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20 de outubro de 2017by Assessoria de ComunicaçãoAgricultura

Os robôs e o futuro da agricultura

Drones, ordenhadeiras mecânicas, veículos sem condutores, sensores inteligentes, biovigilância, compartilhamento de dados – o Ministério da Economia da Suíça está pedindo para que os agricultores embarquem em uma “revolução digital”, marcando uma virada nas práticas agrícolas que envolve certos riscos.

A Suíça está no centro de avanços que viram drones equipados com câmeras capazes de detectar doenças ou estimar com precisão as necessidades nutricionais de grandes plantações; alface hidropônica cultivada em um ambiente sem solo, alimentado por uma nuvem de 100% de nutrientes orgânicos; e mesmo robôs movidos a energia solar que podem remover as ervas daninhas e reduzir o uso de pesticidas.

Por mais espetaculares que sejam, estas inovações – todas desenvolvidas na Suíça – são apenas o começo da transformação tecnológica e digital que agita a agricultura em todo o mundo.

“A verdadeira revolução está ocorrendo em torno da colheita das lavouras e da gestão dos dados agrícolas”, diz Francis Egger, membro do secretariado da poderosa União dos Agricultores Suíços. “E não estou falando de algo distante no horizonte, mas de uma mudança que irá acontecer este ano e que afetará a Suíça”.
Menos papelada

Cédric Romon possui uma empresa agrícola na região de Lausanne. Hoje, ele se encontra sentado confortavelmente na cabine com ar-condicionado de sua colheitadeira, equipada com um sistema de orientação automática, de onde reúne diariamente grande quantidade de dados sobre a plantação que está colhendo.

“[Os dados permitem que] eu possa informar detalhes precisos para o proprietário da lavoura sobre o rendimento de cada terreno, a qualidade e a umidade do grão colhido”, explica Romon, acrescentando que a capacidade de coletar dados desta maneira também ajuda a reduzir significativamente a quantidade de tempo gasto no escritório.

“Meus colegas enviam diretamente os dados sobre tempo, terreno, rendimento, etc., para um sistema centralizado usando seus smartphones. Isso nos permite passar mais tempo aqui fora e nos concentrar no trabalho que amamos, que é o contato com a natureza”.

Já Egger espera que a digitalização das atividades rurais também alivie os agricultores de alguns dos encargos administrativos que diz ser “quase insuportáveis”. Ele defende a criação de uma única plataforma que simplifique a gestão agrícola e a rede de partes interessadas nesta indústria, incluindo o governo. Tal sistema combinaria os dados agrícolas públicos – ligados ao sistema de pagamentos diretos ou à rastreabilidade dos animais – com dados privados, econômicos e técnicos. Mas ele admite que tal desenvolvimento traz benefícios e riscos.

Agricultores: meros trabalhadores?

“As pessoas que possuem dados agregados têm a capacidade de controlar o mercado, o que pode levar a uma integração vertical da agricultura”, comenta Egger. “No final, os compradores podem gerenciar praticamente a própria exploração, o que é algo que já vemos acontecer no setor de avicultura. Por isso, precisamos evitar a qualquer custo uma situação em que o agricultor se torne um mero trabalhador servindo a uma organização”.

Há também um risco de dependência dos fabricantes de máquinas agrícolas e os gigantes de tecnologia, que estão investindo em massa na corrida para a chamada “agricultura 4.0”. A multinacional americana John Deere oferece, por exemplo, sistemas integrados de gerenciamento de fazendas que podem administrar e manter máquinas à distância, planejar orçamentos e otimizar a produtividade do condutor.

“O governo, os cantões e as organizações agrícolas precisam agir rapidamente para evitar uma situação na qual os agricultores se tornem cativos destas multinacionais que ocupam uma posição dominante no mercado”, adverte Egger.
Um ministro suíço otimista

O aviso de Egger é dirigido ao ministro da economia e da agricultura, Johann Schneider-Ammann. Durante uma visita ao Paris International Agricultural Show em março, ele reconheceu os benefícios do chamado agritech.

“Queiramos ou não, a revolução já está acontecendo. A agricultura será renovada por meio da digitalização e a sua competitividade será reforçada”, disse Schneider-Ammann à revista Terre & Nature (Terra e Natureza).

Firme defensor de uma visão da agricultura de livre mercado, Schneider-Ammann está relutante em introduzir regulamentações que imponham limites ao uso de dados agrícolas.

“Precisamos dar aos experimentos iniciais o máximo de tempo e espaço, para aprender suas lições”, disse à Terre & Nature, acrescentando que os agricultores deveriam ser “corajosos e inovadores, se envolvendo neste caminho de digitalização!”.

Alguns especialistas, no entanto, são mais céticos no que se refere às consequências da agricultura digitalizada. Pesquisador do Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais em Genebra, e autor de “Malaise in Agriculture” (Mal-estar na Agricultura), publicado em 2014, Yvan Droz afirma: “Estamos no processo de abrir uma caixa de Pandora real sem saber nada sobre as consequências sociais e psicológicas destas novas tecnologias na vida dos agricultores”.

Isolamento

O estudo conduzido por Droz e outros dois colaboradores na Suíça, na França e no Canadá (Québec) destacou o forte sentimento de solidão que permeia a comunidade agrícola.

“A tecnologia é um fator que favorece o isolamento. Os agricultores passam muito tempo ouvindo rádio ou assistindo televisão sozinhos na cabine de seus tratores automatizados. O contato com seus pares tem sido cada vez mais raro”.

