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Mofo Branco: Silencioso, mas feroz
Lidar com as doenças da soja já faz parte da programação dos produtores da oleaginosa. É uma preocupação permanente, sobretudo com inimigos mais comuns, que safra após safra tira o sono e o rendimento. Há alguns riscos, no entanto, que são mais traiçoeiros. Ficam invisíveis, às vezes durante anos, e quando aparecem provocam quebras severas na produção. Uma das doenças silenciosas que mais merece atenção é o mofo-branco. Causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, que se aloja no solo, e dependendo das condições climáticas pode passar despercebido por várias safras, podendo atacar também outras culturas importantes, como algodão e feijão, e tem potencial para causar perdas de até 70% nas lavouras.
O mofo-branco é uma patologia muito dependente do clima – e talvez por isso seu potencial de risco muitas vezes seja minimizado. Para que se manifeste, depende de condições ambientais específicas, em que os escleródios – estruturas de resistência do fungo – germinam. “A doença inicia seu desenvolvimento em temperaturas amenas [10°C a 24°C], alta umidade relativa e solo saturado, seja por chuva ou irrigação”, comenta Marcelo Rodacki, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF. “Ela se instala no final da fase vegetativa e início da floração (R1), não permitindo que a soja se desenvolva”. O mofo-branco reduz o porte da planta, o número de vagens e de grãos na vagem, reduzindo a rentabilidade financeira do produtor.
O inimigo se espalha principalmente por meio maquinas e sementes contaminadas. Depois de alojado no solo, permanecerá ali para sempre. “Às vezes o produtor passa dois ou três anos sem ver o mofo-branco, sem o fungo atacar a soja. Mas quando aparece, dependendo do clima, pode vir com forte pressão e gerar grandes prejuízos”, informa Rodacki. Muitas vezes, ele pode ser invisível em um ciclo e devastador no seguinte. “De modo geral, a doença começa de maneira silenciosa, em reboleiras e áreas pequenas. Mas o processo de colheita, espalha o escleródio para uma área maior. Por isso, ela tem o potencial de aumentar muito de um ano para o outro”, enfatiza o especialista.
Segundo a campanha “Campo sem Escleródios” lançada pela BASF, em 2014 o mofo-branco já havia contaminado 6,8 milhões de hectares de lavouras de soja, 23% da área total da cultura naquele ano. Hoje, a incidência é estimada em 10 milhões de hectares, ou seja, 28,5% da área plantada. Como não é possível acabar com o fungo, a recomendação é que seja feito manejo preventivo, a começar com a escolha de sementes saudáveis, proveniente de produtores certificados. Elas devem ser tratadas, a fim de evitar possíveis transmissões do micélio dormente para plantas jovens. Em áreas onde a doença já foi detectada em safras anteriores, o ideal é fazer a rotação de cultura com espécies não hospedeiras, como gramíneas, e que preferencialmente tenham um alto teor de massa seca, para que ela trabalhe como uma barreira mecânica, inibindo a germinação do escleródio. Também é importante planejar a semeadura para não coincidir com períodos de alta umidade e temperaturas amenas, bem como prevenir o adensamento da cultura, utilizando espaçamentos maiores. Em lavouras sob pivô central, é recomendado evitar o excesso de irrigação durante a época que compreende a pré e pós florada.
O controle químico não pode faltar. Deve-se optar por produtos que tenham alta capacidade de contenção do mofo-branco e que consigam inibir a germinação do escleródio. A BASF disponibiliza ao sojicultor a solução Spot® SC, fungicida que combina dois mecanismos distintos de ação com os ingredientes ativos Boscalida e Dimoxistrobina. “Juntos, eles proporcionam a manutenção do potencial produtivo com a redução dos escleródios e o manejo da doença”, comenta Rodacki. “Mas aplicações tem de acontecer no início da floração, e intervalo de 10 dias para a segunda dose.”
Com base nos ensaios cooperativos de rede, realizado em 11 locais distribuídos nos estados do Paraná, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, na safra 2017/2018, o Spot® SC foi o fungicida que mais se destacou entre os nove avaliados. Na pesquisa, ele obteve o melhor nível de controle químico no tratamento com duas aplicações, chegando a 81%. Também foi o que apresentou maior redução na produção de escleródios, 74%, e a maior média de produtividade, com 4.558 kg/hectare.
