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Produtores têm até 30 de dezembro para aderir aos descontos em operações de crédito
Os produtores rurais têm até o dia 30 de dezembro de 2019 para aderir ao programa de descontos para pagamento de dívidas do crédito rural que foram transferidas para a União, não foram inscritas na dívida ativa (DAU) e estão sendo executadas pela Procuradoria-Geral da União.
Em setembro, a Advocacia-Geral da União (AGU) regulamentou, por meio da Portaria nº 471/19, o procedimento para que mutuários sob execução obtenham os descontos previstos na Lei nº 13.606/18 para liquidação.
“A obtenção dos descontos para liquidação das dívidas depende de expresso pedido de adesão por parte do mutuário ou seu representante legal, podendo também, excepcionalmente, ser apresentado por terceiro – hipótese que será analisada caso a caso pelos órgãos de execução da PGU”, informa a Advocacia-Geral da União.
Com o aval do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a regulamentação permite tratamento isonômico da União para as dívidas de mesma natureza que foram inscritas na Dívida Ativa da União (DAU), que há tinham acesso à aplicação dos descontos legais.
A portaria também regulamenta o recálculo do saldo devedor das operações de crédito rural contratadas com o extinto Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC), cujos débitos, não inscritos na DAU, também estejam sendo executados pela AGU. Nestes casos, o recálculo, por ser determinado pela própria lei, independentemente de qualquer pedido do devedor.
Confira a tabela de descontos aplicados sobre o valor consolidado de cada operação, nos termos do Artigo 20 da Lei nº 13.606/2018:
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Exportações de café brasileiro atingem 3,4 milhões de sacas em outubro
No mês passado, o Brasil exportou 3,4 milhões de sacas de café – considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O volume representa queda de 13,1% em relação a outubro do ano passado, quando o País bateu recorde em exportações do produto para o mês. Os dados são do Cecafé – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
A receita cambial gerada pelos embarques em outubro deste ano foi de US$ 441,1 milhões, decréscimo de 14,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já o preço médio da saca de café foi de US$ 128,9/saca, 1,8% inferior a outubro de 2018.
Com relação as variedades embarcadas no mês, o café arábica representou 82,6% do volume total exportado, equivalente a 2,8 milhões de sacas. O café conilon (robusta) atingiu a participação de 8%, com o embarque de 274 mil sacas e o café solúvel representou 9,4% das exportações, com 321 mil sacas exportadas.
“O agronegócio café brasileiro, em especial o setor exportador, tem investido e trabalhado intensamente para atender e dar suporte a alta demanda do mercado consumidor interno e global. Isto significa um consumo mundial de 168 milhões de sacas de café, aproximadamente, até o final de 2019, mantendo firmemente sua participação de mercado. Os resultados do mês de outubro confirmam esses bons indicadores. Os volumes exportados para a Europa, bem como para a Ásia, América do Norte, América do Sul, África apresentaram um significativo crescimento, comprovando mais uma vez a capacidade do país em atender aos mais diversos e exigentes mercados de alta qualidade e sustentabilidade” afirma Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.
Ano civil
As exportações de café brasileiro no ano civil (janeiro a outubro de 2019) permanecem sendo as maiores dos últimos cinco anos para o período, com o embarque de 34 milhões de sacas, volume 22,8% maior com relação a mesma base comparativa de 2018.
De janeiro a outubro deste ano as exportações de café conilon se destacaram com o incremento de 58,3% (equivalente a 3,3 milhões de sacas) na comparação com o período do ano passado. O café arábica também registrou crescimento no período, de 21,3% (27,4 milhões de sacas), enquanto que o solúvel apresentou aumento de 9,4% nas exportações (3,3 milhões de sacas).
Outro destaque no ano civil foi o crescimento das exportações de café brasileiro por continente. Os embarques para a Europa apresentaram, no período, aumento de 18,3% (equivalente a 17,8 milhões de sacas); na América do Norte, o aumento foi de 39% (8 milhões de sacas); na Ásia, de 18% (5,9 milhões de sacas); América do Sul, 15% (1,3 milhão de sacas); África, 64,2% (556,8 mil sacas); e Oceania, 11,4% (328,6 mil sacas).
