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Governo libera mais recursos do orçamento para seguro rural
Subvenção ao prêmio do seguro rural passa de R$ 370 milhões para R$ 420 milhões em 2019
Com o aumento do limite de movimentação e empenho efetivado para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em outubro, o valor da subvenção ao prêmio do seguro rural passa de R$ 370 milhões para R$ 420 milhões em 2019. A alocação desses recursos nas modalidades de seguros rurais será definida em reunião do Comitê Interministerial do Gestor do Seguro Rural no dia 25 de outubro.
Em março deste ano, houve o contingenciamento de recursos para custear as despesas com o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O Decreto nº 9.741, de 29/03/2019 alterou o Decreto nº 9.711, de 15/02/2019, estabeleceu a programação orçamentária e financeira do Poder Executivo para o exercício de 2019 e limitou o orçamento para o PSR, prevendo um bloqueio de R$ 70 milhões, ou seja, o orçamento disponível ficou em R$ 370 milhões para 2019. Porém, em outubro, houve o desbloqueio de R$ 50 milhões para ser aplicado no programa de seguro.
Para Pedro Loyola, diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, o desbloqueio desses recursos indica a priorização do governo nas políticas agrícolas de gestão de riscos. Segundo ele, ainda há busca pelo desbloqueio de R$ 20 milhões, o que contemplaria todo o orçamento de R$ 440 milhões.
“Para o próximo ano, está previsto o recurso de R$ 1 bilhão para o PSR, que depende ainda de aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020 que está tramitando no Congresso Nacional”, complementa.
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Produtividade da agropecuária cresce 3,36% ao ano, aponta estudo do Mapa
A taxa, que engloba período de 1975 a 2018, é superior à de países como Argentina, Austrália e China
A produtividade é o principal fator de estímulo ao crescimento da agropecuária brasileira nos últimos 43 anos. No período de 1975 a 2018, o setor cresceu, em média, 3,36% ao ano. Essa taxa é superior à de países como Argentina, Austrália e China. A média histórica dos Estados Unidos (1948-2015), por exemplo, é de 1,38%.
O estudo da Produtividade da Agricultura Brasileira, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostra que o produto da agropecuária teve incremento de 3,81% e o de insumos, 0,44%, no período analisado.
Os ganhos de produtividade vieram, principalmente, dos investimentos em pesquisa, da adoção de novos sistemas de produção, das melhorias em infraestrutura, incluindo estradas e escoamento da produção para o exterior por portos do Norte do país e aumento da capacidade portuária de Paranaguá (PR) e Santos (SP), e instrumentos adequados de política agrícola.
De acordo José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação, da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, a melhoria da produtividade no campo está associada, em especial, à mão de obra mais qualificada e à eficiência no uso de máquinas e implementos, com ganhos de qualidade e treinamento para a realização das operações. A produtividade nos anos recentes, principalmente, no período 2000-2009, teve um desempenho considerado favorável, de 3,8% ao ano e o produto, 5,18% a.a.
No entanto, nos últimos cinco anos (2014-2018), o crescimento desacelerou devido a fatores climáticos, como secas que afetaram principalmente a produção de grãos. Destacam-se os anos de 2016 e 2018, quando as safras de arroz, milho e algodão foram fortemente afetadas. O desempenho econômico foi outro fator que forçou o baixo crescimento.
“É possível que a produtividade desse período também foi afetada pela complexidade associada a uma escolha ótima de insumos. Isto também pode ser aceito sabendo que esse período [2014-2018] foi um período difícil de uma maneira geral, inclusive pelo baixo crescimento da economia brasileira nesses anos”, explica Gasques.
O estudo foi atualizado e incorpora informações preliminares do Censo Agropecuário 2017, informações das pesquisas anuais do IBGE – Produção Agrícola Municipal e Pesquisa da Pecuária Municipal, o que permite maior precisão das estimativas.
O coordenador ainda destaca que as estimativas são feitas com base na Produtividade Total dos Fatores (PTF), que é a relação entre o produto da agropecuária (lavouras perenes e temporárias, a produção animal, leite, mel, seda e casulo, além dos abates de animais bovinos, suínos e de aves) e os insumos (mão de obra, terra de lavoura e de pastagem, fertilizantes, defensivos, máquinas e implementos). O índice é abrangente e permite a comparação dos índices de produtividade entre países.
