
Cafés importados com valor agregado têm preço médio 77 vezes superior aos exportados pelo Brasil
País importou 3,4 mil sacas com preço médio de US$ 13.265 e exportou 17 milhões de sacas com preço médio de US$ 172,1 nos oito primeiros meses de 2017
As exportações dos Cafés do Brasil, nos primeiros oito meses de 2017, totalizaram 17,06 milhões de sacas de 60kg, com preço médio de US$ 172,1 por saca, que geraram US$ 2,94 bilhões de receita cambial. Nesse mesmo período, o País importou o equivalente a 3400 sacas de 60kg, com preço médio de US$ 13.265, que totalizaram US$ 45,1 milhões de dispêndio. Essa diferença expressiva do preço médio do café exportado, que majoritariamente é vendido como café cru (verde), em relação ao importado, é atribuída ao elevado valor agregado do produto adquirido do exterior na forma de cafés torrados, essências e concentrados à base de café e café solúvel, entre outros.
Esses diferenciais dos quantitativos e dos preços dos cafés crus em relação aos de alto valor agregado, apontados no SUMÁRIO EXECUTIVO CAFÉ – setembro 2017, da Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, demonstram que o preço médio do café importado foi 77 vezes superior ao preço médio do café exportado, embora o volume dos importados tenha correspondido a apenas 0,02% da quantidade exportada. Dessa forma, tais números sinalizam que os Cafés do Brasil têm potencial para conquistar e consolidar mercados internos e externos com a venda de cafés e também produtos à base de café com agregação de valor. ´

Exportações mundiais de café atingem 100 milhões de sacas
Em julho de 2017, os quatro principais países exportadores de café foram: Brasil – 1,75 milhão de sacas; Vietnã – 1,55 milhão; Indonésia – 1,24 milhão; e Colômbia – 1 milhão de sacas
As exportações mundiais de café, no período de outubro de 2016 a julho de 2017, foram de 100 milhões de sacas de 60kg, o que representou um acréscimo no volume de 5,7 milhões em relação ao mesmo período anterior, quando foram exportadas 96,3 milhões de sacas. Especificamente no mês de julho deste ano, as exportações de café se mantiveram elevadas, pois foram exportadas 9,4 milhões de sacas, número que representa um incremento de 11%, se comparado com julho de 2016. Contudo, uma análise detalhada do desempenho dos dados relativos às exportações dos principais países produtores revela particularidades em cada um deles.
Acesse o Relatório sobre o mercado de Café – Agosto 2017, e acompanhe as avaliações e análises da performance da cafeicultura em nível mundial e, no caso, especificamente as exportações dos quatro principais países exportadores de café em julho de 2017, quais sejam: Brasil (1,75 milhão de sacas), Vietnã (1,55 milhão), Indonésia (1,24 milhão), e Colômbia (1 milhão de sacas).

Produção brasileira de café deve alcançar 44,77 milhões de sacas
Conab
A safra 2017 de café deverá ficar em 44,77 milhões de sacas de 60 kg. A área total cultivada no país deve alcançar 2,21 milhões de hectares, sendo 345,19 mil hectares em formação e 1,86 milhão de hectares em produção. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). A produção brasileira de arábica deve chegar a 34,07 milhões de sacas.
A bienalidade negativa na maior parte dos estados produtores acarreta uma produtividade média menor do que a da safra anterior. A área relativa a esta cultura será de 1,78 milhão de hectares, sendo 299,83 mil hectares em formação (16,8%) e 1,48 milhão de hectares em produção (83,2%). A produção brasileira prevista de conilon é de 10,71 milhões de sacas.
A estimativa é de que a produtividade se recupere frente à forte escassez de chuvas dos últimos anos. A área destinada a essa cultura será de 427 mil hectares, sendo 45,35 mil hectares em formação (10,6%) e 381,62 mil hectares em produção (89,4%).
Em Minas Gerais, a produção de café deverá ser 20,7% menor do que na safra 2016, também devido à bienalidade negativa. O estado deverá colher 24,04 milhões de sacas de arábica e 334,1 mil sacas de conilon, totalizando 24,38 milhões de sacas. No Espírito Santo, a queda na produção total deve ser de 1,5%. Entre as razões estão as condições climáticas desfavoráveis atravessadas pelas lavouras de conilon em 2016 e a falta de mudas para plantio. Há também o ciclo de bienalidade negativa no arábica.
