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O Futuro da agricultura
Em palestra na FAEMG, o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, falou sobre os cenários e as oportunidades para o agronegócio nas próximas décadas e recordou o milagre promovido pelo Brasil ao desenvolver, nos anos 1970, uma agricultura tropical inexistente no mundo, baseada em ciência e tecnologia. Tão bem-sucedida que, em meio à severa crise econômica enfrentada pelo país, continua obtendo bons resultados e as perspectivas são promissoras.
Assista a apresentação completa:
Diante de uma plateia formada por técnicos da Federação e animada com o bom desempenho do agronegócio mineiro em 2016 – que encerra o ano com crescimento do PIB estimado em 5,18% –, Lopes enfatizou a necessidade de acompanhar as evoluções do mundo e não se isolar no campo. Disse que o futuro da nossa civilização, e também do setor, está no empreendedorismo, sendo fundamental que as ciências agrárias se integrem à tecnologia de informação.
Ele apontou tendências que merecem atenção do setor, como a urbanização, o desenvolvimento tecnológico e o clima: “O futuro está em se adequar à nova conformação da população, que se tornará cada vez mais urbanizada, esclarecida e exigente; às mudanças climáticas, que têm impacto direto nas atividades agropecuárias; e às inovações tecnológicas, acompanhando e incorporando os avanços, sem permitir que ocorra uma ruptura”.
Para o presidente da Embrapa, o país tem de reconhecer os avanços que o setor conquistou nas últimas décadas, mantendo o olhar no futuro: “O Brasil tem que perceber que será necessariamente grande provedor de alimentos para o mundo. Ainda detém áreas para expansão de uma agricultura moderna, muito produtiva e sustentável. O mundo vai precisar disto”.
Entre os cenários trabalhados pela Embrapa, destacou o mercado asiático: “Há crescimento populacional explosivo na Ásia, onde se conformará um modelo de consumo sofisticado, com expansão da classe média, e temos que nos preparar para atender a este novo padrão. Para isto, temos que olhar com cuidado para a sociedade, que tipos de desejos, demandas e expectativas estão se formando em função do processo de urbanização. Vamos ter que pensar numa agropecuária que faça esta leitura”.
Lopes também lembrou a trajetória do país que, nos últimos 40 anos, deixou de ser importador de alimentos e se tornou um dos maiores exportadores do planeta: “O que o Brasil fez é realmente surpreendente. Praticamente, só o setor da agropecuária conseguiu dar esse grande salto e se tornar intensivo em conhecimento, em ciência. E a razão é relativamente simples: não tínhamos de onde copiar um modelo de agricultura, fomos forçados a desenvolver o nosso próprio. Isso fez toda a diferença”.
Repercussão
“A fala do presidente da Embrapa, Maurício Lopes, nos faz pensar que as mudanças que batem à nossa porta são grandes e rápidas. Nosso produtor rural tem que se preparar para não ficar pelo caminho, lamentando. Agradeço ao Maurício por nos fazer este alerta. Todos que lidam com agropecuária tinham que ouvir suas ponderações, para pensar um pouco e refletir sobre para onde estamos indo. O conhecimento é fundamental para que a gente prossiga desenvolvendo uma agricultura sustentável.”
Roberto Simões, presidente do Sistema FAEMG
“O que mais me chamou a atenção foram os desafios da agropecuária mundial. Foi fantástica esta chacoalhada que o professor nos deu. Certamente vamos ter que reinventar muita coisa daqui pra frente.”
Rodrigo Alvim, diretor da FAEMG
“A palestra foi fantástica. O mais importante foi ter mostrado os desafios e as oportunidades que estão por surgir. Teremos que quebrar paradigmas e nos modernizar, assimilar tendências e tecnologias. Não podemos ficar parados, esperando as coisas acontecerem. Temos que andar no mesmo ritmo. Acho isso fundamental. O que fazíamos anteriormente, hoje talvez já não valha mais a pena. Portanto, temos que estar abertos a mudanças e, principalmente, às inovações que acontecem diariamente.”