Spot® SC
Benefícios
Controle eficiente de mofo-branco;
Redução de escleródios no solo;
Manutenção do potencial produtivo;
Mecanismo de ação diferenciado favorecendo o manejo anti-resistência do fungo.
Aplicação
Dose mL p.c./ha: 800 – 1000
Volume de calda (L/ha): 150 a 200
Máximo de aplicações: 2, em intervalos de 10 dias
Conheça as soluções BASF para o manejo eficiente na cultura da soja (https://agriculture.basf.com/br/pt/Protec%CC%A7a%CC%83o-de-Cultivos/Soja.html)


Foto: Agmar Assis
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Valor da produção agropecuária é de R$ 565,6 bilhões
Soja representa 24,7 % do total apurado em agosto. O trigo contribuiu com alta de aproximadamente 80% e o algodão com 44%
A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária ( VBP ) de 2018, apurada em agosto, é de R$ 565,6 bilhões, 2,5 % abaixo da obtida em 2017, que foi de R$ 579,8 bilhões. As lavouras apresentam faturamento bruto de R$ 384,2 bilhões e a pecuária, de R$ 181,3 bilhões. A redução do valor real das lavouras em relação ao ano passado é de 1,2 % e da pecuária, de 5,1 %.
A queda de valor na pecuária foi decisiva na redução do VBP. Em valores absolutos, representa R$ 10 bilhões, sendo o maior impacto registrado na carne suína. Todos os produtos estão em queda de valor, mas as maiores ocorrem, além da carne suína, no frango, leite e ovos, observou o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Garcia Gasques.
A redução de produtividade no campo, juntamente com preços menores do que no ano passado, foi o principal fator responsável pelo menor VBP. Preços menores para produtos importantes na formação do VBP como café, cana-de-açúcar, laranja, uva, mandioca, feijão, e arroz, afetam os resultados. Além disso, contribuiu a perda de produtividade desta safra que segundo a Conab é de 5,2 %.
Os melhores resultados são observados em seis produtos da relação estudada, algodão, com alta real de 44,4 %, cacau, alta de 27,6 %, café (7,9%), soja (10,6%), tomate (10,9%) e trigo (79,2%).
Uma relação maior de produtos vem obtendo resultados abaixo do que no ano passado. Os mais afetados são: amendoim, – 14,1 %; arroz, -18 %; banana, -8,7 %; batata-inglesa, -5,4 %; cana-de-açúcar, -10,7 %; feijão, -30,2 %; laranja, – 19,4%; mandioca, -17,8 %; milho, – 10,8 %; uva, – 26,8 %.
Os resultados do VBP regional mostram que seis estados, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, e Rio Grande do Sul, geram 59,3 % do Valor. Entre os estados do Nordeste, e Norte, a Bahia e Pará, lideram, respectivamente, a geração do valor da produção.
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Artigo sobre reserva em propriedade rural pode ser regulamentado até fim do ano
Depois de reunião de representantes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura com Blairo Maggi, diretor do Ipam disse apostar nessa data para concluir último pleito feito ao ministro.
Representantes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura se reuniram nesta quinta-feira (27) com o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para tratar da regulamentação do artigo 41 do Código Florestal Brasileiro, aprovado em 2012. André Guimarães, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) espera que até o fim deste ano o decreto com a regulamentação do artigo seja publicado.
O artigo 41 do Código Florestal estabelece que as reservas florestais e áreas naturais das propriedades rurais possuem valores, sejam eles de biodiversidade, de carbono, ou outros atributos de conservação de água. No entanto, o artigo não determina quem paga, de que forma o produtor poderá ser ressarcido, que tipo de contrato pode ser feito com base na reserva florestal.
Na opinião de Guimarães, a regulamentação desse projeto será essencial não apenas para gerar mais renda ao produtor, mas para harmonizar melhor a paisagem rural brasileira. “A partir do momento em que este artigo for regulamentado, o produtor passará a ter a possibilidade de produzir serviços ambientais e ser remunerado por isso, permitindo que o produtor comercialize o excedente de reserva legal”.