Outra implicação relativa ao crescimento da automatização rural é o prejuízo no relacionamento dos agricultores com a terra e o aumento da distância entre o homem e o animal. Droz concluiu que o uso de ordenhadeiras mecânicas nos estábulos estava prejudicando o vínculo emocional e afetivo que ligava os agricultores aos seus animais. Ele enfatiza também que o uso da tecnologia pode induzir a altos níveis de estresse.

“Durante a fase de adaptação, a ordenhadeira fica conectada diretamente ao smartphone do agricultor. No momento em que há um problema, ele é chamado à sala de ordenha, muitas vezes no meio da noite. A dor física é transformada em dor psicológica”, diz Droz. E tudo isto está ocorrendo em um ambiente econômico e comercial penoso, que está mergulhando os agricultores em um estado profundo de confusão.

Embora considerado um pioneiro na agricultura de precisão na Suíça, Romon também é um tanto reticente frente à imensa evolução digital defendida por Schneider-Ammann.

“Se eu não tivesse um interesse pessoal nestas novas tecnologias, eu teria saído fora há muito tempo”, comenta, acrescentando que o investimento financeiro necessário para estabelecer a agricultura 4.0 é simplesmente irrealista no contexto atual.

“Meus colegas estão sob uma pressão financeira terrível, muitos inclusive falando de mudanças nos empregos. Se quisermos realmente salvar a agricultura suíça, existem projetos muito mais importantes a serem desenvolvidos do que a revolução digital”.
Métodos americanos inapropriados para as condições suíças

Embora as novas tecnologias estejam sendo progressivamente adotadas pelos agricultores, as máquinas estão longe de predominar no interior da Suíça. Nas grandes nações agrícolas, como os Estados Unidos, o Brasil ou a Austrália, as vantagens da automatização do trabalho no campo já são há muito tempo reconhecidas, com a utilização de drones pulverizadores, máquinas para a colheita e o gerenciamento automático de silos. Na Suíça, no entanto, as fazendas são muito pequenas e possuem o terreno muito acidentado para seguir o modelo de desenvolvimento agrícola norte-americano.

“Em relação à gestão do preparo da terra, a Suíça está observando como o desenvolvimento tecnológico acontece nos outros países. Por outro lado, nosso país tem grande interesse na automatização e digitalização de processos nos estábulos, chiqueiros, etc.”, comenta Francis Egger, da União do Agricultores Suíços.

Sendo assim, existem máquinas que ordenham vacas ou que distribuem ração que são bem-sucedidas na Suíça, assim como os sensores utilizados na criação de gado. Um exemplo é a Anemon, empresa situada em Berna, que desenvolveu um sensor intravaginal que fornece informações sobre a temperatura do corpo, frequência cardíaca e posicionamento por GPS do rebanho. O monitoramento da temperatura bovina é um fator importante na avaliação da produtividade das vacas leiteiras.

Maquinaria agrícola autônoma

Embora os carros sem motoristas ainda não tenham aparecido nas estradas, a orientação autônoma de tratores está se tornando cada vez mais popular, especialmente entre os empresários do setor agrícola, de acordo com um relatório da Agroscope publicado no início deste ano. A tecnologia, que combina sensores GPS a um sistema de processamento automático, permite orientar um trator para repetir com precisão na escala de centímetros o mesmo trajeto ano após ano. Isso reduz a compactação do solo, proporcionando melhores condições para as plantas crescerem, otimizando o tempo de passagem das colheitadeiras.

swissinfo.ch

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18 de outubro de 2017by Assessoria de Comunicaçãoagronegócio

Ladrões que atacam fazendas moram perto das vítimas, diz estudo

Quase 70% dos furtos e roubos contra propriedades rurais no Brasil são cometidos por ladrões “vizinhos”, que moram a menos de cinquenta quilômetros de distância das vítimas. É o que aponta levantamento parcial do Observatório da Criminalidade no Campo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Os dados foram obtidos diretamente dos produtores, que desde fevereiro deste ano podem comunicar os crimes por um formulário especial na internet, criado pela CNA para mapear a violência no campo.

“Cerca de 35% dos crimes aconteceram em propriedades que estão a menos de 20 km da sede do município. Outros 29% são ataques contra propriedades que ficam a uma distância de, no máximo, 50 km. Ou seja, em 64% dos casos estamos falando de distâncias curtas, um indicativo de que talvez não seja tão complicado assim para as autoridades dar proteção às propriedades mais visadas”, avalia André Sanchez, coordenador do observatório da CNA.

A julgar pelas informações fornecidas pelos agricultores, os ladrões têm apostado na impunidade, já que o índice de reincidência alcança 66% das propriedades; ou seja, os marginais se sentem à vontade e não temem voltar à cena do crime para completar o serviço. “Via de regra, o campo está abandonado pelas autoridades de segurança. Enquanto a violência urbana está na mídia toda hora e faz parte das promessas dos candidatos, da segurança rural ninguém fala. O produtor, por sua vez, está inseguro, e muitos preferem nem dormir na propriedade. Estamos perdendo aquela visão bucólica, em que as pessoas vão morar no campo para buscar qualidade de vida”, diz Sanchez.

Para a CNA, as notícias de progresso do agronegócio brasileiro vêm despertando a cobiça dos marginais. As propriedades estão cada vez mais tecnificadas e usam maquinários, fertilizantes e defensivos agrícolas de alto valor agregado. “Com uma caminhonete pequena os ladrões conseguem fazer o furto de agroquímicos, por exemplo, que ocupam pouco volume e formam uma carga muito valiosa”, conclui Sanchez.

