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SAIBA A MELHOR ÉPOCA PARA REALIZAR A ADUBAÇÃO NITROGENADA, SEGUNDO EMBRAPA
A adubação nitrogenada é uma prática eficiente para melhorar a produtividade e a qualidade da pastagem. No entanto, a eficiência da aplicação de Nitrogênio (N) depende de condições climáticas favoráveis: temperatura e disponibilidade hídrica.
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Faesc alerta para novas regras da previdência rural a partir de janeiro
O empregador rural poderá decidir se vai querer recolher a contribuição previdenciária calculada sobre a folha de pagamento dos funcionários a seu serviço (23%) ou se vai continuar recolhendo sobre o valor da comercialização rural (1,3%).
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Mofo Branco: Silencioso, mas feroz
Lidar com as doenças da soja já faz parte da programação dos produtores da oleaginosa. É uma preocupação permanente, sobretudo com inimigos mais comuns, que safra após safra tira o sono e o rendimento. Há alguns riscos, no entanto, que são mais traiçoeiros. Ficam invisíveis, às vezes durante anos, e quando aparecem provocam quebras severas na produção. Uma das doenças silenciosas que mais merece atenção é o mofo-branco. Causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, que se aloja no solo, e dependendo das condições climáticas pode passar despercebido por várias safras, podendo atacar também outras culturas importantes, como algodão e feijão, e tem potencial para causar perdas de até 70% nas lavouras.
O mofo-branco é uma patologia muito dependente do clima – e talvez por isso seu potencial de risco muitas vezes seja minimizado. Para que se manifeste, depende de condições ambientais específicas, em que os escleródios – estruturas de resistência do fungo – germinam. “A doença inicia seu desenvolvimento em temperaturas amenas [10°C a 24°C], alta umidade relativa e solo saturado, seja por chuva ou irrigação”, comenta Marcelo Rodacki, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF. “Ela se instala no final da fase vegetativa e início da floração (R1), não permitindo que a soja se desenvolva”. O mofo-branco reduz o porte da planta, o número de vagens e de grãos na vagem, reduzindo a rentabilidade financeira do produtor.
O inimigo se espalha principalmente por meio maquinas e sementes contaminadas. Depois de alojado no solo, permanecerá ali para sempre. “Às vezes o produtor passa dois ou três anos sem ver o mofo-branco, sem o fungo atacar a soja. Mas quando aparece, dependendo do clima, pode vir com forte pressão e gerar grandes prejuízos”, informa Rodacki. Muitas vezes, ele pode ser invisível em um ciclo e devastador no seguinte. “De modo geral, a doença começa de maneira silenciosa, em reboleiras e áreas pequenas. Mas o processo de colheita, espalha o escleródio para uma área maior. Por isso, ela tem o potencial de aumentar muito de um ano para o outro”, enfatiza o especialista.
Segundo a campanha “Campo sem Escleródios” lançada pela BASF, em 2014 o mofo-branco já havia contaminado 6,8 milhões de hectares de lavouras de soja, 23% da área total da cultura naquele ano. Hoje, a incidência é estimada em 10 milhões de hectares, ou seja, 28,5% da área plantada. Como não é possível acabar com o fungo, a recomendação é que seja feito manejo preventivo, a começar com a escolha de sementes saudáveis, proveniente de produtores certificados. Elas devem ser tratadas, a fim de evitar possíveis transmissões do micélio dormente para plantas jovens. Em áreas onde a doença já foi detectada em safras anteriores, o ideal é fazer a rotação de cultura com espécies não hospedeiras, como gramíneas, e que preferencialmente tenham um alto teor de massa seca, para que ela trabalhe como uma barreira mecânica, inibindo a germinação do escleródio. Também é importante planejar a semeadura para não coincidir com períodos de alta umidade e temperaturas amenas, bem como prevenir o adensamento da cultura, utilizando espaçamentos maiores. Em lavouras sob pivô central, é recomendado evitar o excesso de irrigação durante a época que compreende a pré e pós florada.
O controle químico não pode faltar. Deve-se optar por produtos que tenham alta capacidade de contenção do mofo-branco e que consigam inibir a germinação do escleródio. A BASF disponibiliza ao sojicultor a solução Spot® SC, fungicida que combina dois mecanismos distintos de ação com os ingredientes ativos Boscalida e Dimoxistrobina. “Juntos, eles proporcionam a manutenção do potencial produtivo com a redução dos escleródios e o manejo da doença”, comenta Rodacki. “Mas aplicações tem de acontecer no início da floração, e intervalo de 10 dias para a segunda dose.”
Com base nos ensaios cooperativos de rede, realizado em 11 locais distribuídos nos estados do Paraná, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, na safra 2017/2018, o Spot® SC foi o fungicida que mais se destacou entre os nove avaliados. Na pesquisa, ele obteve o melhor nível de controle químico no tratamento com duas aplicações, chegando a 81%. Também foi o que apresentou maior redução na produção de escleródios, 74%, e a maior média de produtividade, com 4.558 kg/hectare.