Na reunião, os representantes da Coalizão lembraram que, em 2016, apresentaram uma pauta de reivindicações ao ministro Blairo Maggi com três itens fundamentais: a regulamentação do artigo 41 do CF; a decretação do Plano Nacional de Revegetação e a instalação da plataforma do Plano ABC.
“Esses três pleitos avançaram. O Plano de Revegetação foi decretado (Decreto Nº 8.972, de 23 de janeiro de 2017); a plataforma do Plano ABC foi lançada e o artigo 41 está sendo objeto de diálogo entre as equipes dos ministérios da Agricultura e Meio Ambiente. A nossa expectativa é de que até o fim do ano seja decretado”, afirmou André Guimarães.
Os representantes da Coalizão entregaram ao ministro Blairo Maggi as propostas apresentadas aos candidatos à presidência da República com 28 temas que tratam do ordenamento territorial; dinamização dos mecanismos de mercado; agropecuária de baixo carbono e uso sustentável dos recursos naturais.
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial, formado por representantes de entidades do agronegócio no Brasil, de organizações civis da área de meio ambiente e clima, do meio acadêmico, de associações setoriais e companhias nas áreas de madeira, cosméticos, siderurgia, papel, celulose. O objetivo é tratar das questões decorrentes das mudanças climáticas sob a ótica de uma nova economia, baseada na baixa emissão de gases do efeito estufa (GEE).Representantes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura se reuniram nesta quinta-feira (27) com o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para tratar da regulamentação do artigo 41 do Código Florestal Brasileiro, aprovado em 2012. André Guimarães, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) espera que até o fim deste ano o decreto com a regulamentação do artigo seja publicado.
O artigo 41 do Código Florestal estabelece que as reservas florestais e áreas naturais das propriedades rurais possuem valores, sejam eles de biodiversidade, de carbono, ou outros atributos de conservação de água. No entanto, o artigo não determina quem paga, de que forma o produtor poderá ser ressarcido, que tipo de contrato pode ser feito com base na reserva florestal.
Na opinião de Guimarães, a regulamentação desse projeto será essencial não apenas para gerar mais renda ao produtor, mas para harmonizar melhor a paisagem rural brasileira. “A partir do momento em que este artigo for regulamentado, o produtor passará a ter a possibilidade de produzir serviços ambientais e ser remunerado por isso, permitindo que o produtor comercialize o excedente de reserva legal”.
Na reunião, os representantes da Coalizão lembraram que, em 2016, apresentaram uma pauta de reivindicações ao ministro Blairo Maggi com três itens fundamentais: a regulamentação do artigo 41 do CF; a decretação do Plano Nacional de Revegetação e a instalação da plataforma do Plano ABC.
“Esses três pleitos avançaram. O Plano de Revegetação foi decretado (Decreto Nº 8.972, de 23 de janeiro de 2017); a plataforma do Plano ABC foi lançada e o artigo 41 está sendo objeto de diálogo entre as equipes dos ministérios da Agricultura e Meio Ambiente. A nossa expectativa é de que até o fim do ano seja decretado”, afirmou André Guimarães.
Os representantes da Coalizão entregaram ao ministro Blairo Maggi as propostas apresentadas aos candidatos à presidência da República com 28 temas que tratam do ordenamento territorial; dinamização dos mecanismos de mercado; agropecuária de baixo carbono e uso sustentável dos recursos naturais.
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial, formado por representantes de entidades do agronegócio no Brasil, de organizações civis da área de meio ambiente e clima, do meio acadêmico, de associações setoriais e companhias nas áreas de madeira, cosméticos, siderurgia, papel, celulose. O objetivo é tratar das questões decorrentes das mudanças climáticas sob a ótica de uma nova economia, baseada na baixa emissão de gases do efeito estufa (GEE).
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Fiscalização fecha cerco contra o comércio ilegal de agrotóxicos na internet
Plataformas de vendas na internet ofereciam acesso irrestrito ao produto. Prática traz perigo para os usuários e para o meio ambiente
Auditores Fiscais Federais Agropecuários participam da operação WEBCIDA, que apura o comércio ilegal de agrotóxicos pela internet.
A operação foi desencadeada em Curitiba – PR pelos órgãos que atuam na fiscalização do uso de agrotóxicos e de crimes ambientais, apoiados pelos Ministérios Públicos do Paraná e do Rio Grande do Sul, após denúncia recebida sobre a oferta desses produtos em sites de grandes redes de varejo e outras plataformas de vendas online.
