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2 de agosto de 2016by Assessoria de Comunicaçãofeijão

Tecnologia reduz perdas na colheita do feijão

Uma tecnologia que permite adaptar as colhedoras usadas para soja e trigo para a colheita mecanizada do feijão pretende reduzir as perdas nesta etapa da produção e, assim, garantir maior rentabilidade aos produtores e maior oferta do alimento na mesa dos brasileiros. Trata-se de uma adaptação na plataforma específica para a cultura, desenvolvida pela empresa INCOMAK, de Jandaia do Sul (PR), com apoio tecnológico do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) através da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro).

De acordo com o pesquisador Hevandro Colonhese Delalibera, da área de Engenharia Agrícola do IAPAR, o projeto da empresa obteve recursos de financiamento público através de Subvenção Econômica de Inovação (Tecnova). “O IAPAR oferece ferramentas tecnológicas para reduzir o custo do desenvolvimento e da produção e também fará a validação do produto. A Fapeagro é a gestora do recurso direcionado para a instituição pública”, explica.

Na prática, o projeto visa melhorar o processo de colheita mecanizada do feijão. Delalibera conta que, nas lavouras, os produtores rurais contam até agora com duas opções de colheita: a semi mecanizada, com parte do processo de colheita realizada manualmente por trabalhadores e parte realizada por máquinas; ou a colheita mecanizada, com utilização de colhedoras com plataforma de colheita empregada para soja ou trigo.

“A questão é que o feijão é uma cultura regional, em termos de mundo, e há pouco tempo de pesquisas em melhoramento voltadas a selecionar plantas com características interessantes para a colheita mecanizada, como já ocorre com a soja”, explica o pesquisador, destacando que as plantas possuem hábito de crescimento prostrado, ou seja, são muito rasteiras. Essa característica dificulta a mecanização, proporcionando perdas de até 30% dos grãos quando usados os equipamentos originalmente fabricados para commodities, sendo que pelo menos metade disso é proporcionado pela plataforma de corte e recolhimento da colhedora.

Para reduzir esta perda, o pesquisador do IAPAR, em parceria com a INCOMAK, está auxiliando o desenvolvimento de uma adaptação para as plataformas das colhedoras que as tornam mais eficientes para o feijão. “Estamos testando uma alteração no molinete que permite pegar as plantas mais próximas do chão”, esclarece, destacando que a tecnologia também é adequada para a soja quando a cultura apresenta baixa produtividade e estatura de planta.

Segundo ele, esta é uma alteração simples, de baixo custo, que vai garantir uma colheita mais eficiente do feijão sem necessidade de comprar uma nova máquina. “Basta trocar a peça da plataforma da colhedora para adaptá-la ao feijão. Quando for colher soja ou trigo, é só retornar o sistema original da plataforma caso seja necessário”, reforça.

Delalibera destaca que as grandes empresas multinacionais da área de máquinas agrícolas focam no desenvolvimento de tecnologia para as grandes culturas mundiais. “O feijão é um alimento comum para os brasileiros e outros poucos países. Como a grande indústria não foca na cultura, torna-se um nicho interessante para as empresas nacionais menores”, destaca.

Os resultados finais da pesquisa e o produto acabado serão apresentados pelo IAPAR ao público em fevereiro do ano que vem durante o Show Rural em Cascavel. Profissionais da área de colheita que estão testando o produto, porém, garantem que os resultados são surpreendentes.

Celso Ferreira Leite é dono da empresa CL Colheitas, que terceiriza a colheita de várias culturas na região de Jardim Alegre. Ele é um dos parceiros do projeto e está testando a plataforma para colheita de feijão. A cada alqueire, ele costumava perder cerca de 20% da produção usando a máquina de soja. Com o equipamento adaptado para o feijão, reduziu as perdas para 5% a 7%. Ele colhe uma média de 100 alqueires ao ano e contabilizava perdas de 8 a 10 sacas por alqueires. “Agora reduzimos para 3 a 4 sacas”, diz, destacando que a eficiência da tecnologia se mostra também na seca, quando o feijão ralo não cresce e fica impossível de ser colhido. “O produto resolve o problema”, diz.

Agrolink com informações de assessoria

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1 de agosto de 2016by Assessoria de Comunicaçãocafécafé especial

Chuva em maio e junho prejudica safra de cafés especiais no Sul de MG

Queda da qualidade chega a 40% e produção deve ser 10% menor.
Segundo BSCA, tendência deve ser de alta nos preços em 2016.

