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9 de dezembro de 2016by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaagronegócioAgropecuária

Agropecuária supera obstáculos e segue liderando a economia brasileira em 2016

O setor agropecuário liderou a economia brasileira em 2016 ao superar dificuldades conjunturais e a crise política. Aumentou de 21,5% para 23% sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) e, hoje, representa 48% das exportações totais do país. A agricultura e a pecuária não estão imunes à crise, mas geraram 50 mil novas vagas nos primeiros dez meses do ano, enquanto os demais setores da economia cortaram 792 mil postos de trabalho.

Números da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que o PIB do agronegócio terá crescimento ao final de 2016 de 2,5% a 3%, um resultado expressivo devido à recessão econômica enfrentada pelo país desde o ano passado.

A instabilidade climática, dependendo da região de plantio, terá menos influência na produção de grãos em 2017.

Na avaliação da CNA, a agropecuária deverá continuar crescendo em 2017, liderando o início da retomada econômica do país. Grandes desafios, contudo, ainda terão de ser superados. Uma questão estratégica para o setor é a elaboração da lei agrícola plurianual, em contrapartida ao modelo em vigor, de programas anuais.

Com planejamento de longo prazo, a agropecuária brasileira terá melhor desempenho e a classe média rural será fortalecida.

Comércio exterior – As vendas externas do agronegócio têm garantido seguidos superávits da balança comercial brasileira. Em 2016, os produtos do agronegócio deverão garantir saldo comercial significativo ao país: US$ 72,5 bilhões.

Tem sido decisiva a participação dos produtos do agronegócio nas exportações brasileiras. De janeiro a novembro deste ano, os 15 principais produtos do agronegócio representaram 38% do total das vendas externas do país.

Para 2017, a expectativa é de continuidade no crescimento do volume de exportações, com abertura de novos destinos para os produtos agropecuários e agroindustriais.

O mercado global de commodities seguirá marcado pela cautela relacionada à variação cambial e às incertezas políticas mundiais. A combinação desses fatores poderá influenciar a dinâmica e o fluxo do comércio global, criando desafios e oportunidades para o produtor rural brasileiro.

Nesse cenário, o Brasil tem alguns caminhos a seguir, como:

  • Construir uma ampla rede de acordos preferenciais de comércio, que garantam a abertura novos mercados e manutenção daqueles já consolidados;
  • Atrair investimentos, especialmente voltadas aos elos da cadeia produtiva da agropecuária que possam agregar valor aos produtos exportados;
  • Promover a qualidade do modelo produtivo brasileiro e os requisitos de sustentabilidade cumpridos pelo setor, com objetivo de suprir a demanda de uma sociedade cada vez mais exigente e consciente dos desafios ambientais do planeta.

CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

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14 de outubro de 2016by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaagronegócioAgropecuáriaruralTecnologia

Tecnologia e empreendedorismo no meio rural tornam o Brasil protagonista na produção de alimentos

A agropecuária desempenha papel fundamental na segurança alimentar mundial. Neste domingo (16/10) é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, estabelecido pela FAO

Brasília (14/10/2016) – Grande parte dos alimentos consumidos pela população mundial é resultado da produção agropecuária brasileira. Nesse sentido, o Brasil tem dado uma inegável e expressiva contribuição. Nos últimos 35 anos, a agricultura brasileira cresceu 335% em produção e atingiu 202 milhões de toneladas de grãos e fibras na safra 2014/2015. A expansão da pecuária também acompanhou o desenvolvimento rural agrícola, com um aumento de 38,2% nos últimos 10 anos, contando 12,38 milhões de toneladas de carne bovina, em 2015.

Neste domingo (16/10) é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, estabelecido em 1979 na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A data marca o dia da fundação da FAO, ocorrida em 1945. Todos os anos, a entidade lança um tema de comemoração e o deste ano será “o clima está mudando: a alimentação e a agricultura também”.