A operação teve início na segunda-feira passada (23), mas só agora os dados puderam ser divulgados.
A operação é nacional e busca o encerramento imediato desse comércio e da divulgação das substâncias controladas.
A lei restringe a propaganda de agrotóxicos aos agricultores ou profissionais, proíbe a venda sem recomendação prévia de engenheiro agrônomo em receituário, proíbe a venda desses produtos por estabelecimento ou pessoa física que não esteja registrada nas agências estaduais de defesa agropecuária e proíbe o seu transporte pelos Correios, entre outras restrições.
As ações comprovaram que qualquer pessoa com acesso aos sites investigados poderia comprar e receber os agrotóxicos pelos Correios, incluindo produtos com restrições de uso impostas pela Anvisa, como os que possuem a substância Paraquat. Para burlar a fiscalização, os comerciantes adulteravam notas fiscais e declarações de conteúdo, identificando o agrotóxico enviado pelos Correios como detergentes para carros, fertilizantes, adjuvantes, e alteravam ainda seus valores e quantidades.
Além disso, os sites de venda ilegal removeram os símbolos de perigo das fotos dos produtos e continham orientações para o uso dos agrotóxicos sem nenhum embasamento técnico, representando um perigo para os usuários, para o meio ambiente e para as demais pessoas expostas a essas substâncias.
Até agora foram realizadas ações de busca e apreensão de documentos, identificando quem vendeu e quem comprou os agrotóxicos, além de embargos às atividades dessas plataformas e autuações pelos órgãos de fiscalização.
Assim que a operação mapear esse comércio, os órgãos responsáveis pela fiscalização realizarão diligências para apurar as responsabilidades administrativas, civis e penais que cabem aos envolvidos.
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Governo anuncia R$ 31 bilhões para plano safra da agricultura familiar 2018-2019
Quantia representa R$ 1 bilhão a mais que o anunciado pelo governo para a safra 2017-2018. Segundo o governo, juros serão reduzidos de 5,5% para 4,6% ao ano.
O governo federal anunciou nesta terça-feira (26) a liberação de R$ 31 bilhões para a safra 2018-2019 da agricultura familiar.
A quantia representa R$ 1 bilhão a mais que o anunciado para a safra 2017-2018, de R$ 30 bilhões.
Segundo o governo federal, os juros serão reduzidos de 5,5% ao ano para 4,6% ao ano. Os recursos estarão disponíveis a partir de 1º de julho.
Veja a notícia na íntegra no site do G1.
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Lei beneficia agricultura familiar em produção artesanal de origem animal
O Projeto de Lei de autoria do deputado federal Evair Melo (PP-ES), que desburocratiza e regulamenta a produção e comercialização dos produtos artesanais de Origem Animal no País, foi sancionada na última quinta-feira (14) pelo presidente da República, Michel Temer.
A lei beneficia agricultura familiar em produção artesanal de origem animal, como queijos, salames e linguiças. De acordo com a nova lei, é permitida a comercialização interestadual de produtos alimentícios produzidos de forma artesanal, com características e métodos tradicionais ou regionais próprios, empregadas boas práticas agropecuárias e de fabricação, desde que submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos Estados e do Distrito Federal.
Segundo o deputado Evair de Melo, a lei é uma vitória da agricultura brasileira. “Vamos redescobrir o Brasil com os sabores dos produtos, uma revolução, quebramos a espinha da burocratização e vamos dar novas oportunidades a produtores rurais”, disse.
A legislação anterior previa que os produtos artesanais de origem animal poderiam ser vendidos com o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura. O texto sancionado também prevê a substituição do SIF pelo selo Arte, de artesanal. O registro com o selo Arte deverá seguir regras higiênico-sanitárias e de qualidade já estabelecidas em lei.
Para o presidente da Abraleite, Geraldo Borges, a produção agro-artesanal no Brasil tem uma grande importância, tanto pelo ponto de vista econômico como social. “Esta lei vai beneficiar milhares de famílias por todo o país, que produzem produtos da agroindústria artesanal, como é o caso do queijo artesanal. Estas famílias poderão, agora, comercializar seus produtos em todo o território nacional”, disse.
