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Previsão do tempo é aliada do produtor rural
A previsão do tempo e uma estação meteorológica no campo ou na propriedade rural são as melhores ferramentas para ajudar o produtor brasileiro na tomada de decisão.Com a estação é possível monitorar com maior precisão o que está acontecendo com as condições climáticas na propriedade e saber se há alguma intempérie que possa causar algum prejuízo à produtividade.
Com o auxílio da previsão meteorológica é possível tomar as devidas decisões em relação a melhor época para plantio, aplicação de insumos agrícolas e colheita e até mesmo saber o melhor momento de se comercializar a produção. Pois, com uma previsão meteorológica e climática boa é possível saber se a produção tanto no Brasil quanto nos principais países produtores terá alguma quebra ou super safra, na qual impacta diretamente nos preços da commodity.
Reduzir custo, aumentar a produtividade e a qualidade do grão é o desejo número 1 entre todos os sojicultores. Mas a dúvida é como aperfeiçoar os recursos e melhorar os ganhos.
Existem inúmeras maneiras de conseguir otimizar os custos, aumentar a produtividade e a rentabilidade. O primeiro deles é investir no solo, fazer as correções e adubações necessárias, para que a área tenha um bom perfil , no qual as plantas possam ter um bom crescimento de raízes, nutrição adequada, um bom armazenamento hídrico o que irá proporcionar excelentes condições para as plantas expressarem sua máxima capacidade produtiva.
Em segundo, é estar de olho e conhecer um pouco mais sobre as condições climáticas na propriedade e região, para que possa tomar as decisões mais assertivas.
Um bom exemplo sobre a importância de se conhecer melhor as condições climáticas da região é a avaliar o desenvolvimento da ferrugem asiática na cultura da soja. O clima ideal para que o esporo da ferrugem asiática se desenvolva é ter um período de molhamento da folha de no mínimo 4 horas, principalmente no período da madrugada e noite quando as temperaturas estão mais frescas, pois a temperatura ideal para o fungo se desenvolver está entre 18°C e 22°C de média. Temperaturas muito altas não favorecem o desenvolvimento do fungo.
Com acesso a estas informações consegue se selecionar as melhores combinações de fungicidas para se obter um melhor nível de prevenção desta doença, que provoca grandes perdas na produtividade.
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Agricultor usa energia solar de forma criativa no campo
Morador do Sítio Furnas, a cerca de cinco quilômetros de Taperuaba, distrito deste Município no Norte do Estado, o agricultor Ernane Pinto Vasconcelos, 68, aprendeu cedo a utilizar da criatividade para lidar com as dificuldades impostas pela árdua vida no campo.
Acostumado, desde criança, com a lida diária da roça, Ernane segue investindo no cultivo de arroz, milho, feijão, hortaliças, frutas e verduras para seu sustento. Mas, sem energia elétrica, o agricultor ficava impossibilitado de ampliar sua produção, por meio da irrigação. Dessa forma, contava apenas com o período das escassas chuvas para potencializar a plantação, que nunca usou agrotóxicos.
Placas solares
Para ter um melhor aproveitamento das precipitações da quadra chuvosa, que chegaram a 600 mm, neste ano, na região, Ernane escavou um poço profundo; mas os motores mais comuns para levar a água até o roçado trabalham com 220 Volts, impossível de se instalar pela falta de energia no local. Numa oportunidade única, o agricultor encontrou células de placas solares que tinham sido descartadas, por uma escola na comunidade, por estarem danificadas e sem utilização.
A ideia foi consertar o equipamento e encontrar um meio de utilizá-lo no campo. Após alguns testes, Ernandes comprou a fiação necessária e ligou as placas a uma bateria comum, de veículo, com 12 Volts, recarregável. Outras pequenas peças de autos, como coroas, piões e correntes, também foram necessárias para finalizar a engenhoca.
Mesmo com apenas o conhecimento básico sobre instalações elétricas, o resultado do improviso do agricultor foi positivo, o que ampliou as possibilidades de produção para o agricultor, que utiliza o equipamento, com sucesso, há quatro anos. “Eu fiz um esquema para controlar a voltagem, que, dependendo da intensidade dos raios solares, pode aumentar muito a energia distribuída pela bateria até os motores, responsáveis pelo bombeamento da água do poço até a plantação, sempre verdinha”, explica o agricultor, que viu na necessidade diária, a criatividade necessária ao empreendimento.