No cenário mundial, o Brasil apresenta um importante papel na segurança alimentar. Além de reunir os recursos necessários de produção, como condições climáticas favoráveis, água em abundância e 383 milhões de hectares agricultáveis, possui ainda tecnologia de produção e o empreendedorismo dos produtores, o que torna o País um dos principais protagonistas na tarefa de alimentar o mundo. O setor agropecuário brasileiro evoluiu muito nos últimos anos, passando de importador de alimentos, na década de 1960, para autossuficiente e exportador, desde a década de 1980. O Brasil também passou a ser a principal referência em pesquisa científica em agricultura tropical, incrementando cada vez mais tecnologia aos sistemas produtivos – principal pilar da competitividade nacional.

O aumento da produtividade permitiu uma verticalização da produção evitando avanço sobre novas áreas e produzindo mais em um mesmo espaço. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) faz parte deste desenvolvimento, atuando diretamente na promoção da ampliação da capacidade dos pequenos, médios e grandes produtores rurais, promovendo políticas ambientais, de crédito e de orientações públicas. Além disso, estimula a implementação de tecnologias, capacitação de mão de obra e cumprimento de leis que regulamentam o setor.  Segundo o coordenador de Sustentabilidade, da CNA, Nelson Ananias, “a busca por segurança alimentar tem como pilar o alimento, em quantidade e qualidade. Essa é a meta da CNA e do produtor rural”, afirma.

Agro em Questão – Para entender e debater o atual cenário de gestão estratégica da segurança alimentar e qualidade do alimento, a CNA realiza, em 1º de novembro, o seminário Agro em Questão – Alimentos Saudáveis. Estudos de caso de países que possuem mercado relevante e regulado, como os Estados Unidos, servirão de referência nas discussões.

As experiências compartilhadas neste evento poderão ajudar o Brasil a encontrar soluções para os problemas de forma mais rápida e eficaz. Também está prevista apresentação sobre produção orgânica, convencional, transgênica e de modelos nacionais de governança e casos nacionais de gestão. O evento contará com a presença de gestores internacionais, produtores rurais, técnicos e representantes dos governos federal e estaduais.

Para o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, o evento busca comparar as realidades entre sistemas produtivos, tanto dentro da cadeia produtiva, quanto comparada à de outros países. “Queremos divulgar e comparar as diversas maneiras adotadas nos sistemas produtivos do Brasil e absorver o que está funcionando mundo afora”.

Fonte: CNA

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31 de agosto de 2016by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaagronegócioAgropecuária

Conheça os cinco grandes desafios do agronegócio na era digital

Em dois dias de evento, o 4º Fórum de Agricultura da América do Sul trouxe a Curitiba especialistas e instituições de 13 países diferentes, para debater o futuro do agronegócio a partir da realidade sul-americana; alguns pontos se mostraram fundamentais durante as discussões, para que o campo possa ser ao mesmo tempo rentável para quem trabalha, sustentável para o planeta e produtivo para que a humanidade possa se alimentar.

Novas lideranças

A busca pelos ganhos em produção e produtividade tem ditado o ritmo da agropecuária nas últimas décadas. Os avanços são inegáveis, mas, para o futuro, um dos principais desafios que o campo tem pela frente vai além do que se planta e do que se colhe, do que se cria e do que produz. A atenção deve se concentrar não só no que o agronegócio faz, mas em quem faz o agronegócio. Essa foi uma das conclusões a que chegaram os especialistas durante o fórum e que dará inclusive a toada da próxima edição do evento, em 2017: a necessidade de se formar novos líderes rurais, jovens que permaneçam no campo e pensem a atividade de forma consciente, corajosa e inovadora, capazes de entender que as propriedades não devem ser pontas soltas na cadeia produtiva, mas parte de um conjunto coeso, altamente produtivo e sustentável.