Spot® SC
Benefícios
Controle eficiente de mofo-branco;
Redução de escleródios no solo;
Manutenção do potencial produtivo;
Mecanismo de ação diferenciado favorecendo o manejo anti-resistência do fungo.
Aplicação
Dose mL p.c./ha: 800 – 1000
Volume de calda (L/ha): 150 a 200
Máximo de aplicações: 2, em intervalos de 10 dias
Conheça as soluções BASF para o manejo eficiente na cultura da soja (https://agriculture.basf.com/br/pt/Protec%CC%A7a%CC%83o-de-Cultivos/Soja.html)


Foto: Agmar Assis
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Utilizando o sol e água do mar, esta fazenda no meio do deserto produzirá 17 mil toneladas de alimento
por: Redação Hypeness
Luz solar e água do mar: essa é a receita da fazenda Sundrop para fazer brotar, no meio do deserto australiano, 18 mil tomateiros, podendo produzir até 17 mil toneladas de alimento por ano. A fazenda é a prova de que, sem solo adequado, sem o uso de combustível fóssil, sem água subterrânea ou pesticidas, mas com a devida inteligência humana, pitadas de tecnologia e boas intenções é possível plantar alimentos diversos contra as condições mais adversas.

O plantio da Sundrop Farms é realizado dentro de uma estufa hidropônica forrada simplesmente com papelão encharcado de água. A plantação no deserto australiano possui 20 hectares e foi inaugurada no último dia 06 de outubro.
A água é retirada do Golfo Spencer, todos os processos elétricos dentro da estufa – inclusive a dessalinização da água do mar – é feito com energia renovável, através de 23 mil espelhos que refletem a luz solar para uma torre receptora.

Os primeiros tomates produzidos já estão sendo oferecidos nos supermercados do país, e a promessa é de expansão: em breve produzir outros alimentos, como frutas e pimenta. As mudas são cultivadas dentro de cascas de coco, e a fazenda utiliza insetos específicos para controlar as possíveis pragas.


Toda a Sundrop Farms custou 200 milhões de dólares, mas o CEO da empreitada garante que muito em breve o investimento se fará valer – e o fato de não precisar usar combustíveis fósseis não só ajuda no orçamento da empresa, como também no lucro ambiental que esse tipo de empreitada trará para o mundo.


© fotos: divulgação
Fonte original da matéria: Hypeness
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Retrospectiva: Ano excepcional na produção agrícola brasileira
Supersafra de 238 milhões de toneladas de grãos é um marco histórico
“A agricultura viveu um ano excepcional”, disse Neri Geller, Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ao analisar as ações e os resultados da política agrícola brasileira em 2017. Ele acredita que a conjunção de fatores positivos ajudou a consolidar o País como um dos mais importantes players do agronegócio no mercado global.
“As condições climáticas favoráveis, aliadas à competência do agricultor brasileiro, resultaram na safra superior a 238 milhões de toneladas de grãos, uma supersafra. E tivemos a presença firme do Governo Federal, por meio do Plano Agrícola e Pecuário, que propiciou os instrumentos necessários para o produtor trabalhar com tranquilidade e segurança”, disse ainda o Secretário. “Mais uma vez, o setor agrícola desempenhou papel fundamental na redução da inflação, além de contribuir para a retomada do crescimento econômico.”
Crédito
Na safra 2017/18 foram disponibilizados R$188,3 bilhões para o crédito rural em operações de plantio, comercialização e custeio. Para o Seguro Rural foram destinados R$ 550 milhões e R$ 1,4 bilhão no apoio à comercialização da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Para acompanhar o crescimento contínuo da produção agrícola também estão garantidos recursos de investimentos em armazenagem de R$ 1,6 bilhão. Nessa temporada, os cerealistas foram beneficiados pelo Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), com juros de 7,5% ao ano, e que conta com 12% a mais de recursos – total de R$ 21,7 bilhões, sendo R$ 18 bilhões para custeio, e R$ 3,7 bilhões para investimentos.
O programa de Inovação Tecnológica (Inovagro) disponibilizou linha de crédito para conectividade no campo, o que contribuiu para melhorar ainda mais a gestão das propriedades rurais, por meio da informatização e acesso à internet. A inovação tecnológica é um dos principais fatores para alavancar a produtividade agrícola. O Inovagro conta com R$ 1,26 bilhão, com limite de R$ 1,1 milhão por produtor. Esse programa financia equipamentos de agricultura de precisão.
Moderfrota
O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) passou a contar com R$ 9,2 bilhões, incremento de 82,2%. Máquinas e implementos agrícolas são financiadas em até 90% com prazo de pagamento de 7 anos. O limite de financiamento de custeio é de R$ 3 milhões por produtor, por ano-agrícola. Para o médio produtor o limite é de R$ 1,5 milhão. O prazo de pagamento é de 14 meses para produtores de grãos.
