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Agropecuária supera obstáculos e segue liderando a economia brasileira em 2016
O setor agropecuário liderou a economia brasileira em 2016 ao superar dificuldades conjunturais e a crise política. Aumentou de 21,5% para 23% sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) e, hoje, representa 48% das exportações totais do país. A agricultura e a pecuária não estão imunes à crise, mas geraram 50 mil novas vagas nos primeiros dez meses do ano, enquanto os demais setores da economia cortaram 792 mil postos de trabalho.
Números da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que o PIB do agronegócio terá crescimento ao final de 2016 de 2,5% a 3%, um resultado expressivo devido à recessão econômica enfrentada pelo país desde o ano passado.
A instabilidade climática, dependendo da região de plantio, terá menos influência na produção de grãos em 2017.
Na avaliação da CNA, a agropecuária deverá continuar crescendo em 2017, liderando o início da retomada econômica do país. Grandes desafios, contudo, ainda terão de ser superados. Uma questão estratégica para o setor é a elaboração da lei agrícola plurianual, em contrapartida ao modelo em vigor, de programas anuais.
Com planejamento de longo prazo, a agropecuária brasileira terá melhor desempenho e a classe média rural será fortalecida.
Comércio exterior – As vendas externas do agronegócio têm garantido seguidos superávits da balança comercial brasileira. Em 2016, os produtos do agronegócio deverão garantir saldo comercial significativo ao país: US$ 72,5 bilhões.
Tem sido decisiva a participação dos produtos do agronegócio nas exportações brasileiras. De janeiro a novembro deste ano, os 15 principais produtos do agronegócio representaram 38% do total das vendas externas do país.
Para 2017, a expectativa é de continuidade no crescimento do volume de exportações, com abertura de novos destinos para os produtos agropecuários e agroindustriais.
O mercado global de commodities seguirá marcado pela cautela relacionada à variação cambial e às incertezas políticas mundiais. A combinação desses fatores poderá influenciar a dinâmica e o fluxo do comércio global, criando desafios e oportunidades para o produtor rural brasileiro.
Nesse cenário, o Brasil tem alguns caminhos a seguir, como:
- Construir uma ampla rede de acordos preferenciais de comércio, que garantam a abertura novos mercados e manutenção daqueles já consolidados;
- Atrair investimentos, especialmente voltadas aos elos da cadeia produtiva da agropecuária que possam agregar valor aos produtos exportados;
- Promover a qualidade do modelo produtivo brasileiro e os requisitos de sustentabilidade cumpridos pelo setor, com objetivo de suprir a demanda de uma sociedade cada vez mais exigente e consciente dos desafios ambientais do planeta.
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Nos próximos dez anos, ritmo de crescimento do agronegócio brasileiro será maior do que no resto do mundo
O desempenho do agronegócio brasileiro no período de 2016 a 2026 será melhor do que a média mundial para produtos como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango), aumentando a participação do País no mercado global. Apesar disso, não repetirá para os próximos dez anos a robusta taxa de crescimento apresentada na última década em relação à produção e às exportações das principais culturas.
A conclusão é do “Outlook Fiesp 2026 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro”, levantamento elaborado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, que reúne diagnósticos e projeções do setor para a próxima década, em termos de produção, produtividade, consumo doméstico e exportações.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, ressalta que “há muitos e grandes desafios de curto prazo, especialmente da situação econômica do País, que afetam diretamente o desempenho do agronegócio, mas também há muitas oportunidades”. Skaf lembra que atualmente, 60% das exportações do setor passam por algum tipo de industrialização. “Precisamos abrir novos mercados, como o asiático, para aumentar essa proporção. Se o governo fizer o que precisa ser feito em termos de política comercial, alcançaremos números ainda mais significativos.”
De acordo com o Outlook Fiesp 2026, a participação de mercado do Brasil nas exportações mundiais de soja, por exemplo, chegará a 49% em 2026, com crescimento anual de 4,6%, acima dos 2,7%, em média, dos demais produtores.
