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MG: Seapa orienta prefeituras sobre medidas para assegurar a manutenção das atividades agropecuárias
Para assegurar que atividades agropecuárias consideradas essenciais pelo Comitê Extraordinário COVID-19 sejam mantidas, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) criou um informativo direcionado aos 853 prefeitos do estado. A proposta é detalhar as medidas deliberadas pelo Comitê, com base no Decreto nº 47.891, que estão relacionadas às atividades agropecuárias.
Entre os serviços e atividades que devem, necessariamente, ter a sua continuidade assegurada pelos municípios, assim como seus respectivos sistemas logísticos de operação e cadeia de abastecimento, estão os hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, de água mineral e de alimentos para animais. Além deles, a cadeia industrial de alimentos e as atividades agrossilvipastoris e agroindustriais integram a lista.
Por outro lado, é importante destacar que estão suspensos os serviços, atividades ou empreendimentos, públicos ou privados, com circulação ou potencial aglomeração de pessoas, além de eventos com público superior a 30 pessoas e que não se enquadrem nos serviços e atividades que devem ter a sua continuidade assegurada.
Novas regras para as feiras
A realização das feiras de comercialização de alimentos, incluindo hortifrutigranjeiros, está autorizada. No entanto, será necessário que as prefeituras e outros órgãos responsáveis pela organização e gestão desses pontos de venda adotem medidas para garantir a segurança dos comerciantes e dos consumidores.
De acordo com o subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Seapa, João Ricardo Albanez, as feiras são um importante canal de abastecimento para a população. “Nesses espaços, os agricultores têm a oportunidade de comercializar de forma direta, sem atravessadores, produtos recém-colhidos, artesanais e de agroindústrias de pequeno porte. Para muitos deles, a feira é a principal, senão a única, fonte de renda da família”, esclarece.
Em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus, as feiras – que além da comercialização de alimentos, são, muitas vezes, ponto de encontro para demorados bate-papos – precisarão seguir novas regras. Entre elas:
• Alternância de dias para a realização e critérios de rodízio das feiras livres, como forma de evitar que um grande número de pessoas transite pelas ruas e demais espaços públicos;
• Limitação de, no máximo, seis horas de funcionamento;
• Permissão exclusiva para a comercialização de alimentos destinados ao consumo humano, estando proibidos o preparo e a venda de lanches, bebidas e refeições;
• Proibição da participação de comerciantes e funcionários enquadrados no grupo de risco de contaminação do COVID-19;
• Realização em espaço público aberto e arejado, afastado de residências;
• Espaçamento mínimo de três metros entre as barracas;
• Obrigatoriedade do uso de máscara de proteção pelo comerciante durante todo o período da feira, com substituição a cada duas horas, e higienização frequente das mãos com álcool gel 70%;
• Disponibilização em todas as barracas, para uso do comerciante e dos clientes, de álcool gel 70%, luvas descartáveis e papel toalha;
• Intensificação da frequência de higienização de banheiros, corrimões, maçanetas, mesas, balcões, balanças, carrinhos, refrigeradores e caixas retornáveis, entre outros itens; e
• Afixação de cartazes informativos com procedimentos para prevenção do coronavírus.
Integram as medidas estratégicas de manutenção das feiras outras 11 recomendações. A fiscalização do cumprimento das determinações deverá ser feita por funcionário designado pelas prefeituras.
Fonte:
Sec. de Agricultura de MG- Home
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Coronavírus permanece no centro dos mercados e commodities têm 2ª feira de novas baixas fortes
O mercado de commodities tem novo dia de perdas generalizadas nesta segunda-feira (16) e, mais uma vez, lideradas pelo petróleo. Em Nova York, na manhã de hoje, por volta de 7h45 (horário de Brasília), era de quase 6%, levando o barril do WTI a US$ 30,22 e o brent, em Londres, tinha US$ 31,02, caindo mais de 8%.
Na Bolsa de Chicago, o mercado da soja cedia mais 5 pontos entre os principais vencimentos, com o maio sendo cotado a US$ 8,41 e o julho a US$ 8,49 por bushel. Os futuros do milho perdiam pouco mais de 3 pontos e os do trigo, algo acima de 4 entre as posições mais negociadas .
Em Nova York, segunda-feira também bastante negativa para as softcommodities, com o açúcar liderando as perdas, que passam de 3%. Na sequência, o algodão com baixas superiores a 2,5% e o café, recuando mais de 1% nos principais contratos.