Mudanças no Mercosul

Que o Mercosul trouxe vantagens à região, poucos estudiosos contestam, sobretudo para os membros fundadores – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai -, que conseguiram aumentar consideravelmente suas exportações. Mas é também praticamente um consenso que, em 25 anos de existência, o bloco entregou menos do que prometia quando foi criado. A possibilidade de o Brasil abandonar o Mercosul parece pouco viável, como foi debatido durante o Fórum de Agricultura, mas o atual modelo não tem se sustentado. Uma das possibilidades é que, em vez de união aduaneira, o bloco se tornasse uma área de livre comércio, o que eliminaria algumas das amarras às quais os membros estão atrelados e possibilitaria, por exemplo, o fechamento de mais acordos bilaterais.

Pequenos Produtores

Alimentar o mundo é um desafio gigantesco: em números, significa dizer que, até 2050, a humanidade terá que dar de comer – três vezes ao dia – a mais de 9 bilhões de pessoas. Essa é a previsão das Nações Unidas, que enxergam no Brasil uma das principais apostas do planeta. Com um território capaz de suprir a maior demanda por alimentos, o país possui também recursos naturais que tornam a atividade possível. No entanto, é preciso se adaptar desde já num processo que passa por todas as propriedades, das mais extensas às que abrigam os pequenos agricultores, gente que mora e vive do campo. No segundo caso, em especial, está a chave para diversificar a produção de comida, sem esquecer a necessidade de apoio, para que se possa trabalhar de maneira produtiva e sustentável.

Agricultura digital

A expressão “ter o controle de algo na palma da mão” nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje. E o agronegócio também está inserido na era dos aplicativos, smartphones, robôs, inteligência artificial e por aí vai. A tecnologia, que permitiu um salto de produtividade nas últimas décadas, já está e deve ficar cada vez mais presente no dia a dia do produtor rural. Seja auxiliando na coleta e análise dos dados da propriedade e, consequentemente, no processo de tomada de decisões, o fórum mostrou que tecnologia não é mais opção, mas condição ao desenvolvimento. Sensores, imagens de satélite, realidade virtual, big data: são “gigatoneladas” de informação, tudo em tempo real, para tornar o negócio mais competitivo.

Entrave na logística

A produção e o mercado consumidor de bilhões de pessoas vão aumentar ainda mais nas próximas décadas. Uma das grandes interrogações do agronegócio é como otimizar o que liga estes dois pontos: a logística. O processo de escoamento interfere tanto nos custos para o produtor quanto no preço pago pelo comprador final, ou seja, é determinante para a viabilidade do negócio. Para o futuro, os desafios são imensos: investir mais de R$ 600 bilhões em hidrovias, ferrovias, estradas e portos, conforme debateram líderes do setor no Fórum de Agricultura. Mas só assim a logística conseguirá ser uma ponte sólida e acompanhar o ritmo de crescimento das lavouras e do consumo.

Gazeta do Povo

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26 de agosto de 2016by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaagronegócioAgropecuária

Exportações brasileiras caminham para novo recorde em 2016

Nos últimos 17 anos, o volume exportado pelo agronegócio cresceu 318%

As exportações brasileiras do agronegócio seguem em expansão, sinalizando novo recorde em termos de volume para 2016. Cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que, no primeiro semestre deste ano, a quantidade embarcada (medida pelo IVE-Agro/Cepea) cresceu 25% em relação ao mesmo período de 2015. O faturamento obtido com as vendas externas atingiu US$ 45 bilhões, aumento de 4% em igual comparativo. Em Reais, a alta foi de 8%.

Segundo o Cepea, grande parte dos produtos acompanhados teve as vendas externas ampliadas, com destaque para as de milho e etanol, que subiram expressivos 131,1% e 100,9%, respectivamente. Também tiveram incremento no volume exportado a carne suína (55,78%), algodão em pluma (42,9%), açúcar (21,17%), soja em grão (19,6%), madeira (18,54%), carne bovina (16,82%), farelo de soja (15,11%), suco de laranja (14,35%), carne de aves (13,79%), celulose (5,06%) e óleo de soja (1,96%). Apenas café e frutas apresentaram queda nos embarques, de 8,99% e 6,67%, nessa ordem.