Demanda
Além da busca pela melhoria das condições de manutenção do sítio onde mora, Ernane revela que, por conta dos custos, ainda não tem os recursos financeiros necessários para incrementar as atividades no campo.
“Na época, eu fiz uma pesquisa, e pela minha necessidade, para dar conta de toda a demanda por energia, aqui do sítio, eu precisaria de umas 20 placas como as que utilizo. Mas elas são caras, chegando a cerca de R$ 900 a R$ 1.000, cada célula de 250 Watts”, revelou.
“Eu considero o seu Ernandes um agricultor experimentador, aquele que está sempre em busca de novidades para inovar. Esse sistema montado por ele ajuda na irrigação de uma forma diferenciada. O mais incrível é que ele consegue plantar até arroz, nessas condições, além de tudo por aqui ser orgânico. Quando ele não tem Sol o suficiente para mover a engrenagem, conta, ainda, com a ajuda da energia eólica por meio de um catavento, feito por ele mesmo, que é uma segunda fonte de energia renovável para o ano inteiro. Duas saídas criativas, ainda mais para quem mora distante. Ele, com certeza, é um grande exemplo para a agricultura familiar aqui de Taperuaba”, parabenizou o engenheiro agrônomo Dário Leite Costa, que, vez ou outra, tem trocado algumas informações e ideias sobre técnicas de cultivo com o experiente agricultor.
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Exportações mundiais de café batem recorde com 122,45 milhões de sacas no ano cafeeiro 2016/17
As exportações de países produtores de café no mundo bateram recorde no ano cafeeiro 2016/17 ao atingirem volume total de 122,45 milhões de sacas, o que representou crescimento de 4,8% em relação ao ano cafeeiro 2015/16, maior volume até então exportado, quando foram vendidas 116,89 milhões de sacas de 60kg. Nesse contexto, as exportações de Suaves Colombianos aumentaram 8% e somaram 14,66 milhões de sacas; Outros Suaves 15,6% – 27,02 milhões; Naturais Brasileiros 2,6% – 35,84 milhões; e as exportações de Robusta mantiveram-se estáveis com volume de 44,93 milhões de sacas. A produção mundial do ano-safra de 2016/17 foi de 157,44 milhões de sacas.
Esses dados e análises da cafeicultura mundial constam do Relatório sobre o mercado de Café – Outubro 2017, da Organização Internacional do Café – OIC, que está disponível na íntegra no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café. Tal Relatório, entre outros, analisou a performance dos principais países produtores e exportadores no ano cafeeiro 2016/17, a saber: Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia.
Com relação especificamente ao Brasil, as exportações nesse período foram de 31,58 milhões de sacas e, a produção, conforme a OIC, foi 55 milhões de sacas. Em comparação com o ano cafeeiro de 2015/16, a Organização indica que houve redução de 8,8% das exportações de café verde e solúvel do Brasil, que somaram 28,13 milhões e 3,4 milhões de sacas, respectivamente.
E, para o Vietnã, o Relatório demonstrou que as exportações cresceram 5,5% por ano, em média, nos últimos 15 anos e, ainda, que no ano cafeeiro de 2016/17 exportou 24,76 milhões de sacas, volume 6,4% inferior ao período anterior. Apesar de os embarques exclusivamente de café verde terem diminuído 12% nesse período, para 22,79 milhões de sacas, as exportações de café solúvel mais que triplicaram, passando a 1,97 milhão de sacas. Com isso, a produção do Vietnã para o ano-safra de 2016/17 foi estimada em 25,5 milhões de sacas, 11,3% inferior ao ano anterior.
Com relação à Colômbia, as exportações foram de 13,49 milhões de sacas e a produção do país de 14,5 milhões no ano cafeeiro 2016/17, com acréscimos de 9,6% e 3,5%, respectivamente, em comparação ao ano cafeeiro 2015/16, segundo a OIC. E, com relação à Indonésia, as exportações de café aumentaram de 6,12 milhões de sacas no ano cafeeiro de 2015/16 para 11,1 milhões de sacas em 2016/17, ou seja, mais de 81%, de acordo com dados da Organização.