A projeção para o milho brasileiro, que passou a ser disputado no mercado internacional pela sua qualidade, é de crescimento anual de 8,8%, com a participação nas exportações mundiais indo a 23% ao final do período projetado. Para a safra 2025/2026, estima-se aumento de 21% no consumo interno, puxado pelo setor de proteínas animais.
No caso do açúcar, o país, que já é o grande supridor mundial, em dez anos será responsável por metade do que é comercializado internacionalmente, segundo as projeções da Fiesp, com taxa de crescimento de 2,2% ao ano. Vale destacar que 2016 foi um ano importante de recuperação para o setor, impulsionado pela forte alta do preço do açúcar, em razão do desequilíbrio ocorrido no quadro de suprimento global.
Pela mesma razão, os preços da laranja deram um fôlego a produtores e indústrias, assim como o do café, mesmo com a valorização do real que, de forma atípica, acabou contribuindo para o desempenho dessas três culturas, ao melhorar os custos na lavoura e ao oferecer certo alívio para as indústrias com dívidas em dólar. Dessa forma, iniciarão o próximo ano em situação mais favorável.
Segundo o gerente do Deagro, Antonio Carlos Costa, 2017 também pode marcar o início da recuperação para as carnes, como a de frango e suína, que enfrentaram uma “tempestade perfeita” em 2016, com aumentos históricos dos custos de produção, somados ao consumo estagnado por conta da redução do poder de compra da população. Como resultado, os integradores registraram margens negativas nos primeiros seis meses do ano para aves e, no caso de suínos, o cenário continua negativo. Os prejuízos acumulados neste elo da cadeia produtiva devem chegar a R$ 4 bi até o final do ano, segundo cálculos da Fiesp. A carne bovina, cuja demanda doméstica foi fortemente afetada pela crise econômica, registra neste ano o pior consumo per capita em 15 anos.
Mesmo com uma recuperação da economia em ritmo menor do que o esperado, esses segmentos devem ser os um dos primeiros a se beneficiar com uma melhora da conjuntura macroeconômica. O milho também deve contribuir para que o próximo ano seja melhor, com os preços voltando à paridade de exportação a partir da recuperação esperada para a segunda safra.
O cenário projetado para a carne bovina aponta para um crescimento anual das exportações de 4,5%, com sua fatia do mercado internacional se elevando para 18% na próxima década, marcando uma melhora em relação ao desempenho registrado entre 2005-2015 (0,3% e 15% para crescimento e fatia do mercado mundial, respectivamente). No entanto, a abertura recíproca entre Brasil e EUA para o produto sinaliza, no médio prazo, a possibilidade de acesso a novos mercados, mais exigentes e que remuneram melhor o produto brasileiro, o que poderá resultar em números ainda mais positivos.
A projeção para os próximos dez anos para a carne suína também é favorável, com crescimento anual das exportações de 3,0% – contra retração de 1,2% ao ano na década anterior – e participação no mercado internacional de 10%. A carne de frango manterá sua expressiva fatia do mercado global, com 41% do total comercializado.
Riscos
O gerente do Deagro explica que o agronegócio já mostrou que não está blindado do que ocorre na economia brasileira, já que a queda na renda e na confiança do consumidor atingem o consumo de alimentos mais elaborados, e a situação fiscal do País lança um enorme desafio para a política agrícola brasileira – especialmente para o crédito e o seguro rural, instrumentos fundamentais para assegurar o desempenho futuro. O primeiro impacta diretamente os investimentos, com consequências para a produtividade das lavouras. Além disso, o ponto de equilíbrio do câmbio e o possível surgimento de uma onda protecionista jogam elementos adicionais de preocupação no curto prazo. “Para o país que detém o maior superávit comercial do agronegócio do mundo, movimentos protecionistas são ruins por princípio. No entanto, temos que estar atentos a oportunidades, mesmo com este horizonte, como uma maior aproximação com a Ásia, por exemplo”.