As chances de ser vítima de ladrões no meio rural aumentam quando a principal atividade é a pecuária. Segundo os dados da CNA, o furto de gado concentra 56% de todos os casos (leia relatos ao final da matéria).

Além de buscar as informações dos produtores, a CNA entrou em contato com as 27 secretarias de Segurança dos estados para compilar estatísticas e tentar fazer um diagnóstico da criminalidade no campo. “É surpreendente a dificuldade para se conseguir qualquer informação. Muitas secretarias sequer segmentam o que é urbano do que é rural”, revela Sanchez.

A intenção da CNA é continuar a coleta de dados até março ou abril de 2018 para, então, convocar parlamentares, especialistas e autoridades de segurança pública para um grande debate. Na ocasião, as informações estratégicas serão entregues aos órgãos competentes para que se tomem as providências adequadas. “Cada polícia estadual tem seus dados e elas não conversam. O Ministério da Justiça poderia unificar esses dados em uma única grande central”, diz o coordenador do Observatório da Criminalidade no Campo.

Siga este link para denunciar crimes contra a propriedade rural no observatório da CNA. Os dados dos produtor e da propriedade são mantidos em sigilo.

Veja abaixo alguns dos relatos dos produtores ao observatório. Os casos são de 2016 e 2017 :
Santa Catarina:

“Foi uma tentativa de roubo, quebraram uma porta da cozinha onde ficavam as ferramentas como roçadeira, motosserra e outros objetos e do galpão para retirar um automóvel, mas quando tocou o alarme os ladrões fugiram”.
Minas Gerais:

“Criminosos invadiram a fazenda, reuniram mais ou menos 200 cabeças de gado no curral, quando se preparavam para embarcar o gado, ao cair da tarde, o proprietário chegou na fazenda. Nesse momento o proprietário foi rendido, amarrado junto com seu empregado. Os bandidos saíram no veículo do fazendeiro, levando seus pertences, deixando-os amarrados no local. Em seguida as vítimas conseguiram se livrar e soltar o gado antes do retorno dos bandidos, impedindo com isso o embarque dos mesmos”.
Rio Grande do Sul:

“Furto e depredação de todo apiário com cerca de trinta caixas e caixilhos. Furto de mais de 150 kg de mel. Em novembro de 2016, nos dias 12 e 21 houve outras invasões com o mesmo modo operante que arruinou o mesmo apiário. Com prejuízo de material, mel e invasão de propriedade particular”.
Bahia:

Caso 1 – “Venho por meio da CNA participar a invasão da propriedade que indivíduos armados ameaçaram e retiraram os funcionários dos imóveis quebrando os cadeados das casas fechadas, furtando o cacau e encaminhando para venda, através de ameaças aos funcionários, os mesmos estão abatendo os animais que se encontram na propriedade como também fazendo a retirada de madeira de lei da Mata Atlântica. Trazendo transtornos para o proprietário e os trabalhadores, os impedindo de permanecerem na propriedade”.

Caso 2 – “Durante vários anos a propriedade vem sofrendo com vários furtos (amêndoas e frutos de cacau), ferramentas, utensílios de trabalho, arrombamentos de residências e depósitos. Em 04/2016 ocorreu o abate e furto de vacas no estábulo da fazenda. Jovens circulam pela propriedade usando drogas e alguns com armas de fogo. Depois de dar entrada em vários boletins de ocorrência, desisti de dar queixas”.

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16 de outubro de 2017by Assessoria de ComunicaçãoCuriosidades

O que palitos de cenoura, melão em cubos e salgadinhos industrializados têm em comum?

Frutas descascadas, cortadas na bandeja e cenouras palito, em formato de batatas fritas, embaladas e prontas para consumo podem parecer um incentivo à preguiça. Mas cada vez mais consumidores estão interessados nesse tipo de alimentos, por serem portáteis, frescos e saudáveis, segundo a pesquisa Fresh Trends 2017 (Tendências Frescas, em português).

A alternativa vem se tornando uma excelente opção de lanche, conforme o levantamento realizado com mais de 1 mil pessoas nos Estados Unidos pela Packer’s, consultoria especializada na área de frutas e vegetais. A tendência também é observada no Brasil:

“Temos uma pesquisa em andamento sobre o tema, mas já observamos alguns motivos para o aumento desse consumo: a facilidade do manuseio dos produtos unida à escassez de tempo e, claro, a saudabilidade. As pessoas preferem pagar mais caro para ter o alimento processado”, afirma Fabiano Szpyra, gerente de marketing da Rede de Supermercados Festval.

Os números reforçam a essa visão. Seis em dez entrevistados pela pesquisa dizem que a conveniência é a maior vantagem ao comprar produtos frescos em pacotinhos. Mas isso não é tudo: os compradores assumem que os produtos embalados estão maduros. Ou seja, eles não precisam ‘adivinhar’ se a fruta ou o vegetal está verde ou se ‘passou do ponto’.

Há ainda aqueles que consideram as embalagens mais higiênicas, sob a alegação de que “as mãos de todo mundo não estiveram tocando o item ”.

Hora do lanche

Ao todo, 51% dos entrevistados afirmam que vêm comprando mais frutas e vegetais para lanches do que há cinco anos. Entre as opções, saladas de frutas , palitos de cenoura e aipo são vistos como snacks (lanches) por um terço dos entrevistados pela pesquisa Fresh Trends.

Esse consumo vem derrubado, inclusive, a compra de alimentos industriais, como salgadinhos. “É um segmento que tem caído bastante. Os clientes têm migrado de salgados, frituras e refrigerantes para a compra de produtos naturais”, explica o gerente de perecíveis da Rede Festval, Ademilson Rodrigues.