Do G1 Sul de Minas

A chuva nos meses de maio e junho prejudicou a qualidade dos cafés especiais no Sul de Minas. A estimativa da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) é que a queda de qualidade possa chegar a 40%. Além disso, este ano a safra deve ser 10% menor, o que deve elevar os preços do café especial.

A propriedade do cafeicultor Antônio José Junqueira Villela fica aos pés da Serra do Bugio, no limite entre os municípios de Olímpio Noronha e Carmo de Minas. Os 60 hectares de café ficam a cerca de mil metros de atitude, o que ajuda na produção, voltada 100% para cafés especiais.

Com o excesso de chuva nos meses de maio e junho, quando ele estava começando a colher, o produtor lista os prejuízos. “Caiu muito café, em torno de uns 30% foi para o chão, o que já perde a qualidade, e o que sobrou no pé, que estava no estágio cereja, embolorou.”

Outros produtores da região enfrentaram o mesmo problema. Na propriedade do Vinícius José Carneiro Pereira, a lavoura tem 200 hectares e geralmente metade da produção é de cafés especiais. Com as chuvas, o resultado este ano foi outro. “Nos anos passados, ele fica bem mais cheio, porque a gente colhe um café cereja, descasca mais e faz uma quantidade maior de café especial. Com a chuva, diminuiu bastante”, explica.

Chuvas em maio e junho prejudizou produção de cafés especiais em Carmo de Minas e Olímpio Noronha (Foto: Reprodução EPTV)Chuvas em maio e junho prejudicaram produção de cafés especiais no Sul de Minas (Foto: Reprodução EPTV)

Segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), a demanda mundial por cafés deste tipo cresce, todo ano, em torno de 10%, mas em 2016, com o excesso de chuvas no começo da colheita, a quantidade e a qualidade dos grãos deve cair na região. A queda estimada é de pelo menos cerca de 10%, segundo a associação, e na qualidade, a perda pode ser de 20% a 40%.

“Nós chegamos a esse número pela quantidade de café que caiu no chão, que foi um número muito elevado, variando de ponto a ponto em região, e as regiões mais afetadas durante esse período de chuva, que tiveram maior volume de chuva, foram Paraná, Mogiana e o Sul de Minas”, explica o presidente da BSCA, Adolfo Henrique Vieira Ferreira.

Segundo a última estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento, este ano o Brasil deve produzir mais de 40 milhões de toneladas de café arábica. Normalmente, 20% desse total correspondem a cafés especiais, mas sem muita oferta, a tendência deve ser de alta no preço.

“Eu acredito que, com a elevação dos preços que nós estamos esperando, a gente consiga balancear essa diferença entre oferta e demanda pra que no próximo ano a gente consiga estabilizar essa produção de cafés”, completa Ferreira.

Leia a notícia na íntegra no site G1.

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29 de julho de 2016by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaTecnologia

Por que a tecnologia vai salvar a agricultura?

Como será a agropecuária daqui a 50 ou 100 anos, é impossível dizer com certeza. O fato é que ela não será igual e a razão é simples: o mundo não estará do mesmo jeito. Sob o efeito cada vez mais intenso das mudanças climáticas, a atividade terá que beirar a perfeição, sem direito a grandes perdas. Para especialistas, só há uma maneira de chegar a esse patamar: alto investimento em tecnologia.

“A agricultura já é muito profissional, mas terá que ser ainda mais eficiente numa situação climática não muito favorável”, avalia Mateus Barros, líder das operações sul-americanas da Climate Corporation. Barros estará no 4º Fórum de Agricultura da América do Sul, entre os dias 25 e 26 de agosto, para apresentar a experiência com a companhia norte-americana adquirida pela Monsanto em 2013.

Segundo ele, a expectativa é disponibilizar a plataforma na região dentro de dois anos, mas ela já aponta para o que deve ser o campo num futuro de eventos climáticos extremos, como longos períodos de estiagem ou temporais mais frequentes, o que, hoje, pode provocar quebras bilionárias. “Teremos o uso mais frequente de sensores que permitem avaliar condições específicas de fazenda para fazenda. Tudo isso vai ajudar o produtor a compreender e se antecipar a essas mudanças”, salienta o executivo.

No Brasil, pesquisadores da Embrapa também têm se dedicado a entender como o futuro da agricultura passa por estas transformações.