A estimativa é de que o estado produza 5,9 milhões de sacas de conilon e 2,9 milhões de sacas de arábica, o que dá um total de 8,8 milhões de sacas. Em São Paulo deverão ser colhidas 4,37 milhões de sacas devido ao ciclo de bienalidade negativa e ao alto índice de podas. A produção deverá chegar a 3,36 milhões de sacas na Bahia, 1,94 milhão de sacas em Rondônia, 1,21 milhão de sacas no Paraná, 349,1 mil sacas no Rio de Janeiro, 180,1 mil sacas em Goiás, 84,5 mil sacas no Mato Grosso e 7,5 mil sacas no Amazonas.
O relatório está disponível (clique aqui).

Abic lança aplicativo para consumidor verificar qualidade de café em tempo real
Consumidores brasileiros de café poderão verificar em tempo real a qualidade do produto por meio de um aplicativo lançado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), informou a entidade em nota nesta sexta-feira.
O aplicativo “De Olho no Café”, que será lançado na próxima terça-feira, permitirá ao consumidor verificar as certificações conferidas pela entidade.
O Brasil, além de ser o maior produtor e exportador global de café, é o segundo maior consumidor, atrás dos Estados Unidos.
O “De Olho no Café” será oferecido gratuitamente para consumidores pelo Google Play e App Store.
Fonte: Terra
ABIC desenvolve app para consulta do consumidor aos cafés certificados
A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) está lançando um aplicativo de celular que permite ao consumidor verificar, em tempo real, se os produtos disponíveis nas gôndolas dos supermercados são certificados no Selo de Purezae/ou no Selo de Qualidade, bem como sua categoria (Tradicional, Superior ou Gourmet), além de diferenciá-los dos Não Associados.
Para usar o aplicativo, disponível gratuitamente aos usuários de Android e Iphone, é fácil: basta o consumidor abrir o programa e “scanear” o código de barras da embalagem de café. Há duas opções para isso: usando o leitor da câmera ou digitando o código de barras da embalagem no teclado do celular. A partir daí, o cliente receberá uma mensagem na tela do telefone informando se o produto é certificado ou não pela ABIC, com o aviso adicional “Café certificado sempre vai bem”, em linha com a campanha de marketing da empresa.
Além de verificar se o produto é certificado ou não, o consumidor também poderá avaliar os cafés (em uma escala de até 5 estrelas), podendo enviar comentários e opiniões sobre o produto. Os dados serão compilados e informados às empresas associadas por meio de relatórios periódicos.
Com o aplicativo, os usuários também poderão informar sobre os produtos não certificados que estejam estampando Selo de forma indevida. Ou seja, se o consumidor scaneia um produto e recebe a mensagem de que ele não é certificado, e observa que ainda assim possui algum Selo na embalagem, poderá enviar essa informação à Associação Brasileira da Indústria de Café, que investigará o uso indevido do Selo.
Segundo a Abic, o app ainda está em desenvolvimento e será lançado em breve.
Fonte: Café Point

Cientistas descobrem porque café provoca felicidade
O café reanima, faz acordar e todos sabem o motivo: a cafeína.
Agora cientistas da Universidade de Ruhr, na Alemanha, pesquisaram por que a bebida também provoca felicidade nas pessoas.
Um estudo feito pela Universidade de Ruhr, na Alemanha, mostra que a bebida ajuda o cérebro no reconhecimento mais rápido de palavras ou expressões positivas, como amor e feliz, em comparação com as negativas, como raiva ou tédio.
Liderada pelos psicólogos Lars Kuchinke e Vanessa Lux, a pesquisa mostra que a cafeína acelera o processamento verbal do cérebro.
Palavras positivas
O estudo publicado na revista científica Plos One sugere que 200 mg de cafeína – o equivalente a duas xícaras de café – podem ajudar o cérebro a identificar as palavras com mais rapidez e precisão.
Na pesquisa adultos jovens saudáveis que ingeriram um comprimido de 200 mg de cafeína aumentaram velocidade e percepção ao completarem uma tarefa de reconhecimento de palavra.
A tarefa envolveu olhar para uma seqüência de letras, apresentadas uma por vez por 150 milissegundos cada, e decidir o mais rápido possível se eles constituíam uma palavra real ou uma palavra composta.