Estudo na íntegra está no site da Fiesp: www.fiesp.com.br/outlook
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Agricultores que investem na gestão da propriedade conseguem aumentar a rentabilidade em até 20%
Assim como em qualquer empresa ou atividade econômica, nas propriedades rurais é preciso utilizar as ferramentas de gestão estratégica para reduzir custos e riscos e garantir a saúde financeira do negócio. No entanto, muitos produtores brasileiros ainda têm dificuldade de mensurar financeiramente o resultado do seu negócio.
O bom planejamento financeiro, com controle de custos e resultados, entre outras práticas, é tão necessário quanto a correta adubação ou o controle eficiente de pragas e doenças. O produtor rural precisa adotar a condução profissional do seu negócio. “Isso significa que não basta apenas ter uma boa produtividade, sem saber quais são os seus custos. Não são raros os casos de fazendeiros cujas lavouras alcançam altos índices de produtividade, porém, acompanhados de custos de produção muito elevados que inviabilizam o resultado financeiro positivo do negócio”, explica o presidente da Albaugh Brasil, Renato Seraphim.
De acordo com dados do Senar (Sindicato Nacional de Aprendizagem Rural) de Mato Grosso do Sul, a correta gestão rural proporciona elevação na lucratividade entre 15% a 20%. Segundo a entidade, somente o registro regular de custos e despesas, por exemplo, pode gerar uma economia de até 3%. Caso haja adesão ao cooperativismo, os produtores rurais podem obter lucro de até 50% nas negociações de produtos.
Uma das formas eficientes de reduzir os custos de uma propriedade é planejar a compra de insumos com antecedência, optando quando possível pelos defensivos genéricos, que são mais baratos e têm eficiência e qualidade garantida. “Adquirir os produtos por meio de barter com os fabricantes de agroquímicos e distribuidores também é uma excelente alternativa de planejamento e de previsibilidade de custos”, orienta Seraphim.
Como os preços das commodities agropecuárias são definidos pelo mercado, a melhor alternativa para o fazendeiro elevar seu lucro é investir na otimização de custos com a utilização eficiente de máquinas e mão de obra e compra planejada de insumos, além de negociação antecipada de parte da colheita.
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Boas expectativas marcam o início da safra de grãos
A expectativa de uma boa safra de grãos está gerando reflexos positivos em setores da economia que dependem da agricultura. Influenciada por condições climáticas mais favoráveis para o desenvolvimento das lavouras neste ano, a previsão para a safra 2016/2017 é de mais de 210 milhões de toneladas de grãos produzidas, segundo os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Essas expectativas positivas acendem o sinal verde para outros setores da economia que dependem diretamente da produção agropecuária. No caso das máquinas agrícolas por exemplo, segundo os dados da Associação dos Fabricantes (Anfavea), outubro já registrou um crescimento de 35% em relação a setembro deste ano, dados estes que compravam um retorno no otimismo dos empresários e produtores do setor rural.
Atual quarto maior estado produtor de grãos, Goiás segue na mesma expectativa nacional, com previsão de safra recorde neste ano. Segundo os dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), a produção goiana de grãos deve atingir nesta safra os 21,2 milhões de toneladas, com grande destaque para as culturas da soja e do milho, que juntas representam cerca de 93% do total produzido.
Esses produtos abastecem a vasta cadeia agroindustrial do estado, sendo insumos básicos na produção de carnes e lácteos e também para a indústria alimentícia. No caso da soja, mesmo sendo exportada apenas cerca de 35% da nossa produção total, a oleaginosa é o principal produto da balança comercial do estado, sendo responsável por cerca de 25% do total exportado em 2015.