Apesar do crescimento dos hortifrutis embalados, bananas e maças ainda são vistas como a principal forma de fazer um lanchinho para a maioria dos compradores, segundo a pesquisa. Além disso, apenas 8% dos entrevistados dizem que limpam e cortam suas próprias hortaliças para levar ao trabalho como lanche.

Existem também alguns produtos que os consumidores não compravam e hoje estão adquirindo devido à venda em pacotes, segundo a pesquisa. Os principais são abacates, mix de folhas, brócolis, espinafre e pimentões.

E o interesse parece crescente: 45% dos entrevistados dizem que comprariam mais produtos desse tipo de produtos se houvesse mais opções no mercado.

Contudo, apesar da conveniência, o preço ainda é a baliza mais importante para a decisão de compra: para 77% dos respondentes, esse ainda é o fator mais importante na escolha dos alimentos, mesmo que a compra de produtos saudáveis ou o mais próximo possível do ‘estado natural’ seja relevante para o consumidor.

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14 de outubro de 2017by Assessoria de Comunicaçãocafécafé em cápsulacafé especial

Cafés importados com valor agregado têm preço médio 77 vezes superior aos exportados pelo Brasil

País importou 3,4 mil sacas com preço médio de US$ 13.265 e exportou 17 milhões de sacas com preço médio de US$ 172,1 nos oito primeiros meses de 2017  

As exportações dos Cafés do Brasil, nos primeiros oito meses de 2017, totalizaram 17,06 milhões de sacas de 60kg, com preço médio de US$ 172,1 por saca, que geraram US$ 2,94 bilhões de receita cambial. Nesse mesmo período, o País importou o equivalente a 3400 sacas de 60kg, com preço médio de US$ 13.265, que totalizaram US$ 45,1 milhões de dispêndio. Essa diferença expressiva do preço médio do café exportado, que majoritariamente é vendido como café cru (verde), em relação ao importado, é atribuída ao elevado valor agregado do produto adquirido do exterior na forma de cafés torrados, essências e concentrados à base de café e café solúvel, entre outros.

Esses diferenciais dos quantitativos e dos preços dos cafés crus em relação aos de alto valor agregado, apontados no SUMÁRIO EXECUTIVO CAFÉ – setembro 2017, da Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, demonstram que o preço médio do café importado foi 77 vezes superior ao preço médio do café exportado, embora o volume dos importados tenha correspondido a apenas 0,02% da quantidade exportada. Dessa forma, tais números sinalizam que os Cafés do Brasil têm potencial para conquistar e consolidar mercados internos e externos com a venda de cafés e também produtos à base de café com agregação de valor. ´

Agrolink com inf. de assessoria

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13 de outubro de 2017by Assessoria de Comunicaçãoeconomia

Exportações brasileiras crescem mais de 19% no primeiro semestre de 2017

Embarques para os países da América Latina impulsionam o resultado

Operadora logística Panalpina Brasil é uma das responsáveis por transportar produtos nacionais para os países da região

O desempenho das exportações brasileiras vem sendo destaque no cenário internacional em 2017. Segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), somente no primeiro semestre do ano, o Brasil registrou um aumento de 19,34% no valor dos embarques nacionais para o exterior, comparado ao mesmo período de 2016.

Ainda de acordo com a entidade, a taxa de crescimento do país se elevou acima da média global, superando em mais de dez pontos percentuais o número alcançado por grandes potências mundiais, como os Estados Unidos, que teve alta de 6,7%, e a China, que obteve elevação de 8,5%. Já as vendas externas dos países da União Europeia subiram 4,7% no acumulado de janeiro a junho.

Informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que as movimentações do Brasil para o exterior neste período atingiram US$ 107,7 bilhões. Grande parte deste montante transportado tem como destino os países da América Latina, como a Argentina. A venda de automóveis aos “vizinhos”, por exemplo, registrou um crescimento de praticamente US$ 1 bilhão na comparação entre janeiro e julho de 2016 e 2017. No ano anterior, o comércio de veículos para os argentinos alcançou US$ 1,9 bilhão, enquanto neste ano chegou a US$ 2,7 bilhões.

Outro dado que comprova o potencial de negócios da região é o divulgado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo a organização, as exportações da América Latina e do Caribe, como um todo, aumentaram 17% somente no primeiro trimestre do ano. De acordo com o levantamento, em um paralelo entre todos os países locais, o Brasil é o quinto que mais exportou neste período.

Por essas razões, o Grupo Panalpina, um dos principais operadores logísticos globais, investe cada vez mais em suas operações no país, por meio de sua filial local, a Panalpina Brasil, responsável por transportar os produtos nacionais para os países da região. Por isso, com o objetivo de impulsionar ainda mais o crescimento de seu volume de negócios no Trade Intra Latam, a companhia promoverá, nesta semana, um encontro inédito entre suas principais lideranças da América Latina, o Americas Meeting, que será realizado em sua sede nacional, em São Paulo (SP).

Dessa forma, os presidentes de suas unidades em oito países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá e Peru) se reunirão com o CEO Global da companhia, Stefan Karlen, e com o CEO Regional Americas, Franck Hercksen, para definirem estratégias conjuntas para aprimorar ainda mais o desempenho da corporação na região, que já atinge ótimos resultados ano após ano.

“Esta reunião é uma consequência direta do sucesso que alcançamos com a campanha BRAMECO (Brasil, México e Colômbia), fomentada entre agosto de 2016 e agosto de 2017, que proporcionou um crescimento considerável dos negócios entre estes países”, afirma o presidente da Panalpina Brasil, Marcelo Caio.