Quando comparado com um grupo que consumiu placebo, aqueles que tomaram a pílula de cafeína decidiram mais rapidamente para as palavras que foram consideradas como tendo uma associação emocional positiva.
Por que só para palavras positivas?
Os pesquisadores usaram a droga para responder a uma questão existente sobre a estrutura do cérebro.
Ao completar as tarefas de processamento de texto, as pessoas demonstram consistentemente um tempo de resposta mais rápido para as palavras com uma valência emocional positiva – como “amor” ou “feliz” – do que aquelas com conotação negativa – entediado ou zangado.
Kuckinke e Lux, reconhecendo que a cafeína estimula a liberação do neurotransmissor dopamina, decidiu usar a droga para testar e ver se os participantes do estudo de dosagem aumentariam ainda mais sua velocidade e precisão para palavras positivas.
A cafeína fez mais: com que completassem a tarefa de palavras positivas. Isso levou os pesquisadores a concluir o envolvimento do sistema de dopamina que é, pelo menos, parte da explicação para o fenômeno.
Além disso, os pesquisadores descobriram que ao responderem sobre as letras do estudos, os participantes demonstravam maior atividade do lado direito do cérebro, em conexão com o hemisfério esquerdo dominado pela linguagem.
Agora é hora de tomar um café pra testar a sua agilidade com as palavras.
Vai um cafézinho aí?
Com informações Smithsonianmag Science Nature
Fonte: http://www.sonoticiaboa.com.br/2017/05/24/ciencia-comprova-porque-cafe-provoca-felicidade/

Café: Desfolha de lavouras preocupa produtores e terá reflexos na produção da safra 2018/19, aponta Procafé
A intensa desfolha das lavouras tem preocupado os produtores de café do Brasil e deve ter reflexos consideráveis na produção da safra 2018/19, que é de bienalidade positiva e poderia, segundo analistas internacionais, chegar a um recorde de 60 milhões de sacas de 60 kg entre arábica e conilon. No entanto, diante das condições climáticas atuais, esse volume poderá ser menor, segundo a Fundação Procafé.
“Essa desfolha é uma proteção natural das plantas que, pensando em diminuir a evapotranspiração, perde as folhas. Com essa condição, as plantas vão acabar tendo maior dificuldade para o pegamento das floradas e, consequentemente, impactos na produção do próximo ano”, afirma o engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, em Franca (SP), Marcelo Jordão Filho. O pesquisador salienta que já são quase 60 dias sem chuvas na região da Alta Mogiana.
Clique na foto para ampliar:
De acordo com o cafeicultor Gustavo Emídio de Bom Jesus da Penha (MG), no Sul do estado, principal região produtora de café do país, a situação das lavouras é delicada, apesar de parte de suas plantações já terem recebido a primeira florada. “Tenho 99% de certeza que essa florada não vinga. O clima está muito seco para os cafezais. As lavouras dos meus amigos estão morrendo por falta de água e isso está presente em 60% a 70% das plantações da região”, diz.
Dados do Sismet (Sistema de monitoramento Meteorológico da Cooxupé) evidenciam a situação. Em todo o mês de agosto, Guaxupé (MG) teve déficit hídrico de 24,1%, Nova Resende (MG) registrou 28,3%, Carmo do Rio Claro teve 39,6% e Coromandel (MG) anotou 70%. O portal fornece informações meteorológicas atualizadas de cada região cooperada, desde o Sul de Minas até o Cerrado.
Emídio salienta que a previsão inicial era de que a colheita em 2018 seria bem maior do que a da safra atual, que está praticamente finalizada, mas já existe o temor de produção menor com as lavouras sendo prejudicadas pelo clima.
Analistas internacionais chegaram a apontar nas últimas semanas que a próxima safra do Brasil poderia chegar a 60 milhões de sacas de 60 kg de arábica e também conilon, um recorde, já que será de bienalidade positiva e as condições climáticas eram benéficas. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima a produção do país em 2017 em 45,56 milhões de sacas.
A condição dessas lavouras contrasta com outras que já floresceram, mas que fatalmente terão pegamento sem melhores condições climáticas. Mapas climáticos apontam que o clima deve permanecer seco pelo menos pelos próximos sete dias no cinturão de café do Brasil. Apenas o Norte do Espírito Santo e Bahia podem receber chuvas entre quinta-feira e sábado.
Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

Cafés especiais de Minas derrubam fronteiras
Matéria do Estado de Minas
Produtores da região de Guaxupé investem no produto diferenciado, que permite ganhos acima do valor médio em países como Japão e Reino Unido. Exportações devem crescer
Guaxupé – Um lote de 30 mil sacas de 60 quilos de cafés especiais está sendo preparado para embarque neste mês em Guaxupé, no Sul de Minas Gerais, com destino ao Japão e ao Reino Unido, entre outros mercados conquistados pelos grãos de alta qualidade produzidos na região. A venda é resultado de uma nova cultura implantada nas lavouras, que envolve desde o conhecimento técnico ao investimento no aperfeiçoamento dos tratos da terra e do beneficiamento do fruto do tipo arábica. Ingressar nesse mercado significa desfrutar de preços mais de 20% superiores à remuneração média oferecida no setor e de taxas de produtividade por hectare maiores que as 27 sacas registradas no país, além de aproveitar as possibilidades que a exigente demanda abre às fazendas.
As sacas que vão seguir por rodovia até o porto de Santos (SP) mostram, ainda, o avanço das metas de exportação dos cafés especiais, comparadas ao escoamento do primeiro lote, em julho, de 10 mil sacas, conta satisfeito o cafeicultor Osvaldo Bachiao, representante do conselho administrativo da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), maior exportador individual de café do mundo. “É um resultado excepcional do trabalho de assistência aos cooperados, para dar oportunidade a todos eles de ter acesso a esse mercado”, afirma.
O esforço de produção dos chamados cafés diferenciados motivou a Cooxupé a criar em 2009 uma empresa dedicada ao segmento, a SMC Comercial Exportadora de Café S/A, para comercializar e fornecer cafés finos, especiais e certificados. Se o universo dos lotes preparados neste ano parece modesto ante as 3,8 milhões de sacas que os cooperados deverão entregar, para os cafeicultores se trata de ganho importante. Segundo Osvaldo Bachiao, o desafio é embarcar 120 mil sacas em 2017, todas elas com classificação acima dos 82 pontos preconizados pela metodologia da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA, na grafia original em inglês – Specialty Coffee Association of America).
“Para vender café a R$ 420 a saca, é preciso produzir mais de 30 sacas por hectare. O desafio é que o produtor ainda não tem tanta informação sobre a diferenciação do café. Ele investe conforme a capacidade dele e só dá para investir se a família estiver vivendo bem”, afirma Osvaldo Bachiao. O cafeicultor que alcança esse grupo de fazendas de elite, certamente, otimizou processos e absorveu conhecimento, segundo o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Nelson Carvalhaes. A instituição estima que os embarques de cafés diferenciados devem alcançar 5,2 milhões de sacas em 2017.
Os grãos especiais, de fato, despontam nesse volume, representando 80%, com perspectiva de chegar a 3 milhões de sacas neste ano, em lugar da média obtida nos últimos períodos, de 2,5 milhões de sacas. “Qualidade é difícil de definir, mas o café brasileiro é reconhecido internacionalmente como fornecedor que consegue produção organizada, devidamente certificada, e faz embarques com absoluto rigor”, afirma.
EXPANSÃO O primeiro contêiner com 320 sacas da nova safra de café despachado no fim de agosto pela Fazenda Planalto, em Nova Resende, vizinha de Guaxupé, confirma a boa expectativa com as exportações deste ano. Administrador da propriedade, Sebastião de Castro Ferreira conta que a produção vem indicando bom rendimento, embora seja esperada uma pequena quebra em razão da seca de janeiro que atrapalhou a floração das plantas. O objetivo é obter 16 mil sacas de café arábica, quase 30% mais frente ao volume produzido em 2016. O desempenho da lavoura reflete a extensão do plantio com a renovação de áreas e uma produtividade que vem aumentando e já alcança 35 a 40 sacas por hectare.
“Temos trabalhado muito pela qualidade do café, uma produção refinada. Tudo indica que 2017 será um bom ano, apesar de o preço (R$ 435 por saca, em média, no mercado interno) não estar ajudando”, diz Sebastião Ferreira. Há estimativas de que a remuneração ao produtor caiu ao redor de 20% neste ano. A colheita mecanizada na fazenda começou em julho e deve se estender até dia 15. Avaliadas em R$ 850 mil, as máquinas operam por oito a nove horas, substituindo o trabalho de 200 homens. O próximo contêiner dirigido ao mercado internacional deverá sair da propriedade ainda em setembro. As vendas externas têm representado 40% da produção e abastecem principalmente clientes no Canadá e Japão.