O estudo teve a participação da Secretária de Política Agrícola do Mapa, da Embrapa, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) e uso de dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês).
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No Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, Minas só tem o que comemorar
Estado mineiro lidera produção nacional, com exportação para cerca de 90 países e faturamento de R$ 3,23 bi em 2018
Nesta terça-feira (1/10), é comemorado o Dia Internacional do Café. A data foi criada pela Organização Internacional do Café (OIC), órgão que reúne governos de países exportadores e importadores para pensar os desafios do setor cafeeiro mundial por meio da cooperação internacional.
Como principal estado produtor, Minas Gerais tem muita história para contar, desde o aumento significativo da produtividade nas últimas décadas, o avanço no uso de tecnologias, passando pela mudança de comportamento em relação ao hábito de consumir a bebida até a conquista de mercados com a produção de cafés certificados.
De acordo com o Mapeamento do Parque Cafeeiro, realizado pelo Governo de Minas, a cafeicultura está presente em 463 municípios (55% do estado), que possuem lavouras consideradas comerciais. Aliado às condições favoráveis de clima e solo e à ligação histórica e cultural que o mineiro tem com o ‘cafezinho’ está um trabalho consistente desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e suas vinculadas (Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA), para a consolidação da cafeicultura como fonte de renda de famílias e municípios até se transformar no principal produto de exportação do agronegócio mineiro. No ano passado, o café mineiro foi exportado para 87 países, gerando divisas no valor de R$ 3,23 bilhões.
Extensão rural
Nas últimas décadas, a produtividade brasileira mais que dobrou, transformando a atividade na mais competitiva do mundo. Esse movimento foi acompanhado pela cafeicultura mineira. A produtividade no estado saltou de 16,5 sacas por hectare em 2001 para 33 sacadas por hectare no ano passado. Com produção recorde de 32 milhões de sacas, na safra 2018, Minas Gerais respondeu por 55% da safra nacional, no período. O trabalho de assistência técnica e extensão rural, desenvolvido pela Emater-MG, foi fundamental nesse processo de consolidação. Segundo o coordenador estadual de cafeicultura da empresa, Bernardino Cangussu, com a extinção do Instituto Brasileiro do Café, na década de 1990, coube à Emater-MG, por sua estrutura técnica e capilaridade, assumir a maior parte da orientação técnica das lavouras cafeeiras, auxiliando na elaboração de políticas públicas para o setor.
“Em parceria com outras entidades, a Emater-MG fomentou o associativismo e o cooperativismo; orientou os cafeicultores, especialmente os familiares, a adotarem a análise de solos e folhas e as práticas de conservação ambiental; a utilizarem tecnologias e procedimentos para a melhoria de qualidade da produção, dentre outros procedimentos. Tudo isso transformou as ações da Emater-MG em referência de extensão rural para a cafeicultura, contribuindo decisivamente para a consolidação do estado como o maior e melhor produtor de café do mundo”, avalia o coordenador.
Pesquisa
O avanço das pesquisas e a adoção das tecnologias geradas também foram fundamentais neste processo. Desde a década de 1970, a Epamig desenvolve pesquisas que abrangem todo o ciclo produtivo da planta, desde o preparo do solo e a indicação de cultivares selecionadas até os cuidados pós-colheita, influenciando na produtividade, qualidade e agregação de valor ao produto final. O programa de melhoramento genético conduzido pela Epamig, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café) e universidades federais de Lavras e Viçosa registrou 17 cultivares de café adaptadas às condições de clima e solo do estado e novos materiais estão em desenvolvimento.
O Banco de Germoplasma de Café da Epamig, localizado em Patrocínio (Alto Paranaíba), é um dos maiores do Brasil, com mais de 1,5 mil materiais catalogados. O acervo garante a continuidade do programa de melhoramento genético do cafeeiro e a evolução da cafeicultura nacional, além de permitir a pesquisa e o desenvolvimento de plantas resistentes a pragas e doenças, mais produtivas e compatíveis às condições de clima e solo da região.