Os mercados seguem reagindo às notícias ligadas à pandemia do coronavírus, com os investidores buscando antecipar quais serão os reais impactos dessa crise para a economia global.
O FED, o banco central norte-americano, voltou a cortar as taxas de juros neste domingo, buscando trazer algum estímulo à economia dos EUA. No Japão, o BC informou que irá cobrar juro zero das empresas, além de injetar dinheiro no mercado.
“A expectativa para esta semana é de que as atualizações sobre o Covid-19 devem continuar ditando a direção dos preços. Agora que os EUA declararam emergência nacional devido ao surto do coronavírus, o mercado tende a ficar ainda mais suscetível a mudanças a toda hora no humor de traders e investidores”, explica Steve Cachia, consultor de mercado da AgroCulte e da Cerealpar.
O mercado, no entanto, segue nas expectativas de que uma vacina possa ser logo disponibilizada para, ao menos, estancar as perdas e pelas preocupações que são crescentes e se intensificam com rapidez. “Mas, até la, a postura dos investidores tende a continuar sendo uma de cautela e proteção”, completa Cachia.
Fonte:
Notícias AgrícolasO ouro, apesar de ser o fiel da balança na maior parte das vezes, caminhando na contramão, também cai na manhã de hoje e, perto de 8h, cedia mais de 2%.
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Pela primeira vez em 100 anos, Sociedade Rural Brasileira tem presidente mulher
Teresa Vendramini, 60 anos, é a nova presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). Essa é a primeira vez que uma mulher ocupa o cargo na entidade em sua história centenária.
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Exportações dos Cafés do Brasil geram US$ 438 milhões de receita cambial em janeiro de 2020
As exportações dos Cafés do Brasil, apenas no mês de janeiro de 2020, atingiram um total de 3,2 milhões de sacas de 60kg, das quais 2,7 milhões foram de café arábica, 315,3 mil de café solúvel e 223,8 mil de café conilon. Ao comparar esses números com a performance das exportações de janeiro de 2019 é possível verificar uma queda de 12,8% no volume exportado de café arábica. Em contrapartida, houve um aumento expressivo de 48,6% de café conilon e de 28,9% de café solúvel.
A receita cambial gerada com as exportações dos Cafés do Brasil, no primeiro mês de 2020, foi de US$ 438,1 milhões, o que representa um aumento de 5,6%, se comparado com janeiro de 2019. O café da espécie arábica que foi exportado com o valor médio de US$ 138,60 por saca, obteve uma receita de US$ 371,54 milhões. E o café conilon, cujo preço médio da saca foi de US$ 83,16, contribuiu com US$ 18,61 milhões, enquanto que o café solúvel gerou US$ 47,63 milhões de receita cambial, com o preço médio da saca de US$ 151,1.
Esses números da performance das exportações brasileiras de café, entre outros dados relevantes do setor, constam do Relatório mensal janeiro 2019, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, que está disponível na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
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Valor bruto da produção agropecuária deve alcançar recorde em 2020, diz CNA

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária, que mede o faturamento bruto da atividade “dentro da porteira”, deve registrar recorde, subindo 9,9% este ano, de R$ 638,8 milhões em 2019 para R$ 702,2 bilhões. A estimativa, de janeiro, é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Para o ramo agrícola, é esperado um crescimento de 10,7%, um aumento de R$ 42,2 bilhões frente a 2019, de R$ 394 bilhões para R$ 436,2 bilhões. As culturas de café, milho e soja devem ser as principais responsáveis pelo crescimento do ramo.
A bienalidade positiva deve elevar em 30% a produção de café arábica e reduzir os preços que, em janeiro, ainda estão em níveis elevados, típicos da entressafra.
Para o milho, a receita prevista é de R$ 84,2 bilhões, aumento de 25,6% na comparação com 2019. “Apesar da estabilidade no volume de produção do milho, a elevação dos preços justifica a variação e o impacto do produto no VBP agrícola”, informa a CNA, em comunicado.
Segundo a entidade, a soja deve ter um VBP de R$ 169,6 bilhões, alta de 11,1%.
Para o ramo pecuário o VBP de 2020 deve ter um incremento de 8,7%, o equivalente a um montante de R$ 21,2 bilhões, de R$ 244,8 bilhões para R$ 266 bilhões.
“O ano de 2020 deve ser bastante positivo, particularmente para carnes bovina e suína com aumento de produção e, principalmente, de preços”, diz a CNA.
A carne bovina terá aumento de 20,7% no VBP neste ano, somando R$ 138,8 bilhões. O segmento de suínos também deve crescer e ter elevação de 29,2%, ficando em R$ 24 bilhões.