De acordo com Eduardo Assad, da Embrapa Informática, já é possível prever com 80% de precisão o comportamento do clima durante a safra e fazer projeções até o ano de 2040, a partir do zoneamento agrícola. Mas, frisa o pesquisador, é preciso agir agora para que o quadro não piore. “Esses modelos têm como base um aumento médio de até 2°C na temperatura do planeta, em relação aos níveis pré-industriais. Acima disso, não sabemos o que pode acontecer e, atualmente, já temos uma elevação de mais de 1°C”, salienta.

Fonte: Gazeta do Povo

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28 de julho de 2016by Assessoria de ComunicaçãoAgricultura

O dia do agricultor mostra a força da agricultura brasileira

Data é celebrada no dia 28 de julho

O agricultor a cada ano, plantio, colheita e seu trabalho diário no campo vem demonstrando a força da agricultura brasileira. A data, que foi criada por meio do Decreto de Lei nº 48.630, em julho de 1960, para comemorar o os 100 anos da fundação do Ministério da Agricultura, homenageia os profissionais que trabalham com os produtos da terra.

Em tempos onde se vivencia uma crise econômica e onde existe o compromisso em alimentar uma população, é mais do que evidente o papel do grande protagonista que comprova a importância do setor, que atualmente consegue puxar a economia de forma positiva.

O diretor de vendas da Dow AgroSciences Brasil, Axel Labourt salienta o papel do agricultor, pois terra é uma das maiores riquezas do Brasil e a agricultura é, hoje, essencial para a economia, para o desenvolvimento social e para a preservação ambiental. “Nós temos um orgulho enorme de auxiliar com nossas tecnologias pessoas tão importantes, que dedicam seu tempo ao campo, que geram empregos e fornecem os alimentos que saciam a fome no mundo. Parabenizamos a todos os agricultores pelo seu dia e por fazer do nosso País um exemplo para o resto do mundo, com uma produção cada vez mais sustentável e eficiente” , declarou o Diretor.

A agricultura permanece, ano a ano, como uma das principais bases da economia do Brasil, desde os primórdios da colonização até os dias atuais. A atividade faz parte do setor primário onde a terra é cultivada e colhida para subsistência, exportação ou comércio, além disso, o Brasil é um país com vocação para produção de alimentos e por estar entre os maiores produtores do planeta, possui uma grande demanda por profissionais ligados ao setor agrícola.

Aqui, o Portal Aprovar deixa a sua homenagem ao dia do agricultor pela sua importância e seu papel fundamental no campo e no dia a dia do brasileiro.

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27 de julho de 2016by Assessoria de ComunicaçãoCuriosidadesFrutas

Mesa com 200 metros e 10 toneladas de frutas promete entrar para livro dos recordes

Evento organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil na quinta-feira (28) celebra o Dia do Agricultor

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JONATHAN CAMPOS/JONATHAN CAMPOS

Na próxima quinta-feira (28) é celebrado o Dia do Agricultor e o Brasil promete estabelecer mais um recorde mundial com uma mesa de produtos agropecuários de 200 metros de comprimento. Em meio à mesa, será exposto um mostruário com mais de 10 toneladas de frutas. O recorde será certificado in loco por um representante do Guinness World Records. Após o reconhecimento do recorde, os produtos dispostos na mesa serão doados ao público presente.

Organizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com federações, sindicatos e produtores rurais, a mesa será montada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a partir das 10 horas da manhã, e representa a rica diversidade da produção agrícola e pecuária brasileira.

Durante o evento, a CNA também vai apresentar o documento “Dez medidas para garantir o crescimento e fortalecimento da agropecuária brasileira”, com um conjunto de propostas fundamentais para que o setor siga contribuindo com o desenvolvimento do Brasil. Em seguida, o documento será entregue pelo presidente da entidade, João Martins da Silva Junior, ao presidente em exercício, Michel Temer, em audiência no Palácio do Planalto.

Também será criada uma página no site da CNA para acompanhar a evolução destas 10 medidas nos diversos níveis do Poder Público.

Fonte: Gazeta do Povo

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25 de julho de 2016by Assessoria de Comunicaçãofeijão

Tradição na mesa do brasileiro, feijão inflaciona alimentação

Ao longo deste ano, os brasileiros vão consumir 3,2 milhões de toneladas de feijão. Neste inverno, no entanto, o preço deste alimento tradicional, que agrada a ricos e a pobres, chama a atenção por atingir picos de R$ 300 pela saca de 60 quilos e quase R$ 7 pelo quilo nas prateleiras dos supermercados, com elevação de quase 40% em cinco meses.