O Relatório também apresentou como destaque as exportações de café verde de Honduras, que cresceram 41,8% no ano cafeeiro de 2016/17 e alcançaram volume recorde de 7,29 milhões de sacas, e “Isso representa a terceira temporada consecutiva de crescimento e faz de Honduras o quinto maior exportador no ano cafeeiro de 2016/17”. Para a OIC, “o clima favorável e maiores rendimentos, resultado em parte de projetos de renovação dos cafeeiros, contribuíram para o aumento da produção e das exportações”.
A OIC, com base em novos dados recebidos dos países membros, revisou a estimativa da produção total no ano-safra de 2016/17, que passou a ser 157,44 milhões de sacas, volume que representa aumento de 3,4% em relação a 2015/16. A produção de Arábica subiu 14,7% para 101,55 milhões de sacas e a de Robusta foi estimada em 55,89 milhões de sacas, com queda de 12,2% em relação ao ano-safra anterior.
O Relatório da OIC divulga mensalmente análises do mercado cafeeiro, contendo dados de produção, exportação, consumo, preços indicativos diários dos grupos da Organização: Arábicas (Colombian Milds, Other Milds e Brazilian Naturals) e Robustas, assim como, arbitragem entre as bolsas de Nova York e Londres, volatilidade da média dos indicativos de preços, diferenciais de preços, volume e valor das exportações mundiais de café, equilíbrio da oferta/demanda mundial, total das exportações, entre outros dados de interesse do setor.
Acordo Internacional do Café (AIC) – Para saber mais sobre a participação do Brasil no AIC, acesse o site da OIC (http://www.ico.org/pt/ica2007p.asp). No contexto desse Acordo, a Embrapa Café, por meio do Comitê Diretor do Acordo Internacional (CDAI), do Conselho Deliberativo da Política do Café – CDPC/Mapa, participa da análise, discussão, aprovação e gestão das ações, projetos e programas relacionados ao panorama dos mercados externos do café.
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Reforma Trabalhista tem pontos divergentes no campo
A reforma trabalhista entrou em vigor no sábado (11) com embates entre representantes dos trabalhadores do campo e entidades ligadas aos empregadores rurais. Pontos como trabalho intermitente, horas de deslocamento ao trabalho (in itinere) que deixam de ser pagas e rescisão de contrato são alguns dos pontos que geram mais polêmica. Dirigentes representantes dos assalariados garantem que as novas regras não se aplicam à realidade do campo. Já lideranças dos empregadores defendem que a nova legislação reduzirá a informalidade.
O presidente da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais (Fetar/RS), Nelson Wild, diz que a entidade vai “resistir arduamente” à reforma. “Depois de ter ouvido inúmeros juristas e especialistas sobre a matéria, sabemos que vários pontos são inconstitucionais”, diz, ao criticar a falta de diálogo com a sociedade durante a redação do texto. Na visão do assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados Rurais (Contar), Carlos Eduardo Chaves Silva, o texto que entra em vigor é contraditório e abre margem para uma “enxurrada de processos judiciais”. Ele entende que o fato de a reforma retirar dos sindicatos a responsabilidade de homologação das rescisões fará com que o trabalhador busque na Justiça a reparação de possíveis danos.
O vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Francisco Godoy Bueno, diz que a entidade recomenda cautela por parte dos empregadores até que tomem mais conhecimento sobre a lei. Entende que a principal mudança é que a reforma tornou “direitos indisponíveis” em direitos “disponíveis”, dentro de determinados critérios e limites. “Vai haver espaço para inovação, para uma nova cultura de emprego, adequada às tecnologias e à modernidade que vão trazer mais responsabilidade para o empregado e o empregador”, defende o dirigente.