A principal região produtora de grãos no estado é o Sudoeste Goiano, porém a produção goiana já se encontra bastante dispersa, com crescimento significativo nos últimos anos nas novas fronteiras agrícolas goianas, o Vale do Araguaia e o Extremo Norte do estado. Entre os municípios, Rio Verde, Jataí e Cristalina são os maiores produtores estaduais.
A safra gera boas expectativas também aos produtores rurais, que ano após ano vêm enfrentando problemas de perdas em função do clima. “Nas últimas três safras tivemos problemas relacionados com a falta de chuvas, seja na safra de soja no verão, ou no milho na safrinha. Uma safra cheia nesses dois períodos é mais do que bem-vinda e pode amenizar a situação financeira complicada que muitos produtores se encontram atualmente”, afirma o assessor técnico da Faeg, Cristiano Palavro. Porém o consultor alerta que a safra ainda esta começando, e as previsões podem se alterar durante o ciclo produtivo.
As condições da safra também trazem reflexos aos consumidores finais, pois os níveis de oferta destes produtos impactam diretamente nos preços. É o que assessor técnico da Faeg, Pedro Arantes. “Os efeitos nos preços sofrem interferência de outras variáveis, porém a oferta desses produtos é a principal delas. No caso de produtos básicos, que vão direto para a mesa das famílias, como o arroz e o feijão, por exemplo, esse efeito é direto. Já para as cadeias da soja e do milho, os efeitos mais significativos podem ser observados nos preços das carnes, suína e de frango, principalmente, nos derivados de leite”, ressalta ele.
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No interior de SP, colecionador de frutas cultiva mais de mil espécies, muitas delas raríssimas
Um colecionador de frutas raras? Sim!! Ele existe, mora no Brasil e cultiva mais de 1,3mil espécies de frutas exóticas em seu sítio no interior de São Paulo.
Tem gente que coleciona de tudo: latinhas de cerveja, selos, moedas, lego… Mas essa deve ser a primeira vez que você ouve falar sobre um colecionador de frutas. Ele existe, é paulista nascido em Piracicaba, e atende pelo nome de Helton Josué Teodoro Muniz.
Helton coleciona frutas raras e exóticas, tendo plantado mais de 1,3 mil espécies no Sítio Frutas Raras, localizado em Campina do Monte Alegre. Porém, quem vê tanta motivação não imagina as dificuldades encontradas pelo colecionador, que nasceu com uma disfunção neuromotora e só aprendeu a caminhar na adolescência. Hoje, aos 36 anos, ele confessa ter dificuldades em segurar uma semente.
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Aos 15 anos, Helton começou uma horta caseira com o objetivo de ajudar no orçamento doméstico. Como ainda não sabia nada sobre o assunto, precisou pesquisar e colocar em prática sua aprendizagem. Na mesma época, passou a se interessar por frutas raras quando descobriu uma espécie que não conhecia: a saputá. Com o tempo, a curiosidade só cresceu e hoje ele é reconhecido como um frutólogo respeitado.
Durante sua trajetória, Helton lançou o livro Colecionando frutas – 100 espécies de frutas nativas e exóticas, onde compartilha um pouco do que aprendeu neste tempo. No livro, ele descreve método de cultivo e propriedades nutricionais e medicinais de 68 plantas nativas e 32 exóticas e inspira outras pessoas que tenham interesse em seguir seu exemplo.
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Fonte: Hypeness
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Chuvas aceleram o plantio de grãos em Minas
As chuvas regulares registradas nas últimas semanas foram benéficas para o início da safra 2016/17 de grãos em Minas Gerais. Os produtores mineiros estão aproveitando o maior volume pluviométrico para acelerar o plantio. Os trabalhos mais intensos estão na cultura da soja, uma vez que os produtores investem nas variedades precoces, o que permite a implantação da safrinha após a colheita da oleaginosa, que normalmente é de milho, feijão ou sorgo.