Leia a notícia completa na íntegra no site: Estado de Minas

Receita bruta da cafeicultura de R$ 21,6 bilhões corresponde a 6% das lavouras em 2017
Faturamento dos cinco maiores estados produtores de café – MG, ES, SP, BA e RO – corresponde a 95% da receita
O faturamento da cafeicultura brasileira em 2017, expresso no Valor Bruto da Produção, foi estimado em R$ 21,632 bilhões, que correspondem a aproximadamente 6% do montante total de R$ 367,978 bilhões, o qual foi calculado com base no faturamento das 21 principais lavouras cultivadas no País. O valor da receita bruta do café de 2017 representa queda de 11,4% em relação ao faturamento de 2016, que foi de R$ 24,404 bilhões.
A Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, calcula mensalmente o Valor Bruto da Produção – VBP com base no faturamento de 21 produtos agrícolas e cinco produtos da pecuária. O VBP de julho de 2017, no contexto global da produção agropecuária, incluindo os dois setores, foi de R$ 535,435 bilhões, sendo os mencionados R$ 367,978 bilhões da lavoura e R$ 167.456 bilhões da pecuária. Essas análises e dados do VBP estão disponíveis no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
O ranking dos cinco estados brasileiros que mais se destacaram em relação ao faturamento bruto do café, em nível nacional, é o seguinte: Minas Gerais, com R$ 12,141 bilhões, corresponde a 56,12%; Espírito Santo, com R$ 3,959 bilhões (18,3%); São Paulo, com R$ 2,068 bilhões (9,6%); Bahia, com R$ 1,509 bilhões (7%); e Rondônia, com R$ 984 milhões (4,5%). Com base nesses dados, verifica-se que os cinco maiores estados produtores de café são responsáveis por 95,5%, que representam R$ 20,661 bilhões do faturamento. Demais estados produtores de café correspondem a R$ 969 milhões da receita bruta, ou seja, 4,5% do VBP café.
No contexto global do VBP, incluindo todos os produtos da lavoura e da pecuária, contata-se que os valores da produção regional estimados pela SPA/Mapa mostram hegemonia da Região Sul do País, cujo VBP é de R$ 141,3 bilhões, seguida pelo Centro-Oeste (R$ 138,6 bilhões), Sudeste (R$ 137,5 bilhões), Nordeste (R$ 50,1 bilhões) e Norte (R$ 32,5 bilhões). Os estados de São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia, representam conjuntamente 70,5% do VBP neste ano.

Brasil exporta café para 113 países nos sete primeiros meses de 2017
Vendas ao exterior totalizaram 16,7 milhões de sacas de 60kg com preço médio de US$ 172,25 e receita cambial de US$ 2,9 bilhões
As exportações dos Cafés do Brasil, nos sete primeiros meses de 2017, foram realizadas para 113 países, totalizando 16,787 milhões de sacas de 60kg e receita cambial de US$ 2,891 bilhões, o que representa aumento no faturamento de 7,2% em comparação com o mesmo período de 2016. O preço médio por saca exportada foi de US$ 172,25, o que também significou incremento, em relação ao mesmo período citado, de 16,5%. No entanto, o volume exportado de café de janeiro a julho de 2017 foi 8% inferior ao mesmo período de 2016, que contabilizou 18,255 milhões de sacas.
Especificamente no mês de julho de 2017, as exportações brasileiras de café totalizaram 1,751 milhões de sacas e geraram receita cambial de US$ 283,4 milhões, com preço médio de US$ 161,78 por saca, cujo valor representa aumento de 4,1% em comparação com o mesmo período do ano passado, que foi de US$ 155,46 por saca. Do volume exportado em julho, 1,498 milhões de sacas de 60kg foram de café arábica e 16,346 mil de café robusta. Esses destaques e análises do desempenho das exportações do café brasileiro constam do Relatório mensal julho de 2017, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
Com base no Relatório do Cecafé, o ranking dos cinco principais destinos das exportações do Cafés do Brasil, de janeiro a julho deste ano de 2017, é o seguinte: Estados Unidos, na liderança, com um volume de 3,361 milhões de sacas, que correspondem a 20% do café exportado; Alemanha, em segundo lugar, com 2,930 milhões de sacas (17,5%); Itália, em terceiro, com 1,511 (9%); Japão, quarto, com 1,198 (7,1%); e Bélgica com 1,006 milhões de sacas (6%). Assim, nesse período, conforme mencionado, o Brasil exportou um volume de 16,787 milhões de sacas para 113 países.