Principais pontos
• Hora “in itinere”
Pela reforma, a empresa não precisa mais pagar pelo tempo de deslocamento do empregado, com transporte da empresa, até o seu posto de trabalho. “Entendemos que o trabalhador deve ser remunerado pelo trabalho e não pelo deslocamento. Isso aumentava os custos das empresas e desestimulava a geração de emprego nas áreas rurais”, diz Bueno. A Contar discorda: “Esta norma vai fazer o trabalhador passar muitas horas à disposição da empresa e vai acentuar a insalubridade no campo”, rebate Chaves.
• Jornada intermitente
Permite que os profissionais trabalhem de forma não contínua, conforme demanda do patrão. O presidente da Fetar diz que esta modalidade de contrato não se aplica no meio rural, porque a agricultura e pecuária não são setores descontinuados. Já o vice-presidente da SRB acredita que a possibilidade de jornada intermitente vai formalizar diversos trabalhadores que operam como motoristas em épocas de colheita e plantio, na inseminação de animais, na construção de cercas e outros.
• Rescisão de contratos
O fim do vínculo entre patrão e empregado se dava por meio de negociações e homologação do sindicato. Agora, a rescisão será em comum acordo, à revelia do sindicato. “A representação do sindicato está amparada na Constituição. Temos convenções coletivas que estão em vigor e que têm que ser respeitadas”, diz Wild. Já Bueno acredita no fortalecimento dos sindicatos. “É importante que os trabalhadores e empregadores fortaleçam seus sindicatos e participem ativamente para regularizar as relações de trabalho”.
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Falta de chuva compromete potencial da safra 2018 de café em MG
A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) divulgou no seu mais recente comunicado que as chuvas ocorridas nos últimos dez dias do mês de setembro colaboraram para a abertura de uma grande florada, que inclusive foi apontada pelo Departamento de Desenvolvimento Técnico de Cooxupé como a principal desta safra, já que as lavouras até então estavam submetidas a um intenso estresse hídrico e térmico.
As altas temperaturas e a falta de chuvas na região de Guaxupé, sul de Minas Gerais, devem comprometer o potencial produtivo da safra de café de 2018. O Departamento informou ainda que as temperaturas altas, associadas ao déficit hídrico acentuado durante a florada, além de comprometera estrutura do botão floral, diminuiu o índice de pegamento, podendo inclusive causar a queda dos “chumbinhos” recém-formados.
De acordo com o meteorologista da Climatempo Alexandre Nascimento, nos próximos meses a chuva deve ficar dentro da normalidade climatológica na região de Guaxupé, inclusive com possibilidade de superá-la em dezembro. “As temperaturas também estão mais baixas em relação ao que se observava em outubro, e a partir de agora só devemos ter períodos curtos de temperaturas elevadas, e não mais semanas de calor como aconteceu nos dois meses anteriores”, explica Nascimento.
O padrão climatológico mudou e deve se aproximar cada vez mais do que é considerado normal. Apesar de ter tido seu potencial comprometido, o meteorologista dá uma boa notícia com relação às safras: “A de 2017/18 deve ser melhor do que a anterior, que por sua vez foi melhor do que a de 2015/16”. Isso acontece porque a safra do café começa o seu ciclo no ano anterior, ou seja, a safra 2017/18 começou a florada neste ano, mas só será colhida no ano que vem.
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70% do feijão brasileiro é oriundo da Agroecologia e da agricultura familiar
A agroecologia tem a finalidade de transformar a atividade rural em agronegócios rentáveis por meio do uso sustentável e da conservação dos recursos naturais. Dessa forma, expande-se o número de pessoas ocupadas na produção e, consequentemente, aumenta-se o faturamento bruto.
Responsável pela maioria dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros, a agricultura familiar pode ter, vez ou outra, sua presença tão marcante passada despercebida, se lembrarmos que 87% da mandioca, 70% do feijão, 58% do leite, 50% de aves, 59% dos suínos, 46% do milho, 38% do café e 34% do arroz consumidos por nós são oriundos desta prática.
A fim de facilitar a abertura de mercado para agricultores familiares goianos, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Goiás (Sebrae-GO) desenvolve diversas ações voltadas para o tema, como a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) e o programa Negócio Certo Rural.