Comercialização
A grande produção de milho em 2017 – próxima de 100 milhões de toneladas, somando-se a primeira e a segunda safras –, resultou em queda acentuada dos preços. Para evitar prejuízos, e garantir o preço mínimo ao produtor, principalmente do Centro-Oeste, onde o plantio do cereal é maior, o Mapa recorreu a leilões de contratos de opção por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com os leilões, o produtor poderia vender o milho das safras 2016/17 para o Governo, em 15 de setembro, ao preço de R$ 17,87 a saca de 60 kg. Foram realizados cinco leilões de contratos de opção em maio e junho deste ano, nos quais o Governo sinalizou com a compra de 999 mil toneladas de milho e recursos de R$ 297,5 milhões. Todos os contratos foram comercializados. Em setembro, data do exercício, os adquirentes optaram por vender 859.572 toneladas para a Conab.
Além dos contratos de opção, também foram realizadas operações de subvenção por meio do Prêmio para o Escoamento (PEP), destinado à indústria, e do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), destravando negociações, fluindo a comercialização e garantindo rentabilidade ao produtor rural na região Centro-Oeste. Desde abril foram realizados 17 leilões de PEP e 17 de Pepro. O total ofertado para o PEP foi para 3,95 milhões de toneladas, dos quais foram negociadas 1,93 milhão de toneladas. Já para o Pepro, a quantidade total ofertada foi de 10 milhões de toneladas, com apoio negociado para 7,29 milhões de toneladas. No total, o Governo Federal destinou R$ 796,77 milhões para os mecanismos de sustentação de preços para o milho, correspondente a 10,7 milhões de toneladas.
“Na cultura do trigo”, informou o secretário Geller, “foram acionados os mecanismos de PEP e Pepro e destinando, respectivamente, R$ 3,38 milhões para 18 mil toneladas, e R$ 87 milhões para 453,1 mil toneladas. No total, foram aplicados R$ 90,46 milhões para 471,1 mil toneladas do cereal nos três estados da Região Sul.”
Seguro Rural
O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) é prioridade estratégica, um dos pilares da política agrícola brasileira. Em 2017, foram publicados documentos contendo informações detalhadas sobre as indenizações pagas pelas seguradoras no período de 2006 a 2015. Foram atendidos cerca de 420 mil produtores rurais, o que possibilitou a proteção de mais de 52 milhões de hectares, principalmente em culturas de soja, trigo, milho, maçã e uva.
Ao longo da primeira década do Programa, as indenizações pagas em função de ocorrência de eventos climáticos adversos totalizaram R$ 3,9 bilhões, o equivalente a mais de 75 mil apólices de seguro rural. Os dados são apresentados na forma de indicadores relacionados aos pagamentos, tais como o índice de sinistralidade e taxa de risco observado.
Está sendo desenvolvido um sistema eletrônico que permitirá ao produtor solicitar a subvenção federal para aquisição de seguro rural diretamente ao Mapa. São estes os objetivos a alcançar com essa medida: 1) permitir acesso direto do produtor rural à subvenção federal; 2) possibilitar ao produtor conhecer as condições das apólices para fazer a melhor escolha; 3) permitir ao Mapa mensurar a demanda dos produtores por seguro rural e otimizar a alocação de recurso federal; 4) possibilitar a constituição de uma base de dados consistente sobre usuários de seguro rural, que permita a realização de estudos técnicos para o aprimoramento constante das políticas de gestão de risco rural.
Até fim deste ano foram aplicados aproximadamente R$ 371,4 milhões em subvenções federais, mais de 90% do orçamento previsto, mesmo diante de restrição orçamentária. Todos os pagamentos estão em dia, o que garante credibilidade ao programa.
Zoneamento Agrícola
Em 2017, houve avanços importantes no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Foram publicadas 252 portarias de zoneamento, identificando municípios aptos ao plantio e seus respectivos períodos de semeadura, com menor risco climático para os cultivos. Aumentou-se a quantidade de estados zoneados, o que induz o desenvolvimento da cadeia do agronegócio. O Zarc tem por objetivo identificar e dimensionar os riscos climáticos inerentes à atividade, orientando o produtor rural não só quanto às datas mais adequadas para a semeadura de sua lavoura, mas também quanto a cultivares adaptadas e registradas para cada região.
Distribuídas pelas 26 unidades da Federação, os estudos de Zarc contemplam 45 culturas. Vinte são de 20 de ciclo anual: abacaxi, algodão, amendoim, arroz, aveia, canola, cevada, feijão phaseolus, feijão caupi, gergelim, girassol, mamona, mandioca, melancia, milheto, milho, consórcio entre milho e braquiária, soja, sorgo e trigo). Vinte são permanentes: açaí, ameixa, banana, cacau, café, caju, cana, citros, coco, dendê, goiaba, maçã, mamão, manga, maracujá, nectarina, oliva, palma forrageira, pêra, pêssego, pimenta-do-reino, pupunha, seringueira, sisal e uva.