O bom desempenho é observado mesmo com a queda dos preços em dólar e com a valorização do Real frente às moedas dos principais parceiros comerciais do Brasil. A atratividade das exportações brasileiras do agronegócio (IAT-Agro/Cepea), preços em reais, caiu quase 12% no comparativo dos semestres.

O câmbio real do agronegócio (IC-Agro/Cepea, calculado com base numa cesta de 10 moedas) teve alta de 0,4% na comparação da média do primeiro semestre de 2016 com a dos seis primeiros meses do ano passado, enquanto os preços em dólares (IPE-Agro/Cepea) caíram pouco mais de 12%. Dos produtos analisados pelo Cepea, o grupo de frutas foi o único que não apresentou redução nas cotações em dólares.

Nos últimos 17 anos (comparando-se a média do primeiro semestre de 2016 com a de todo o ano de 2000), o volume exportado pelo agronegócio cresceu expressivos 318% e o preço em dólar dos produtos embarcados subiu 52%. A taxa de câmbio efetiva real do agronegócio se valorizou 44% na comparação da média do primeiro semestre de 2016 com a de 2000. A moeda nacional se manteve mais estável em termos reais de 2011 a 2014, com tendência a maior desvalorização em 2015, voltando a subir no primeiro semestre de 2016. Os preços internalizados (em Reais) das exportações recuaram aproximadamente 16%, permanecendo abaixo da média de 2015.

Segundo o Cepea, o ambiente econômico interno mais favorável à retomada da confiança deve manter o Real valorizado, limitando a atratividade das vendas externas brasileiras. No segundo semestre, as atenções se voltam ao desenvolvimento das safras nos Estados Unidos e aos possíveis impactos do clima sobre a oferta dos produtos agrícolas.

Agronotícias MT

 

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23 de agosto de 2016by Assessoria de Comunicaçãoagronegócio

PIB do agronegócio em Minas tem alta de 0,7%

O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio de Minas Gerais encerrou maio com alta de 0,7% – nono crescimento consecutivo –, acumulando aumento de 3,7% na estimativa para o ano. Com o resultado, a renda do setor no Estado, estimada para 2016, é de R$ 193,57 bilhões. Do valor total, a previsão é que R$ 100,07 bilhões ou 51,7% sejam oriundos da agricultura e o restante, R$ 93,5 bilhões (48,3%), da atividade pecuária.

Todos os segmentos que compõem o PIB apresentaram elevação no mês: insumos (1,58%), básico (0,75%), indústria (0,6%) e distribuição (0,56%). No ano, todos também mantiveram o ritmo de crescimento, com desempenhos de 2,88%, 2,15%, 6,37% e 3,66%, respectivamente.

De acordo com o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), João Ricardo Albanez, o segmento da agricultura contribuiu de forma positiva para o resultando mensal do PIB do agronegócio de Minas Gerais, enquanto a pecuária continuou apresentando números inferiores. “Como, proporcionalmente, os ganhos na agricultura foram maiores que as perdas da pecuária, o resultado total foi positivo”, analisa.

O PIB da produção agrícola formado pelo conjunto das cadeias produtivas da agricultura apresentou aumento de 1,4% em maio de 2016. Este resultado é reflexo do crescimento observado em todos os segmentos: primário (2,6%), de insumos (2,2%), serviços (1,3%) e indústria (0,9%). Os insumos, que em abril apresentaram queda, em maio tiveram resultado positivo devido ao aumento da quantidade utilizada pelo produtor.

Para a pecuária observou-se movimento oposto: queda de 0,8% no mês, com alta apenas no segmento de insumos (1,1%). O primário teve resultado praticamente estável (-0,01%) e os demais registraram reduções de 0,9% na indústria e de 0,3% em serviços.