Breno Mesquita, diretor da FAEMG
“Vi dois recados muito importantes. O primeiro é que quem não pensar em inovação, perdeu o bonde da história. E o outro é para meus filhos e netos: o emprego está acabando. A vez é a dos empreendedores. As pessoas precisarão ser muito mais sonhadoras. Não existirá mais um profissional de determinada área. Muitas profissões estão acabando e outras ainda vão surgir.”
Altino Rodrigues Neto, superintendente técnico da FAEMG
“Estamos num momento de fazer nosso planejamento estratégico até 2020. Precisamos conhecer os cenários à nossa volta. Nesta palestra, vimos algumas mudanças que estão por vir no agronegócio. O Maurício trouxe para a equipe de gestores do SENAR/Minas aspectos para os quais devemos nos atentar, competências que devem ser consideradas pela formação profissional rural. Não dá para continuarmos fazendo o que sempre fizemos, apesar dos bons resultados. Precisamos inovar.”
Antônio do Carmo, superintendente do SENAR MINAS.
“O que Maurício nos mostrou foi a amplitude de linhas de desenvolvimento que existem, hoje, para a agropecuária. A Embrapa tem enfrentado todos os desafios e mantido linhas de trabalho bastante inovadoras que, em curto espaço de tempo, trarão revoluções para a produção tropical brasileira. É um mundo novo. E não estamos atrasados em relação à indústria e ao setor de serviços. A Embrapa é fundamental para esse avanço, e cabe ao produtor rural correr atrás desse conhecimento.”
Pierre Vilela, superintendente do INAES.
“Os temas abordados foram de extrema importância e são completamente viáveis para potencializar nossa produção. Passa pela ILPF, pelo trigo tropical do cerrado e por outras várias iniciativas que nos encaminham para, como ele disse, a resiliência. São tecnologias e práticas que dão condições aos produtores rurais de potencializar e organizar sua produção. Nisso, o Sistema FAEMG já atua, levando tecnologia para o campo, debatendo esses assuntos. A Embrapa é uma parceira fundamental para que continuemos este trabalho.”
Aline Veloso, coordenadora da Assessoria Técnica da FAEMG
“Acho que temos que atuar mais incisivamente. Como o palestrante mostrou, tecnologia já existe, o que precisamos é conseguir uma forma de transferi-la aos produtores. A característica de Minas é peculiar. A maior parte dos produtores é de pequeno ou médio porte. Os grandes são minoria. Então, como inserir essas tecnologias? Como trazer intensificação para a produção? Como aumentar a eficiência do uso da água? A palestra foi excelente porque reforçou esses aspectos, dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU. O que me deixou muito feliz foi a riqueza de informações que o Maurício passou para os colaboradores da FAEMG, para a diretoria e sindicatos presentes.”
Ana Paula Mello, coordenadora da Assessoria de Meio Ambiente da FAEMG
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Agropecuária supera obstáculos e segue liderando a economia brasileira em 2016
O setor agropecuário liderou a economia brasileira em 2016 ao superar dificuldades conjunturais e a crise política. Aumentou de 21,5% para 23% sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) e, hoje, representa 48% das exportações totais do país. A agricultura e a pecuária não estão imunes à crise, mas geraram 50 mil novas vagas nos primeiros dez meses do ano, enquanto os demais setores da economia cortaram 792 mil postos de trabalho.
Números da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que o PIB do agronegócio terá crescimento ao final de 2016 de 2,5% a 3%, um resultado expressivo devido à recessão econômica enfrentada pelo país desde o ano passado.
A instabilidade climática, dependendo da região de plantio, terá menos influência na produção de grãos em 2017.
Na avaliação da CNA, a agropecuária deverá continuar crescendo em 2017, liderando o início da retomada econômica do país. Grandes desafios, contudo, ainda terão de ser superados. Uma questão estratégica para o setor é a elaboração da lei agrícola plurianual, em contrapartida ao modelo em vigor, de programas anuais.