Para a safra 2016/17, a previsão é colher um volume entre 8,5% e 11,9% superior no Estado. De acordo com os dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Minas Gerais produzirá entre 12,8 milhões e 13,2 milhões de toneladas de grãos.
As informações preliminares da Conab sinalizam uma tendência de ampliação de até 5% no plantio de milho na safra de verão, em função da cotação elevada pela baixa oferta do produto. A produção máxima esperada é de 5,1 milhões de toneladas, alta de 1,1%.
No caso da soja, a estimativa inicial é produzir entre 4,43 milhões e 4,58 milhões de toneladas, o que significará queda de 3,1% a 6,3%.
De acordo com a coordenadora regional da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), em Uberaba, no Triângulo, Guilhermina Maria Severino, as chuvas mais regulares têm permitido a semeadura da nova safra. No ano passado, o plantio foi tardio, em função da escassez hídrica.
“Nas últimas semanas foram registradas chuvas abundantes, o que estimulou o plantio da safra 2016/17 no município. A princípio, o plantio da soja está mais atrativo que o dos demais grãos, pela maior liquidez e pelas oscilações de preços serem menores”, disse.
Guilhermina explica que no município o plantio de milho ainda não deslanchou. Alguns fatores como a concorrência com a soja e a descapitalização dos produtores, que tiveram prejuízos com as perdas provocadas pela estiagem na safrinha do cereal, explicam o ritmo mais lento.
“Em conversas com produtores e empresas que negociam sementes foi relatado que o volume de vendas de sementes de milho não cresceu como o esperado. O produtor ainda está cauteloso e esperando melhor definição dos preços no mercado para tomar a decisão. Muitos estão com recursos financeiros limitados para investir. Isto devido à seca que prejudicou a safrinha, período em que os preços do milho e a demanda estavam em alta, o que estimulou o maior plantio e as perdas foram expressivas”, explicou Guilhermina.
Em Uberlândia, o plantio da nova safra segue acelerado. De acordo com o engenheiro agrônomo e extensionista da Emater-MG, Carlos Miguel Rodrigues Couto, a maior parte dos produtores vem priorizando o plantio da soja, já pensando na segunda safra, que normalmente é de milho ou sorgo.
“Este ano o regime de chuvas está bem generoso, o que tem empolgado os produtores. O plantio da soja segue avançado, abrangendo uma área de 15% a 20% do total a ser semeado”, explicou.
A expectativa é de que a produção de soja fique estável em relação à colhida no ano anterior, com o uso de 55 mil hectares e produtividade estimada em 3,2 toneladas por hectare. O uso da variedade precoce é alto por ter a colheita antecipada e gerar maior janela para a segunda safra.
Em relação ao milho, o plantio alcança 10% da área destinada ao cultivo. A semeadura está mais lenta, já que os produtores priorizam o plantio da soja. A previsão para o milho também é de manutenção dos números da safra passada, com o uso de 13 mil hectares e produtividade estimada em nove toneladas por hectare.
“As chuvas estão bem distribuídas e, se o clima continuar favorável, caminharemos para um ano safra histórico”, disse Couto.
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Cafés do Brasil bate recorde de produtividade em 2016
Informe Estatístico do Café do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento destaca que serão produzidas 49,64 milhões de sacas de café com produtividade de 25,46 sacas por hectare.
A cafeicultura brasileira baterá recorde de produtividade média em 2016 com 25,46 sacas de 60kg por hectare, segundo o Informe Estatístico do Café, da Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, do mês de setembro de 2016. O documento destaca ainda que a produção será de 49,64 milhões de sacas de café de 60kg obtida em uma área de 1,95 milhão de hectares. Esse recorde de produtividade verificado em 2016 demonstra que os cafeicultores estão atualizando continuamente as tecnologias empregadas, bem como aperfeiçoando os métodos de gestão nas suas lavouras.