Agrolink com inf. de assessoria

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10 de outubro de 2017by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaCuriosidades

Com água do mar e luz solar, fazendas cultivam alimentos no deserto

Não é uma miragem. Alguns dizem que esse é o futuro. Em pleno sul de Wadi Araba, parte do deserto do Saara na Jordânia, onde temperaturas escaldantes e apenas ‘escassos demônios’ dão sinal de vida, uma equipe de engenheiros ambientais está trabalhando em uma solução para países que estão na linha de frente das alterações climáticas, enfrentando secas e o aumento das temperaturas.

Os engenheiros estão desenvolvendo uma fazenda sustentável que utiliza energia solar para dessalinizar (tirar o sal) da água do mar para cultivar regiões que estiveram áridas por séculos. Em seguida, o objetivo é escoar a irrigação para proteger as terras estéreis e protegê-las de uma nova desertificação.

Projetos similares tiveram sucesso em um vizinho: Israel. Contudo, o desafio de criar uma fazenda totalmente sustentável no meio do deserto jordaniano é ainda maior para um país que não pode desperdiçar seus cada vez mais escassos recursos hídricos.

A Jordânia vem enfrentado problemas hídricos por décadas, com um sistema sobrecarregado pelo crescimento da população. Impulsionada por ondas de refugiados, a população praticamente dobrou em 10 anos, passando de 5 milhões em 2004 para 9,5 milhões em 2015.

Sal na terra

A Jordânia é constantemente apresentada como a segunda nação mais pobre em recursos hídricos do planeta, atrás apenas do Barein, ao mesmo tempo em que encara o crescimento da desertificação devido ao excesso de pastagem e técnicas inadequadas de irrigação que reduziram as terras de pasto em mais de 70% nas últimas três décadas. Isso acontece em paralelo aos efeitos das mudanças climáticas, o que ocasionou os verões mais fortes dos últimos anos e poucas chuvas no inverno, trazendo um futuro sombrio ao meio ambiente da Jordânia.

Em um país cada vez mais propenso às secas, a evaporação das águas salgadas próximas à superfície devido à queda nas chuvas e as altas temperaturas dos últimos anos aumentou rapidamente a salinidade do solo, ou seja, literalmente salgando a terra. Com isso, atualmente a Jordânia tem menos de 1% de área de cobertura florestal e mais de 90% de área desértica.

E as mudanças podem ser ainda mais dramáticas. Segundo um estudo publicado em agosto no jornal Science Advances (Avanços da Ciência), a temperatura média na Jordânia pode aumentar em 4,5 graus até 2071. A mesma análise destaca a probabilidade de o país enfrentar secas duas vezes mais frequentes e mais longas. Já as chuvas (uma fonte importante para represas e recursos hídricos da Jordânia) podem cair em até 30%.

“Nossas conclusões sugerem que até o fim do século haverá um crescimento substancial de temperaturas mais altas e uma diminuição das chuvas”, diz Steven Gorelick, diretor do projeto Água da Jordânia, da Universidade de Stanford, e co-autor do artigo publicado no jornal Science Advances.

Agricultura no deserto: a solução

Uma solução em potencial está em um espaço do deserto da Jordânia que nada produz há centenas de anos.

Originalmente concebido por ambientalistas em 2009 durante a conferência de mudanças climáticas em 2009, em Copenhague, o Projeto Floresta do Saara foi concebido como uma maneira de reverter a rápida desertificação da África e do Oriente Médio, ao mesmo tempo em que busca reduzir a falta de alimentos e de energia.

“A conexão entre comida, energia e água está diretamente ligada às mudanças climáticas, e nós acreditamos que é preciso uma abordagem integrada”, diz Joakim Hauge, CEO do projeto que promete leva agricultura ao deserto. “Isso tudo bem de uma percepção simples: queremos utilizar o que temos”.

Apoiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, pela União Europeia e pelo governo da Noruega, o projeto comercial combina energia solar, dessalinização da água do mar, energia eólica e monitoramento à base de computadores para tirar proveito de cada gota de água e para revitalizar o solo estéril.

Na vizinhança, Israel já vem há tempos trabalhado para formar fazendas em áreas áridas. Após investir pesado na dessalinização, a produção de Israel cresceu nos últimos anos para mais de 130 bilhões galões de água potável por ano. Isso aconteceu mesmo em meio a uma forte seca no início dos anos 2000.

Em parceria, os dois países se comprometeram a construir em conjunto uma planta de dessalinização às margens do Mar Vermelho, como parte de um polêmico projeto de US$ 900 milhões para fazer um sistema de encanamento que liga o Mar Vermelho ao Mar Morto, que está abaixo do nível do mar.

O problema é que há pouca cooperação entre os pesquisadores dos países em relação aos problemas de mudanças climáticas, que ambos vêm enfrentando, especialmente a seca e a desertificação. O projeto de ligação entre os mares deve demorar anos, já que o cronograma e o planejamento de ambos os lados continuam restritos.
Tecnologia contra políticas áridas

Apesar disso, o projeto do Saara promete ser uma iniciativa com maior sinergia, ligando também os mares Morto e Vermelho e utilizando o excesso de água salgada dessalinizada para irrigação. Nesse projeto, não há especialistas de Israel entre os 60 membros internacionais. Apesar disso, os membros do projeto dizem que estão abertos ao aprendizado da experiência israelense conforme avançam no projeto com um modelo único: uma fazenda que incorpora diversas tecnologias e que acontece de maneira independente.