Infraestrutura e logística
O escoamento de toda a produção agrícola, principalmente a da região Centro-Oeste, foi objeto de atenção especial. A inversão do rumo logístico de boa parte da exportação brasileira de soja e milho, e a expansão da capacidade dos corredores de exportação do Arco Norte, constituído pelos portos das regiões Norte e Nordeste, resultaram de empreendimentos privados, implantados com o apoio do Governo Federal.
A exportação por esses portos deverá totalizar 26 milhões de toneladas embarcadas para o exterior, representando 24% da exportação nacional. O Arco Norte já tem capacidade de embarque de 40 milhões de toneladas/ano de granéis agrícolas, número que deverá ser ampliado, de acordo com as demandas do setor produtivo.
“Por esse vetor logístico’, explica Neri Geller, “os custos de movimentação se situam bem abaixo daqueles registrados pelos portos do Sul/Sudeste, considerando-se o município mato-grossense de Sorriso como ponto de referência. Isso confere ao produtor rural a oportunidade de ampliar sua receita, pela economia obtida na cadeia logística, com reflexos positivos no desenvolvimento regional, na ampliação das áreas produtivas e na geração de emprego e renda”.
O custo médio da logística de movimentação para os portos do Pará e Amapá poderá ter redução de US$ 50 por tonelada transportada da fazenda ao porto, o que resulta em maior apropriação de receita pelos produtores e, consequentemente, maior desenvolvimento regional e geração de emprego e renda.
A equalização da matriz brasileira de transportes deve ser alcançada com o incremento do modal ferroviário e o aproveitamento dos rios potencialmente navegáveis, como já ocorre nos rios Madeira e Tapajós, e a médio prazo, com o rio Tocantins. Em consequência, deverá ser menor a dependência pelo modal rodoviário – com o incremento dos que apresentarem melhor performance para grandes volumes e maiores distâncias –, o que resulta em perspectivas promissoras para o transporte de cargas nos próximos anos.
“A melhoria das condições de logística e infraestrutura – após a conclusão das obras da BR 163 – é condição imprescindível para o escoamento da produção, o que contribuirá para a ampliação das exportações”, concluiu o Secretário de Política Agrícola. “Já foram atingidos recordes, uma vez que de janeiro a novembro houve aumento em 13% das vendas ao exterior, quando comparado a 2016. Exportamos 65,8 milhões de toneladas de soja e 25,2 milhões de toneladas de milho”.
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Pesquisadores traçam cenário favorável para o agronegócio brasileiro
A agricultura nacional poderá experimentar um forte crescimento nas próximas décadas, desde que sejam feitos os investimentos necessários em ciência e tecnologia. Essa foi uma das principais conclusões a que chegaram representantes da comunidade científica em audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), realizada nesta terça-feira (28).
O debate, sugerido pelo presidente do colegiado, senador Ivo Cassol (PP-RO), faz parte da avaliação da Política de Pesquisa Agropecuária, escolhida para ser analisada pela comissão em 2017.
Biocombustíveis
O representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, considerou o setor de produção de biocombustíveis como um dos mais promissores a serem desenvolvidos.
Caso o Brasil utilize metade dos 200 milhões de hectares destinados atualmente a pastagens, em sua maioria degradadas, na avaliação de Gonçalo Amarante, poderá expandir sua produção de etanol a ponto de ter condições de substituir o consumo mundial de gasolina.
— Se em vez de produzirmos etanol de 1ª geração produzirmos etanol de 2ª geração com cana-de-açúcar, uma conta simples mostra que se dedicarmos a metade desta área de pastagem para esta produção, conseguiremos substituir o consumo global de gasolina — disse o representante da SBPC.
Mecanização
Gonçalo Amarante citou a mecanização do cultivo de cana-de-açúcar como uma área que deverá demandar importantes desenvolvimentos tecnológicos nos próximos anos. Segundo ele, devido ao fato de a mecanização desta lavoura não ter sido adaptada às nossas condições, a produtividade da cana-de-açúcar caiu mais de 10% após o abandono das técnicas tradicionais de cultivo.
Macaúba e biomassa
O desenvolvimento da produção de óleo da palmeira macaúba, da geração de eletricidade a partir de etanol e de biomassa foram outros nichos do agronegócio que na opinião de Gonçalo Amarante devem receber prioridade.
No mesmo sentido, Elibio Leopoldo Rech Filho, diretor da Academia Brasileira de Ciências (ABC), destacou o potencial de desenvolvimento da produção agrícola brasileira em áreas de pastagens degradadas, ocupadas por agricultores das classes de renda D e E.
Áreas degradadas
De acordo com o pesquisador, os agricultores das classes D e E, ocupam mais de 109 milhões de hectares em 3,6 milhões de estabelecimentos, mas são responsáveis apenas por 7,6% do valor bruto da produção. Já os agricultores das classes A, B e C, que utilizam 190 milhões de hectares, obtém 92,4% do valor da produção nacional. Essa situação tornaria possível a elevação da produção a partir de investimentos adequados nas áreas de menor renda do país.