O Informe Estatístico, disponível no Observatório do Café, mostra que o maior estado produtor de café do Brasil continuará sendo Minas Gerais, com 28,9 milhões de sacas, e o segundo – Espírito Santo – com 9,1 milhões de sacas. São Paulo, o terceiro, com 5,9 milhões de sacas, e Bahia, quarto, com 2,1 milhões de sacas. Rondônia, o quinto, com 1,6 milhão de sacas, e o sexto – Paraná – com 1,1 milhão de sacas. Do sétimo ao nono lugar, respectivamente, nesse ranking vem o Rio de Janeiro – com 351 mil sacas, Goiás – 227 mil sacas e Mato Grosso, com 124 mil sacas. Esses números somados a outros estados produtores totalizam 49,64 milhões de sacas previstos para 2016.
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Fazenda usa água do mar e sol para cultivar tomates
Foi inaugurada na última semana, em pleno deserto australiano, a primeira fazenda do mundo a usar um sistema que combina água do mar dessalinizada e sol para produzir alimento. Iniciativa do grupo inglês Sundrop Farms, espera-se que a fazenda, que tem 19,6 hectares e está localizada na cidade de Port Augusta, cultive 17 mil toneladas de tomate por ano sem nenhum tipo de pesticida, combustíveis fósseis ou água subterrânea – método comum de irrigação na agricultura tradicional.
A água, que vem do Golfo Spencer, a cerca de 1,9 quilômetros de distância da instalação, é bombeada para uma usina de dessalinização alimentada por energia solar. Em seguida, é utilizada para irrigar 180 mil pés de tomate plantados em uma estufa forrada com um tipo de papelão embebido em água do mar, para que a temperatura para o cultivo seja ideal, contrariando o clima seco da região.
A energia solar utilizada para o cultivo é gerada por 23 mil espelhos que refletem a luz do sol para uma torre receptora de 115 metros de altura. Em um dia ensolarado, mais de 39 megawatts de energia podem ser produzidos, o suficiente para alimentar a estufa e o sistema de dessalinização.
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Os frutos são cultivados com a técnica hidropônica, método que não utiliza o solo, substituído por uma solução nutritiva. No caso do empreendimento da Sundrop, as plantas florescem em cascas de coco. O método hidropônico aliado ao uso da água dessalinizada e da energia solar abre uma nova porta para a produção sustentável de leguminosas.
Um ponto negativo do projeto é o custo. Para montar a fazenda do zero, foram gastos nada menos que US$ 200 milhões – cerca de R$ 640 milhões na cotação atual -, isso sem levar em consideração o valor de manutenção do empreendimento.
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Tecnologia e empreendedorismo no meio rural tornam o Brasil protagonista na produção de alimentos
A agropecuária desempenha papel fundamental na segurança alimentar mundial. Neste domingo (16/10) é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, estabelecido pela FAO
Brasília (14/10/2016) – Grande parte dos alimentos consumidos pela população mundial é resultado da produção agropecuária brasileira. Nesse sentido, o Brasil tem dado uma inegável e expressiva contribuição. Nos últimos 35 anos, a agricultura brasileira cresceu 335% em produção e atingiu 202 milhões de toneladas de grãos e fibras na safra 2014/2015. A expansão da pecuária também acompanhou o desenvolvimento rural agrícola, com um aumento de 38,2% nos últimos 10 anos, contando 12,38 milhões de toneladas de carne bovina, em 2015.
Neste domingo (16/10) é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, estabelecido em 1979 na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A data marca o dia da fundação da FAO, ocorrida em 1945. Todos os anos, a entidade lança um tema de comemoração e o deste ano será “o clima está mudando: a alimentação e a agricultura também”.