Com planejamento de longo prazo, a agropecuária brasileira terá melhor desempenho e a classe média rural será fortalecida.
Comércio exterior – As vendas externas do agronegócio têm garantido seguidos superávits da balança comercial brasileira. Em 2016, os produtos do agronegócio deverão garantir saldo comercial significativo ao país: US$ 72,5 bilhões.
Tem sido decisiva a participação dos produtos do agronegócio nas exportações brasileiras. De janeiro a novembro deste ano, os 15 principais produtos do agronegócio representaram 38% do total das vendas externas do país.
Para 2017, a expectativa é de continuidade no crescimento do volume de exportações, com abertura de novos destinos para os produtos agropecuários e agroindustriais.
O mercado global de commodities seguirá marcado pela cautela relacionada à variação cambial e às incertezas políticas mundiais. A combinação desses fatores poderá influenciar a dinâmica e o fluxo do comércio global, criando desafios e oportunidades para o produtor rural brasileiro.
Nesse cenário, o Brasil tem alguns caminhos a seguir, como:
- Construir uma ampla rede de acordos preferenciais de comércio, que garantam a abertura novos mercados e manutenção daqueles já consolidados;
- Atrair investimentos, especialmente voltadas aos elos da cadeia produtiva da agropecuária que possam agregar valor aos produtos exportados;
- Promover a qualidade do modelo produtivo brasileiro e os requisitos de sustentabilidade cumpridos pelo setor, com objetivo de suprir a demanda de uma sociedade cada vez mais exigente e consciente dos desafios ambientais do planeta.
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Tecnologia e empreendedorismo no meio rural tornam o Brasil protagonista na produção de alimentos
A agropecuária desempenha papel fundamental na segurança alimentar mundial. Neste domingo (16/10) é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, estabelecido pela FAO
Brasília (14/10/2016) – Grande parte dos alimentos consumidos pela população mundial é resultado da produção agropecuária brasileira. Nesse sentido, o Brasil tem dado uma inegável e expressiva contribuição. Nos últimos 35 anos, a agricultura brasileira cresceu 335% em produção e atingiu 202 milhões de toneladas de grãos e fibras na safra 2014/2015. A expansão da pecuária também acompanhou o desenvolvimento rural agrícola, com um aumento de 38,2% nos últimos 10 anos, contando 12,38 milhões de toneladas de carne bovina, em 2015.
Neste domingo (16/10) é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, estabelecido em 1979 na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A data marca o dia da fundação da FAO, ocorrida em 1945. Todos os anos, a entidade lança um tema de comemoração e o deste ano será “o clima está mudando: a alimentação e a agricultura também”.
No cenário mundial, o Brasil apresenta um importante papel na segurança alimentar. Além de reunir os recursos necessários de produção, como condições climáticas favoráveis, água em abundância e 383 milhões de hectares agricultáveis, possui ainda tecnologia de produção e o empreendedorismo dos produtores, o que torna o País um dos principais protagonistas na tarefa de alimentar o mundo. O setor agropecuário brasileiro evoluiu muito nos últimos anos, passando de importador de alimentos, na década de 1960, para autossuficiente e exportador, desde a década de 1980. O Brasil também passou a ser a principal referência em pesquisa científica em agricultura tropical, incrementando cada vez mais tecnologia aos sistemas produtivos – principal pilar da competitividade nacional.
O aumento da produtividade permitiu uma verticalização da produção evitando avanço sobre novas áreas e produzindo mais em um mesmo espaço. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) faz parte deste desenvolvimento, atuando diretamente na promoção da ampliação da capacidade dos pequenos, médios e grandes produtores rurais, promovendo políticas ambientais, de crédito e de orientações públicas. Além disso, estimula a implementação de tecnologias, capacitação de mão de obra e cumprimento de leis que regulamentam o setor. Segundo o coordenador de Sustentabilidade, da CNA, Nelson Ananias, “a busca por segurança alimentar tem como pilar o alimento, em quantidade e qualidade. Essa é a meta da CNA e do produtor rural”, afirma.