Citando os enormes ganhos de produtividade obtidos na cultura da soja a partir da década de 1990, devido em parte ao trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Elibio Leopoldo Rech Filho, reconheceu também a importância da biodiversidade existente no Brasil para esse resultado.
— Essa nossa agricultura desenvolvida existe não somente em função do uso de ciência e tecnologia, mas também por causa da biodiversidade. Ela que fornece e dá o equilíbrio para todos os recursos aquíferos, proteção do solo, estabilidade climática, reciclagem do solo e nutrientes, biomas e ecosistemas — observou.
Fernando Ribeiro, assessor da presidência da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), salientou a importância do investimento em ciência para a elevação da produtividade do agronegócio brasileiro. Citando estudo da União Europeia, ele observou que o valor total gerado pela pesquisa pública é entre 3 a 8 vezes o valor do investimento.
— A taxa de retorno da maior parte dos projetos é entre 20% e 50%. Entre 20% e 75% das inovações não poderiam ter sido desenvolvidas sem a contribuição da pesquisa publica, desenvolvida até 7 anos antes — afirmou Fernando Ribeiro.
O diretor-executivo, no exercício da presidência, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Márcio de Miranda Santos, alertou para a necessidade de articulação de atores relevantes dentro da cadeia de valor da produção de alimentos e da produção agropecuária como um todo.
Segundo ele, atualmente se observa ao longo dos investimentos no setor agrícola um aumento considerável da complexidade dos temas que precisam ser tratados, sendo que o sistema brasileiro de produção agropecuária estaria, em sua avaliação, desarticulado.
— O nosso sistema esta muito desarticulado. Ele precisa de soluções no que diz respeito ao apoio do Legislativo, absolutamente fundamental para iniciativas que articulem esse sistema entre todos os seus principais atores, governo, empresa academia, sociedade civil organizada e sociedade civil que se auto-organiza — avaliou.
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Previsão do tempo é aliada do produtor rural
A previsão do tempo e uma estação meteorológica no campo ou na propriedade rural são as melhores ferramentas para ajudar o produtor brasileiro na tomada de decisão.Com a estação é possível monitorar com maior precisão o que está acontecendo com as condições climáticas na propriedade e saber se há alguma intempérie que possa causar algum prejuízo à produtividade.
Com o auxílio da previsão meteorológica é possível tomar as devidas decisões em relação a melhor época para plantio, aplicação de insumos agrícolas e colheita e até mesmo saber o melhor momento de se comercializar a produção. Pois, com uma previsão meteorológica e climática boa é possível saber se a produção tanto no Brasil quanto nos principais países produtores terá alguma quebra ou super safra, na qual impacta diretamente nos preços da commodity.
Reduzir custo, aumentar a produtividade e a qualidade do grão é o desejo número 1 entre todos os sojicultores. Mas a dúvida é como aperfeiçoar os recursos e melhorar os ganhos.
Existem inúmeras maneiras de conseguir otimizar os custos, aumentar a produtividade e a rentabilidade. O primeiro deles é investir no solo, fazer as correções e adubações necessárias, para que a área tenha um bom perfil , no qual as plantas possam ter um bom crescimento de raízes, nutrição adequada, um bom armazenamento hídrico o que irá proporcionar excelentes condições para as plantas expressarem sua máxima capacidade produtiva.
Em segundo, é estar de olho e conhecer um pouco mais sobre as condições climáticas na propriedade e região, para que possa tomar as decisões mais assertivas.
Um bom exemplo sobre a importância de se conhecer melhor as condições climáticas da região é a avaliar o desenvolvimento da ferrugem asiática na cultura da soja. O clima ideal para que o esporo da ferrugem asiática se desenvolva é ter um período de molhamento da folha de no mínimo 4 horas, principalmente no período da madrugada e noite quando as temperaturas estão mais frescas, pois a temperatura ideal para o fungo se desenvolver está entre 18°C e 22°C de média. Temperaturas muito altas não favorecem o desenvolvimento do fungo.
Com acesso a estas informações consegue se selecionar as melhores combinações de fungicidas para se obter um melhor nível de prevenção desta doença, que provoca grandes perdas na produtividade.
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Os robôs e o futuro da agricultura
Drones, ordenhadeiras mecânicas, veículos sem condutores, sensores inteligentes, biovigilância, compartilhamento de dados – o Ministério da Economia da Suíça está pedindo para que os agricultores embarquem em uma “revolução digital”, marcando uma virada nas práticas agrícolas que envolve certos riscos.
A Suíça está no centro de avanços que viram drones equipados com câmeras capazes de detectar doenças ou estimar com precisão as necessidades nutricionais de grandes plantações; alface hidropônica cultivada em um ambiente sem solo, alimentado por uma nuvem de 100% de nutrientes orgânicos; e mesmo robôs movidos a energia solar que podem remover as ervas daninhas e reduzir o uso de pesticidas.