A auto-suficiência em seu parte do projeto é fundamental para a Jordânia, que importa 96% da sua necessidade energética e não pode pagar por mais por energia e investir em projetos de larga escala.

Durante os primeiros testes do projeto Saara, no Catar, a iniciativa obteve resultados positivos, produzindo cultivos em estufas em níveis de qualidade exigidos pela Europa, com metade da quantidade de água utilizada antes na agricultura do Catar. Mas a equipe do projeto rapidamente se concentrou na Jordânia devido à vulnerabilidade às mudanças climáticas e à localização do país, situado no coração de um região com crises hídricas e ambientais.

Em um terreno estéril com o tamanho de quatro campos de futebol localizado na fronteira de Israel e Jordânia, a 10 quilômetros do porto de Aqaba, o projeto do Saara usa estufas e um sistema de dessalinização para produzir culturas vegetais sem utilizar uma única gota de fontes de água doce.

Através de painéis solares, o projeto absorve água do mar e utiliza um filtro para formar gotas de água doce, que evaporam e aumentam a umidade da estufa, o que reduz a necessidade de água para o cultivo.

O segundo pilar do projeto busca formar cultivos ao ar livre, inicialmente com 25% de água irrigada, utilizadas especificamente para o cultivo de solos e plantas adequadas ao solo do deserto da Jordânia, como arbustos florais e palmeiras. Esses campos irão retornar nutrientes e umidade ao solo, criando uma barreira para o crescimento da desertificação, estabilizando a formação de poeira e areia.

Com a melhora do solo, os pesquisadores do Saara acreditam que será possível o início do plantio de culturas ao ar livre.
Primeiros resultados: pepinos e energia

Flores e mudas já estão brotando naquilo que um dia era puro deserto e fileiras de pepinos verdes brotam nas estufas, assim como as variedades mediterrâneas que crescem em outros lugares da Jordânia.

O plano inicial é produzir 130 mil quilos (140 toneladas) de vegetais por ano, além de 10 mil litros de água fresca por dia. O pepino foi o primeiro teste. A ideia é expandir a produção para tomates, beringelas e morangos.

O projeto do Saara traz ainda outros benefícios adicionais, além dos novos cultivos e para a desertificação. A eletricidade pelos painéis solares poderá ser comercializada a preços competitivos no futuro. As próprias novas fazendas que se formarem deverão gerar mais eletricidade.

Apesar disso, os líderes do projeto admitem que, embora o projeto da Floresta do Saara possa ser uma solução para países como Jordânia e Tunísia, ele não pode ser o único fornecedor de alimentos, nem ser aplicado em todas as regiões, já que exige um litoral próximo e luz suficiente para a produção de energia. “Esta não é uma bala de prata que vai funcionar em todas as áreas áridas”, diz Haurge.

Os diretores do projeto reforçam a necessidade da cooperação entre Jordânia e Israel para que a planta jordaniana funcione nas fronteiras entre os países do Mar Morto e Vermelho, o que mostra que qualquer ação encontra seus limites políticos no Oriente Médio. Contudo, a própria Jordânia fez do projeto uma prioridade, com o Rei Abdullah inagurando pessoalmente o projeto local no mês passado, e com o governo reforçando a iniciativa.

O projeto também está realizando ações similares em outros locais, como na Tunísia e na Austrália. E embora as perspectivas para países vulneráveis, como a Jordânia, possam parecer sombrias, especialistas esperam provar que a solução é viável.

Em resumo, segundo Haurge, luz, água do mar e terra são capazes de produzir alimentos, água potável e energia renovável. “Tudo que precisamos fazer é integrar as tecnologias”.

/The Christian Science Monitor

Gazeta do Povo

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9 de outubro de 2017by Assessoria de ComunicaçãoUncategorized

Mapa lista 20 pragas mais importantes que não chegaram ao Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embrapa divulgaram uma lista de 20 pragas que apresentam risco caso entrem ao país. Essas pragas ameaçariam culturas como milho, soja, mandioca, batata, arroz e muitas frutas. Três dessas 20 pragas já contam com um plano de contingência, caso apareçam em alguma região do país.

As três pragas que já possuem plano de contingência são o fungo Moniliophthora roreri, que infecta os frutos do cacaueiro; o inseto Cydia pomonella, que ataca principalmente a maçã; e o Candidatus Phytoplasma palmae, fitoplasma que causa o amarelecimento-letal-do-coqueiro. A Cydia pomonella já havia sido detectada no Brasil em 1991, mas foi considerada erradicada em 2014.

A publicação da lista de pragas ausentes no país é uma obrigação do Brasil como membro da Convenção Internacional para Proteção dos Vegetais (CIPV). De acordo com o coordenador-geral de Proteção de Plantas do Mapa, Paulo Parizzi, essa convenção prevê que os países devem publicar listas de pragas regulamentadas a fim de que os outros países e parceiros comerciais possam ter mais clareza sobre medidas fiscalizatórias e fitossanitárias a tomar.

“A priorização é importante porque permite desenvolver um trabalho mais focado nas necessidades específicas de cada praga destacada, visando a evitar sua introdução e melhor preparo caso entrem, e dessa forma adotar as medidas necessárias para sua erradicação e controle,” disse Parizzi.

A metodologia para o mapeamento de pragas com prioridade é feita bom base na possibilidade de entrada, estabelecimento, dispersão e impacto econômico estimado.