Curinga na mesa dos brasileiros de todas as classes sociais, por combinar com diversos pratos, ter preço normalmente acessível e até cumprir papel de substituto da proteína animal, o feijão atingiu neste mês cotações que surpreenderam consumidores e também produtores. Números divulgados pela Emater do Rio Grande do Sul nesta semana apontam que a saca de 60 quilos do grão chegou a ser negociada por R$ 300, como preço máximo, e por R$ 203,95 como preço médio. Se os valores forem comparados com os da terceira semana de julho de 2015, quando o preço médio (corrigido para os dias atuais) era de R$ 136,37, a variação chega a 49,3%.

Apesar de robustos, os números do Estado, que é produtor de feijão preto, são menos vigorosos que os do país. Durante a semana, o feijão carioca, o mais cultivado do Brasil, passou de R$ 500 em algumas praças de Goiás e da Bahia. No início do mês, com a notícia de que a variedade estava batendo em R$ 600, houve casos de roubos a lavouras do Sul de Minas Gerais. Alguns agricultores da região contrataram seguranças para proteger suas propriedades.

As explicações para o fenômeno que está fazendo o consumidor pensar duas vezes antes de colocar o produto no carrinho de compras na prateleira do supermercado o quilo do feijão saiu de R$ 4,96 em fevereiro para R$ 6,96 neste mês, aponta pesquisa semanal feita pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) — são conhecidas. A cultura é considerada muito sensível ao clima e vem registrando quebras sistemáticas. Isso tem desestimulado o produtor, que prefere utilizar as áreas disponíveis para plantios mais rentáveis, como a soja.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a produção brasileira de feijão deverá fechar 2016 com 2,9 milhões de toneladas, 6,6% menos que em 2015, o que explica a escassez, já que o consumo estimado é de 3,2 milhão de toneladas.

Apesar da alta dos preços, o analista de mercado Carlos Cogo diz que o produtor de feijão precisa ter cautela porque a oscilação é artificial. “Trata-se de uma cultura que tem não política específica de preços”, ressalva. “Num ano, o feijão pode ser cotado a R$ 10 a saca e virar adubo, porque a colheita não vale a pena, e no outro pode chegar a R$ 600”, compara. “Essa falsa ideia de valorização pode levar a uma corrida do agricultor pelo aumento de área que, em vez de lucro, pode trazer prejuízo”, alerta.

No Rio Grande do Sul, somando a primeira e a segunda safras, foram plantados 62 mil hectares de feijão, com uma produção total de 99 mil toneladas. O agrônomo da Emater/RS, Renan Corá de Lima, estima uma pequena ampliação da área, de 6% a 8%, motivada pelo aquecimento dos preços. “Mas ainda é cedo para fazer uma previsão, já que o plantio se inicia apenas em setembro no Estado”, afirma.

Cautelosos, produtores preveem aumento de até 15% no plantio

Embora satisfeitos com os bons preços do feijão neste ano, os agricultores do Rio Grande do Sul encaram o atual momento sem euforia. Presidente da Aprofeijão, entidade que congrega cerca de 500 produtores do segmento, Tarcísio Cereta acredita que o aumento da área plantada pode chegar a até 15%. Plantador de feijão na região de Sobradinho, ele reconhece que realmente tem sido mais atrativo dedicar áreas à soja e ao milho, culturas com desempenhos mais consistentes no mercado. “Nós viemos de quatro anos de problemas na cultura do feijão, com quebras de safra e produção de baixa qualidade por causa da umidade”, recorda, admitindo que isso deixa o produtor desconfiado e sem estímulo. “Neste ano, com os bons preços e a perspectivas do La Ninã, se o tempo for seco e frio, mas sem muita geada, quem plantar feijão em setembro vai ter lucro”, prevê.

O presidente da Comissão do Feijão da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e do Sindicato Rural de Sobradinho, João Carlos Guariense, compreende que o preço do feijão está ligado à escassez do produto no mercado nacional, mas não acredita num grande aumento de área. “O feijão é uma cultura de muito risco, muito sensível ao clima, achamos que vai haver crescimento, mas com cautela”, projeta.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Frederico Westphalen, Nadir José Busato, lembra que o município já foi um dos maiores produtores de feijão preto do país, desempenho que foi minguando com as dificuldades. “Hoje, temos aqui uma produção quase nula de feijão entre os pequenos agricultores, que não conseguem competir com as propriedades maiores, que já apostaram na mecanização. O produtor vai aumentar o plantio este ano, sim, mas não muito, pois as sementes são escassas e estão caras, em média R$ 5 o quilo”, diz.