Por mais espetaculares que sejam, estas inovações – todas desenvolvidas na Suíça – são apenas o começo da transformação tecnológica e digital que agita a agricultura em todo o mundo.
“A verdadeira revolução está ocorrendo em torno da colheita das lavouras e da gestão dos dados agrícolas”, diz Francis Egger, membro do secretariado da poderosa União dos Agricultores Suíços. “E não estou falando de algo distante no horizonte, mas de uma mudança que irá acontecer este ano e que afetará a Suíça”.
Menos papelada
Cédric Romon possui uma empresa agrícola na região de Lausanne. Hoje, ele se encontra sentado confortavelmente na cabine com ar-condicionado de sua colheitadeira, equipada com um sistema de orientação automática, de onde reúne diariamente grande quantidade de dados sobre a plantação que está colhendo.
“[Os dados permitem que] eu possa informar detalhes precisos para o proprietário da lavoura sobre o rendimento de cada terreno, a qualidade e a umidade do grão colhido”, explica Romon, acrescentando que a capacidade de coletar dados desta maneira também ajuda a reduzir significativamente a quantidade de tempo gasto no escritório.
“Meus colegas enviam diretamente os dados sobre tempo, terreno, rendimento, etc., para um sistema centralizado usando seus smartphones. Isso nos permite passar mais tempo aqui fora e nos concentrar no trabalho que amamos, que é o contato com a natureza”.
Já Egger espera que a digitalização das atividades rurais também alivie os agricultores de alguns dos encargos administrativos que diz ser “quase insuportáveis”. Ele defende a criação de uma única plataforma que simplifique a gestão agrícola e a rede de partes interessadas nesta indústria, incluindo o governo. Tal sistema combinaria os dados agrícolas públicos – ligados ao sistema de pagamentos diretos ou à rastreabilidade dos animais – com dados privados, econômicos e técnicos. Mas ele admite que tal desenvolvimento traz benefícios e riscos.
Agricultores: meros trabalhadores?
“As pessoas que possuem dados agregados têm a capacidade de controlar o mercado, o que pode levar a uma integração vertical da agricultura”, comenta Egger. “No final, os compradores podem gerenciar praticamente a própria exploração, o que é algo que já vemos acontecer no setor de avicultura. Por isso, precisamos evitar a qualquer custo uma situação em que o agricultor se torne um mero trabalhador servindo a uma organização”.
Há também um risco de dependência dos fabricantes de máquinas agrícolas e os gigantes de tecnologia, que estão investindo em massa na corrida para a chamada “agricultura 4.0”. A multinacional americana John Deere oferece, por exemplo, sistemas integrados de gerenciamento de fazendas que podem administrar e manter máquinas à distância, planejar orçamentos e otimizar a produtividade do condutor.
“O governo, os cantões e as organizações agrícolas precisam agir rapidamente para evitar uma situação na qual os agricultores se tornem cativos destas multinacionais que ocupam uma posição dominante no mercado”, adverte Egger.
Um ministro suíço otimista
O aviso de Egger é dirigido ao ministro da economia e da agricultura, Johann Schneider-Ammann. Durante uma visita ao Paris International Agricultural Show em março, ele reconheceu os benefícios do chamado agritech.
“Queiramos ou não, a revolução já está acontecendo. A agricultura será renovada por meio da digitalização e a sua competitividade será reforçada”, disse Schneider-Ammann à revista Terre & Nature (Terra e Natureza).
Firme defensor de uma visão da agricultura de livre mercado, Schneider-Ammann está relutante em introduzir regulamentações que imponham limites ao uso de dados agrícolas.
“Precisamos dar aos experimentos iniciais o máximo de tempo e espaço, para aprender suas lições”, disse à Terre & Nature, acrescentando que os agricultores deveriam ser “corajosos e inovadores, se envolvendo neste caminho de digitalização!”.
Alguns especialistas, no entanto, são mais céticos no que se refere às consequências da agricultura digitalizada. Pesquisador do Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais em Genebra, e autor de “Malaise in Agriculture” (Mal-estar na Agricultura), publicado em 2014, Yvan Droz afirma: “Estamos no processo de abrir uma caixa de Pandora real sem saber nada sobre as consequências sociais e psicológicas destas novas tecnologias na vida dos agricultores”.
Isolamento
O estudo conduzido por Droz e outros dois colaboradores na Suíça, na França e no Canadá (Québec) destacou o forte sentimento de solidão que permeia a comunidade agrícola.
“A tecnologia é um fator que favorece o isolamento. Os agricultores passam muito tempo ouvindo rádio ou assistindo televisão sozinhos na cabine de seus tratores automatizados. O contato com seus pares tem sido cada vez mais raro”.
Outra implicação relativa ao crescimento da automatização rural é o prejuízo no relacionamento dos agricultores com a terra e o aumento da distância entre o homem e o animal. Droz concluiu que o uso de ordenhadeiras mecânicas nos estábulos estava prejudicando o vínculo emocional e afetivo que ligava os agricultores aos seus animais. Ele enfatiza também que o uso da tecnologia pode induzir a altos níveis de estresse.