Os ganhos que projetam a cafeicultura mineira nos cenários nacional e mundial não se resumem ao aumento da produção. Segundo o assessor especial de Cafeicultura da Secretaria de Agricultura, Niwton Moraes, o café vive, atualmente, o que se chama de ‘Quarta Onda’, no que diz respeito à qualidade e à forma de consumo do produto.
“Na primeira Onda, o foco estava voltado para o volume da produção. Na segunda, além do volume, começa a preocupação com a qualidade. A terceira fase foi marcada pelas diferentes formas de consumo, com a introdução das minidoses, como as capsulas e sachês; o direct trade que é o comércio direto entre o produtor e o varejista; o consumo fora do lar (em cafeterias), a preocupação com a responsabilidade no processo produtivo, além de uma contínua preocupação com a melhoria da qualidade. Atualmente, nesta ‘Quarta Onda’, o consumo do café passa a ser visto como uma experiência sensorial. Outro ponto importante é a agregação de valores cultural e socioambientais ao produto, com o consumidor demonstrando interesse em saber a história de quem produziu, onde e como foi produzido o café consumido”, explica o assessor técnico da Seapa.
Certificação e qualidade
A demanda pela qualidade é um caminho sem volta. No mundo, o consumo cresce cerca de 2%, enquanto a demanda por cafés especiais cresce 15% por ano. O Certifica Minas Café, implantado em 2008, é considerado um divisor de águas na política cafeeira do Estado. O programa antecipou as mudanças que o mercado consumidor começava a exigir, abordando questões sociais, ambientais e de qualidade.
“O Certifica Minas Café posicionou o estado como referência na produção de cafés sustentáveis, de qualidade e certificados, com reconhecimento mundial dos principais traders e compradores, sendo que muitos produtores já agregam valor e têm mercados diferenciados por estarem participando do programa”, afirma o coordenador da Emater-MG, Bernardino Cangussu.
Coordenado pela Seapa, o Certifica Minas é executado em parceria com as vinculadas e, dentro da política pública de certificação que abrange outros produtos, o café é o que tem o maior número de produtores participantes. Cerca de 1,3 mil cafeicultores têm a produção certificada pelo programa. Na avaliação do gerente de certificação do IMA, Rogério Carvalho Fernandes, o Certifica Minas é uma política pública diferenciada, na medida em que possibilita a participação de pequenos produtores, que tinham dificuldades para acessar a certificação privada pelo alto custo do procedimento. Tanto a assistência técnica da Emater-MG quanto as auditorias do IMA são realizadas gratuitamente aos produtores agricultores familiares.
Fonte: Revista Cafeicultura
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Linhares é o terceiro maior produtor de café do Brasil
A colheita da cidade em 2018 (42,8 mil toneladas) foi a maior dos últimos 26 anos
A cidade de Linhares, na região capixaba do Rio Doce, é a terceira maior produtora de café do país. No ano passado, o município produziu 42.806 toneladas (t) do grão. A vocação para a cafeicultura, junto ao emprego de tecnologia e melhoramento genético das lavouras, contribuíram para que o resultado fosse positivo.
A produção do município só foi menor do que a das cidades mineiras de Patrocínio (82,8 mil t) e Três Pontas (43,3 mil t).
A atual posição de Linhares é bem melhor do que a dos anos anteriores. De acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do IBGE. Em 2017, o município produziu 18.720 toneladas. Com isso, ela foi a 17ª cidade que mais colheu grãos. Já em 2016, a colheita foi ainda menor, 16.983, dando apenas a 38ª colocação entre as cidades produtoras de café.
Devido à sua baixa altitude e ao seu clima quente, Linhares produz majoritariamente o café conilon, ou canephora. De acordo com a série histórica do IBGE, a colheita da cidade em 2018 foi a maior dos últimos 26 anos, perdendo apenas para 1993, quando colheu 46,2 mil t. do grão.
Segundo o secretário de Agricultura de Linhares, Franco Fiorotti, o café é a principal cultura do município. “A união do perfil tecnológico que os produtores vêm adotando nas plantações junto ao perfil empresarial, desde os pequenos aos grandes produtores, está dando bons frutos. Eles estão investindo em ter uma lavoura cada vez melhor”, conta.