Correio do Povo

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22 de julho de 2016by Assessoria de Comunicaçãocafécafé especial

Brasil foi maior produtor e exportador de café do mundo no último ano safra

País exportou mais de 35 milhões de sacas no último ano, aponta Cecafé.
Mais de 120 países consomem café brasileiro.

 


Café brasileiro é consumido em 127 países

O café brasileiro faz sucesso não só nacionalmente. O Brasil exportou 35 milhões de sacas do produto no último ano (na safra de julho de 2015 a junho de 2016) gerando uma receita de US$ 5,3 bilhões. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que apontou ainda um crescimentos nas exportações do café arábica, que possuem aroma e doçura intensos com muitas variações de acidez, corpo e sabor.

Principais destinos

O café brasileiro foi consumido por 127 países no último ano. Os EUA lideram o ranking de países que mais importam o café produzido por aqui, com mais de sete milhões de sacas compradas de nossos produtores.

Em seguida vem a Alemanha, que já é a maior consumidora do café brasileiro lá fora no ano safra de 2016. Itália ocupa o terceiro lugar com 2,9 milhões de sacas compradas.

Ainda segundo a Cecafé, o Japão vem aumentando seu consumo do café brasileiro nos últimos anos e importou mais de um milhão de sacas no último ano.

Safra cheia

O ano de 2016 é ano de “safra cheia”, como dizem os produtores. Isso se dá porque a cultura do café é bienal: um ano produz bem, no seguinte descansa. A expectativa é de que no ciclo que vai de julho de 2016 a junho de 2017 o Brasil produza acima de 53 milhões de sacas.

O Brasil é o maior produtor de café do mundo e no último ano produziu 49 milhões de sacas. Seguido de Vietnã, que produziu 29 milhões de sacas, e da Colômbia, com 13 milhões de sacas.

Fonte: G1

 

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21 de julho de 2016by Assessoria de Comunicaçãocafé

Emater-MG faz mapeamento inédito do parque cafeeiro de Minas Gerais

Publicado em 20/07/2016 15:03

A Emater-MG iniciou um trabalho inédito no país para o mapeamento do parque cafeeiro do Estado. Até o final deste ano, será anunciada com mais precisão qual a área plantada nos 50 municípios com a maior produção de café em Minas e que respondem pela metade da safra estadual. Em 2017, será feito o mapeamento das outras regiões, totalizando 465 municípios.

Pela primeira vez, as áreas de café de Minas Gerais estão sendo mapeadas com a auxílio de imagens do Google Earth. Uma equipe da Emater-MG, em Belo Horizonte, elabora os polígonos das áreas com cafezais, que são as figuras com as demarcações das glebas plantadas com café desenhadas nas imagens dos municípios produtores.

Em seguida, os polígonos são comparados às imagens de satélites como o Landsat8, Rapid Eye e Cbrs. As imagens destes satélites, embora tenham uma definição inferior às do Google Earth, são atualizadas com mais frequência. A próxima etapa é identificar os chamados “pontos de dúvida” nos polígonos, onde não foi possível garantir, após a comparação, se as imagens são mesmo de cafezais.

Os polígonos serão então enviados para os técnicos no campo, que com um tablet em mãos, irão visitar os locais e validar as informações captadas do Google Earth. “Atualmente temos levantamentos feitos principalmente com entrevistas, mais subjetivos, sem o auxílio desses recursos tecnológicos”, explica o coordenador estadual de Planejamento e Gestão da Emater-MG, Edson Logato.

Para fazer o mapeamento, a Emater-MG assinou um convênio com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), no valor de R$ 4 milhões, para compra de veículos, drones softwares, tablets, computadores, impressoras e notebooks. Também assinaram o convênio a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, parceiras neste trabalho. O convênio conta com a contrapartida da Emater-MG e Epamig, no valor de aproximadamente R$ 2,4 milhões, representados por horas de trabalho dos técnicos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Embrapa também são parceiras do projeto.

“Todos estes equipamentos obtidos por meio do convênio irão aprimorar o mapeamento. A grande vantagem do trabalho que começamos a desenvolver é evitar a especulação de preços. O produtor, muitas vezes, fica a mercê de informações com pouca precisão e que podem prejudicar a comercialização”, explica Edson Logato.