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Agrônomo de 104 anos prevê robotização da agricultura
“Vejo o futuro da agricultura na robotização. As máquinas vão fazer o trabalho e o produtor, diante de uma tela em sua casa ou no escritório vai saber tudo que está acontecendo no campo.” A frase não é nova, mas surpreende por sua autoria. Ela é do engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso, de quase 104 anos, que visitou a Agrishow nesta quarta-feira (2 de maio). Ele acompanha a feira de Ribeirão desde a fundação em 1994, quando fez um dos discursos na abertura.
“Vim a Agrishow neste ano rever os amigos e ver algumas tecnologias que podem ser aplicáveis na minha fazenda de cana de 300 hectares”, diz o premiado agrônomo, formado na primeira turma da Esalq/USP e fundador da empresa de fertilizantes Manah.
Leia a notícia na íntegra no site do Globo Rural.
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Resistência à seca: alternativa da biotecnologia para preservação da água
Possibilitar aos agricultores acesso às tecnologias permite o uso mais eficaz da água disponível
Dia 22 de março é o Dia Mundial da Água. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para estimular a reflexão sobre a importância da preservação desse recurso natural que é sinônimo de vida. Nesse sentido, a biotecnologia é uma ferramenta estratégica para promover uso mais eficaz da água disponível, especialmente na agricultura. Sementes com resistência à seca são inovações que podem nos ajudar a produzir alimentos de maneira cada vez mais sustentável.
Com o aquecimento global, a escassez de água torna-se uma preocupação ainda maior, pois são esperados períodos de seca mais intensos e duradouros. Áreas da biotecnologia tem se dedicado ao desenvolvimento de plantas resistentes a estresses abióticos, como a salinidade e a seca. A relevância do tema tem mobilizado diversos cientistas pelo mundo. O Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) selecionou alguns dos mais promissores trabalhos de engenharia genética que podem contribuir para a preservação desse precioso recurso.
Uma das estratégias usadas pelos pesquisadores é identificar genes que possam ser utilizados para aumentar a eficiência do uso da água em plantas. É exatamente o caso do RIPE (do inglês Realizing Increased Photosynthetic Efficiency for sustainable increases in crop yield). O grupo tem como objetivo melhorar a eficiência da fotossíntese para incrementar o rendimento de culturas agrícolas por meio da engenharia genética. Fundado em 2012, o RIPE já conseguiu ampliar a capacidade fotossintética de plantas, resultando em uma produtividade 15% maior. O próximo passo é reunir em uma só planta o avanço já conquistado com a capacidade de economia de água. Isso seria feito por meio da manipulação do gene responsável pela produção da proteína PsbS.
O aumento da proteína PsbS provoca o fechamento dos estômatos – poros microscópicos que controlam a entrada e saída de gases nas folhas das plantas. São esses órgãos que permitem a entrada do dióxido de carbono utilizado como combustível para a fotossíntese. Mas, além disso, eles também permitem a evaporação da água. Controlar geneticamente o fechamento dos estômatos poderia diminuir a perda de água da planta. “Uma vez desvendado esse mecanismo genético, será possível superexpressar esses genes, desenvolvendo com resistência à seca”, explica Adriana Brondani, diretora-executiva do CIB.
Esse mecanismo foi adotado por outra equipe de cientistas, que desenvolveu uma variedade de arroz com maior resistência à seca. O caminho, entretanto, foi diferente. O grupo encontrou uma proteína proveniente do milho que também influencia na abertura dos estômatos. As plantas geneticamente modificadas (GM) deste experimento demonstraram menor perda de água por meio da transpiração, apresentando, portanto, um nível de resistência à seca. Os resultados dessa pesquisa foram publicados na revista Plant Biotechnology Journal.
No Brasil, a preservação da água também é uma preocupação dos pesquisadores. Algumas instituições já apresentam resultados promissores, a exemplo do Instituto Agronômico (IAC). Cientistas do IAC identificaram uma série de genes que podem ser usados para o desenvolvimento de plantas transgênicas com resistência à seca. Já há resultados com canas-de-açúcar resistentes à seca.
