. As maiores evidências são a redução de produção de arroz, café arábica, cana-de-açúcar, feijão, laranja, soja, trigo, tomate e uva. Na pecuária sofrem redução de VBP suínos, leite e ovos.
Os resultados regionais mostram a liderança de valor no Centro Oeste, R $ 163,49 bilhões, Sul, R$ 142, 43 bilhões, Sudeste, R$ 137,9 bilhões , Nordeste, R$ 49,33 bilhões e Norte, R$34,62 bilhões.
Fonte: Mapa