Leia a notícia na íntegra no site do Jornal Opção
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Brasil ganha dos EUA e até da União Europeia em rigor nas leis ambientais
A legislação ambiental brasileira é a mais rigorosa entre os principais países produtores agrícolas do mundo. A constatação é de um estudo do Climate Policy Initiative, que no Brasil está vinculado ao Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas (CPI/ NAPC), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O levantamento traz informações sobre como funcionam as Áreas de Preservação Permanente (APPs) em cada nação e quais as iniciativas para a conservação da biodiversidade em termos legais.
A pesquisa foi divulgada em outubro, com o título “Legislação florestal e de uso da terra: uma comparação internacional entre Argentina, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha e Estados Unidos”. As pesquisadoras Joana Chiavari e Cristina Leme Lopes, autoras do trabalho, apontam que esses foram os países escolhidos por se tratarem dos mais relevantes no cenário das exportações de produtos agrícolas. As diferenças legais entre eles são consideráveis, conforme apontam os resultados da avaliação. O objetivo da análise foi investigar o que significa estar de acordo com o que prevê o novo Código Florestal brasileiro. Isso comparado às obrigações legais em vigor nesses outros países. O trabalho também teve como ideal entender quais instrumentos contribuem para garantir a conservação da biodiversidade no contexto da produção agropecuária, indo além da regulação oficial.
Leia a notícia na íntegra no site da Gazeta do Povo.
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Senador sugere a criação de um imposto mundial para a preservação da Amazônia
O senador Alvaro Dias (Pode-PR) defendeu nesta segunda-feira (30) a cobrança de um imposto ambiental mundial para a preservação da Amazônia. O senador advertiu para os efeitos do aquecimento global e lembrou que a floresta amazônica gera oxigênio para o mundo. Em sua opinião, os países ricos cobram do Brasil ações para preservar a Amazônia, mas não contribuem para valorizá-la.
“Nós temos que cobrar do mundo pela preservação que fazemos. O mundo há de continuar respirando esse ar oxigenado que brota das profundezas da Amazônia, mas certamente será cobrado. Haveremos de cobrar. Há que se pagar esse imposto pela preservação ambiental do nosso país.”, disse o Senador em discurso na tribuna do Senado.
Para Alvaro Dias, a cobrança do que chamou de “contribuição universal” para a Amazônia não se confunde com a entrega da floresta a outras nações ou a grupos econômicos estrangeiros.
Leia a íntegra no blog Ambiente Inteiro.
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O gigante do agro
Na temporada agrícola 2016/17 do Brasil, a soja alcançou um desempenho que beira a excelência, segundo definição do setor. O Brasil colheu 114 milhões de toneladas do grão em 33,9 milhões de hectares e caminha a passos largos para alcançar a maior produção mundial e a hegemonia no mercado internacional.
Só alegria
Depois da ansiedade e a preocupação para que tudo saísse à perfeição, os anfitriões da Abertura da Colheita do Tabaco, nesta sexta-feira, na localidade de Estância Nova, em Venâncio Aires, Antônio e Silvia Coutinho, mostraram toda a alegria de receber o evento. E não cansaram de dar entrevistas e detalhes sobre as práticas de cultivo, a importância do tabaco em suas vidas. A fumicultura é responsável por mais de 70% de sua renda anual, completada com outras atividades agrícolas e cultivos e criações de subsistência.
A família se emociona ao lembrar o início da construção da vida conjunta, mas se diz agradecida por aquilo que o fumo lhes proporcionou. “Dá trabalho, um trabalho que hoje pouca gente está disposta a fazer, mas também gera uma renda que traz conforto e um monte de impostos pro governo”, resume. O capricho com que a família cuida da lavoura e da propriedade ficou evidente para os visitantes.
No prato
Levantamento da Datafolha releva que os preços atuais do arroz nas gôndolas dos supermercados são os mesmos de 10 anos atrás. Essa mágica só está sendo possível porque ao rizicultores estão pagando para trabalhar, acumulando um prejuízo de R$ 11,00 por saca de 50 quilos comercializada na faixa de R$ 34,00 a R$ 35,00 na região, mas com custo de R$ 45,00 na safra passada. A expectativa para a próxima temporada não é das melhores. Os preços arrancam baixos demais e entra a pressão de oferta da nova colheita já em fevereiro. E todos sabemos que preços agrícolas caem de forma muito fácil. Difícil, mesmo, é subir.