“Durante a fase de adaptação, a ordenhadeira fica conectada diretamente ao smartphone do agricultor. No momento em que há um problema, ele é chamado à sala de ordenha, muitas vezes no meio da noite. A dor física é transformada em dor psicológica”, diz Droz. E tudo isto está ocorrendo em um ambiente econômico e comercial penoso, que está mergulhando os agricultores em um estado profundo de confusão.
Embora considerado um pioneiro na agricultura de precisão na Suíça, Romon também é um tanto reticente frente à imensa evolução digital defendida por Schneider-Ammann.
“Se eu não tivesse um interesse pessoal nestas novas tecnologias, eu teria saído fora há muito tempo”, comenta, acrescentando que o investimento financeiro necessário para estabelecer a agricultura 4.0 é simplesmente irrealista no contexto atual.
“Meus colegas estão sob uma pressão financeira terrível, muitos inclusive falando de mudanças nos empregos. Se quisermos realmente salvar a agricultura suíça, existem projetos muito mais importantes a serem desenvolvidos do que a revolução digital”.
Métodos americanos inapropriados para as condições suíças
Embora as novas tecnologias estejam sendo progressivamente adotadas pelos agricultores, as máquinas estão longe de predominar no interior da Suíça. Nas grandes nações agrícolas, como os Estados Unidos, o Brasil ou a Austrália, as vantagens da automatização do trabalho no campo já são há muito tempo reconhecidas, com a utilização de drones pulverizadores, máquinas para a colheita e o gerenciamento automático de silos. Na Suíça, no entanto, as fazendas são muito pequenas e possuem o terreno muito acidentado para seguir o modelo de desenvolvimento agrícola norte-americano.
“Em relação à gestão do preparo da terra, a Suíça está observando como o desenvolvimento tecnológico acontece nos outros países. Por outro lado, nosso país tem grande interesse na automatização e digitalização de processos nos estábulos, chiqueiros, etc.”, comenta Francis Egger, da União do Agricultores Suíços.
Sendo assim, existem máquinas que ordenham vacas ou que distribuem ração que são bem-sucedidas na Suíça, assim como os sensores utilizados na criação de gado. Um exemplo é a Anemon, empresa situada em Berna, que desenvolveu um sensor intravaginal que fornece informações sobre a temperatura do corpo, frequência cardíaca e posicionamento por GPS do rebanho. O monitoramento da temperatura bovina é um fator importante na avaliação da produtividade das vacas leiteiras.
Maquinaria agrícola autônoma
Embora os carros sem motoristas ainda não tenham aparecido nas estradas, a orientação autônoma de tratores está se tornando cada vez mais popular, especialmente entre os empresários do setor agrícola, de acordo com um relatório da Agroscope publicado no início deste ano. A tecnologia, que combina sensores GPS a um sistema de processamento automático, permite orientar um trator para repetir com precisão na escala de centímetros o mesmo trajeto ano após ano. Isso reduz a compactação do solo, proporcionando melhores condições para as plantas crescerem, otimizando o tempo de passagem das colheitadeiras.
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Brasil: 70% dos alimentos que vão à mesa dos brasileiros são da agricultura familiar
– O que a agricultura familiar significa para você?
– Tudo!
A resposta é do agricultor familiar Gelson Zuin, morador do município de Afonso Cláudio, interior do estado do Espírito Santo, no Brasil. Para ele e a família, o “tudo” significa a chance de ter uma casa, o alimento na mesa, uma profissão, qualidade de vida, e mais do que isso, a oportunidade de ver outras pessoas felizes com os resultados do trabalho dele.
“Eu nunca tive outra profissão, sou do campo, nasci aqui. Meus pais são agricultores, meus avós são agricultores. Eu tenho muito orgulho de ser agricultor familiar”, expressa.
A propriedade de Zuin, onde se planta café, feijão e hortaliças, é uma das 4,4 milhões que existem no Brasil. O número representa 84,4% do total dos estabelecimentos agropecuários do país. A expressividade da agricultura familiar não está presente só no contexto brasileiro. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), nove em cada dez propriedades agrícolas mundiais – 570 milhões -, são geridas por famílias, que produzem cerca de 80% dos alimentos no mundo.
Segundo o Censo Agropecuário de 2006, a agricultura familiar constitui a base econômica de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes; responde por 35% do produto interno bruto nacional e absorve 40% da população economicamente ativa do país.
O setor produz 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz e 21% do trigo do Brasil. Na pecuária, é responsável por 60% da produção de leite, além de 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos do país. O setor também emprega 74% das pessoas ocupadas no campo, de 10 postos de trabalho no meio rural, sete são de agricultores familiares.
A importância econômica vincula-se ao abastecimento do mercado interno e ao controle da inflação dos alimentos consumidos pelos brasileiros, uma vez que mais de 50% dos alimentos da cesta básica são produzidos por ela, a agricultura familiar. É ela a responsável por garantir a segurança alimentar e a erradicação da fome. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), no Brasil, 70% dos alimentos que chegam à mesa da população são produzidos pela agricultura familiar.