Agro em Questão – Para entender e debater o atual cenário de gestão estratégica da segurança alimentar e qualidade do alimento, a CNA realiza, em 1º de novembro, o seminário Agro em Questão – Alimentos Saudáveis. Estudos de caso de países que possuem mercado relevante e regulado, como os Estados Unidos, servirão de referência nas discussões.
As experiências compartilhadas neste evento poderão ajudar o Brasil a encontrar soluções para os problemas de forma mais rápida e eficaz. Também está prevista apresentação sobre produção orgânica, convencional, transgênica e de modelos nacionais de governança e casos nacionais de gestão. O evento contará com a presença de gestores internacionais, produtores rurais, técnicos e representantes dos governos federal e estaduais.
Para o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, o evento busca comparar as realidades entre sistemas produtivos, tanto dentro da cadeia produtiva, quanto comparada à de outros países. “Queremos divulgar e comparar as diversas maneiras adotadas nos sistemas produtivos do Brasil e absorver o que está funcionando mundo afora”.
Fonte: CNA
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Conheça os cinco grandes desafios do agronegócio na era digital
Em dois dias de evento, o 4º Fórum de Agricultura da América do Sul trouxe a Curitiba especialistas e instituições de 13 países diferentes, para debater o futuro do agronegócio a partir da realidade sul-americana; alguns pontos se mostraram fundamentais durante as discussões, para que o campo possa ser ao mesmo tempo rentável para quem trabalha, sustentável para o planeta e produtivo para que a humanidade possa se alimentar.
Novas lideranças
A busca pelos ganhos em produção e produtividade tem ditado o ritmo da agropecuária nas últimas décadas. Os avanços são inegáveis, mas, para o futuro, um dos principais desafios que o campo tem pela frente vai além do que se planta e do que se colhe, do que se cria e do que produz. A atenção deve se concentrar não só no que o agronegócio faz, mas em quem faz o agronegócio. Essa foi uma das conclusões a que chegaram os especialistas durante o fórum e que dará inclusive a toada da próxima edição do evento, em 2017: a necessidade de se formar novos líderes rurais, jovens que permaneçam no campo e pensem a atividade de forma consciente, corajosa e inovadora, capazes de entender que as propriedades não devem ser pontas soltas na cadeia produtiva, mas parte de um conjunto coeso, altamente produtivo e sustentável.
Mudanças no Mercosul
Que o Mercosul trouxe vantagens à região, poucos estudiosos contestam, sobretudo para os membros fundadores – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai -, que conseguiram aumentar consideravelmente suas exportações. Mas é também praticamente um consenso que, em 25 anos de existência, o bloco entregou menos do que prometia quando foi criado. A possibilidade de o Brasil abandonar o Mercosul parece pouco viável, como foi debatido durante o Fórum de Agricultura, mas o atual modelo não tem se sustentado. Uma das possibilidades é que, em vez de união aduaneira, o bloco se tornasse uma área de livre comércio, o que eliminaria algumas das amarras às quais os membros estão atrelados e possibilitaria, por exemplo, o fechamento de mais acordos bilaterais.
Pequenos Produtores
Alimentar o mundo é um desafio gigantesco: em números, significa dizer que, até 2050, a humanidade terá que dar de comer – três vezes ao dia – a mais de 9 bilhões de pessoas. Essa é a previsão das Nações Unidas, que enxergam no Brasil uma das principais apostas do planeta. Com um território capaz de suprir a maior demanda por alimentos, o país possui também recursos naturais que tornam a atividade possível. No entanto, é preciso se adaptar desde já num processo que passa por todas as propriedades, das mais extensas às que abrigam os pequenos agricultores, gente que mora e vive do campo. No segundo caso, em especial, está a chave para diversificar a produção de comida, sem esquecer a necessidade de apoio, para que se possa trabalhar de maneira produtiva e sustentável.