A produtividade média de Linhares no ano passado foi superior à média estadual. “Enquanto a do Espírito Santo chega a 35,3 sacas por hectare colhido, a nossa é de 48,2 sacas por hectare”, diz Fiorotti.
crescimento
O Espírito Santo continua sendo o segundo maior produtor de café do país, perdendo apenas para Minas Gerais. O Estado é responsável por 22,8% de toda a produção nacional de café e 66,3% do conilon.
A produção total de café em 2018 foi de 811,1 mil toneladas, um aumento de 46,8% em relação à produção de 2017. No ano passado, foram produzidas 589,5 mil toneladas de café canephora, 72,7% do total do café produzido no Estado, e 221,6 mil toneladas de café arábica (27,3%).
De acordo com o presidente do Centro de Comércio do Café de Vitória (CCCV), Jorge Luiz Nicchio, não foi apenas a produção de café do Estado que melhorou em 2018, mas também a exportação. No ano passado, o Espírito Santo enviou 2,4 milhões de sacas.
“Neste ano, esperamos que sejam comercializadas 4 milhões de sacas com o mercado externo. Estamos recuperando o tempo perdido, quando tivemos colheitas ruins devido à crise hídrica que atingiu o Estado entre 2015 e 2017. Com a baixa na produção, exportamos em 2015 e 2016 cerca de 500 mil sacas de café ano”, conta.
RANKING
Espírito Santo
Colheita
O ES é o segundo maior produtor de café do país. Em 2018, foram produzidas 589,5 mil toneladas de café conilon, 72,7% do total do café produzido no Estado, e 221,6 mil toneladas de café arábica (27,3%).
CIDADES
No Brasil
1º Patrocínio (MG)
82,8 mil toneladas
2º Três Pontas (MG)
43,3 mil toneladas
3º Linhares (ES)
42,8 mil toneladas
NO ESPÍRITO SANTO
1º Linhares
42,8 mil toneladas
2º Rio Bananal
33,9 mil toneladas
3º Jaguaré
33,2 mil toneladas
São Mateus
30,7 mil toneladas
Fonte: Gazeta On-line
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Brasil dominará produção de alimentos pelos próximos 30 anos, e isso assusta países concorrentes, diz Paulo Herrmann
Palestra de Paulo Herrmann – Presidente John Deere Brasil (na íntegra) durante a Roraima Agroshow 2019
Paulo Herrmann – Presidente John Deere Brasil
Para debater sobre o futuro do agronégocio e entender as expectativas para os próximos anos do setor, o Notícias Agrícolas conversou com Paulo Herrmann – Presidente John Deere Brasil, durante sua passagem pelo Roraima Agrishow 2019. Para Hermann, a Ásia será um dos grandes parceiros comerciais do Brasil nos próximos anos. Primeiro pelo poder aquisitivo e principalmente pela área populacional.
Para o especialista, o cenário indica que o Brasil terá um futuro brilhante no agronegócio nos próximos anos. Segundo ele, o Brasil não terá concorrentes na produção de alimentos nos próximos 30 anos e os produtores devem aproveitar as oportunidades que o avanço no crescimento trará para o setor. “Nós vamos combinar uma agricultora eficiente e responsável com o meio ambiente”, afirma.
Herrmann acredita que para o país alcançar todos os patamares que pode oferecer, é necessário que mostre ao resto do mundo a capacidade e qualidade dos alimentos do Brasil. Segundo ele, é preciso que o país tenha uma narrativa proativa. “Normalmente nossa narrativa sempre é defensiva. Alguém aponta um problema e nós saímos defendendo ou atacando e isso não é uma maneira eficiente de se posicionar”, comenta.
O presidente da John Deere defendeu ainda alguns pontos importantes que podem contribuir para a construção de uma boa narrativa, entre eles, o Código Florestal, o plantio direto e as duas safras que são plantadas do Brasil. “Nós conseguimos otimizar. Produzimos mais e economizamos terra, fazemos mais na mesma área”, destaca.