As 20 pragas mais importantes que ainda não chegaramao Brasil são as seguintes , segundo o Mapa e a Embrapa:

  • African Cassava Mosaic Virus – vírus (mandioca)
  • Anastrepha suspensa – inseto (goiaba)
  • Bactrocera dorsalis– inseto (frutíferas)
  • Boeremia foveata – fungo (batata)
  • Brevipalpus chilensis – ácaro (kiwi, videira)
  • Candidatus Phytoplasma palmae – fitoplasma (coqueiro)
  • Cirsium arvense – planta daninha (trigo, milho, aveia, soja)
  • Cydia pomonella – inseto (maçã)
  • Ditylenchus destructor – nematoide (milho, batata)
  • Fusarium oxysporum f.sp. cubense Raça 4 Tropical – fungo (banana)
  • Globodera rostochiensis – nematoide (batata)
  • Lobesia botrana – inseto (videira)
  • Moniliophthora roreri – fungo (cacau)
  • Pantoea stewartii – bactéria (milho)
  • Plum Pox Virus – vírus (pessegueiro, ameixeira)
  • Striga spp. – planta daninha (milho, caupi)
  • Tomato ringspot virus – vírus (frutíferas e tomate)
  • Toxotrypana curvicauda – inseto (mamão)
  • Xanthomonas oryzae pv. oryzae – bactéria (arroz)
  • Xylella fastidiosa subsp. fastidiosa – bactéria (videira)
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6 de outubro de 2017by Assessoria de ComunicaçãoTecnologia

IBGE quer criar o “Waze” das zonas rurais do Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pretende criar um aplicativo de celular com informações geradas pelo Censo Agropecuário. A ideia é que o aplicativo seja similar ao Waze. Desde o último domingo (01.10), o IBGE está percorrendo 5,3 milhões de propriedades rurais para atualizar os dados. Os 19 mil pesquisadores que fazem o recorrido usam um tablet que indica as propriedades sob responsabilidade de cada um, segundo a Folha de São Paulo, e deve informar em tempo onde estão e a quem entregam os questionários.

De acordo com o gerente técnico da pesquisa, Antônio Carlos Florido, o novo aplicativo poderá criar rotas de caminhos rurais com base onde percorreram os pesquisadores. “Estamos calibrando os ajuste, definindo como vai ser desenvolvido e oferecido”, disse Florido.

Para 2020, o IBGE prepara um censo maior, que requerirá 300 mil pesquisadores e um orçamento entre R$ 2,5 e R$ 3 bilhões. O Censo Demográfico de 2015 custou R$ 785 milhões, mas o orçamento inicial era de R$ 1,6 bilhão. A previsão inicial era de contratação de 80 mil pessoas, mas 26.010 profissionais participaram.

Agrolink

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6 de outubro de 2017by Assessoria de ComunicaçãoAgricultura

Brasil: 70% dos alimentos que vão à mesa dos brasileiros são da agricultura familiar

– O que a agricultura familiar significa para você?

– Tudo!

A resposta é do agricultor familiar Gelson Zuin, morador do município de Afonso Cláudio, interior do estado do Espírito Santo, no Brasil. Para ele e a família, o “tudo” significa a chance de ter uma casa, o alimento na mesa, uma profissão, qualidade de vida, e mais do que isso, a oportunidade de ver outras pessoas felizes com os resultados do trabalho dele.

“Eu nunca tive outra profissão, sou do campo, nasci aqui. Meus pais são agricultores, meus avós são agricultores. Eu tenho muito orgulho de ser agricultor familiar”, expressa.

A propriedade de Zuin, onde se planta café, feijão e hortaliças, é uma das 4,4 milhões que existem no Brasil. O número representa 84,4% do total dos estabelecimentos agropecuários do país. A expressividade da agricultura familiar não está presente só no contexto brasileiro. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), nove em cada dez propriedades agrícolas mundiais – 570 milhões -, são geridas por famílias, que produzem cerca de 80% dos alimentos no mundo.

Segundo o Censo Agropecuário de 2006, a agricultura familiar constitui a base econômica de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes; responde por 35% do produto interno bruto nacional e absorve 40% da população economicamente ativa do país.

O setor produz 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz e 21% do trigo do Brasil. Na pecuária, é responsável por 60% da produção de leite, além de 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos do país. O setor também emprega 74% das pessoas ocupadas no campo, de 10 postos de trabalho no meio rural, sete são de agricultores familiares.

A importância econômica vincula-se ao abastecimento do mercado interno e ao controle da inflação dos alimentos consumidos pelos brasileiros, uma vez que mais de 50% dos alimentos da cesta básica são produzidos por ela, a agricultura familiar. É ela a responsável por garantir a segurança alimentar e a erradicação da fome. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), no Brasil, 70% dos alimentos que chegam à mesa da população são produzidos pela agricultura familiar.

Definição

Conforme a Lei nº 11.326/2006, agricultores familiares são aqueles que praticam atividades no meio rural, possuem área de até quatro módulos fiscais, mão de obra da própria da família e renda vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento por parentes. Também entram nesta classificação silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária.

Desenvolvimento

O desenvolvimento da agricultura familiar no Brasil está ligado, principalmente, à possibilidade de o agricultor conseguir aumentar a produtividade, ter acesso a canais de comercialização e a financiamentos que possam permitir investimentos na propriedade. A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) fomenta programas que promovem Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), crédito financeiro e meios de aquisição e comercialização de produtos do setor.

O agricultor familiar Gelson Zuin recebe assistência técnica e, conseguiu, junto com outros agricultores, acessar o Programa de Crédito Fundiário (PNCF). Também comercializa alimentos por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Por meio da Cooperativa de Agricultores Familiares de Afonso Cláudio (Cafac), que participa e atua como presidente, também teve a oportunidade de se profissionalizar pelo programa Mais Gestão.