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BNDES antecipa início do prazo para adesão a programa de crédito rural

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) antecipou para o dia 3 de março o início do prazo para adesão ao programa BNDES Crédito Rural, conforme circular publicada nesta segunda-feira, 17, em seu site. Inicialmente, as contratações pelas instituições financeiras credenciadas poderiam ser feitas a partir de 10 de março.
O BNDES Crédito Rural – programa voltado ao financiamento de atividades agropecuárias e agroindustriais – terá recursos de R$ 1,5 bilhão para projetos de investimento (BNDES Crédito Rural Investimento) e para aquisição de máquinas e equipamentos (BNDES Crédito Rural Finame).
O prazo dessas operações pode chegar a 15 anos para projetos de investimento e a 10 anos para aquisição de bens de capital, com a participação do BNDES em até 100% dos itens financiáveis. No caso de financiamento a máquinas e equipamentos, a taxa final será próxima a 9% ao ano (0,72% ao mês), e para projetos será em torno 10% ao ano (0,78% ao mês).
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O clima no Brasil vai de chuvas torrenciais no Sudeste e Centro-Oeste à estiagem na produção no Rio Grande do Sul
RS terá mais uma semana seca, enquanto chuvas volumosas se concentram nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do país

As previsões continuam indicando muita chuva para o Centro-Leste do país e volumes expressivos continuam sendo aguardados para as próximas 24 horas em todo o estado de São Paulo, com destaque para a grande capital onde já foi mais do que esperado para todo o mês de fevereiro. Já na região sul do país o cenário é completamente diferente e a irregularidade das chuvas prejudicam as lavouras em desenvolvimento, apontando uma quebra de produtividade significativa na produção de soja de todo o estado.
De acordo com Naiane Araújo, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas acontecem devida à passagem de uma frente fria pelo Litoral Paulista. O Inmet emitiu um alerta vermelho para Capital e alerta laranja para as demais regiões do estado.
O modelo Cosmo do Inmet indica precipitação entre 30 e 40 milímetros no Centro-Sul do estado, podendo a chegar a 60 milímetros em algumas regiões, porém pancadas de chuvas atingem toda a grande São Paulo desde o início da noite de domingo (9), em volumes maiores. Segundo a meteorologista, desde o final da noite de domingo e início da manhã desta segunda, estações meteorológicas do Inmet em Mirante de Santana/SP já registravam 114 mm – o número representa o segundo maior acumulado para o mês de fevereiro já registrado pelo Inmet.
Sul continua sem chuvas
Um sistema de alta pressão em atuação na atmosfera está impedindo que novas chuvas possam chegar até o Rio Grande do Sul. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão não indica chuvas para a região até, pelo menos, o próximo final de semana. Ainda assim, a frente fria prevista para toda a região sul do país a partir do dia 15 deve acontecer de maneira muita rápida e sem volumes expressivos de chuvas.
A irregularidade das chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o início de janeiro ainda gera preocupação para o produtor de soja do estado gaúcho. O cenário é crítico porque a soja plantada no início do mês de outubro sofreu com as altas temperaturas e falta de água no solo, tendo uma quebra de produtividade para essa cultivar já calculada em aproximadamente 20%.
De acordo com Alencar, os dados ainda não foram divulgados mas já se fala em um déficit hídrico parecido com os problemas que o produtor enfrentou nos anos de 2004/2005 e 2011/2012 nas culturas de Verão.
A situação é preocupante, porque segundo Alencar, apesar das chuvas deste final de semana em algumas regiões do estado. “É preciso de muito mais, e que sejam em bons volumes e bem distribuídas”, diz ele.
Veja a previsão de precipitação para as próximas 93 horas em todo o Brasil:

Fonte: Inmet
São Paulo tem segundo maior volume de chuva para o mês de fevereiro
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou hoje (10) 114 milímetros de precipitação na estação do Mirante de Santana, zona norte da capital paulista. É o segundo maior volume de chuva em São Paulo para um mês de fevereiro, em 24 horas, em 77 anos. O dado é do Instituto Nacional de Meteorologia e se refere a medição feita no Mirante de Santana. Diante dos transtornos causados pela forte chuva, a Defesa Civil recomendou que os paulistanos fiquem em casa.
Na capital paulista, a chuva mais forte começou no final da tarde do domingo (9) e permanece firme nesta segunda-feira. Considerando todos os meses do ano, este foi o oitavo maior acumulado em 24 horas de toda a história de medições do Inmet.