No cenário mundial, o Brasil apresenta um importante papel na segurança alimentar. Além de reunir os recursos necessários de produção, como condições climáticas favoráveis, água em abundância e 383 milhões de hectares agricultáveis, possui ainda tecnologia de produção e o empreendedorismo dos produtores, o que torna o País um dos principais protagonistas na tarefa de alimentar o mundo. O setor agropecuário brasileiro evoluiu muito nos últimos anos, passando de importador de alimentos, na década de 1960, para autossuficiente e exportador, desde a década de 1980. O Brasil também passou a ser a principal referência em pesquisa científica em agricultura tropical, incrementando cada vez mais tecnologia aos sistemas produtivos – principal pilar da competitividade nacional.
O aumento da produtividade permitiu uma verticalização da produção evitando avanço sobre novas áreas e produzindo mais em um mesmo espaço. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) faz parte deste desenvolvimento, atuando diretamente na promoção da ampliação da capacidade dos pequenos, médios e grandes produtores rurais, promovendo políticas ambientais, de crédito e de orientações públicas. Além disso, estimula a implementação de tecnologias, capacitação de mão de obra e cumprimento de leis que regulamentam o setor. Segundo o coordenador de Sustentabilidade, da CNA, Nelson Ananias, “a busca por segurança alimentar tem como pilar o alimento, em quantidade e qualidade. Essa é a meta da CNA e do produtor rural”, afirma.
Agro em Questão – Para entender e debater o atual cenário de gestão estratégica da segurança alimentar e qualidade do alimento, a CNA realiza, em 1º de novembro, o seminário Agro em Questão – Alimentos Saudáveis. Estudos de caso de países que possuem mercado relevante e regulado, como os Estados Unidos, servirão de referência nas discussões.
As experiências compartilhadas neste evento poderão ajudar o Brasil a encontrar soluções para os problemas de forma mais rápida e eficaz. Também está prevista apresentação sobre produção orgânica, convencional, transgênica e de modelos nacionais de governança e casos nacionais de gestão. O evento contará com a presença de gestores internacionais, produtores rurais, técnicos e representantes dos governos federal e estaduais.
Para o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, o evento busca comparar as realidades entre sistemas produtivos, tanto dentro da cadeia produtiva, quanto comparada à de outros países. “Queremos divulgar e comparar as diversas maneiras adotadas nos sistemas produtivos do Brasil e absorver o que está funcionando mundo afora”.
Fonte: CNA
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Pequenos produtores de café do Sul de Minas alcançam mercado exterior
Pequenos produtores de café do Sul de Minas encontraram uma alternativa para melhorar a qualidade dos seus grãos e tornar o produto mais competitivo e lucrativo. Visando o mercado internacional, ONG’s de outros países passaram a investir nas pequenas produções da principal região cafeeira do Brasil.
O produtor Roberto Peixoto, conta que a família vive há 20 anos da renda do café e revela que no início enfrentou dificuldades. “No começo nós não vendíamos quase nada e íamos aprendendo sobre a lavoura com os vizinhos”, revela Peixoto.
A melhora da produção veio em 2007 quando a família passou a receber ajuda de uma ONG que oferece apoio técnico a pequenos produtores de café. Depois de um concurso, o café produzido na propriedade da família é vendido nos Estados Unidos, Itália, Alemanha, Suíça e Guatemala.
Mateus Queiroz é técnico organizativo da ONG alemã e revela que a instituição oferece aos pequenos produtores assistências técnicas. “Nós organizamos as estruturas existentes ou fundamos novas estruturas para dar mais força ao pequeno produtor. Também trabalhamos bastante com a parte comercial”, conta. Quiroz ainda ressalta o sucesso das parcerias feitas no Brasil e em outros países para conseguir colocar esse café com melhor preço para o pequeno produtor.
Concursos que abrem portas
Outro passo importante para abrir as portas do comércio exterior são os concursos que avaliam a qualidade do café. Degustadores de diversos países se uniram a especialistas brasileiros para avaliar o café de cinquenta produtores sul-mineiros. A avaliação é uma possibilidade dos produtores melhorarem o plantio do café.
Leia a notícia na íntegra no site G1 – MG.
Fonte: G1 – MG