Destacou ainda que é possível continuar crescimento do agronegócio no país e cuidar das questões ambientais. “Temos que cuidar do nosso ambiente. Os 66% de território protegido tem que continuar. Temos que denunciar o desmatamento ilegal, denunciar as queimadas, jamais ser conivente com isso. Porque para dobrar tudo o que estamos fazendo, nós não precisamos derrubar uma árvore”, afirma Paulo Herrmann.
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Brasil deve ultrapassar EUA como maior produtor de soja do mundo
INTL FCStone estima produção recorde de oleaginosa para a safra brasileira no ciclo 2019/20
As expectativas da consultoria INTL FCStone são de que o Brasil ultrapasse os EUA e ocupe o posto de maior produtor mundial de soja. Em sua primeira estimativa para a safra brasileira de soja 2019/20, o grupo trouxe uma produção recorde, de 121,4 milhões de toneladas, um crescimento de 5,5% frente a 2018/19.
“Esse volume seria resultado de uma área plantada também recorde, de 36,4 milhões de hectares, com o aumento do plantio em vários estados, representando um crescimento médio de 1,6% em relação ao registrado no ciclo 2018/19”, explica a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi
Destaca-se a expansão sobre pastagens em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso do Sul, também há incorporação de algumas áreas de cana-de-açúcar.
No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que o arroz perca áreas para a soja neste ano, principalmente na metade Sul do estado, além de alguma área de pastagem. Já na Bahia, espera-se a incorporação de áreas novas, além de expansão sobre o algodão.
Segundo estimativa divulgada pela consultoria nesta quinta-feira (05), o consumo interno de soja deve continuar crescendo com a produção de carnes e o aumento da mistura obrigatória de biodiesel. A expectativa é que a demanda doméstica atinja 46,5 milhões de toneladas.
“Quanto às exportações, uma safra maior abre espaço para o crescimento dos embarques, mas tudo vai depender do volume de compras chinesas e se um acordo comercial vai ser alcançado em breve ou não”, pondera a analista Ana Luiza. Com exportações em 75 milhões de toneladas, os estoques finais da safra 2019/20 continuariam em níveis reduzidos, estimados em 1,62 milhão de toneladas.
Milho
Em relação à safra 2019/20 de milho, a INTL FCStone divulgou sua estimativa para a primeira safra, em 26,3 milhões de toneladas, nível muito próximo do registrado no ciclo anterior.
“A área plantada do cereal ficou praticamente estável no comparativo anual, em 4,9 milhões de hectares, e a produtividade também segue a tendência dos últimos anos até o momento”, afirmou a consultoria, em relatório.
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Em encontro com investidores, ministra defende aumento de exportações do agro para os EUA
Tereza Cristina afirmou que trocas comerciais entre os dois países podem ser ainda maiores
A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou na quinta-feira (5) que a intenção do governo é fortalecer o comércio com os Estados Unidos, principalmente na pauta agrícola. Durante a manhã, ela participou da Latin American Cities Conference 2019: Brasília e disse que o “propósito é ampliar as trocas comerciais e diversificar a pauta, de modo que seja benefício para os dois países”.
Para uma plateia de investidores, Tereza Cristina lembrou que os EUA são o segundo principal destino das exportações brasileiras e também a segunda origem das importações. “Temos uma relação equilibrada em termos de trocas comerciais, e que pode ser ainda maior”, ressaltou. De acordo com a ministra, o comércio bilateral somou quase US$ 58 bilhões em 2018, mas os produtos agrícolas representaram apenas US$ 5 bilhões.
Na avaliação da ministra, há oportunidades para as duas nações atuarem juntas na defesa de interesses comuns, além do aprofundamento comercial bilateral. Segundo ela, os dois países são grandes parceiros na área agrícola e têm agriculturas semelhantes, de larga escala, orientadas pelo mercado e baseadas na ciência, mas precisam superar juntos os entraves tarifários.
“Somos os grandes fornecedores de alimentos do mundo, todavia em razão desse protagonismo, pagamos o preço de enfrentar barreiras tarifárias e não tarifárias em terceiros mercados. Nossos países devem trabalhar juntos para combater essas dificuldades”, defendeu, destacando a criação do AG5, que reúne os ministros da Agricultura do Brasil, dos Estados Unidos, da Argentina, do Canadá e do México.