Também se destaca no período o crescimento das exportações de café brasileiro para os países produtores, que foi de 65,4% (1,7 milhão de sacas).
Já nos últimos 12 meses (de novembro de 2018 a outubro de 2019) o Brasil exportou 41,9 milhões de sacas, sinalizando um recorde histórico de exportações de café para este ano.
Esses resultados positivos demonstram a capacidade do país em atender o crescimento do consumo mundial que, segundo dados da OIC (Organização Internacional do Café), apresentou o incremento de 1,5% na comparação entre 2019 e 2018.
Principais destinos
No ano civil, os principais destinos de café brasileiro apresentaram um acréscimo de 22,8% no consumo do produto em relação ao mesmo período do ano passado. Os dez principais importadores foram, respectivamente: Estados Unidos, importaram 6,5 milhões de sacas de café (19,1% do total embarcado no período); Alemanha, com 5,7 milhões de sacas importadas (16,7%); Itália, com 3,2 milhões de sacas (9,5%); Japão, com 2,2 milhões de sacas (6,5%); Bélgica, com 2,1 milhões de sacas (6,3%), Turquia, com 982,1 mil sacas (2,9%); Federação Russa, com 869,4 mil sacas (2,6%); Reino Unido, com 818,2 mil sacas (2,4%); Canadá, com 760,3 mil sacas (2,2%); e México, com 734,1 mil sacas (2,2%).
Todos os principais países consumidores de café brasileiro, exceto Reino Unido, registraram, no ano civil, aumento na importação do produto brasileiro, comparando com o mesmo período do ano passado. O México foi o que apresentou o maior destaque no período, com aumento de 205,3% nas importações. Outros destinos que mais registraram crescimento no consumo de café brasileiro foram os EUA (crescimento de 34,2%), Alemanha (31,9%), Itália (23,6%), Turquia (21,8%) e Japão (20,4%).
Diferenciados
O Brasil exportou, no ano civil, 6,4 milhões de sacas de cafés diferenciados (que são os cafés que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis). O volume representa 18,7% de participação do total de café exportado neste ano até agora e um crescimento de 28,4% comparado ao período de janeiro a outubro de 2018. Já a receita cambial gerada com a exportação de cafés diferenciados do Brasil foi de US$ 1 bilhão no período, representando 23,6% do total de receita gerada pelo Brasil com as exportações no ano civil de 2019.
Os principais destinos de cafés diferenciados foram, respectivamente: EUA, que importaram 1,6 milhão de sacas (24,4% do volume total embarcado no ano civil); Alemanha, com 801,5 mil sacas (12,6% de participação); Japão, com 692,3 mil sacas (10,9%); Itália, com 669,5 mil sacas (10,5%); Bélgica, com 571 mil sacas (9%); Canadá, com 254,2 mil sacas (4%); Reino Unido, com 193,8 mil sacas (3%); Suécia, com 176,2 mil sacas (2,8%); Finlândia, com 125,8 mil sacas (2%); e Espanha, com 125,5 mil sacas (2%).
Ano-Safra 2019/20
Nos quatro primeiros meses do Ano-Safra 2019/20 (jul-out), assim como no ano civil, o Brasil registrou a melhor performance dos últimos cinco anos em termos de volume de café exportado. No período, foram embarcados 13,6 milhões de sacas de café, crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações de café arábica de julho a outubro foram de 10,6 milhões de sacas (crescimento de 4,6% em relação a mesma base comparativo de 2018). Já os embarques de café conilon foram de 1,6 milhão (aumento de 4,9% em relação ao ano passado)
Portos
O Porto de Santos segue na liderança da maior parte das exportações no ano civil de 2019, com 77,9% do volume total exportado a partir dele (equivalente a 26,5 milhões de sacas). Em segundo lugar estão os portos do Rio de Janeiro, com 12,3% dos embarques (4,2 milhões de sacas).
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Puxadas pelo milho, exportações do agro atingem US$ 8,4 bilhões em outubro
As exportações de milho tiveram alta de 91,3% e a quantidade exportada do grão também foi recorde, com alta de 97,6%
As vendas externas do milho registraram valor e quantidade recorde exportada para o mês de outubro. As exportações de milho foram de US$ 1 bilhão (+91,3%). A quantidade exportada do grão foi também recorde, de 3,1 milhões para 6,14 milhões toneladas exportadas (+97,6%).
Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a safra recorde de milho de quase 100 milhões de toneladas, segundo levantamento da Conab (setembro/2019), foi o principal fator que possibilitou o incremento das vendas externas do cereal.
Outro produto que mereceu destaque nas exportações de outubro foi o algodão. As exportações do algodão (não cardado nem penteado) alcançaram US$ 440,73 milhões (+43,7%), correspondendo a 273,4 mil toneladas.
Foram exportados US$ 1,53 bilhão em carnes em outubro. Destacaram-se as exportações de carne bovina, com registros recordes de valor e quantidade, US$ 806,61 milhões (+30,4%) e 185,4 mil toneladas (+14,9%). As vendas de carne suína também subiram, atingindo US$ 148,51 milhões (+38,5%) e 67,1 mil toneladas. Por outro lado, as vendas externas de carne de frango caíram 7,8%, atingindo US$ 529,13 milhões ou 326,9 mil toneladas (-8,3%).
Exportações totais
As exportações do agronegócio foram de US$ 8,41 bilhões em outubro deste ano, crescimento de 0,8% em relação aos US$ 8,35 bilhões no mês do ano anterior. O aumento das exportações ocorreu em função do crescimento da quantidade exportadas (+6,8%). Por outro lado, o índice de preço das exportações teve redução de 5,7% na comparação com outubro de 2018.
As importações dos produtos do agronegócio também cresceram, passando de US$ 1,19 bilhão em outubro de 2018 para US$ 1,21 bilhão em outubro de 2019 (+1,3%).
A participação do agronegócio na balança comercial de outubro ficou em 46% do total exportado.
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Câmara do Agro 4.0 fará primeira reunião durante Semana de Ciência e Tecnologia
Criada em agosto, Câmara tem objetivo de ampliar conectividade no campo e capacitar produtores rurais para utilização de novas tecnologias
A Câmara do Agro 4.0 fará sua primeira reunião nesta terça-feira (22) durante a programação da 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A Câmara foi criada em agosto quando foi firmado um acordo de cooperação técnica entre os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
O objetivo da Câmara do Agro 4.0 é implementar ações destinadas à expansão da internet no meio rural, ao aumento da produtividade no campo, e à difusão de novas tecnologias e serviços inovadores, principalmente nas pequenas e médias propriedades rurais. O grupo também pretende estimular a capacitação profissional dos produtores rurais para manipular as novas tecnologias no mundo agro.
O coordenador de agricultura digital e de precisão do Mapa, Fabrício Juntolli, destacou que a Câmara do Agro 4.0 tem participação ampla da iniciativa privada, academia, institutos de ciência e tecnologia e demais atores relevantes do ecossistema de inovação no contexto do agronegócio nacional.
“O objetivo é aproximar os membros, elencar e discutir temas prioritários, buscar sinergias, alinhar ações, articular ações ao agronegócio frente aos novos desafios da globalização”, comentou Juntolli.
Na primeira reunião, será apresentado o estudo feito pela ESALQ/Usp para mapear a situação da conectividade no Brasil. Os resultados preliminares mostram que menos de 4% do território nacional é conectado à internet e que há uma demanda por pelo menos 5.600 antenas para melhorar a oferta de banda larga no país.
Os secretários de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, e de Empreendedorismo e Inovação do (MCTIC), Paulo César Rezende de Carvalho Alvim participarão da abertura da reunião.
No período da tarde, haverá reunião dos quatro grupos de trabalho da Câmara: Desenvolvimento, Tecnologia e Inovação; Cadeias Produtivas e Desenvolvimento de Fornecedores; Conectividade no Campo e Desenvolvimento Profissional.
Serviço:
Reunião da Câmara do Agro 4.0
Local: Auditório no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, Brasília-DF.