Na Grande São Paulo, foram registrados em Barueri 145,8 milímetros, maior volume de chuva desde 2013.
Previsão do tempo para S. Paulo
De acordo com o CGE, a previsão é que a chuva continue ao longo de todo o dia e, no final da manhã, já atinja o nível moderado. A temperatura pode variar entre 18º e 22ºC.
Confira abaixo os principais pontos de alagamento listados pelo CGE na tarde desta segunda-feira:
As 16h40, a cidade de São Paulo apresenta 79 pontos de alagamentos; São 23 transitáveis e 56 intransitáveis
Ainda não há como calcular prejuízos comércio em SP por chuvas
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ainda vai fazer as contas dos prejuízos que as fortes chuvas que pararam a capital paulista causam ao comércio da região metropolitana. “Os prejuízos no comércio ainda não podem ser calculados, pois as ocorrências são recentes”, afirma em nota à imprensa na tarde desta segunda-feira, 10.O economista da ACSP, Marcelo Solimeo, observa que as fortes chuvas trouxeram diversos danos para a capital e, especificamente, para o comércio: as compras por impulso “praticamente desaparecem” nesta segunda-feira, pois as pessoas só saem de casa para compras urgentes. Para ele, entre os mais afetados está o segmento de bares e restaurantes, que “fica bastante comprometido” numa situação como a de hoje.
Além do prejuízo da queda nas vendas, Solimeo ressalta que os comerciantes podem ter que contabilizar danos físicos nos estabelecimentos, pois muitos estão em regiões alagadas. “Vão ter que colocar na conta um dia perdido dentro de um mês que já é curto e que ainda conta com o feriado de Carnaval.”
Nível do Rio Pinheiros é o maior dos últimos 15 anos
A cidade de São Paulo registrou, por volta das 11h da manhã de hoje (10), 62 pontos de alagamento, sendo 13 deles na Marginal Tietê e sete na região da Marginal Pinheiros. A previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) é que a chuva intensa continue até o fim da tarde. As chuvas fizeram o Tribunal de Justiça do estado suspender o expediente desta segunda-feira e o Rio Pinheiros atingir o maior nível dos últimos 15 anos.
O Corpo de Bombeiros registrou 36 desabamentos e 320 pontos de enchente no município. Os principais rios da capital paulista transbordaram. O Pinheiros segue alagando a Marginal Pinheiros na altura da Ponte Cidade Universitária e da Ponte do Jaguaré. O ponto mais crítico do Rio Tietê é próximo à Ponte do Piqueri. Os córregos que ainda registram transbordamento são: Córrego Tremembé, Córrego Ipiranga, Córrego Pirajuçara e Córrego Perus.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o Rodízio Municipal de Veículos para carros e caminhões, durante o dia todo. A Linhas 9 Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) opera parcialmente, devido ao alagamento nos trilhos.
Suspensão de expediente
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) suspendeu o expediente hoje em todas as unidades judiciais e administrativas das comarcas da Capital, Barueri, Botucatu, Cubatão, Franco da Rocha, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Jandira e Osasco.
“A medida é necessária em razão do caos que chuvas intensas e alagamentos estão causando nas cidades. A Presidência do TJSP também informa que, aos funcionários que chegarem a suas unidades até as 11 horas e quiserem, espontaneamente, permanecer até 17 horas, quando todos serão dispensados, serão concedidas horas credoras”, informa a nota.
A Polícia Federal também cancelou o atendimento ao público na Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo. “Os requerentes de passaporte e estrangeiros com agendamento programado para a data de hoje poderão retornar até o dia 28 de fevereiro, sem necessidade de reagendar o seu atendimento.”
S. Paulo deve esperar mais chuva, aponta meteorologia
Áreas de instabilidade permanecem sobre o Estado de São Paulo e provocam mais chuva, de moderada a forte intensidade, no decorrer desta segunda-feira, 10, e também nos próximos dias. Segundo o Governo do Estado, a forte chuva que caiu em alguns pontos da capital atingiu 100 milímetros em três horas – praticamente a metade da média prevista para todo o mês de fevereiro.
Segundo a meteorologista da Climatempo, Ana Clara Marques, a frente fria que se formou no sul da América do Sul e subiu para costa paulista, segue em direção ao Rio de Janeiro podendo chegar ao Espírito Santo entre terça e quarta-feira, 12. “A chuva pode voltar forte várias vezes ao longo desta segunda-feira e também nesta terça-feira. A partir de quarta-feira diminui a intensidade mas ainda tem previsão de chuva forte para São Paulo”, disse Ana Clara.