Amazônia
Tereza Cristina também comentou sobre o trabalho realizado pelo governo federal para garantir a sustentabilidade na Amazônia. Nesta semana, ela esteve na região e comprovou a efetividade da Operação Verde Brasil, plano de ação de combate às queimadas.
“Não é correto associar as queimadas na Amazônia com a produção de alimentos. É preciso identificar e punir os verdadeiros culpados. A preservação ambiental é uma preocupação do país e dos produtores rurais. Ao mesmo tempo em que buscamos aumentar nossa produtividade agrícola, desenvolvemos políticas e mecanismos para proteger o meio ambiente”, disse.
Um dos mecanismos citados pela ministra para demonstrar a preocupação do Brasil com o meio ambiente foi o Código Florestal brasileiro, que exige a preservação de no mínimo 20% da área das propriedades rurais, chegando a 80% de restrição de uso de solo na Amazônia Legal.
“Além disso, o Ministério da Agricultura tem incentivado fortemente práticas de produção de baixa emissão de carbono que incluem a recuperação de pastagens degradadas, a integração Lavoura-Pecuária-Floresta e o uso de plantio direto”, concluiu.
Latin American Cities Conference
Este ano, o Council of the Americas traz pela segunda vez a sua série Latin American Cities Conference a Brasília. O evento é uma oportunidade para investidores e executivos de alto nível interagirem com algumas das principais autoridades do governo brasileiro. Entre os tópicos a serem discutidos estão as perspectivas econômicas para o país, agenda de investimentos, infraestrutura e comércio.
Além da ministra Tereza Cristina, também participam da conferência os ministros Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública).
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CNMA reúne mulheres de todo o país para debater a participação feminina no agronegócio brasileiro
Com 80% das inscrições já vendidas, o evento receberá representantes de diversos estados nos dias 08 e 09 de outubro, em São Paulo (SP)
Representantes de todo o Brasil se reúnem nos dias 08 e 09 de outubro para a 4º edição do CNMA – Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que será realizada no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP). O evento, que neste ano terá como tema “AGIR – Ação Global: Integração de Redes” caminha para a reta final das inscrições, com o início da venda do último lote, que segue até 30 de setembro.
A edição deste ano pretende reunir 1.700 mulheres para debater a importância de integrar as redes, colocando a mulher como aceleradora das inovações, principalmente no campo do agronegócio. Para isso, o CNMA conta com o apoio de lideranças femininas do agro de diversos estados, como Mato Grosso, Acre, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Rondônia entre outros.
“Muitas mulheres, já inseridas no agronegócio, estavam adormecidas e agora ganharam voz. Quero que elas se sintam encorajadas para tomar decisões e se colocarem no mercado. E o congresso dá voz a elas”, salienta Maria Iraclézia, presidente da Sociedade Rural de Maringá (PR) e vice-presidente da Comissão Estadual de Exposições Feiras Agropecuárias do Paraná.
Entusiasta do evento, Maria Iraclézia tem incentivado ano a ano a participação de mulheres da região a participar cada vez mais do CNMA. “Para as interessadas disponibilizamos um código de desconto, assim como reforçamos a divulgação das informações em nossas redes sociais. É uma troca de experiências”, completa.
Outra incentivadora do Congresso, na região de Rio Verde (GO), é a analista de desenvolvimento de cooperados sênior da Cooperativa Comigo, Siomara Martins de Oliveira, que há três anos organiza uma caravana especial para o evento. E para o 4º CNMA, mais de 50 mulheres já estão confirmadas.
“O CNMA solidifica o nosso propósito e esforço, ele mostra para todos a importância das mulheres para o setor. É o lugar perfeito para que elas vejam na prática os temas abordados no último semestre, de liderança à inovação. É a oportunidade de compartilharem sua história com outras produtoras e confirmar que, com conhecimento, é possível crescer”, acrescenta Siomara.