Considerando os dados até maio, as participações dos segmentos na geração da renda do agronegócio de Minas Gerais tiveram participação de 38,5% do setor primário, 30,8% do segmento de serviços, 25% do setor industrial e 5,8% insumos. Assim, o PIB do agronegócio de Minas passa a ter uma participação de 13,8% no PIB do agronegócio brasileiro.

Itens

Em relação ao segmento primário da agricultura, Albanez cita que dos 13 itens analisados, apenas três apresentaram resultados negativos. No caso dos insumos com crescimento, ele destaca o café, produto de maior representatividade no PIB do segmento primário da agricultura mineira.

Neste sentido, o superintendente lembra que o crescimento projetado para a produção de café é de 23,31% com relação ao ano anterior. Ele ressalta a grande elevação nas cotações de produtos como feijão, mandioca, laranja, batata, algodão e milho, tendo, este último, impactado também nos custos da produção pecuária, via alimentação animal.

“A tendência é que continue em patamares elevados, o que está fazendo com que os criadores de gados comecem a estudar a importação de milho da Argentina, para suprir as alimentações bovina e suína. No Espírito Santo isto já está ocorrendo. Avalio a medida como positiva, pois surtirá efeito na demanda dos nossos grãos e, consequentemente, nos preços”, diz.

Já no segmento primário do ramo pecuário, bois, vacas e suínos seguem com baixa acumulada de preços. Com relação ao leite, a captação permanece apresentando queda significativa, o que se refletiu em elevação de preços e na baixa produção de derivados.

É importante ressaltar a importância da pecuária bovina (leite e corte) de Minas Gerais, que foi responsável por 42% do valor do PIB do agronegócio estadual, totalizando R$ 50,13 bilhões, somando os segmentos básico e industrial.

Diário do Comércio

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15 de agosto de 2016by Assessoria de Comunicaçãoagronegócio

Agronegócio recupera otimismo em relação à economia

Confiança do setor agropecuário retoma patamares históricos, afirma a Fiesp (Foto: Thinkstock)


O agronegócio brasileiro retomou o otimismo neste segundo trimestre de 2016. O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), passou de 82,6 para 102,1 pontos, na comparação do segundo trimestre como primeiro trimestre de 2016.

Segundo os organizadores da pesquisa, a alta de 19,4 pontos no indicador, “que volta aos maiores patamares da série histórica, iniciada no terceiro trimestre de 2013, foi causada, principalmente, pela combinação entre a melhora na percepção da economia e os bons preços das commodities”.

Eles explicam que de acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados abaixo deste patamar indicam baixo grau de confiança.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que o resultado do último levantamento “é um termômetro de que realmente o Brasil está voltando aos trilhos do crescimento. A retomada da economia pressupõe confiança, credibilidade e equilíbrio”. Ele cita como exemplo o fato de a venda de fertilizantes ter crescido 13% e a de máquinas agrícolas 19%, em relação ao mês anterior.

O estudo mostrou que a confiança dos produtores apresentou alta de 11,6 pontos em relação aos três primeiros meses do ano, fechando o segundo trimestre com 103,5 pontos. “A pontuação acima dos 100 é inédita para este elo da cadeia, ou seja, é a primeira vez em que o otimismo aparece para os produtores agropecuários”, dizem os organizadores.

Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, avalia que a retomada na confiança dos produtores vai além do atual momento de reorganização da economia do país. “Os bons preços das principais commodities agrícolas, que se mantiveram em alta em boa parte do segundo trimestre de 2016, favoreceram o sentimento mais otimista por parte do produtor rural, melhorando também sua percepção em relação aos custos, uma vez que a relação de troca entre os produtos agrícolas e os fertilizantes e defensivos torna-se mais vantajosa”, diz ele.

No caso dos fornecedores de insumos agropecuários (Indústria Antes da Porteira) o índice de confiança cresceu 28,5 pontos, alcançando 101,8 pontos. Os organizadores explicam que a alta se deve a melhorar na relação de troca entre os insumos e os principais produtos agrícolas, como soja e milho, que permite aos fabricantes de adubos e defensivos antecipar as negociações para a próxima safra de verão.