Ressaltando o comparativo descrito no Relatório do Cecafé com relação à evolução do volume de sacas de 60kg exportadas e receita cambial obtida em dólar norte-americano, no período de 2012 a 2016, verifica-se que: no ano de 2012 foram exportadas 28,550 milhões de sacas de café e receita cambial de US$ 6,4 bilhões; em 2013 – 31,661 milhões de sacas e receita de US$ 5,22 bilhões; 2014 – 36,427 milhões de sacas e receita de US$ 6,6 bilhões; 2015 – 37,019 milhões de sacas e US$ 6,15 bilhões; e, em 2016, foram obtidos US$ 5,45 bilhões com a exportação de 34,268 milhões de sacas. Essas oscilações verificadas, tanto nos totais dos volumes de café exportados como na receita cambial, podem ser atribuídas à variação da safra, cotação do café, câmbio, entre outros fatores que influenciam o mercado.
Outro dado interessante em destaque no Relatório mensal julho de 2017, do Cecafé, é sobre a participação percentual por qualidade nas exportações brasileiras de café. Neste caso, somente no período de janeiro a julho de 2017, o café arábica liderou as vendas ao exterior com 88,0% do volume, solúvel com 11,1%, robusta com 0,8% e torrado e moído com 0,1%.
O Relatório também destaca que as exportações dos cafés diferenciados, os quais têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis, e incluem os cafés especiais, totalizaram 2,560 milhões de sacas nesse mesmo período (janeiro/julho) e geraram receita cambial de US$ 520,798 milhões, com o preço médio de US$ 203,36 por saca, que representa um acréscimo de 24,5% em relação aos cafés commodities (naturais/médios). Os Estados Unidos também seguem como o país que mais importou cafés diferenciados do Brasil, com 483,191 mil sacas, volume que representa 19% dos cafés com essas características.
Esta edição do Relatório mensal do Cecafé, assim como as anteriores, que também estão disponíveis na íntegra no Observatório do Café, traz ainda vários dados, informações e análises sobre as exportações brasileiras de café, tais como a participação percentual por qualidade nas exportações, exportações de cafés diferenciados, exportações de café por continente, grupo e bloco econômico, principais destinos e portos de embarque das exportações, perfil e perspectivas do consumo mundial de café, entre várias outras análises que merecem ser conferidas pelos diversos segmentos do setor cafeeiro.
Para ler na íntegra o Relatório mensal julho 2017, do Cecafé, acesse:
http://www.sapc.embrapa.br/arquivos/consorcio/informe_estatistico/CECAFE_Relatorio_Mensal_JULHO_2017.pdf
Confira todas as análises e notícias divulgadas pelo Observatório do Café no link abaixo:
http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias
Acesse Publicações sobre café e portfólio de tecnologias do Consórcio Pesquisa Café
http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/publicacoes/637

Polícia apreende mais de 20 caminhões usados para roubo de café no Sul de MG
Já chega a 29 o número de caminhões e máquinas apreendidas pela polícia que seriam usadas para roubo de café no Sul de Minas. Eles pertenceriam a uma quadrilha especializada que oferecia o serviço de beneficiamento de café para produtores da região. A suspeita é que mais de R$ 100 mil em café fossem desviados diariamente.
“Os criminosos envolveram uma estrutura nessas máquinas de beneficiamento de café, criando um compartimento secreto, fraudulento, para, na hora do beneficiamento de café, eles pudessem separar parte da produção dos produtores rurais e ficar para si. Então a gente já fez uma estimativa aqui que hoje eles conseguiam desviar por dia de 10 a 15 sacas de café já beneficiados. Uma média de R$ 4 a 6 mil”, diz o delegado Thiago Henrique do Nascimento Moreira.
Leia a notícia na íntegra no site G1