Pertencer a uma classe em constante desenvolvimento é o que motiva a produtora Cristiane Steinmetz, idealizadora do Grupo Mulheres do Agro de Mineiros, a reunir uma caravana de mulheres na região de Mineiros (GO) com destino ao CNMA. “O Congresso nos dá conhecimento de um todo, pois vivendo apenas em nossa realidade, não conseguimos visualizar”.
“Além disso, é a demonstração da força da mulher, pois infelizmente existem muitas que não possuem consciência de sua capacidade e da proporção que nossa importância já ganhou no segmento”, orgulha-se Cristiane.
“As mulheres são muito ativas dentro do setor e estão sempre em busca de novidades e informação. Para isso não se detém aos limites de suas cidades, elas vão ao encontro da inovação e do conhecimento sem se importar com as distâncias. Se unem e juntas dão origem a uma rede que integra produtoras em diversas regiões do Brasil”, destaca a Show Manager do CNMA, Renata Camargo.
As inscrições para o evento podem ser feitas pelo site http://www.mulheresdoagro.com.br/. As interessadas em formar sua caravana para o evento ainda podem contar com um cupom de desconto especial entrando em contato pelo e-mail rcamargo@transamerica.com.br até o fim do mês de setembro.
2º Prêmio Mulheres do Agro
Pelo segundo ano consecutivo, o CNMA será palco da entrega do prêmio, que pretende homenagear empreendedoras rurais pela gestão e por suas inovações em boas práticas agropecuárias, com respeito aos pilares da sustentabilidade – econômico, social e ambiental.
As inscrições para a segunda edição do Prêmio Mulheres do Agro estão abertas até o dia 10 de setembro. A iniciativa, idealizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), valoriza práticas de gestão inovadoras de produtoras rurais e pecuaristas e busca reconhecer a contribuição da mulher nas atividades agropecuárias. Para apoiar a luta da mulher no campo, a edição 2019 do prêmio contará com patrocínio da Elanco Saúde Animal e apoio do Transamerica.
As inscrições para o prêmio podem ser feitas pelo site: https://premiomulheresdoagro.com.br/.
Ações do CNA no Congresso
Também pelo segundo ano consecutivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realiza a rodada de negócio para empreendimentos rurais liderados por mulheres durante o 4º CNMA. Promovida no estande da CNA durante o 1º dia de Congresso, a ação espera reunir cerca de sete compradores internacionais e ao menos 28 vendedoras brasileiras.
A ação é um encontro entre compradores e vendedores com objetivo de gerar negócios. A ideia é criar um ambiente de interesses mútuos e confiança para concretizar vendas. Nesta edição, o intuito é reunir compradores internacionais, empresas comerciais exportadoras e produtoras brasileiras das cadeias de cafés especiais e frutas.
“A realização da rodada de negócios durante o Congresso, pelo segundo ano consecutivo, reafirma o interesse da CNA em oferecer oportunidades de negócio cada vez mais palpáveis para as produtoras e produtores rurais brasileiros. Por isso, a Rodada de Negócios organizada durante o CNMA, é uma maneira de fazer com que mais mulheres aproveitem essas oportunidades”, afirma Lígia Dutra, Superintendente de Relações Internacionais da CNA.
O evento também será palco da realização do “Prêmio Brasil Artesanal – Chocolate”, uma iniciativa do Sistema CNA/Senar para reconhecer os melhores chocolates artesanais do Brasil produzidos por mulheres. Para se inscrever a produtora precisa se cadastrar no Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais do Sistema CNA/Senar, no site da Confederação: https://www.cnabrasil.org.br
As candidatas deverão enviar amostras do produto com teores sólidos de cacau de 68% a 72%, até o dia 3 de setembro. Os cinco chocolates mais bem avaliados pelos especialistas concorrerão ao prêmio e serão submetidos à degustação do público durante o CNMA.
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Brasil é grande potência na agricultura e no meio ambiente, afirma ministra
A ministra Tereza Cristina destacou que o país está produzindo alimentos e demais produtos agrícolas cada vez mais de forma sustentável.
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Soja: saca se aproxima de R$ 90 nos portos com prêmios e dólar em alta
As cotações da oleaginosa subiram R$ 1,50 em Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) em relação ao fechamento anterior, aponta a Safras & Mercado