Outro bom exemplo de aplicação desta tecnologia vem da Embrapa. Pesquisa realizada em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou um gene do café que confere resistência à seca. Em uma planta modelo os resultados foram animadores. O próximo passo agora é inserir e testar esse gene em plantas de interesse agronômico como soja, milho, trigo, cana-de-açúcar, arroz e algodão.
Outro estudo da Embrapa em colaboração com o Japan International Research Center for Agricultural Sciences (JIRCAS) resultou em uma soja geneticamente modificada com resistência à seca. Testes de campo apontam que a produtividade da soja transgênica aumentou cerca de 13% quando comparada a uma variedade não modificada.
Esses estudos mostram que a biotecnologia é uma arma na luta contra a escassez de água. As inovações técnicas na área agrícola devem sempre ser consideradas quando falamos em sustentabilidade. Sem o uso de todas as ferramentas disponíveis, o desafio de produzirmos mais com menosserá difícil de ser superado.
Sobre o CIB
O Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), criado no Brasil em 2001, é uma organização não governamental, cuja missão é atuar na difusão de informações técnico-científicas sobre biotecnologia e suas aplicações. Na Internet, você pode nos conhecer melhor por meio do sitewww.cib.org.br e de nossos perfis no Facebook, no LinkedIn e no YouTube.
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Discussão sobre os modismos atuais da agricultura brasileira
Discussão sobre os modismos atuais da agricultura brasileira
O jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, conversou com o dr. Elmar Floss, fisiologista e professor em manejo de plantas, sobre alguns assuntos polêmicos que se tornaram “modismos” atuais da agricultura brasileira.
Confira alguns deles:
Pó de rocha
O pó de rocha é uma matéria mineral que vai liberando nutrientes para o solo, assim como a argila. Para a aplicação, os produtores precisam saber qual daquele total de minerais estará disponível para a planta. “É um fertilizante como outro qualquer”, salienta Floss. “Quanto mais fino ele for, melhor a produtividade”.
Plantio cruzado
Embora tenha sido visto em uma propriedade que foi campeã de produtividade pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), o plantio cruzado não interfere diretamente na produtividade. Uma boa lavoura, como lembra o fisiologista, começa com uma boa qualidade de sementes, bem como uma semeadura com qualidade.
Aplicação de fósforo a lanço
Uma grande quantidade de fósforo na linha inibe o zinco. Desta forma, um solo argiloso, no qual a mobilidade do fósforo é menor, sua colocação a lanço não permite a infiltração. Já em um solo arenoso, a aplicação é mais privilegiada.
Grade para revolver o solo
A grade é fundamental quando se está abrindo uma nova área para incorporar cultivos. Contudo, para aqueles produtores que possuem o solo corrigido, a grade não tem nenhuma função e pode ser pior do que o fogo.
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O que o agro espera para 2018: 50 lideranças respondem
A economia terá um crescimento moderado no próximo ano, a inflação ficará abaixo do centro da meta oficial, a taxa de juros em um dígito e o dólar em média a R$ 3,30. Essas projeções são resultado de enquete feita por Globo Rural com 50 lideranças do setor – executivos de empresas, dirigentes de entidades, consultores, produtores e analistas de mercado.
O PIB deve crescer 1,7%. Entre os mais otimistas, previsões entre 2,5% e 4% de crescimento. Quem aposta em retração falou algo entre -0,5% e -2%. Para a média dos que responderam, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve terminar 2018 em 3,95%.
Na média, a pesquisa apontou uma expectativa de taxa de juros de 7,5% ao ano até o final de 2018. Nas expectativas mais otimistas, a taxa esperada era de 6%. Os mais pessimistas em relação aos juros no Brasil chegaram a apontar 9,5% no ano que vem.
A taxa de câmbio deve ficar em R$ 3,30, conforme a média dos entrevistados. Quem espera dólar mais baixo falou em R$ 3, R$ 3,10. Mas houve quem estimasse um câmbio em até R$ 4,10.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi o mais citado como provável vencedor das eleições presidenciais do próximo ano, seguido do prefeito da capital paulista, João Doria. Também houve citações a Jair Bolsonaro, Marina Silva, Álvaro Dias e João Dionísio Amôedo, do Partido Novo. Alguns dos entrevistados acreditam em um “nome novo”.
Leia a notícia na íntegra no site do Globo Rural.