Alta na feira
Confirmando aquilo que havíamos antecipado aqui na coluna nas duas últimas semanas, a Emater/RS diz em seu relatório que o excesso de chuvas e ventos fortes do mês de outubro no Vale do Rio Pardo e no Alto da Serra do Botucaraí prejudicaram as culturas olerícolas. Aquelas cultivadas no campo registram perdas pela saturação ao solo, lixiviação de nutrientes e danos físicos.
O granizo também estragou plantas como alface, rúcula, repolho, mostarda e couve. Em algumas regiões, pés de milho com até dois metros de altura foram partidos por pedras de gelo. Os problemas não terminam aí. Associadas às adversidades climáticas surgem doenças fúngicas e bacterioses, o que tem se verificado nos tomateiros. Na cidade o custo disso chega pela alta de preços provocada pela queda na oferta e aumento do custo de produção. Os cultivos em estufa não tiveram tantos prejuízos e estão garantindo o abastecimento.
Plantio
Na região está praticamente encerrado o plantio de batata doce e aipim, enquanto os produtores de moranga Cabotiá iniciam a colheita do cedo e a comercialização com preços satisfatórios. A oferta tende a aumentar na primeira quinzena de novembro.
Cultivados em estufa, quem tem se comportado bem são os pepineiros, garantindo uma boa temporada de conservas e saladas para o final do ano. No entanto, os produtores têm investido um pouco mais para tratar ocorrências de doenças associadas à umidade e baixa radiação solar.
Pouco doce
Quem está passando aperto na região e no Centro-Serra são os produtores de pêssegos. O clima não ajudou e em plena fase de colheita das variedades precoces foi detectado que a falta de tratamentos de inverno acabou refletindo em alta incidência de doenças e insetos brocadores. As perdas são significativas.
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Custo da terra no Brasil é o mais alto do mundo
O especialista em geopolítica norte-americano Peter Zeihan costuma dar palestras para agricultores sobre como a política internacional, a economia e as mudanças demográfica afetam as suas vidas. Em recente palestra no Meio-Oeste dos Estados Unidos, ele arriscou algumas previsões e fez vários comentários sobre o Brasil.
Para Zeiham, o “custo [de oportunidade] da terra no Brasil é o mais alto do mundo” em função dos altos custos de transporte” e da fácil proliferação de pragas. “O Brasil não é como o Meio-Oeste. Toda a produção agrícola está isolada. Os custos de transporte podem ser de quatro a 100 vezes mais altos que nos Estados Unidos. Os rios para eles não funcionam. O uso de pesticidas é extremo. Eles precisam de mudar de pesticidas a cada três anos, sendo que nos Estados Unidos se muda a cada 10 ou 15 anos”, analisou.
Ele também prevê que haverá uma mudança, pelo menos momentânea, de maior crescimento agrícola na Argentina do que no Brasil. “O Brasil só faz sentido em um mundo onde há uma China com uma demanda insaciável e com um sistema internacional de transporte marítimo seguro e barato. Há uma virada maciça na América do Sul, enquanto o Brasil se desmorona e a Argentina cresce”, comenta.
Zieham afirma ainda que nos próximos anos o mundo passará por fortes dificuldades nos próximos anos em função do forte aumento populacional nos países asiáticos, mas que por outro lado haverá uma redução significativa da população japonesa e na Rússia até uma possível desaparição do país. Nesse contexto, prevê que poucos países estariam bem. Uma das exceções seriam os Estados Unidos.
“O Meio-Oeste é uma das maiores terras aráveis do planeta e está dividido pelo Mississipi. O sistema do Mississipi é o maior sistema de transportes do mundo. Esses dois fatores são imunes à política. Sempre estiveram”, explicou.
Na palestra, o especialista citou outros países com maior potencial agrícola que não são tão conhecidos. Austrália na carne de alta qualidade e no trigo. Nova Zelândia no leite e carne bovina. Mianmar no arroz. E a França pela possibilidade ampla de plantar vários cultivos.