Data: 22/10/2019 (terça-feira)
Hora: 10h às 17h
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Governo libera mais recursos do orçamento para seguro rural
Subvenção ao prêmio do seguro rural passa de R$ 370 milhões para R$ 420 milhões em 2019
Com o aumento do limite de movimentação e empenho efetivado para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em outubro, o valor da subvenção ao prêmio do seguro rural passa de R$ 370 milhões para R$ 420 milhões em 2019. A alocação desses recursos nas modalidades de seguros rurais será definida em reunião do Comitê Interministerial do Gestor do Seguro Rural no dia 25 de outubro.
Em março deste ano, houve o contingenciamento de recursos para custear as despesas com o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O Decreto nº 9.741, de 29/03/2019 alterou o Decreto nº 9.711, de 15/02/2019, estabeleceu a programação orçamentária e financeira do Poder Executivo para o exercício de 2019 e limitou o orçamento para o PSR, prevendo um bloqueio de R$ 70 milhões, ou seja, o orçamento disponível ficou em R$ 370 milhões para 2019. Porém, em outubro, houve o desbloqueio de R$ 50 milhões para ser aplicado no programa de seguro.
Para Pedro Loyola, diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, o desbloqueio desses recursos indica a priorização do governo nas políticas agrícolas de gestão de riscos. Segundo ele, ainda há busca pelo desbloqueio de R$ 20 milhões, o que contemplaria todo o orçamento de R$ 440 milhões.
“Para o próximo ano, está previsto o recurso de R$ 1 bilhão para o PSR, que depende ainda de aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020 que está tramitando no Congresso Nacional”, complementa.
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Brasil dominará produção de alimentos pelos próximos 30 anos, e isso assusta países concorrentes, diz Paulo Herrmann
Palestra de Paulo Herrmann – Presidente John Deere Brasil (na íntegra) durante a Roraima Agroshow 2019
Paulo Herrmann – Presidente John Deere Brasil
Para debater sobre o futuro do agronégocio e entender as expectativas para os próximos anos do setor, o Notícias Agrícolas conversou com Paulo Herrmann – Presidente John Deere Brasil, durante sua passagem pelo Roraima Agrishow 2019. Para Hermann, a Ásia será um dos grandes parceiros comerciais do Brasil nos próximos anos. Primeiro pelo poder aquisitivo e principalmente pela área populacional.
Para o especialista, o cenário indica que o Brasil terá um futuro brilhante no agronegócio nos próximos anos. Segundo ele, o Brasil não terá concorrentes na produção de alimentos nos próximos 30 anos e os produtores devem aproveitar as oportunidades que o avanço no crescimento trará para o setor. “Nós vamos combinar uma agricultora eficiente e responsável com o meio ambiente”, afirma.
Herrmann acredita que para o país alcançar todos os patamares que pode oferecer, é necessário que mostre ao resto do mundo a capacidade e qualidade dos alimentos do Brasil. Segundo ele, é preciso que o país tenha uma narrativa proativa. “Normalmente nossa narrativa sempre é defensiva. Alguém aponta um problema e nós saímos defendendo ou atacando e isso não é uma maneira eficiente de se posicionar”, comenta.
O presidente da John Deere defendeu ainda alguns pontos importantes que podem contribuir para a construção de uma boa narrativa, entre eles, o Código Florestal, o plantio direto e as duas safras que são plantadas do Brasil. “Nós conseguimos otimizar. Produzimos mais e economizamos terra, fazemos mais na mesma área”, destaca.
Destacou ainda que é possível continuar crescimento do agronegócio no país e cuidar das questões ambientais. “Temos que cuidar do nosso ambiente. Os 66% de território protegido tem que continuar. Temos que denunciar o desmatamento ilegal, denunciar as queimadas, jamais ser conivente com isso. Porque para dobrar tudo o que estamos fazendo, nós não precisamos derrubar uma árvore”, afirma Paulo Herrmann.
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Brasil deve ultrapassar EUA como maior produtor de soja do mundo
INTL FCStone estima produção recorde de oleaginosa para a safra brasileira no ciclo 2019/20
As expectativas da consultoria INTL FCStone são de que o Brasil ultrapasse os EUA e ocupe o posto de maior produtor mundial de soja. Em sua primeira estimativa para a safra brasileira de soja 2019/20, o grupo trouxe uma produção recorde, de 121,4 milhões de toneladas, um crescimento de 5,5% frente a 2018/19.