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PIB Agro: movimento de alta segue firme, com sustentação vinda da pecuária
O PIB do agronegócio brasileiro cresceu 1,15% no acumulado de janeiro a outubro de 2019, de acordo com cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz). Esse resultado segue atrelado à expressiva alta de 13,09% no ramo pecuário no acumulado de 2019, tendo em vista a queda de 3,24% no agrícola.
Segundo pesquisadores do Cepea, o PIB do ramo agrícola continuou pressionado especialmente pela queda dentro da porteira. A renda do segmento primário agrícola tem sido prejudicada por quedas de preços na comparação anual para diversos produtos (como algodão, café, mandioca, milho e soja) e pelo aumento dos custos de produção, apesar das boas safras de culturas como milho, algodão, laranja, banana e mandioca. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, apesar da queda do PIB do segmento no período, houve melhora do cenário e crescimento em outubro. O bom resultado da agricultura em outubro, por sua vez, se deve aos avanços nos preços do milho e da soja e a um reajuste positivo expressivo realizado pela Conab para a produção anual de cana-de-açúcar.
Quanto ao ramo pecuário, seguindo a tendência dos meses anteriores, continuou crescendo significativamente, acumulando alta em todos os segmentos no período. Segundo pesquisadores do Cepea, a ocorrência da PSA em países asiáticos e o consequente forte aumento das importações chinesas de carnes suína, bovina e de aves têm favorecido as cadeias pecuárias brasileiras. Além de impulsionar os preços, o bom desempenho das exportações tem estimulado também a produção, dentro e fora da porteira. Como os casos da PSA foram duradouros até o final de 2019, os seus efeitos devem continuar impulsionando o PIB nos próximos meses.
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Milho deve manter preços altos no Brasil mesmo após a entrada da safrinha, diz analista da Germinar
Para Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, produtores devem apostar no cultivo da segunda safra de milho mesmo com a janela ideal mais apertada, em função das boas perspectivas de mercado e demanda para o cereal
Roberto Carlos Rafael – Germinar Corretora

2020 promete ser mais um ano bastante positivo para os preços do milho no Brasil. Segundo o analista de mercado da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, o alto volume de exportação do milho (que deve fechar o ano agrícola em 31 de janeiro com 42,5 milhões de toneladas) levou à redução dos estoques brasileiros e deve manter o mercado aquecido neste ano.
Rafael acredita em estoques de passagem de 11 milhões de toneladas, o que nas contas do analista, são suficientes para, no máximo, 60 dias de consumo no Brasil. “Agora retomamos o ano (após o período de festas) com viés de alta porque os estoques de passagem são baixos e vamos ter colheitas muito isoladas, com a safra verão começando a chegar mesmo na segunda quinzena de março”, aponta.
Na visão do analista, os preços do milho já vêm em patamares de boa rentabilidade ao produtor há algum tempo e devem se manter altos, pelo menos, até a entrada da safrinha no mês de junho. “O mercado deve seguir firme até mesmo no período pós safrinha porque as expectativas de estoque de passagem para o ano que vem também é baixo”, afirma Rafael.
Diante deste cenário positivo, a recomendação de Roberto Carlos Rafael é que o produtor, mesmo indeciso quanto ao cultivo do milho segunda safra devido ao encurtamento da melhor janela de cultivo (após o atraso da soja), aposte no plantio do cereal.
“Eu não tenho terra para plantar, mas se eu tivesse e tivesse floreira no meu apartamento, eu plantaria até na floreira do meu apartamento. A oportunidade é muito boa, os preços estão muito bons”, diz o analista.
Confira a entrevista completa com o analista de mercado da Germinar Corretora no vídeo.
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Crescimento da produção agrícola deve baixar o preço dos alimentos na próxima década, mas muitas incertezas estão à frente
A demanda global por produtos agrícolas deverá crescer 15% na próxima década, enquanto o crescimento da produtividade agrícola deverá aumentar um pouco mais rápido, fazendo com que os preços ajustados pelas inflação das principais commodities agrícolas permaneçam iguais ou inferiores aos níveis atuais, de acordo com um relatório anual da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.
A edição deste ano do Panorama da Agricultura da OCDE-FAO, apresentada nesta quarta-feira (8) em Roma, fornece uma avaliação consensual das perspectivas de 10 anos para os mercados de commodities agrícolas e de peixes nos níveis nacional, regional e global.