Agricultura digital
A expressão “ter o controle de algo na palma da mão” nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje. E o agronegócio também está inserido na era dos aplicativos, smartphones, robôs, inteligência artificial e por aí vai. A tecnologia, que permitiu um salto de produtividade nas últimas décadas, já está e deve ficar cada vez mais presente no dia a dia do produtor rural. Seja auxiliando na coleta e análise dos dados da propriedade e, consequentemente, no processo de tomada de decisões, o fórum mostrou que tecnologia não é mais opção, mas condição ao desenvolvimento. Sensores, imagens de satélite, realidade virtual, big data: são “gigatoneladas” de informação, tudo em tempo real, para tornar o negócio mais competitivo.
Entrave na logística
A produção e o mercado consumidor de bilhões de pessoas vão aumentar ainda mais nas próximas décadas. Uma das grandes interrogações do agronegócio é como otimizar o que liga estes dois pontos: a logística. O processo de escoamento interfere tanto nos custos para o produtor quanto no preço pago pelo comprador final, ou seja, é determinante para a viabilidade do negócio. Para o futuro, os desafios são imensos: investir mais de R$ 600 bilhões em hidrovias, ferrovias, estradas e portos, conforme debateram líderes do setor no Fórum de Agricultura. Mas só assim a logística conseguirá ser uma ponte sólida e acompanhar o ritmo de crescimento das lavouras e do consumo.
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Governo lança Plano Agro Mais nesta quarta (24) no Palácio do Planalto
O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) lança às 11h desta quarta-feira (24), em solenidade com o presidente em exercício, Michel Temer, no Palácio do Planalto, o Plano Agro Mais. Trata-se de um conjunto de medidas voltado à redução da burocracia nas normas e processos do Ministério da Agricultura, buscando maior eficiência para impulsionar ainda mais a competitividade do setor do agronegócio.
Serviço:
Lançamento do Plano Agro Mais
Data: 24/08/2016 (quarta-feira)
Horário: 11h
Local: Salão Nobre do Palácio do Planalto – Brasília (DF)
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Por que a tecnologia vai salvar a agricultura?
Como será a agropecuária daqui a 50 ou 100 anos, é impossível dizer com certeza. O fato é que ela não será igual e a razão é simples: o mundo não estará do mesmo jeito. Sob o efeito cada vez mais intenso das mudanças climáticas, a atividade terá que beirar a perfeição, sem direito a grandes perdas. Para especialistas, só há uma maneira de chegar a esse patamar: alto investimento em tecnologia.
“A agricultura já é muito profissional, mas terá que ser ainda mais eficiente numa situação climática não muito favorável”, avalia Mateus Barros, líder das operações sul-americanas da Climate Corporation. Barros estará no 4º Fórum de Agricultura da América do Sul, entre os dias 25 e 26 de agosto, para apresentar a experiência com a companhia norte-americana adquirida pela Monsanto em 2013.
Segundo ele, a expectativa é disponibilizar a plataforma na região dentro de dois anos, mas ela já aponta para o que deve ser o campo num futuro de eventos climáticos extremos, como longos períodos de estiagem ou temporais mais frequentes, o que, hoje, pode provocar quebras bilionárias. “Teremos o uso mais frequente de sensores que permitem avaliar condições específicas de fazenda para fazenda. Tudo isso vai ajudar o produtor a compreender e se antecipar a essas mudanças”, salienta o executivo.
No Brasil, pesquisadores da Embrapa também têm se dedicado a entender como o futuro da agricultura passa por estas transformações.
De acordo com Eduardo Assad, da Embrapa Informática, já é possível prever com 80% de precisão o comportamento do clima durante a safra e fazer projeções até o ano de 2040, a partir do zoneamento agrícola. Mas, frisa o pesquisador, é preciso agir agora para que o quadro não piore. “Esses modelos têm como base um aumento médio de até 2°C na temperatura do planeta, em relação aos níveis pré-industriais. Acima disso, não sabemos o que pode acontecer e, atualmente, já temos uma elevação de mais de 1°C”, salienta.
Fonte: Gazeta do Povo