“Esse volume seria resultado de uma área plantada também recorde, de 36,4 milhões de hectares, com o aumento do plantio em vários estados, representando um crescimento médio de 1,6% em relação ao registrado no ciclo 2018/19”, explica a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi
Destaca-se a expansão sobre pastagens em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso do Sul, também há incorporação de algumas áreas de cana-de-açúcar.
No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que o arroz perca áreas para a soja neste ano, principalmente na metade Sul do estado, além de alguma área de pastagem. Já na Bahia, espera-se a incorporação de áreas novas, além de expansão sobre o algodão.
Segundo estimativa divulgada pela consultoria nesta quinta-feira (05), o consumo interno de soja deve continuar crescendo com a produção de carnes e o aumento da mistura obrigatória de biodiesel. A expectativa é que a demanda doméstica atinja 46,5 milhões de toneladas.
“Quanto às exportações, uma safra maior abre espaço para o crescimento dos embarques, mas tudo vai depender do volume de compras chinesas e se um acordo comercial vai ser alcançado em breve ou não”, pondera a analista Ana Luiza. Com exportações em 75 milhões de toneladas, os estoques finais da safra 2019/20 continuariam em níveis reduzidos, estimados em 1,62 milhão de toneladas.
Milho
Em relação à safra 2019/20 de milho, a INTL FCStone divulgou sua estimativa para a primeira safra, em 26,3 milhões de toneladas, nível muito próximo do registrado no ciclo anterior.
“A área plantada do cereal ficou praticamente estável no comparativo anual, em 4,9 milhões de hectares, e a produtividade também segue a tendência dos últimos anos até o momento”, afirmou a consultoria, em relatório.
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CNMA reúne mulheres de todo o país para debater a participação feminina no agronegócio brasileiro
Com 80% das inscrições já vendidas, o evento receberá representantes de diversos estados nos dias 08 e 09 de outubro, em São Paulo (SP)
Representantes de todo o Brasil se reúnem nos dias 08 e 09 de outubro para a 4º edição do CNMA – Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que será realizada no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP). O evento, que neste ano terá como tema “AGIR – Ação Global: Integração de Redes” caminha para a reta final das inscrições, com o início da venda do último lote, que segue até 30 de setembro.
A edição deste ano pretende reunir 1.700 mulheres para debater a importância de integrar as redes, colocando a mulher como aceleradora das inovações, principalmente no campo do agronegócio. Para isso, o CNMA conta com o apoio de lideranças femininas do agro de diversos estados, como Mato Grosso, Acre, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Rondônia entre outros.
“Muitas mulheres, já inseridas no agronegócio, estavam adormecidas e agora ganharam voz. Quero que elas se sintam encorajadas para tomar decisões e se colocarem no mercado. E o congresso dá voz a elas”, salienta Maria Iraclézia, presidente da Sociedade Rural de Maringá (PR) e vice-presidente da Comissão Estadual de Exposições Feiras Agropecuárias do Paraná.
Entusiasta do evento, Maria Iraclézia tem incentivado ano a ano a participação de mulheres da região a participar cada vez mais do CNMA. “Para as interessadas disponibilizamos um código de desconto, assim como reforçamos a divulgação das informações em nossas redes sociais. É uma troca de experiências”, completa.
Outra incentivadora do Congresso, na região de Rio Verde (GO), é a analista de desenvolvimento de cooperados sênior da Cooperativa Comigo, Siomara Martins de Oliveira, que há três anos organiza uma caravana especial para o evento. E para o 4º CNMA, mais de 50 mulheres já estão confirmadas.
“O CNMA solidifica o nosso propósito e esforço, ele mostra para todos a importância das mulheres para o setor. É o lugar perfeito para que elas vejam na prática os temas abordados no último semestre, de liderança à inovação. É a oportunidade de compartilharem sua história com outras produtoras e confirmar que, com conhecimento, é possível crescer”, acrescenta Siomara.