“A agricultura global evoluiu para um setor altamente diversificado, com operações que vão de pequenas fazendas de subsistência a grandes participações multinacionais”, escrevem o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, e o Secretário-Geral da OCDE, Angel Gurría, no Prefácio do relatório. Juntamente com o fornecimento de alimentos, eles acrescentaram, os agricultores de hoje “são guardiões importantes do ambiente natural e se tornaram produtores de energia renovável”.
Os projetos que produzem melhorias e maior intensidade de produção, impulsionados pela inovação tecnológica, resultarão em maior produção, mesmo quando o uso global da terra agrícola permanecer amplamente constante. Enquanto isso, as emissões diretas de gases de efeito estufa da agricultura devem crescer cerca de 0,5% ao ano na próxima década, abaixo da taxa de 0,7% dos últimos 10 anos e abaixo da taxa de crescimento projetada da produção – indicando uma intensidade de carbono em declínio.
Ao mesmo tempo, novas incertezas estão surgindo, além dos riscos usuais que a agricultura enfrenta. Isso inclui interrupções de tensões comerciais, disseminação de doenças de culturas e animais, crescente resistência a substâncias antimicrobianas, respostas regulatórias a novas técnicas de melhoramento de plantas e eventos climáticos cada vez mais extremos. As incertezas também incluem a evolução das preferências alimentares à luz de questões de saúde e sustentabilidade e respostas políticas a alarmantes tendências mundiais da obesidade.
Crescimento populacional, urbanização e estilos de vida
“Lamentavelmente, espera-se que as regiões mais carentes tenham um crescimento lento da renda e, portanto, apenas pequenas melhorias em seu estado nutricional”, alertou o Diretor Geral Assistente da FAO para o Desenvolvimento Econômico e Social, Máximo Torero. “As descobertas apontam para um declínio geral na desnutrição; no entanto, nas atuais taxas de melhoria, permaneceríamos muito longe de atingir a meta de Fome Zero até 2030”.
“O relatório deixa bastante claro que o comércio é fundamental para a segurança alimentar global”, disse o diretor de comércio e agricultura da OCDE, Ken Ash. “As regiões que estão passando por um rápido crescimento populacional não são necessariamente aquelas em que a produção de alimentos pode ser aumentada de forma sustentável, por isso é essencial que todos os governos apóiem mercados agro-alimentares abertos, transparentes e previsíveis”.
O relatório conclui que os níveis de consumo de açúcar e óleo vegetal devem aumentar, refletindo a tendência atual de alimentos preparados e mais processados, principalmente em muitos países de baixa e média renda urbanizados rapidamente. As preocupações com a saúde e o bem-estar, enquanto isso, provavelmente levarão numerosos países de alta renda a um menor consumo de carne vermelha e uma mudança dos óleos vegetais para a manteiga.
Além disso, a demanda por culturas para alimentação animal é projetada para superar o crescimento da produção animal em países onde o setor pecuário está evoluindo dos sistemas tradicionais para os comercializados, enquanto o uso de commodities agrícolas como matéria-prima na produção de biocombustíveis deve crescer principalmente nos países em desenvolvimento .
O comércio de commodities agrícolas e pesqueiras deve expandir-se na próxima década em cerca de 1,3% ao ano, mais lentamente que na década passada (3,3% em média), pois espera-se que o crescimento da demanda global por importações diminua. Do lado das exportações, a América Latina e a Europa devem aumentar suas vendas para o mercado externo.
Foco especial na América Latina
A publicação deste ano apresenta um capítulo especial sobre a América Latina e o Caribe, uma região que responde por 14% da produção global e 23% das exportações mundiais de produtos agrícolas e pesqueiros – parcela que deverá aumentar para 25% até 2028.
Apesar do crescimento impressionante, a região enfrenta desafios persistentes em termos de segurança alimentar, já que muitas famílias não conseguem comprar os alimentos de que precisam. A região também enfrenta crescentes desafios em recursos naturais. Garantir um caminho mais sustentável e inclusivo para o futuro crescimento agrícola dependerá de desenvolvimentos nas áreas de nutrição, proteção social e ambiental e apoio aos meios de subsistência.
Existem “fortes oportunidades de crescimento” na região para produzir frutas e vegetais de alto valor, que oferecem melhores oportunidades para pequenos agricultores e dietas mais saudáveis para a população. Políticas direcionadas podem ajudar agricultores e consumidores a aproveitar essas oportunidades, enquanto protegem a base de recursos naturais da região, observa o relatório.