Definição
Conforme a Lei nº 11.326/2006, agricultores familiares são aqueles que praticam atividades no meio rural, possuem área de até quatro módulos fiscais, mão de obra da própria da família e renda vinculada ao próprio estabelecimento e gerenciamento do estabelecimento ou empreendimento por parentes. Também entram nesta classificação silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária.
Desenvolvimento
O desenvolvimento da agricultura familiar no Brasil está ligado, principalmente, à possibilidade de o agricultor conseguir aumentar a produtividade, ter acesso a canais de comercialização e a financiamentos que possam permitir investimentos na propriedade. A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) fomenta programas que promovem Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), crédito financeiro e meios de aquisição e comercialização de produtos do setor.
O agricultor familiar Gelson Zuin recebe assistência técnica e, conseguiu, junto com outros agricultores, acessar o Programa de Crédito Fundiário (PNCF). Também comercializa alimentos por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Por meio da Cooperativa de Agricultores Familiares de Afonso Cláudio (Cafac), que participa e atua como presidente, também teve a oportunidade de se profissionalizar pelo programa Mais Gestão.
Pelo novo Plano Safra (2017/2020) da agricultura familiar, são desenvolvidas ações voltadas para o Semiárido; para oferecer segurança jurídica da terra, com titulação de terras e regularização fundiária; além de segurança para a produção.
O secretário de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Roseno, destaca que mais de 20 projetos e programas são executados pela Sead para os produtores das pequenas propriedades do país. Por meio da Presidência Pro Tempore da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf), o Brasil, que assumiu o posto em julho, pretende reforçar a importância dessas ações e ajudar a criar diretrizes em prol dos agricultores nos países do Mercosul.
“Os passos que levam o desenvolvimento da agricultura familiar são os mesmo que levam o desenvolvimento do país, isso no Brasil, no Mercosul e no mundo. Ter uma agricultura familiar forte é sinal de comida na mesa, geração de emprego e renda, paz no campo, bom funcionamento da economia. O Brasil tem bons exemplos para mostrar, mas o pensamento conjunto para o futuro dos países da Reaf será mais interessante para todos os envolvidos”, ressalta Roseno.
Reaf
A Reaf é a reunião especializada do Mercosul vinculada ao Grupo Mercado Comum (GMC). Trata-se de um espaço de diálogo político e de fortalecimento de políticas públicas para a agricultura familiar e do comércio dos produtos do setor. Atualmente, o Brasil está na Presidência Pro Tempore do Mercosul e a Sead coordena as atividades do semestre. Saiba mais aqui.
Leia mais sobre a Reaf neste link.
Confirma aqui uma entrevista especial com o secretário técnico da Reaf, Lautaro Viscay.
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Casal de agricultores supera desafios de produção na Paraíba
O casal de agricultores familiares José Ferreira de Souza, 58 anos, e Margarida Ferreira de Lima, 56, produz hortaliças e legumes, como coentro, beringela, alface, beterraba e mandioca, em meio a caatinga. Mas isso só foi possível pela força de vontade, experiência e insistência de seu José. O agricultor escavou manualmente uma cacimba até encontrar a água. A atitude de José superou a dificuldade de recursos da região e rendeu ao casal a produção de novas culturas, um incentivo para continuarem firmes na produção.
José e Margarida moram desde 2004 pertinho do município paraibano Cuité, na microrregião do Curimataú. Lá começaram as dificuldades, mas logo acessaram o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), o que deu um gás no trabalho do casal. No início, seu José buscava água no vizinho para manter o cultivo de milho, feijão e fava. Mas desde 2015, quando resolveu escavar a cacimba, deu início a outros tipos de plantação. “A água ainda é pouca, mas é apropriada e dá para manter a produção. Lá na frente, se Deus quiser, vamos conseguir mais”, afirma o agricultor.
Mesmo com a estiagem, o casal consegue vender a produção para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), junto as prefeituras de Cuité-PB e Japi-RN, graças ao suporte oferecido pela Organização Social para o Desenvolvimento Sustentável e Capacitação (Odesc). O grupo desenvolve Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), orienta e realiza planejamentos para a participação dos produtores rurais em programas governamentais.
De acordo com o técnico de Ater da Odesc Rogaciano Souto Medeiros, o seu José e a dona Margarida são exemplos para a região, pois mesmo com todas as dificuldades, inclusive, os seis anos de estiagem, eles não pararam de produzir. “Eles têm um oásis no meio do deserto”, comentou o técnico.
Os próximos passos, segundo seu José, serão para finalizar o atual financiamento feito por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e usar os recursos para a construção de um poço artesiano na propriedade. Os dois ainda querem acessar neste ano o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Mariana Guedes
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação
Contatos: (61) 2020-0128 / 0122 e imprensa@mda.gov.br