Pertencer a uma classe em constante desenvolvimento é o que motiva a produtora Cristiane Steinmetz, idealizadora do Grupo Mulheres do Agro de Mineiros, a reunir uma caravana de mulheres na região de Mineiros (GO) com destino ao CNMA. “O Congresso nos dá conhecimento de um todo, pois vivendo apenas em nossa realidade, não conseguimos visualizar”.
“Além disso, é a demonstração da força da mulher, pois infelizmente existem muitas que não possuem consciência de sua capacidade e da proporção que nossa importância já ganhou no segmento”, orgulha-se Cristiane.
“As mulheres são muito ativas dentro do setor e estão sempre em busca de novidades e informação. Para isso não se detém aos limites de suas cidades, elas vão ao encontro da inovação e do conhecimento sem se importar com as distâncias. Se unem e juntas dão origem a uma rede que integra produtoras em diversas regiões do Brasil”, destaca a Show Manager do CNMA, Renata Camargo.
As inscrições para o evento podem ser feitas pelo site http://www.mulheresdoagro.com.br/. As interessadas em formar sua caravana para o evento ainda podem contar com um cupom de desconto especial entrando em contato pelo e-mail rcamargo@transamerica.com.br até o fim do mês de setembro.
2º Prêmio Mulheres do Agro
Pelo segundo ano consecutivo, o CNMA será palco da entrega do prêmio, que pretende homenagear empreendedoras rurais pela gestão e por suas inovações em boas práticas agropecuárias, com respeito aos pilares da sustentabilidade – econômico, social e ambiental.
As inscrições para a segunda edição do Prêmio Mulheres do Agro estão abertas até o dia 10 de setembro. A iniciativa, idealizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), valoriza práticas de gestão inovadoras de produtoras rurais e pecuaristas e busca reconhecer a contribuição da mulher nas atividades agropecuárias. Para apoiar a luta da mulher no campo, a edição 2019 do prêmio contará com patrocínio da Elanco Saúde Animal e apoio do Transamerica.
As inscrições para o prêmio podem ser feitas pelo site: https://premiomulheresdoagro.com.br/.
Ações do CNA no Congresso
Também pelo segundo ano consecutivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realiza a rodada de negócio para empreendimentos rurais liderados por mulheres durante o 4º CNMA. Promovida no estande da CNA durante o 1º dia de Congresso, a ação espera reunir cerca de sete compradores internacionais e ao menos 28 vendedoras brasileiras.
A ação é um encontro entre compradores e vendedores com objetivo de gerar negócios. A ideia é criar um ambiente de interesses mútuos e confiança para concretizar vendas. Nesta edição, o intuito é reunir compradores internacionais, empresas comerciais exportadoras e produtoras brasileiras das cadeias de cafés especiais e frutas.
“A realização da rodada de negócios durante o Congresso, pelo segundo ano consecutivo, reafirma o interesse da CNA em oferecer oportunidades de negócio cada vez mais palpáveis para as produtoras e produtores rurais brasileiros. Por isso, a Rodada de Negócios organizada durante o CNMA, é uma maneira de fazer com que mais mulheres aproveitem essas oportunidades”, afirma Lígia Dutra, Superintendente de Relações Internacionais da CNA.
O evento também será palco da realização do “Prêmio Brasil Artesanal – Chocolate”, uma iniciativa do Sistema CNA/Senar para reconhecer os melhores chocolates artesanais do Brasil produzidos por mulheres. Para se inscrever a produtora precisa se cadastrar no Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais do Sistema CNA/Senar, no site da Confederação: https://www.cnabrasil.org.br
As candidatas deverão enviar amostras do produto com teores sólidos de cacau de 68% a 72%, até o dia 3 de setembro. Os cinco chocolates mais bem avaliados pelos especialistas concorrerão ao prêmio e serão submetidos à degustação do público durante o CNMA.
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Brasil é grande potência na agricultura e no meio ambiente, afirma ministra
A ministra Tereza Cristina destacou que o país está produzindo alimentos e demais produtos agrícolas cada vez mais de forma sustentável.
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Soja: saca se aproxima de R$ 90 nos portos com prêmios e dólar em alta
As cotações da oleaginosa subiram R$ 1,50 em Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) em relação ao fechamento anterior, aponta a Safras & Mercado