Outras ações

Além do mapeamento da área de café no Estado, também será feito um levantamento de onde estão os cafés de qualidade superior em Minas Gerais. “Geralmente eles são encontrados nas regiões com maior altitude. As amostras destes cafés deverão ser enviadas para análise pelas comissões dos concursos de qualidade dos cafés promovidos pela Emater-MG. Desta forma, teremos uma radiografia de onde se encontram os melhoras cafés produzidos aqui”, explica o coordenador da Emater-MG.

O mapeamento do parque cafeeiro também prevê o desenvolvimento de metologias para averiguar a produtividade e o custo de produção em cada região produtora. Neste caso, serão feitas parcerias com universidades e com a Conab.

“Outra ação do projeto é a caracterização das paisagens da região produtora de café em Minas Gerais. Ela vai identificar as áreas com maior aptidão para a atividade e aquelas onde o plantio deve ser evitado”, afirma Logato.

Fonte: Assessoria de Comunicação Emater

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18 de julho de 2016by Assessoria de Comunicaçãoagronegócioalimentos

Demanda por alimentos é forte e crescente apesar da turbulência financeira, diz analista

Publicado em 15/07/2016 12:30 e atualizado em 15/07/2016 17:29

A atual turbulência observada quase que diariamente no mercado financeiro global segue gerando centenas de incertezas entre os investidores mundo a fora, que resultam em uma intensa volatilidade sobre os futuros das commodities, especialmente as agrícolas. Há, no entanto, um consenso entre analistas de mercado – também em todo o mundo – de que a demanda por alimentos está assegurada e deverá ser a última a ser atingida – caso seja – por um momento mais complicado da economia.

“A demanda é forte e vai continuar forte, pelo menos o consumo tradicional animal e humano”. A declaração é de Steve Cachia, diretor da Cerealpar e também consultor do Kordin Grain Terminal, de Malta, na Europa. Entretanto, o executivo chama a atenção para essa volatilidade, a qual pode ser implacável a quem não a estiver acompanhando.

O arquipélago de Malta fica no sul do continente europeu, situado no Mar Mediterrâneo e hoje é sede de cerca de 600 fundos de investimento, contra apenas quatro em 2008. E é nesse ambiente em que Cachia vê as commodities agrícolas tornarem-se um mercado cada vez mais sofisticado e influenciado pelas questões financeiras. “O que mais me chama a atenção são as ferramentas técnicas sofisticadas que eles (os fundos)  têm, e é com isso que eles tomam decisões de compra ou venda”, explica.

E o presente momento é de investidores dividindo suas atenções entre dezenas de fatores que deverão alinhar suas estratégias não só no curto e médio prazos, mas também no longo. Entre eles, o Brexit – a saída do Reino Unido da União Europeia -, os preços do petróleo, a economia da China, os juros nos Estados Unidos, conflitos geopolíticos e tantos outros. Apesar disso, Cachia reforça que, “no final das contas, é sempre o quadro de oferta e demanda que, em um período, dá um preço médio para o mercado”.

Brexit

No último mês, um plebiscito realizado no Reino Unido decidiu que o país deveria deixar a União Europeia e a reação imediata do mercado financeiro foi de pânico generalizado. Os investidores buscaram ativos mais seguros, derrubaram moedas importantes – a libra foi à mínima em mais de 30 anos – commodities e bolsas de valores.

“Isso foram os fundos ajustando suas posições já que eles tinham que se proteger, reduzindo seu risco e/ou sair de posições lucrativas para cobrir perdas em outros mercados”, explica Cachia. “E as commodities agrícolas também sentiram esse efeito porque hoje os fundos são players importantes nesse mercado, eles trazem liquidez, para cima ou para baixo”, completa.

O que se viu foi, portanto, nada mais do que uma atuação maciça por parte desses fundos, os quais conseguem dar mais volatilidade ou direção para as cotações de forma mais rápida. Assim, é possível registrar movimentos das commodities agrícolas mais como somente ativos financeiros do que respondendo a seus fundamentos próprios, e isso pode acontecer no curto e no curtíssimo prazo, como explica o analista. “Entretanto, em um período de tempo, o fundamental prevalece, a relação de oferta e demanda”.

Assim, daqui em diante, para Cachia, o Brexit inspira atenção, principalmente, sobre dois aspectos: o comércio e a área financeira e as relações nas duas frentes entre o Reino Unido e a União Europeia e o Reino Unido e demais países de fora do bloco. “Será preciso acompanhar a desvalorização do setor imobiliário, redução de investimentos na Inglaterra, importações/exportações. Muitas empresas da área financeira de Londres, por exemplo, já estão buscando alternativas para continuar tendo acesso normal ao mercado da UE”, afirma o diretor da Cerealpar.