Segundo o estudo, a Indústria Pós Porteira, por sua vez, conseguiu sair da condição pessimista – na qual ficou durante oito trimestres consecutivos – e volta a um nível neutro, com 100,7 pontos. “A alta de 23,7 pontos em relação ao primeiro trimestre de 2016 mostra que a percepção com relação à situação atual melhorou menos do que suas expectativas para o futuro, o que é condizente com a situação desse grupo de indústrias, composto principalmente por fabricantes de alimentos”, dizem os organizadores.

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Leia a notícia na íntegra no site Revista Globo Rural

Fonte: Revista Globo Rural

 

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12 de agosto de 2016by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaagronegócioAgropecuária

Banco do Brasil anuncia recorde de crédito ao agronegócio: R$ 184,5 bilhões

O Banco do Brasil anunciou ter alcançado um recorde na Carteira de Crédito ao Agronegócio, ao contratar R$ 184,5 bilhões nos últimos 12 meses. O resultado representa, na visão ampliada, crescimento de 9,6% neste período.

O destaque ficou por conta da linha do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que totalizou R$ 40,5 bilhões. O número significa expansão de 7,5% frente ao segundo trimestre de 2015. Por sua vez, o Programa ABC totalizou R$ 9,5 bilhões e crescimento de 6% no mesmo período.

Apenas na Safra 2015/16 o BB desembolsou R$ 82,4 bilhões em operações de crédito rural, um aumento de 12,4% em relação ao mesmo período da safra 2014/15. “O Banco mantém-se como o principal agente financeiro do agronegócio no país, com 62,0% de participação nos financiamentos destinados ao setor”, anuncia a instituição financeira.

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
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29 de julho de 2016by Assessoria de ComunicaçãoAgriculturaTecnologia

Por que a tecnologia vai salvar a agricultura?

Como será a agropecuária daqui a 50 ou 100 anos, é impossível dizer com certeza. O fato é que ela não será igual e a razão é simples: o mundo não estará do mesmo jeito. Sob o efeito cada vez mais intenso das mudanças climáticas, a atividade terá que beirar a perfeição, sem direito a grandes perdas. Para especialistas, só há uma maneira de chegar a esse patamar: alto investimento em tecnologia.

“A agricultura já é muito profissional, mas terá que ser ainda mais eficiente numa situação climática não muito favorável”, avalia Mateus Barros, líder das operações sul-americanas da Climate Corporation. Barros estará no 4º Fórum de Agricultura da América do Sul, entre os dias 25 e 26 de agosto, para apresentar a experiência com a companhia norte-americana adquirida pela Monsanto em 2013.

Segundo ele, a expectativa é disponibilizar a plataforma na região dentro de dois anos, mas ela já aponta para o que deve ser o campo num futuro de eventos climáticos extremos, como longos períodos de estiagem ou temporais mais frequentes, o que, hoje, pode provocar quebras bilionárias. “Teremos o uso mais frequente de sensores que permitem avaliar condições específicas de fazenda para fazenda. Tudo isso vai ajudar o produtor a compreender e se antecipar a essas mudanças”, salienta o executivo.

No Brasil, pesquisadores da Embrapa também têm se dedicado a entender como o futuro da agricultura passa por estas transformações.

De acordo com Eduardo Assad, da Embrapa Informática, já é possível prever com 80% de precisão o comportamento do clima durante a safra e fazer projeções até o ano de 2040, a partir do zoneamento agrícola. Mas, frisa o pesquisador, é preciso agir agora para que o quadro não piore. “Esses modelos têm como base um aumento médio de até 2°C na temperatura do planeta, em relação aos níveis pré-industriais. Acima disso, não sabemos o que pode acontecer e, atualmente, já temos uma elevação de mais de 1°C”, salienta.

Fonte: Gazeta do Povo

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