Pelo novo Plano Safra (2017/2020) da agricultura familiar, são desenvolvidas ações voltadas para o Semiárido; para oferecer segurança jurídica da terra, com titulação de terras e regularização fundiária; além de segurança para a produção.

O secretário de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Roseno, destaca que mais de 20 projetos e programas são executados pela Sead para os produtores das pequenas propriedades do país. Por meio da Presidência Pro Tempore da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf), o Brasil, que assumiu o posto em julho, pretende reforçar a importância dessas ações e ajudar a criar diretrizes em prol dos agricultores nos países do Mercosul.

“Os passos que levam o desenvolvimento da agricultura familiar são os mesmo que levam o desenvolvimento do país, isso no Brasil, no Mercosul e no mundo. Ter uma agricultura familiar forte é sinal de comida na mesa, geração de emprego e renda, paz no campo, bom funcionamento da economia. O Brasil tem bons exemplos para mostrar, mas o pensamento conjunto para o futuro dos países da Reaf será mais interessante para todos os envolvidos”, ressalta Roseno.

Reaf

A Reaf é a reunião especializada do Mercosul vinculada ao Grupo Mercado Comum (GMC). Trata-se de um espaço de diálogo político e de fortalecimento de políticas públicas para a agricultura familiar e do comércio dos produtos do setor. Atualmente, o Brasil está na Presidência Pro Tempore do Mercosul e a Sead coordena as atividades do semestre. Saiba mais aqui.

Leia mais sobre a Reaf neste link.

Confirma aqui uma entrevista especial com o secretário técnico da Reaf, Lautaro Viscay.

Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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4 de outubro de 2017by Assessoria de Comunicaçãoagronegóciochuvasclima

Depois da chuva, safra começa oficialmente com expectativa de produção recorde

As chuvas do fim de semana abriram oficialmente a safra de verão 2017/18. Depois um longo período de estiagem, que durou mais de 50 dias em algumas regiões, os produtores correram para campo para aproveitar a umidade.

Neste ano, segundo estimativas do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo, o Brasil deve ampliar a área dedicada à soja em pelo menos 3,5%, sobretudo onde se cultivou milho verão na temporada 2016/17. Com isso, a oleaginosa passa de 33,55 milhões de hectares para 34,72 milhões de hectares.

Se os rendimentos médios se repetirem, o país fechará a colheita com 114,03 milhões de toneladas. No entanto, o mais provável é que esse número seja ligeiramente menor por causa do clima, devendo ficar próximo a 113 milhões de toneladas. No ciclo 2016/17, a produção brasileira ficou em 110,2 milhões de toneladas, segundo estimativas da Expedição Safra.

Milho
Para o milho verão, a área deve voltar a ter retração, principalmente pelas condições de mercado, com preços abaixo do mínimo estabelecido pelo governo em algumas praças. O cereal tende a voltar aos patamares da safra 2015/16, quando o Brasil plantou 5,98 milhões de hectares no ciclo de verão. Tomando como base uma área de 6 milhões de hectares e um rendimento de 5,1 kg/ha (-3,56%), a colheita fecharia em 30,6 milhões de toneladas. Em 2016/17, o resultado foi de 32,79 milhões de toneladas.

Mercado
O Paraná deve repetir ou chegar perto da produção da temporada 2016/17, quanto colheu 19,88 milhões de toneladas de soja e 4,60 milhões de toneladas de milho primeira safra. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, até a última quinta-feira (29), 2% da área dedicada à oleaginosa e 16% da área dedicada ao cereal já haviam sido semeados no estado.

O estado deve receber, em média, 130 mm de precipitações até 13 de outubro, sendo os maiores acumulados previstos para os dias 2 (24,2 mm) e 11 (32,6 mm), de acordo com o Agriculture Weather Dashboard.

Para o analista Aldo Lobo, da Granopar, é possível afirmar que safra finalmente começou no fim de semana. “Esse é o sentimento no campo. Os produtores estão plantando o mais rápido possível. Na semana passada, estavam todos semeando no pó”, afirma. O fato do plantio no ciclo atual estar atrasado em relação à 2016/17, na opinião de Lobo, não vai trazer prejuízos às produtividades médias. “A safrinha sempre foi uma cultura de risco. Ainda é cedo para falar qualquer coisa”, diz.

O analista de mercado e economista, Camilo Motter, da Granoeste, tem a mesma opinião. “A expectativa corre neste sentido. Aqui no Oeste do Paraná, tivemos uma variação de precipitações muito grande de região para região, mas notamos que ambiente está mudando no campo”. Para Motter, a safrinha está mais atrelada ao clima do que há outros fatores. “Área semeada e tecnologia nós temos. Só dependemos do tempo”.

Maior produtor do país, o Mato Grosso deve plantar 9,4 milhões de hectares na safra 2017/18, segundo estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O agrometeorologista Marco Antônio dos Santos informa que há previsão de chuvas generalizadas para Mato Grosso com volume suficiente para o plantio da soja. “Após o dia 3 de outubro, as precipitações regulares devem parar e, desta forma, chover esporadicamente em diversas regiões. O tempo chuvoso só regulariza a partir da segunda quinzena de outubro”, diz.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Endrigo Dalcin, os produtores rurais devem iniciar o plantio com cautela. “No ano passado, os agricultores foram cautelosos e tivemos uma das melhores safras em produtividade. Por isso, é preciso prudência, acompanhando a previsão do tempo para um resultado positivo”, afirma.

Gazeta do Povo

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