Além disso, o movimento dos ingleses traz ainda as preocupações com a possibilidade da saída de mais países da União Europeia, o que poderia criar um momento de caos do ponto de vista financeiro e comercial. Para o produtor inglês, as mudanças poderiam trazer momentos um pouco mais difíceis, com subsídios menores e custos mais elevados. “Para o Brasil, nada muda. Ainda teremos acesso normal ao mercado, com novos acordos se for preciso”, diz o executivo.

China e consumidores em potencial

Se o Brexit não preocupa tanto, a China preocupa um pouco mais, acredita Steve Cachia. Todavia, “em nada preocupa a demanda crescente por soja e milho”, salienta o analista. “Eles continuarão a quebrar recordes de importação de soja e, a cada ano que se passa, aumenta a necessidade dos chineses de passar a importar milho. Não podemos esquecer que o país não está decrescendo, está apenas crescendo menos do que estávamos acostumados”, completa.

A nação asiática registra, todos os anos, milhões de pessoas migrando para uma classe social mais alta e entrando, portanto, em uma linha de consumo melhor dado seu poder aquisitivo mais elevado. “E o dinheiro muda os hábitos alimentares das populações, a história mostra isso”, lembra Cachia. A demanda é forte e crescente no país por óleo de soja, carnes, grãos, leites, ovos, cereais, entre outros produtos, e isso não deve mudar de padrão tão cedo.

Ao se focar o agronegócio, é possível perceber que em tempos de crise as mudanças mais tardias vêm na alimentação, e quando vêm. Assim, o atual cenário que pode ser observado na China atualmente, se estende para demais países, como a Índia e a África.

“Os produtores rurais ao redor do mundo deveriam ajustar suas perspectivas e visões para o forte potencial de novos clientes consumidores como a África e a Índia, não somente a China”, disse, em um artigo, Erik Norland, economista chefe e diretor executivo do CME Group, grupo em que está inclusa, entre outras, a Bolsa de Chicago.

Embora a África conte com um território expressivo e de grande potencial, há três importantes desafios elencados por Norland para o continente, que conta com mais de 50 países: a dificuldade de geração de recursos agrícolas, a dificuldade na geração de capital e a fragmentação política.

A projeção indica que, em 25 anos, a população africana passe de 1,15 bilhão para 1,91 milhão de pessoas. “E para alimentá-las, será necessária a combinação de um aumento da produção local e de uma enorme compra de alimentos de fora”, explica o economista da CME.

Na Índia, o quadro é semelhante, apesar de uma dieta um tanto diferente. A população local atual também passa de 1 bilhão de pessoas e os recursos para um aumento da produção agrícola também são bastante limitados e um desafio para o país. Até 2040, essa população, ainda de acordo com números da CME e da FAO – o braço da ONU (Organização das Nações Unidas) para alimentação e agricultura, deve apresentar um incremento de mais de 30%.

No link a seguir, confira a entrevista de G. Chandrashekhar da Hindu Business Line a João Batista Olivi, no Fórum do Feijão, em Foz do Iguaçu:

>> Índia e Paquistão, com 1 bilhão e 800 milhões de pessoas, pedem a atenção dos agricultores brasileiros

“Não seria uma surpresa se a Índia importar quantidades cada vez maiores de alimento do mercado mundial, principalmente da Europa e das Américas. Além disso, há o potencial de um aumento da quantidade per capita de comida a ser consumida pelos indianos. Ou seja, como a África, a Índia pode ser mais um componente para a tempestade perfeita do aumento da demanda global por alimentos”, acredita Erik Norland.

Consumo de alimentos per capita na Índia - Fonte: FAO

Consumo de alimentos per capita na Índia – Fonte: FAO

Desde 1991, é possível observar um crescimento de consumo no país de cerca de 50% entre ovos e laticínios e 32% de óleos vegetais. Para os próximos 25 anos, a perspectiva aponta ainda para um consumo de grãos 30% maior, ou seja, em linha com o crescimento previsto para sua população. Atenção redobrada para suas necessidades de milho e arroz.

Consumo de grãos na Índia - Fonte: FAO

Consumo de grãos na Índia – Fonte: FAO

“A estagnação na alimentação só acontece em países desenvolvidos, e não naqueles em desenvolvimento. Nesses últimos, pela natureza de populações mais pobres agora tendo acesso a um maior e melhor volume de alimentos e pela industrialização tirando o homem do campo pra morar na cidade, a situação de aumento na demanda parece irreversível”, acredita Steve Cachia. “Por isso, acredito que o mundo de commodities agrícolas ainda está em um ciclo de demanda, apesar da oferta aparentemente abundante”, conclui.

Um levantamento feito em parceira com a FAO, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostra que, até 2050, o crescimento da oferta de alimentos necessário para atender à demanda mundial deverá vir 40% do Brasil. O assunto foi amplamente debatido por líderes de mais de cem países no Global Agribusiness Forum, em São Paulo, na última semana.

Crescimento da população mundial - Fonte: FAO

Crescimento da população mundial – Fonte: FAO

Petróleo

No quadro da demanda, Steve Cachia chama a atenção para o mercado do petróleo. Embora há algumas semanas os preços tenham testado uma recuperação e uma volta ao patamar dos US$ 50,00 por barril na Bolsa de Nova York, os movimentos de alta ainda são frágeis, dado o cenário de fundamentos que ainda pressionam as cotações. A oferta é grande e a demanda não acompanha. Apesar disso, em 2016, o WTI, em NY, acumula uma alta de 24,38% e o Brent, em Londres, de 28,30%.

“Se (o mercado) volta a derreter como alguns economistas estão prevendo, isso pode afetar o biodiesel e o etanol, produtos que também têm sua importância subestimada, mas que são hoje uma fatia importante da demanda global de soja e milho. Basta dizermos que, nos EUA, um terço da safra de milho é destinada á indústria de combustível ecologicamente correto”, explica o analista.

Fluxo Monetário

A volatilidade entre ativos mais sensíveis, como as commodities agrícolas, se intensifica ainda mais dado um maior fluxo de dinheiro no mundo, o qual vem crescendo após a crise financeira registrada em 2008. E essa movimentação mais intensa de maiores volumes de dinheiro se dão frente a uma corrida dos fundos investidores por alternativas, quase que diariamente. Hoje, a palavra-chave no financeiro evoluiu de bilhões para trilhões.

“Por isso que a indústria de serviços financeiros de Londres, por exemplo, é um dos setores que mais pode ser atingido por ações como essa do Brexit. Há uma correria para alternativas, como por exemplo ter uma base em Malta, que é um novo centro financeiro, parte da União Europeia, e ainda parte da Commonwealth, o grupo dos países ingleses e ex-colônias da Inlgaterra”, afirma Cachia.

Taxas de Juros

As atuais taxas de juros do mundo são negativas. E, do ponto de vista macroeconômico, a tendência é de que muitas economias mantenham suas referências mais baixas como medida de estímulo diante de tudo o que está acontecendo e também pelo temor de um não crescimento.

“E isso é totalmente ao contrário do que o Brasil faz em momentos de crise econômica. O pavor do Brasil com a inflação faz com que na verdade não se tome medidas de estímulo à economia”, diz. “Se o Brasil baixar os juros haverá uma retomada na economia, que hoje é mais aberta e com uma população mais consciente, o que não necessariamente vai se traduzir em inflação”, completa.

Sobre os juros nos Estados Unidos, as expectativas são de que novas altas que vinham sendo sinalizadas pelo Federal Reserve – o Banco Central norte-americano – e nunca concretizadas, continuem a ser adiadas, de modo a contribuir para o crescimento da economia. Atualmente, a taxa norte-americana de juros é de 0,5% ao ano.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas
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15 de julho de 2016by Assessoria de Comunicaçãocafécafé especial

Coca-Cola Brasil entra no mercado de café

Publicado em 14/07/2016 14:04

A Coca-Cola Brasil anunciou que lançará em agosto o Café Leão, produto com grãos 100% arábica, cultivados, torrados e embalados no país. A iniciativa marca a entrada da empresa no segmento de cafés, por meio da Leão, marca de origem brasileira com 115 anos de atuação no segmento de chás. O Café Leão será o primeiro da companhia no mundo para o consumo em casa.

Segundo a Coca-Cola, a produção do Café Leão envolverá uma rede de pequenos e médios cafeicultores do cerrado mineiro e das montanhas do Espírito Santo.

O produto estará disponível em duas torras: escura, com a bebida encorpada e equilibrada com aroma e sabor intensos; e média, com aroma e sabor balanceados com dulçor marcante.

Leia a notícia na íntegra no site G1.

Fonte: G1

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